Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta professores. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, abril 19, 2012

Coisas que me metem medo

Eu sei que é injusto, mas mete-me algum medo que hajam certoos profissionais capazes de erros grosseiros em certas profissões. Podem dizer-me que errar é humano, mas de qualquer forma se uma costureira estraga um vestido, não é a mesma coisa eu um cirurgião estragar um coração.

Hoje estive com professores e uma das professoras tinha um descurso que me arrepiou. Incomoda-me pensar que aquela pessoa está a educar miúdos. Incomoda-me pensar há crianças expostas àquele raciocínio durante 9 meses. Se aquelas ideias pegarem em 3 alunos dos 180 que tem, já me parece um estrago enorme e uma coisa muito grave. Pela idade ainda deverá estar mais 15 anos no ensino.

quinta-feira, dezembro 29, 2011

Mudam-se os tempos...



Com um grande abraço a todos os bons professores que conheço, lamentando a mediocridade de um cada vez maior número de pais que não premeia o esforço nos filhos e até ajuda no facilitismo.

sexta-feira, março 12, 2010

Violência contra professores

Vi hoje uma notícia sobre um professor que se suicidou porque era alvo de chacota dos alunos. Provavelmente a escola vai dizer que não sabia de nada, um inquérito vai dizer que é não há provas e morre aqui o assunto.
.
Lembrei-me de dois professores da escola onde fiz o 7º, 8º e 9º anos. As escolas dos subúrbios não são fáceis. A minha não era das piores, mas os professores fracos depois de sinalizados sofriam bastante. Lembro-me da professora Edwiges e de um outro professor de inglês. Ela era uma pessoa bastante nervosa e bloqueava com a indisciplina. Muitas coisas aconteciam na aula, desde ser atacada com bolinhas de papel soprada por canetas, fisgas de grampos, até alguém rebentou um balão de água contra a parede. Ela simplesmente estava à nora. Não se conseguia defender nem impor o respeito. A dada altura, alguns alunos (eu incluído) começamos a defendê-la contra os colegas. A directora de turma sabia de tudo e outros professores também, mas olhavam para ela com desdém por ser fraca. A realidade é que os professores também conseguem ser bem cabrões uns com os outros.
.
O professor de inglês era gay. Um tipo muito pacato e calmo e pequeno. Para além de lhe chamarem nomes, de entrarem e sairem pelas janelas, de fumarem na sala, ainda se encostavam a ele (os mais altos) a fazer -lhe medo e a desafiá-lo. Lógico que ele não dizia uma palavra, as aulas eram uma balbúrdia e ele acabou por abandonar o lugar. Não me lembro de nenhum professor ter sido solidário com ele. Isto foi em 1988, 1989. Acho que o único registo destas coisas deve estar na memória de quem presenciou os factos.
.
Os putos são terríveis. As criancinhas e adolescentes são de facto, predadores se sentem o cheiro a medo. É próprio da idade, estamos a testar limites. Mas pode ser mais do isso. Pode resultar na depressão e suicídio de professores, pode resultar na morte de pessoas desvalidas como a Gisberta. Tudo isto talvez porque se faz vista grossa aos factos, porque a maioria dos inquéritos servem para encerrar assuntos e não para apurar responsabilidades. As crianças sáo santificadas, as escolas são santificados. Tudo é santo e o pau é muito oco.