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terça-feira, julho 01, 2025

Amigos no trabalho

Diz a sabedoria popular que é complexo fazer amigos no trabalho. Eu conheci bastantes amigos no trabalho, mas com a pandemia é verdade que as coisas ficaram diferentes no meio onde me movia. No departamento onde voltei, tinha alguns amigos que saíram antes da minha volta e havia um rapaz (que me lembrava muito o meu idealismo na idade dele) que também acabou por sair. 

Digamos que me fiquei a sentir um pouco mais isolado aqui neste instituto por me identificar pouco com as pessoas e o tipo de trabalho que fui obrigado a fazer. Comecei a ver como poderia mudar para outra divisão onde o chefe é um antigo colega de trabalho que respeito bastante. Fui informado de que não me deixariam sair, mas no meio dessa conversa ele informou-me que um antigo colega do meu departamento ia voltar para o nosso instituto, e que por incompatibilidade com os meus chefes ia para a divisão dele.

Ele disse que era um jurista, mas eu nem percebi que era o rapaz idealista que ia voltar. Hoje dei de caras com ele nas escadas, foi uma grande surpresa. O pobre está pele e osso. Eu sempre achei a polícia não era um sítio para alguém que acredita na justiça, nas leis e na melhoria das instituições de direito. 

Quando tiver tempo quero saber o que aconteceu. Já tive outro colega que também abandonou aquela polícia e o que ele contava, em 2011 deve ser o mesmo que se passa agora. Mas tudo isto para dizer, que é bom sentir que existe mais um amigo por perto de novo.

quinta-feira, janeiro 30, 2025

Há dias

Há dias em que estou no trabalho e preferia estar bêbado à beira da inconsciência para não me lembrar de que aqui estou. Que dia mais seca e mais foleiro e mais tudo...

sexta-feira, janeiro 19, 2024

Entrevista de emprego

Tive na 4a feira uma entrevista de emprego online. A posição era muito boa e estavam bastante interessados em mim. Durante a nossa conversa falou-se de viagens e cidades e ele percebeu o facto de twist porque falando de Lisboa e de história ele disse que eu haveria de gostar de Jerusalém e eu disse que não visitaria, porque não visito, sem ser por obrigação, países que atentam ferozmente contra direitos humanos. Aqui ele pediu para eu concretizar e eu concretizei. Ele deu a sua visão de que 2.3 milhões de pessoas devem ser bombardeadas, crianças inclusive, porque todos apoiam o Hamas. Fiquei azedo e expliquei porque é que Israel era um estado nazi, o que é uma enorme ironia. tenho zero contra judeus, mas tudo contra quem apoia o governo de Israel. 

Para tornar tudo muito engraçado falta apenas dizer que o meu entrevistador - e vice-presidente da empresa - é Israelita. Duvido seriamente que seja contratado.