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segunda-feira, outubro 20, 2025

A Madonna escreveu para a mãe // eu dedico ao meu pai



Inside of me - Madonna


I can't stop thinking of you
The things we used to do
The secrets we once shared
I'll always find them there
In my memories

But this heartache isn't going anywhere
In the public eye I act like I don't care
When there's no one watching me
I'm crying

I will always have you, inside of me
Even though you're gone
Love still carries on
Love, inside of me

I keep a picture of you
Next to my bed at night
And when I wake up scared
I know I'll find you there
Watching over me

When my world seems to crumble all around
And foolish people try to bring me down
I just think of your smiling face
And I'm flying

I will always have you, inside of me
Even though you're gone
Love still carries on
Love, inside of me

You'll always be inside of my heart
Inside of me

When my world seems to crumble all around
And foolish people try to bring me down
I just think of your smiling face
And I'm flying

I will always have you, inside of me
Even though you're gone
Love still carries on
Love still carries on
I will always feel you
You'll always be inside of my heart
I'll always have you inside of me
I will always have you (dad)

terça-feira, março 19, 2024

Dia do Pai

Que sorte tive em ter tido o meu pai. Que sorte tive em ter tido a capacidade de compreender os anos em que as coisas foram complicadas, porque ele queria que eu fosse forte e não o miúdo sensível e medroso. Que sorte ter tido o exemplo dele como pessoa, continuar a tê-lo como inspiração. 

Os pais não se escolhem, mas obrigado a quem me fez cair na casa onde nasci. Eu acredito que as coisas não são por acaso no caminho da nossa evolução de existência física para existência subtil. Nascer nesta casa colocou-me um passo mais próximo de tudo o que interessa. 

terça-feira, dezembro 12, 2023

25 anos

Faz hoje 25 anos que o meu pai morreu. Lembrei-me porque se estava a falar da morte do pai de um colega e de repente percebi que hoje é dia 12 de dezembro. Quando fez 7 anos sobre a morte dele fiquei muito afetado, porque achei que tinha passado demasiado tempo sem o ter por perto. Depois a sabedoria da idade instalou-se, é quando percebemos que a pessoa vive, literalmente, em nós. E que tanto de nós é parte viva da pessoa que perdemos. O meu pai vive comigo e através de mim todos os dias. Não são apenas as memórias, é também a personalidade, as pequenas coisas que fui ganhando à sua semelhança. Quando era mais pequeno, nunca imaginei que acabaria tão parecido a ele em tantas coisas. Fisicamente temos zero parecenças (sou igual à minha mãe, com cabelo rapado e barba), mas já o feitio é cada dia mais o Zé António. A única coisa que me apraz dizer 25 anos depois é "Pai, continuamos todos bem. A mãe está feliz comigo e com o mano e há muito amor entre todos."

quinta-feira, janeiro 12, 2023

24 anos depois

O meu pai teria feito 89 anos no dia 10 de Janeiro. Sem dar por ela, já passei metade da minha vida sem ele. O tempo corre sem perdão. Pergunto-me pai, o que teria eu agora para te mostrar?

segunda-feira, janeiro 10, 2022

O meu pai fazia anos hoje

Hoje, se fosse vivo, o meu pai faria 88 anos. Que homem extraordinário tive por pai. Sempre soube que eu era gay (vá-se lá saber como teve essa intuição quando eu tinha apenas 2 anos e disse-o à minha mãe que não acreditou até eu lhe contar aos 19 anos). Foi por isso sempre muito duro comigo, levou-me ao limite até um dia eu me revoltar a sério contra ele. Tinha atingido o objetivo dele, ver-me ser capaz de me defender sem medo, porque a vida fora de casa não ia ser fácil para uma pessoa como eu. Depois desse dia, tinha eu 14 anos, a nossa relação mudou completamente. Passamos a dar-nos muito bem. Ele tinha orgulho em mim e sabia que eu era capaz de lutar por mim. Pena que só tivemos 10 anos em harmonia porque ele morreu quando eu tinha 24 anos. Mas esses 10 anos serviram para perceber o pai que tinha, a dimensão do seu amor por todos nós em casa e tudo o que ele fez na vida para nos dar o melhor. 

