quinta-feira, abril 05, 2012
Cordão umbilical cortado
Cortaram-me o cordão umbilical. Esse dia chega sempre. No caso significa, partir e esquecer. Talvez até um acto de liberdade simbólica e psicológica.
Viver sem dinheiro - Mark Boyle explica como.
Mark Boyle desistiu de usar dinheiro há 6 anos. Numa entrevista ao jornal Guardian, explica como vive uma vida suficiente e sustentável. Toda a notícia aqui.
quarta-feira, abril 04, 2012
Sabedoria de esquimó
Há que ter calma. Os esquimós não comem as baleias inteiras, partem-nas em bocadinhos.
Concurso de contos
E por falar da escrita que se nos agarra aos dedos vou mandar um conto para o concurso de contos da FNAC. Por sorte tenho um conto de 11 páginas em word. Eles pedem 10 a 15. Tenho de agradecer à Ju que me falou da cena. Os Internautas são quem vota nos que consideram melhores. Se eu consegisse chegar aos 10 finais (quero lá saber de ganhar) já ficava com uma reacção tipo Chihuahua feliz.
terça-feira, abril 03, 2012
Um destes dias...
Volto a escrever poesia. Na 5a feira estive quase quase e depois deixei ir. Quem sabe a escrita não se ma agarra aos dedos de novo.
Sentir o cheiro da relva... nããããão!!!
Cheguei ao Cais do Sodré e a caminho do trabalho encontrei um jardim. Estava o homem da câmara a cortar a relva. Havia aquele maravilhoso cheiro de erva e terra molhada no ar. Quando comecei a esboçar um sorriso em função da satisfação do momento. Passa a p*** de uma fumadora, a cheirar mal como o caraças e a deitar-me fumo para cima. Estragou-me o quadro e se tivesse um balde de água tinha-lho atirado para cima. Tenho uma raiva de estimação por fumadores que não sabem que o ar livre é também respirado por pessoas que até nem fumam e que não têm de levar com fumo em cima.
segunda-feira, abril 02, 2012
A tia J.
A tia J. era muito pequenina, mas diz-se que era a mais bonita das irmãs. Se a beleza não a deixava ficar mal, não foi por isso que ficou conhecida. Não obstante, quando não havia dinheiro para comer em casa era dessa formosura que se fazia valer. Ia à padaria e dizia ao padeiro que lhe mostraria as pernas se lhe desse pão para levar para casa. Hoje em dia mostrar os joelhos não é grande coisa, mas nos anos 30 era um caso sério de ousadia. Já de adolescente mostrava iniciativa e foram a sua determinação e coragem que se tornaram o seu cartão e visita. Chegou à vida adulta e converteu-se numa operária, como as restantes irmãs. A ditadura não lhe agradava e como era espevitada juntou-se ao partido comunista em nome da liberdade. Foi também em nome da liberdade de direitos que foi presa uma ou outra vez, quando se atirava à porrada aos PIDE que estavam a maltratar mulheres na rua. Levava uns sopapos e era libertada. Tomou parte de greves, fingiu que era líder sindical para desviar a atenção daquela que efectivamente era o cérebro por trás da luta operária na fábrica onde trabalhava.
Foi presa mais uma vez para cobrir uma greve. Teve sorte, o Inspector tinha perdido nessa semana uma filha da idade dela, também com um ar espevitado. Teve pena dela, disse-lhe que arranjasse a vida e se deixasse de comunismos. Ela veio para a rua sem os sopapos do costume. Os comunistas não lhe perdoaram, parece que quem vinha para a rua sem levar sopapos eram os bufos. Ela tornou-se uma espécie de lepra para os antigos colegas de luta. Afinal, não levar porrada tinha sido um azar. Ganhou-lhes raiva. Depois de todas as pauladas e sacrifícios metiam-lhe fama de delatora. Foi a última vez que quis saber de política e de comunistas. Atazanava muitas vezes o meu avô, que nunca deixou de ser comunista, dizendo que ele fazia parte de um grupo hipócrita que não defendia os seus. Quando o meu avô morreu quis a bandeira do partido sobre o caixão e ela pegou-se com a minha avó porque não queria que a bandeira da porra desse partido fosse no caixão do irmão. A minha avó ganhou.
