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terça-feira, março 16, 2021

Harry e Meghan - A entrevista

Para mim foi um exercício intelectualmente desonesto, por parte dos duques, e uma abordagem demasiado americana (centrada na cultura da celebridade), por parte da Oprah. Houve muitas pontas soltas e expressões ensaiadas, comentários deliberados (reiterados em momentos chave para manipular a simpatia do expectador para com a duquesa). 

Outros aspetos que não somos obrigados a saber (eu não sabia) remetem às leis de atribuição de títulos. O filho dos duques não recebeu título real. A Meghan tenta puxar a carta do racismo mas, por lei, nenhum bisneto da rainha recebe título e o Archie é bisneto.  

Os filhos da Princesa Ana não tiveram direito a títulos reais (porque o título passa por via paterna) e o pai deles era um Capitão. Mas são na mesma membros da família real e cresceram em segurança sem ter a segurança paga (que protege a linha direta de sucessão ao trono, da qual Harry já não faz parte porque o irmão teve filhos). 

Não gostei do discurso inquinado da Duquesa e do Duque. E, no caso, não se pode ter o melhor dos dois mundos. As altezas reais têm deveres e é uma vida dura. Não sou exatamente um fã da monarquia, mas reconheço sentido de dever e de Estado quando o vejo, e olhando para a Rainha Isabel II, vejo imenso. 

As instituições são o que são, têm as suas regras e processos internos. A monarquia é o que é e pode modernizar até um certo limite, ou deixa de ser o que é. Quem entra, tem de saber as regras e estar disposto a jogar com elas. Ou não entra. 

Um pouco em analogia livre, se queremos que uma casa de fados toque bossa nova, deixa de ser uma casa de fados. E se eles querem manter a tradição, ali só canta quem é fadista (mesmo que mais moderno).

quarta-feira, julho 21, 2010

O emprego e o tomate

É incrível o poder que o emprego pode ter sobre nós. Um tipo pode sair do emprego completamente consumido. Às vezes apetecia-me trazer tomates bem maduros e de cada vez que a direcção tivesse comportamentos desrespeitosos (mais um de centenas) levava com um tomate nas trombas. Há algo de revigorante neste pensamento. Já me sinto levemente melhor.

sexta-feira, abril 30, 2010

Desonestidade intelectual

Tenho sérios problemas com a desonestidade intelectual. Se calhar basta apenas dizer com a desonestidade. Estou sempre pronto a acreditar em tudo, mas detesto que me façam de parvo ou que não sejam transparentes comigo. Uma coisa é uma coisa e não outra. eu até posso fingir que acredito, mas para quê participar na farsa? O mundo não era bem melhor se as pessoas falassem com transparência? É apenas um pensamento. Lamento mais pelas pessoas. Não posso fazer nada, mas também não me junto a eles. Fico como observador, umas vezes a pensar «és tão burrinho(a)», outras a pensar «ok. não me vou rir». E pronto, o momento a seguir já será outro momento.

terça-feira, abril 13, 2010

A Igreja volta a atacar


Agora foi a vez do nº2 do Vaticano o Cardeal Tarcisio Bertone dizer que não se pode estabelecer relação entre o celibato e o abuso sexual, o abuso sexual está sim relacionado (como os estudiosos sabem) com a homossexualidade. Não percebi se ele está a querer dizer que uma boa percentagem dos padres é homossexual ou se está a tentar roubar protagonismo na escala de declarações lamentáveis feitas pela Hierarquia Superior da Igreja Católica.
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Mais de 90% dos casos de abuso sexual são cometidos sobre meninas. É um assunto muito grave e declarações deste género desviam a atenção sobre a resolução do mesmo. Para além disso são declarações desonestas, bem ao estilo do Bispo de Tenerife (o tal que diz que muitas crianças desejam o abuso) para tentar sacudir água do capote.
a notícia toda aqui