Para um homem que tirou a 4a classe aos 20 anos e que trabalhava desde os 7 anos, ele foi verdadeiramente prodigioso. De engraxar sapatos na rua  (e passar fome) a ter 150 pessoas a trabalhar para ele foi muito esforço, muito trabalho, muita fé. Para isso também muito ajudou a minha mãe que foi uma copiloto de eleição. Um soldador e uma costureira acreditaram que um dia teriam uma família a quem poderiam dar tudo o que não tiveram, mas o meu pai era, sem dúvida, a força motriz. Foram pais dos primeiros licenciados na família e eu e o meu irmão tivemos acesso a tudo o que poderíamos almejar. 

Tudo o que sou agradeço ao meu pai. Antes de morrer ele disse-me que eu ainda ia ouvir muito as palavras dele na minha cabeça. É verdade, oiço quase todos os dias e espero nunca me esquecer das mesmas e de toda a sabedoria nelas contida. 

sexta-feira, março 19, 2021

Dia do Pai

Hoje lembrei-me de uma história muito bonita do meu pai, que tem a ver com o momento que vivo. Passou-se há 30 anos anos atrás. Se ele fosse vivo teria 87 anos, mas muito certamente teria a mesma atitude comigo e o mesmo gesto que teve naquela altura. Partilhei a história no Facebook e, nos anos vindouros, será muito bom olhar para ela de novo quando as memórias deste dia aparecerem. No Facebook tenho apenas pessoas que conheço efetivamente, é uma rede social que utilizo de forma diferente. Assim, foi um momento quentinho e soube bem.

terça-feira, dezembro 29, 2020

Finalmente senti o Natal

Acabei por sentir o Natal. Fico muito incomodado quando tal não acontece. Esta festividade é uma das coisas que me liga ao meu pai. Ele adorava o Natal - talvez como a maioria das crianças que nunca tiveram um Natal por serem extremamente pobres. Não havia decorações, não havia presentes e se ainda sobrasse dinheiro a minha avós fazia sonhos de abóbora à moda do Piodão (os melhores de sempre segundo o mau pai, o que obrigou a minha mãe a uma busca de anos por uma receita parecida). 

O momento mais bonito do Natal era quando ele acordava de manhã e ia à sala de jantar para ver a árvore decorada e as luzes a piscar. Depois era aquele desejo enorme de ter a mesa da sala de jantar (enorme por sinal) toda coberta de doces a seguir ao jantar. Sem espaços vazios. Às vezes chorava quando olhava para a mesa cheia e sei que se sentia feliz porque nos estava a dar aquilo que nunca tinha tido.

O meu pai partiu há 22 anos. Continuamos a querer ter uma árvore linda e cheia de luzes, mas dispensamos a mesa cheia de doces. O que ainda é comum é o amor que a nossa pequena família sente uns pelos outros. Quando cheguei a casa da minha mãe e vi todo o carinho e cuidado que ela estava a meter na preparação da refeição da consoada o espírito acendeu. Senti aquele quentinho que só a família pode oferecer. A árvore da minha mãe estava magnífica e tenho a certeza que o meu pai andava ali a pairar sobre nós, feliz, porque a família que criou continua forte.

quinta-feira, dezembro 10, 2020

22 anos...

Daqui a 2 dias faz 22 anos sobre a data da morte do meu pai. Mais dois anos e passou tanto tempo como a idade que eu tinha quando ele partiu. Serei o guardião de muitas memórias, uma vez que a minha mãe (perto dos 80) já vai perdendo alguma clareza sobre algumas. Será qua minha sobrinha vai ter interesse em saber as histórias todas do avô? Sou cada vez mais confrontado com o facto de que o meu desaparecimento (um dia) ser o último dia do meu pai neste planeta. As pessoas mantêm-se vivas enquanto vivem em nós, até que deixamos de viver também. 

terça-feira, janeiro 19, 2016

Memórias

Hoje cheguei ao trabalho e fui directo ao 3º andar para o meu café da manhã. Quando meti o café à boca tive a imagem do meu pai a pedir uma bica ao balcão do café lá do sítio e depois o meu pai a calçar os sapatos sentado no penúltimo degrau das escadas lá de casa. As calças cinzentas claras de pano, a camisa às riscas, os sapatos castanhos, as notas impecavelmente dobradas e enfiadas no bolso da camisa. 

Estas memórias são longínquas. O meu pai já morreu há 18 anos e a minha vida também já se faz à visita de muitos anos de memórias. tendo em conta que me lembro da minha vida toda desde os 3 anos de idade, são já 39 anos de memórias que me assaltam de vez em quando. 

