quarta-feira, setembro 23, 2026

Palestina Livre

Já tinha baixado os braços a este respeito, recusava-me a ver notícias sobre por não conseguir coexistir com o genocídio que por lá passa e virei as costas numa estratégia de evitação que me protegia de alguma forma perante a angústia que a minha impotência perante esta situação fomenta. 

Acontece porém, que depois de ouvir o Macklemore no concerto do Ed Sheeran senti-me bastante cobarde por ter deixado de ser uma voz no mar de vozes que quer ver assumida a responsabilidade criminosa de Israel. Não mais me calei e não me vou calar. 

As vozes que se calam deixam de ser um mar para se tornarem um lago. O Macklemore mostrou que o lago pode ser mar de novo e posteriormente oceano e, oxalá, um tsunami que varra o nazismo de Israel do mapa. Achei muito encorajador a quantidade de judeus que explica que o que se passa ali é nazismo puro, e que o sionismo não é ser judeu. O judaísmo é uma religião de paz, na realidade todas são. Depois temos cristãos de merda, muçulmanos de merda, judeus de merda e por aí fora. Mas o povo judeu, o povo cristão, hindu, muçulmano, nada tem a ver com as pessoas de merda que nele existem e que é uma desgraça quando chegam ao poder e usam a palavra de Deus em vão para a obtenção dos seus propósitos.

Mais pessoas têm de falar e de ilucidar sobre o que tem sido a história da Palestina desde há 130 anos, para que as restantes deixem de ser racistas, porque de todas as agressões que se passaram no mundo, apenas os Ucranianos receberam auxílio, porque são brancos. Mas importa sobretudo que Israel seja responsabilizado pela genocídio de um povo, do qual quer tomar o terrítório. Qualquer pessoa que esteja de acordo com isto, devia ter muita vergonha. O Holocausto foi isto mesmo.  Por isso, desejo do fundo do coração ver a Palestina livre um dia, e vou continuar a ser uma voz a ilucidar sobre o porquê.

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