Este filme surpreendeu-me. A história decorre na cidade de Los Angeles dominada pelo crime no ano de 2029. O sistema judicial passou (dois anos antes) a ser totalmente gerado e controlado por uma Inteligência Artificial avançada chamada Mercy. Esta IA dita sentenças com base em algoritmos e num acesso total a dados digitais. A história começa com o criador da Mercy a ser julgado pelo crime da sua mulher e tem apenas 90 minutos - com base no acesso total a dados digitais - para apresentar a sua defesa como inocente ou é morto.
A narrativa funciona como um espelho hiperbólico das ansiedades atuais sobre a tecnologia, a automatização e a perda do controlo humano. Em vez de focar apenas em robôs físicos ou explosões, o suspense centra-se num debate filosófico e jurídico contra um algoritmo invisível e acrescenta um dado: a possível humanização da máquina. A Rebecca Fergusson está mesmo muito bem como Mercy.
16/20

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