Curiosamente, às vezes, sou de novo um menino. Suponho que isto se passa com todas as pessoas. Para fora somos apenas um, mas para dentro somos um universo. Somos o presente e os milhares de coisas que já fomos. Às vezes, a única coisa que poderia dar-me consolo era um abraço do meu pai. A simples existência dele era uma garantia de que nada poderia correr mal. Uma mão maior que a minha estaria sempre disponível para resolver o que fosse.  

sexta-feira, janeiro 10, 2014

Parabéns

No dia 12 de Dezembro finalmente esqueci-me do aniversário da morte do meu pai. Já passaram15 anos. O tempo corre que se farta. Hoje ele faria 80 anos. Deveria ter ficado um velhote castiço. Do aniversário dele nunca me esqueço. Quer isto dizer que a memória positiva acabou é sempre mais forte que a negativa. Parabéns a ele onde estiver e a mim por ter nascido dele.

quinta-feira, outubro 31, 2013

Saudades

Tenho saudades do meu pai. Porquê? Bom, mais do que a pessoa que ele era (com todos os defeitos e qualidades) tenho saudade do que ele representava. Se fosse vivo fazia 80 anos em Janeiro. E era um homem honesto, amigo e leal. Tenho saudade dessa verdade de sentimentos, mesmo quando era para nos desancar com palavras. Não sabia fingir ou não gostava. Não era um homem de muitas palavras nos afectos. Mas era de ações. E o que prometia era irrevogável.
 
Tenho saudades do meu pai, porque tenho saudades de conviver com essa verdade que homens como ele representavam.  Hoje é tudo muito individualista. As pessoas vivem fechadas em si mesmas, nas suas próprias vidas e interesses. Não há essa generosidade na relação com o outro. O meu pai era presente, não era presente por telefone.
 
Nos últimos tempos tenho-me aborrecido um bocado com as atitudes da família, dos amigos, do namorado. E o erro até pode ser meu. Estou anacrónico. Estou preso a esses ensinamentos do meu pai e um passado em que a palavra tinha um valor absoluto e o gesto era significativo.
 
Tenho dificuldade em não partilhar. E reparo que tenho muita dificuldade em relacionar-me com pessoas que não partilham, que não têm um sentido de conjunto. Aqueles por quem tenho afecto procuro estar com eles, não estou com eles quando a minha agenda se cruza com o caminho deles. Eu incluo-os na minha agenda.
 
Há qualquer coisa de errado à minha volta ou há qualquer coisa de errado comigo. Já abordei aqui várias vezes esta questão. Acho que os desenhos animados do meu tempo só falavam de coisas bonitas e eu acreditei demasiado nessas coisas e o meu pai também teve a sua cota parte. De alguma forma fiquei a achar que ele era uma espécie de herói e levei demasiado a peito isto de ser como ele.
 
Lembro-me que quando eu já era adulto o meu pai estava cansado e a exigir reciprocidade. Era sempre ele que visitava a família, era sempre ele que tomava iniciativas. Mas lembro-me também que ele tinha muitas amizades felizes com pessoas da mesma craveira. Lembro-me de ter muito "amigos irmãos" e pessoas que ele conheceu já com mais de 40 anos.
 
Hoje sinto uma enorme, enorme saudade dele. Porque sabia que ali tudo era verdade. Tudo. É tão bom viver no meio de algo ou com alguém em que se pode confiar totalmente. A mão do meu pai era um castelo. E os tempos em que vivo são tão relativos. Que saudade de alguns valores absolutos.

segunda-feira, março 19, 2012

Dia do Pai

O Dia do Pai. O dia do meu pai é todos os dias. Falo com ele todos os dias e peço que a sua energia me ilumine os passos.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

:-)

everywhere i go, every smile i see

i know you are there smiling back at me

dancing in moonlight i know you are free

Cuz i can see your star shining down on me

sexta-feira, outubro 01, 2010

Ao meu pai

Hoje vinha para casa do treino e senti uma enorme saudade do meu pai, vai fazer 12 anos em Dezembro que o perdi. Lembro-me tão bem do dia em que senti uma saudade dolorosa pela primeira vez. Fui ao cinema ver o King Kong e estava a voltar para casa a pensar no filme e a pensar em como ele tinha feito tudo para proteger a rapariga, nas mãos pesadas dele que a tocavam sempre com gentileza. O meu pai tinha as mãos exactamente iguais às minhas, mas engrossadas por anos e anos de trabalho no ferro, umas mãos pesadas e quentes que nos tocavam sempre com muito carinho. Foi aí que me consciencializei do tempo que tinha passado e de que já não havia as mãos e o carinho e a protecção há 7 anos. Chorei o caminho todo até casa. Hoje vinha no carro e ouvi o «Tears in Heaven» do Eric Clapton e pensei no meu pai... «Would you know my name if i saw you in heaven? Would you hold my hand if i saw you in heaven». O amor continua e confesso que procuro viver a minha vida de acordo com os valores que o deixavam orgulhoso. Era uma daquelas pessoas que têm o coração no sítio certo e hoje tenho muitas, mas mesmo muitas saudades dele.

sábado, dezembro 12, 2009

11 anos.