Apaixonou-se ainda muito jovem por pedaço de homem. Já de casamento marcado, aparece uma outra mulher com um puto nos braços, que era a cara chapada do noivo. Desmarcou, disse-lhe que ele tinha um filho para criar e que era com eles que devia ficar. Sofreu muito, mas na sua ideia uma criança precisava mais de um pai do que ela de um marido. Mais tarde conheceu um senhor, um verdadeiro senhor com fortuna com quem iniciou uma relação. Nâo quis casar. Não era apaixonada por ele. A família ficou em polvorosa. Ela seria oficialmente uma perdida. Estes ânimos acalmaram quando ele a colocou a viver na Av. da Liberdade numa casa de luxo com criadagem e motorista. Viajou, conheceu embaixadores, políticos e manteve a sua reputação de rebelde. Sempre dizendo o que lhe vinha à boca. O seu maior orgulho era o facto de nunca ter dito uma mentira, mesmo que a resposta fosse contra si. Eu testei-a várias vezes. Ela não se importava. Acho que até gostava do choque que provocava quando respondia ao que lhe perguntavam directa e sem o menor pudor. Era uma provocadora, diz a minha mãe, com tudo o que de bom e de mau está associado.
A sua fortuna continuou a crescer, dona de uma casa de espetáculo e de um restaurante conhece o amor da sua vida, um jogador de póquer. Um apostador inveterado, mas o amor é o amor. E ela era daquelas que dava o que tinha. O amor, o dinheiro, a casa. Ficou com muito pouco. Manteve a casa e uma pequena renda. O resto foi embora. Um dia viu-se uma mulher madura e sozinha. Casou com o seu segundo marido, o seu melhor amigo. Era isso que queria, um amigo e alguém que lhe aturasse a boca sem filtro.
Os anos passaram e a tolerância à sua rebeldia e provocação decresceram com a sua conta bancária. A família passou a apelidá-la de inconveniente, ainda mais quando em alguma festa bebia um copo a mais e começava a destilar todo o dinheiro que tinha dado a toda a gente que agora não tinha paciência. Mas ainda havia alguma paciência. Na sua casa, agora antiga e velha, continuava a haver peças de mobília originais de valor extraordinário e as pessoas da família tinham as peças prometidas e alguma paciência ainda teria de existir.
Eu habituei-me a gostar dela. De ser destemida e de provocar os nervos a toda a gente com perguntas que as pessoas politicamente correctas não fazem. Tive pena de morarmos longe e de não fazer parte daquela família que estava sempre perto. Mas a minha mãe nunca quis peças de mobília originais de extraordinário valor. E nunca teve feitio para se colocar em bicos de pés. Gostava muito quando a tia telefonava para dizer que vinha passar o fim de semana. Eu já sabia que isso significava que iria haver pombo guisado com ervilhas para o almoço de domingo e a tia ia comer apenas as asas dos pombos com o meu pai a queixar-se de que ela era um pisco a comer e que assim passava fome. Ela apenas respondia que só fazia o que lhe dava prazer e era as asas que gostava de comer, duas ou três.
A tia J. tinha um espírito feito de betão. Lembro-me quando nos anos 90, já com setenta e picos anos, desatou a discutir com uns polícias que foram visitar o seu prédio armados. Nunca deixou de ter um certo desprezo pela autoridade e por aqueles que supostamente deviam defender-nos e nada fazem. As ruas estavam inseguras com imensos assaltos e eles eram uns cobardes disse-lhes. Ameaçaram-na de que não se calasse a levavam presa. Ela respondeu que só lhe mostravam o cobarde que eram e que não seria a primeira vez.
