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segunda-feira, junho 06, 2016

Os Portugueses são moderados e bonzinhos e tal, mas...

Comecei a pensar no que pode acontecer se os cerca de 1.5 milhões de portugueses e luso-descendentes na Venezuela tem de voltar ao país de origem. Lá se vai o bom senso e essas pessoas vão ser tratadas da mesma maneira que os "retornados" foram nos anos 70. Ainda me lembro das pessoas terem esse rótulo. A minha vizinha era "retornada" e ninguém a tratava pelo nome. Era a "retornada". Vamos lá ver se somos verdadeiramente solidários para com os nossos. E o vosso palpite é?

sexta-feira, agosto 22, 2008

Ainda por causa dos brandos costumes...

Como refer o DN, este ano já morreram vítimas de violência conjugal mais 8 mulheres do que no total do ano passado. Se antigamente isto era típico de escalões etários acima dos 50, a tendência é que pessoas cada vez mais novas cometam o crime, pessoas nos 20 e poucos anos.
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Quando falo com amigos meus eles dizem «O quê? Diferenças entre homens e mulheres? Isso já não existe, isso era no tempo dos nossos pais». Epá, que bom. Somos uma sociedade tão evoluída. Se olharmos para cima, para o lado ou para o chão até é verdade. Se olharmos na direcção das pessoas, já mudo de idéias.
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Sim, existem imensos jovens na universidade. Sim, os tecnologias melhoraram a qualidade de vida e temos mais facilidades e informação. Não, as mentalidades não mudaram assim tanto.
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E das pessoas que lêem o meu blog, algumas irão dizer «Epá, acordaste zangado? Estás deprimido? Gosto mais quando fazes posts com piadas e tal». Bom, adoro rir, adoro as piadas e tal, mas também sou um tipo consciente de que o mundo em que vive não é perfeito e que de vez em quando é preciso falar dele e tentar melhorá-lo um bocadinho. As duas coisas podem coexistir na perfeição.

Ocorrência de brandos costumes

Ontem à hora de almoço enquanto via os saltos do Nélson Évora, na mesa ao lado, um senhor muito bem educado revelando alguma cultura desportiva e metia conversa connosco no espírito da "tertúlia à portuguesa". Não me importei porque até era simpático. Seguiu-se uma prova de velocidade ele disse que ia ganhar 'o branco'. Um dos meus colegas disse «o jamaicano é que vai ganhar». Ao que ele respondeu «nós temos de torcer é pelo branco que é igual a nós». Senti um calafrio interno e não olhei mais sequer para a cara dele (nem sei se os meus colegas se aperceberam disto porque ele falou com entre sorriso). Tive duas certezas: primeiro que se eu lhe respondesse não ia sair coisa boa da minha boca. Segundo, que se o Nélson Évora se não ganhasse não seria mais do que um preto.
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Odeio os brandos costumes portugueses. São estes que fazem acreditar que o racismo não existe, que o sexismo não existe, que a estigmatização cultural e sexual não existe e por aí fora. É tudo muito diluído e quem não está atento deixa passar... sim, a maioria das vezes deixamos passar, brandamente. É o nosso costume. Eu não quis arranjar confusões num restaurante e na minha cabeça achei que tive algum bom senso. Mas a dúvida fica, terei eu sido mais um brando português?