Hoje estive com a minha mãe, o Batata e a minha cunhada, na primeira festa de Natal da minha sobrinha no infantário. O meu irmão estava a fazer de Pai Natal na peça que prepararam com os miúdos de todos os anos. Eu fui munido da máquina de filmar, para um «mais tarde recordar». Sempre achei estas coisas uma pepineira (o meu irmão também), mas agora a miúda existe. Há coisas novas que fazem sentido. A vida renova-se. Estivemos todos muito felizes. Há 11 anos atrás, neste mesmo dia, morreu o meu pai que apenas nos pediu para que não o chorássemos, antes o "ríssemos" muito. É a melhor homenagem que lhe fazemos, sermos felizes. Estamos cá, juntos e temos uma vida.

quarta-feira, outubro 21, 2009

Impossibilidades/aprendizagens

Há dias em que compreendo tão bem o meu pai. E nesses dias a saudade aperta, talvez porque me apetecia voltar atrás, fazer as coisas de modo diferente e dizer-lhe «percebi, desculpa».

quinta-feira, janeiro 10, 2008

74 anos...

Se fosse vivo, o meu pai faria hoje 74 anos. O tempo passa e o amor continua, agora e sempre.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

9 anos...

Fez, no dia 12, 9 anos que o meu pai morreu. É muito tempo, quase 1/3 da minha vida. Todos os anos fico muito triste nesta altura. É normal diriam alguns. Sim, é. Contudo, este ano não foi igual aos outros. O dia 12 foi um dia bom. Senti-me sereno e mal me lembrei desta data e do que ela significa. No limite a data não significa nada. A data significa apenas uma perda. Nada mais do que isso. Significa a minha incapacidade de deixar ir e de valorizar o que tenho. Tudo na nossa vida é uma questão de perspectiva. Talvez este ano a minha perspectiva esteja mais optimista. Lembrar-me do meu pai, não é lembrar o que perdi, mas sim o que ganhei. É valorizar a vida que tenho e as pequenas felicidades que me acontecem todos os dias. Ele trabalhou uma vida inteira em prol da felicidade da sua família. O mínimo que posso fazer é procurar ser feliz, é sentir o que tenho e não chorar pelo que não tenho.

A memória dele pede que eu me realize, que eu seja capaz de criar, que eu ria, que eu tenha respeito pelos outros e que não deixe ninguém faltar-me ao respeito. A memória dele pede-me que eu cresça e para não me esquecer de ser humilde. Ser humilde não é ser pequeno, nem é dizer que sim a tudo. É aceitar que existe um grande sistema à minha volta e que eu sou apenas uma partícula constitutiva do mesmo. É aceitar que tenho muito para conhecer e que na minha vida vou precisar das restantes partículas do sistema. Há pessoas que têm esta qualidade inata - a humildade. Outras têm de trabalhar para a desenvolver. Por isso, este dia 12 de Dezembro foi o mais sereno dos últimos 9 anos. Talvez porque percebo que as coisas têm um propósito, talvez porque percebo que apreendi o meu pai (e outros que partiram), talvez porque percebo que ele se expressa através de mim todos os dias. Não preciso de viver agarrado ao passado. Só preciso de pensar em ter um bom futuro.

domingo, abril 29, 2007

Dia 27 de Abril

Estive contigo. Já não ia onde estás há muito tempo. Precisava de falar contigo, de te sentir mais perto do que no meu pensamento. É tão esquisita esta necessidade do ser humano de um suporte físico para sentir proximidade. Se bem que te trago sempre comigo, às vezes preciso desse gesto impossível. Estender a mão e tocar-te. Falar-te com voz alta. E tu, será que me consegues ouvir? Aqui ou onde estás?

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Dia 10 de Janeiro

Hoje farias 73 anos.
Nunca me esqueço de ti. Nunca.
Amo-te muito.