Um dia recebemos a notícia de que a tia J. tinha morrido. Eu não estava em Lisboa e tive muita pena de não poder ir ao funeral. Tenho uma fotografia da tia J. em casa. Fui eu que a tirei quando tinha talvez uns 19 anos. Ela está sentada no sofá da nossa sala de estar e tem aquele olhar imponente, quase de imperatriz, a desafiar-nos. Quase nem se nota que só tem metro e meio. Sente-se o fogo que ardia dentro dela, o ardor provocatório às convenções e às regras sociais que não servem a ninguém.
Quando eu era adolescente o meu pai dizia «tenho muito medo pelo futuro deste miúdo porque ele não se cala a ninguém, tal e qual a tia J. Um dia ainda se sai mal.». Infelizmente sou uma pálida sombra da tia J., calo-me muito. Há dias em que, como hoje, sinto o meu espírito quebrado. Não sei se ela alguma vez esteve, mesmo que por momentos, sem esperança. Gostava de lhe perguntar. Como sempre tenho a certeza de que não mentiria. Hoje não consigo pensar em outra coisa senão na tia J., no seu olhar ardente e nos seus punhos sempre prontos a erguerem-se para defender aquilo em que acreditava.
domingo, abril 01, 2012
Este país não é para gente sem dinheiro...
Os irmãos Cohen podiam vir cá e fazer a adaptação do «Este país não é para velhos»... seria um êxito.
sábado, março 31, 2012
sexta-feira, março 30, 2012
AP, a P*** da AP...
Gerir um projecto na AP é um sarilho. Um tipo bem se tenta manter à tona, mas é tudo muito difícil. Ou alinhamos pelo sistema da burocracia ou estamos tramados. O pior é desconfiança que a AP tem das pessoas pro-activas.
Empadas de atum.
Era um defensor acérrimo das empadas de atum do DIA. Hoje voltei às empadas e queria ser defensor do atum mas não o encontrei dentro. Ocorre...
quinta-feira, março 29, 2012
quarta-feira, março 28, 2012
terça-feira, março 27, 2012
Igrejas bonitas
Esta cidade um pouco acima de Istambul tem umas igrejas bonitas. Assim de repente é o que lhe consigo arranjar de bom.
segunda-feira, março 26, 2012
Que biolência...
Não quero voltar a sentir o que senti hoje de manhã no trabalho. Sem impressora, sem e-mail, sem sistema informático e a ter de fazer n coisas por e-mail e imprimir 6 volumes de uma coisa muitoo importante. Eu dou-me grato por ter trabalho nos tempos que correm, mas gostava imenso que me deixassem trabalhar também.
Anjos existem?
Foi por um triz que não meti tudo a perder. Foi mesmo uma daquelas coisas que à última da hora calhou ver. Se não tivesse visto. Lixava tudo e lixava-me e sei lá que mais... Preciso de férias.
domingo, março 25, 2012
Diz que...
Diz que as pessoas distraídas podem ser mais inteligentes... ufff, eu sabia que havia uma razão.
Os Jogos de Fome

Precisa de ir ver uma sessão não demasiado pesada e escolhi «Os jogos da fome». Pensei que era um filme de acção e que ia ser pouco exigente (mas mesmo assim muito melhor que as comédias da Jennifer Aniston). Não foi demasiado exigente, mas o filme não é levezinho. É uma poderosa metáfora às relações entre dominadores e dominados que estão presentes no nosso dia a dia. Para ser um grande filme (no sentido cinéfilo do termo) as personagens precisariam de mais definição, mas as ideias base estão lá e a Jennifer Lawrence prova que pode vir a ser uma muito boa actriz pela intensidade silenciosa que consegue dar a uma cena (já tinha sido muito boa no filme Winter's Bones). Gostei, incomodei-me, agitei-me e diverti-me. Talvez venha aí uma sequela. Quem sabe. Espero que tão boa na génese e mais bem escrita.
14/20
sexta-feira, março 23, 2012
So not cool...
