
Fico muito triste por ver partir hoje uma das pessoas que mais contribuiram para a evolução da dança contemporânea. Fica o trabalho e as maravilhosas imagens que produziu.
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foto: Sagração da Primavera
E se de repente um alemão expressasse através da dança a sua visão de Lisboa? Assim, aconteceu. Lisboa vista por Pina Bausch resultou no brilhante Masurca Fogo, onde sentimos que Lisboa não é só fado e oceano. É também multiculturalidade, engano, alegria, pobreza, tradição, prostituição, saudade, inocência, tempo, riso, choro e corpo. Lisboa é uma grande cidade que escapa a quem nela vive, mas que felizmente não escapa a quem a visita com olhos de quem vê.
Lisboa é uma cidade de quem Pina Bausch gosta e Lisboa também gosta dela. Graças a isso se está a realizar um festival Pina Busch. Ontem, no Jardim de Inverno do teatro S.Luís, foi dia de ver em filme (pena) a peça de dança «Sagração da Primavera», filmado em 1975. Se o efeito produzido pela tela já foi brutal, imagino o que seria estar a ver tal peça num palco com o cheiro da terra que cobre o chão.