Demasiado trabalho anda a por-me ranzinza e amargo. Vou comer uma barrica de doce de ovos de Aveiro.
Acelerado
Estou com a mosca. Ando a dormir pouco. Fico acordado até às 2h da manhã a trabalhar e ando sensível. A estupidez alheia, a falta de sensibilidade e solidariedade das pessoas em geral deixa-me com a pele muito fina e reactivo. São as imagens da polícia a ser uma besta contra pessoas indefesas (porque com as outras não se metem), são os novos pedintes idosos (como a senhora que estava hoje no metro com a cara mais envergonhada desta vida a pedir esmola, de certeza que pela primeira vez) é o amigo que dá um telemóvel de 500 euros ao filho de 12 anos e não dá 5 euros para pagar a refeição de uma pessoa com fome no Vasco da Gama, é a cara de condescendência que me deitam quando digo que temos de estar gratos pela nossa abundância e não desrespeitar a falta que outros têm desperdiçando-a. Sinto que vivo num mundo louco. Apetece-me ir para casa e dormir, ou fechar-me numa sala de cinema e evadir-me para um mundo alternativo. Sim. Fuga.
quinta-feira, março 22, 2012
quarta-feira, março 21, 2012
Efeitos nos namorados
Disseram-me que tenho um efeito de engorda nos meus namorados que ao fim de um certo ganham todos uma certa "robustez" física. Bom, antes isso do que ter um efeito laxante.
Lipoaspiração
Se hoje me fizessem uma lipoaspiração ao cérebro ficava vazio. Sinto que a única coisa que tenho dentro da cabeça é gordurinha, daquela que não consegue pensar. Salva-me o neurónio de emergência que se activa quando o sistema desliga. Permite-me andar e ouvir música ao mesmo tempo, ou estar sentado e escrever no blogue. Mexer e pensar já é demasiado. Não quero forçar o neurónio de emergência.
segunda-feira, março 19, 2012
Um estado de espírito
Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver-te sorrir...
E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim...
(mais nada!)
Dia do Pai
O Dia do Pai. O dia do meu pai é todos os dias. Falo com ele todos os dias e peço que a sua energia me ilumine os passos.
domingo, março 18, 2012
Nó na garganta
Detesto este sentimento de anticipar as segundas feiras com um nó na garganta. Por um lado desejo já a sexta feira para me livrar do sítio opressivo que é o meu local de trabalho, por outro lado saber que não vai haver tempo nos dias até sexta para fazer o que há para fazer. É desejar ver o tempo a passar ao mesmo tempo que sinto o tempo fugir-me debaixo dos pés sem que eu queira. O que eu queria mesmo era as minhas segundas-feiras de volta. Sempre adorei segundas feiras e o potencial de realização que representavam. Agora detesto-as.
sábado, março 17, 2012
John Carter

Fui ontem ver. Apetecia-me ver uma coisa que fosse entretida e que não me exigisse muito, mas não tão má como as comédias da Jennifer Aniston anda a fazer. Não é que gostei? É bom ver uma história de heróis e princesas clássica, com um código de ética em que a palavra e a solidariedade ainda tinham algum valor (talvez porque a história foi escrita entre 1911 e 1917 pelo senhor que cirou o Tarzan, Edgar Rice Burroughs). Os efeitos especiais estão bem, mas em alguns momentos poderiam estar melhor. A história não é linear e tem alguns momentos em que não é previsível. É capaz de vir aí uma sequela - espero que mantenham a mesma linha ética do autor original. Fora isso, o actor principal tem um corpo bem ao jeito que eu gosto o que é sempre um regalo à vista...eheheheh.
15/20
Curioso que já ninguém se lembra desta música
Spaceman - Babylon Zoo
Ainda do tempo em que um anúncio da Levi's ditava o sucesso de uma canção.
sexta-feira, março 16, 2012
quinta-feira, março 15, 2012
Reorganização
E de repente, para deixar de ter as noites todas ocupadas terei de me levantar às 6.30h para conseguir ir ao ginásio de manhã e estar no trabalho às 1oh. Trabalhar em Lisboa é óptimo, mas com estacionamento facilitava tanto a vida de uma pessoa. Grrrrrrrrrrrrrr...
Vergonha

Ora aí está um filme estupendo e feio, mas feio porque não é romanceado. Trata a realidade de dois irmãos completamente amputados de um sentido de afecto equilibrado, que ambos substituem por sexo (ele) e fustigação (ela). O argumento é cru e muito bem estruturado não nos entregando nenhuma resposta. Grande parte do que danificou o aparelho emocional daquelas pessoas é deixado à nossa imaginação sendo dada apenas um leve pista no final (que os mais desatentos podem deixar passar). Ele compulsivo sexual, descarrega todas as frustrações no sexo que pratica a um ritmo frenético e dependente. Vive nessa "vergonha" de si mesmo, mas incapaz de fugir ao vazio que sente. Ela vive na vertigem do erro, na "vergonha" das sua dependência emocional. Eu só queria divertir-me e saí do cinema deprimido, algures na nossa cidade há pessoas assim, que sofrem daquela maneira e que não conseguem fugir. E um aplauso ao realizador que teve a coragem de filmar a crueza do sexo tal como ele é quando é apenas sexo.
17/20
quarta-feira, março 14, 2012
Lusoponte, Mota Engil e outros deixam-me doente...

No período de crise económica e social que estamos a viver. As grandes empresas querem ainda ficar mais ricas. Assim, tal como a Lusoponte, várias empresas estão a pedir indemnizações ao Estado ao abrigo de uma cláusula que permiite reclamar indemnização pela variação de impostos. No total, o estado terá de pagar 1,2 mil milhões de euros. Eles ainda ficam mais ricos e o contribuinte terá de ser ainda mais roubado. Adoro a solidariedade social. A notícia toda aqui.
O amor é uma pescadinha de rabo na boca
O amor é contraditório nas suas consequências. Por um lado dá-nos uma confiança que nos permite ser anular qualquer tipo de defesa perante o outro. Por outro lado, deixa-nos vulneráveis e essa vulnearabilidade pode deixar-nos inseguros e, por conseguinte, menos confiantes. Pescadinha de rabo na boca.
terça-feira, março 13, 2012
Adoro esta música...
Dancing - Elisa
De vez em quando volto a lembrar-me dela. Acho que é pela maravilhosa coreografia para a qual a usaram no So You Think You Can Dance americano. Leva-me a qualquer sítio interior, não sei em onde mas é bom. É como um vencer da melancolia ou um vencer, apesar da melancolia.
Coisas do passado
12 anos depois vou a andar e quase dou um encontrão na pessoa que mais mal me fez até hoje. Lisboa não é assim tão grande e algum dia teria de acontecer. Antes nunca tivesse de voltar a olhar para a cara da dita. Acho que nunca conheci alguém tão frio e cruel. Tinha futuro como líder totalitarista de um regime do médio oriente ou como 'Madrinha' na Máfia, mas eles não aceitam mulheres. E como não há uma sem duas... voltei a esbarrar.
Viva a AP, viva, viva...
E mais uma reunião. O que vale é que é mesmo aqui à porta de casa. Depois mais problemas para resolver com a plataforma de ponto que não justifica os serviços externos como deve de ser. E durante a reunião vou ser um malabarista porque não faço ideia nenhuma do que a gestão quer. Eu sei o que é preciso como técnico, mas depois não há dinheiro, não há vontade, não isto e aquilo, (suspiro)...
segunda-feira, março 12, 2012
Viva a Administração Pública.
Eu só queria pedir uma borracha de apagar. Tenho de preencher um requerimento que é enviado para um departamento que avalia e aprova e depois para o economato que faz a entrega. O mundo podia ser tão mais simples, mas tão mais simples...
Weird stuff
Este fim de semana dei por mim a marchar em Cádiz contra a reforma do código laboral em Espanha. As coisas que acontecem a uma pessoa.
sexta-feira, março 09, 2012
Sangue jovem.
Como é que às 8 da manhã uma miúda consegue andar na rua apenas com uma mini saia que parece um cinto apenas um casaco de fato de treino e o cabelo molhado. Ou é uma melancia vinda de Marte ou então o sangue jovem deve, definitivamente, ser mais quentinho.
quinta-feira, março 08, 2012
Sobre o dia internacional da mulher... (pontos de vista)
"No dia internacional da tuberculose eu nunca dou flores à tuberculose" by Ricardo Araújo Pereira na manhã da Rádio Comercial.
Costura às avessas...
Ontem terminei a minho obra máxima até hoje... transformar uma camisola tamanho XL em tamanho M. Ao acabar de coser as mangas, tomado pela emoção de estar tudo perfeitinho, apercebo-me que cosi uma manga do avesso. Há que desmannchar e fazer de novo ou então dizer que é um pormenor de moda. Ok, desmanchar mesmo.
quarta-feira, março 07, 2012
terça-feira, março 06, 2012
Música que é música...
Uninvited - Alanis Morrisette
Nas últimas semanas a música dela tem andado em loop na minha cabeça.
Radiante
A consulta de essências vibratórias correu muito bem. Dou as boas vinda à «nogueira» e ao «gnu», que assim se juntam ao «leão», à «baleia», à «verbena» e ao «lótus». Estou ansioso para testar os efeitos do «gnu». Espero que comecem a sentir-se rapidamente.
segunda-feira, março 05, 2012
Pessimismo crescente.
Quando se sai de um sítio onde as coisas são claras para outro onde nada é claro, há que manter a tranquilidade. Estou tranquilo, mas gostava de estar optimista. Não estou e a minha tranquilidade é apenas um sintoma de aceitação de inevitabilidades. Não por optimismo.
domingo, março 04, 2012
Coisas que realmente importam
Silvestre: Estás feliz mãe?
Mãe do Silvestre: Contigo estou sempre feliz.
Mãe do Silvestre: Contigo estou sempre feliz.
Mudanças
Há cerca de ano e meio atrás um sensitivo falou-me de que ia ter 3 anos de grandes mudanças a começar em março de 2011. Eu que sou touro e que até gosto de estabilidade tenho andado em polvorosa. Já vou no segundo ano e coisas que não param de acontecer. No fundo tudo acaba por ser mais um teste à minha maneira de lidar com as coisas, o meu relacionamento emocional com o que me rodeia. Mas causa incómodo. Às vezes é como se estivesse fechado dentro de uma caixa de anda aos trambulhões a descer uma montanha. O curioso é que aceito isto tudo, apenas me sinto estranho e um estranho nos lugares que habito. Pouca coisa neste momento tirando a minha casa e algumas pessoas (poucas) me dão a sensação de "lar". Estou um nadinha cansado de ser um estranho, mas talvez seja essa a grande lição, a adaptabilidade.
sexta-feira, março 02, 2012
Desejos de grávido?
Estou com uma vontade incontrolável de chegar a casa e costurar o resto da minha t-shirt (em adaptação). Mas se me aparecesse um convite para copos até que deixava a costura para depois, ou não...
Segundo dia
Hoje a coisa correu um pouco melhor. Já consegui imprimir e também já me tiraram a impressão digital para poder picar o ponto. Vi-me metido numa situação muito "weird" decorrente da burocracia máxima. Há papéis e formulários para tudo. Ainda não me pediram para preencher nada para subir e descer escadas. Lá chegará, suponho. A tudo nos habituamos.
quinta-feira, março 01, 2012
E o primeiro dia lá passou
Foi estranho, talvez porque começamos sem estar tudo arrumado e pronto a trabalhar. Mas passou-se o dia. Voltei aos transportes públicos e tomeia decisão depois de 30 minutos à espera de uma autocarro em tempo de chuva, que o melhor mesmo é andar a pé. Amanhã levo chapéu.
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