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segunda-feira, janeiro 06, 2020

Musical Throwback -1



Unhook The Stars - Cyndi Lauper (1996)

I'm not really sad...I'm not running, I'm looking...
Don't worry for me it's just I'm inspired
Waiting in the wings made me drunk with possibility
It rivals my memories...

quarta-feira, dezembro 18, 2019

Piada Seca - LXVII

Uma rapariga pede a um senhor que passa que lhe tire uma foto a ela e à amiga:
- Desculpe pode tirar-nos uma foto às duas?
- Às duas não que tenho uma reunião.

quinta-feira, janeiro 07, 2016

A rapariga no comboio

Sempre que olhava para este livro tinha uma vontade enorme de o comprar e assim fiz. Prometia mistério e suspense e como é um êxito de vendas não deveria falhar. Pois bem, foi um livro estranho de ler. Em primeiro lugar nenhuma das personagens recebeu a minha empatia. A personagem principal então é, aos meus olhos, deprimente e outros não derivam muito no espectro de sentimentos negativos. A escrita não é das mais apaixonantes, acho uma escrita de "gaja" (se fosse feminina estava muito bem). A história já sabemos intuitivamente como vai acabar muito antes do final do livro, o que nos falta são os detalhes. É o «porquê» que nos faz ir até ao final do livro com alguma avidez. É, portanto, um livro para coscuvilheiros. Foi esse meu lado voyerístico que me fez correr para o final. Acho que o sucesso do livro reside nisso. A autora sabe gerar uma boa coscuvilhice. 

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Stars Wars -

Depois da decepção que foi ver os episódios I, II e III da saga (que só agradaram a quem gosta de jogos de vídeo) eis que a estrutura dramática da trilogia estreada em 1977 volta a estar presente e o filme roda ancorado em personagens e não em efeitos especiais. Não é uma maravilha da sétima arte e não poderá causar o efeito surpresa que causou há quase 40 anos atrás, mas está muito bem feito, garante o entretenimento e faz desejar o próximo capítulo.

15/20

segunda-feira, dezembro 14, 2015

A Juventude

Estava super entusiasmado para ver o novo filme de Paolo Sorrentino. Depois de «A Grande Beleza» pensei que os filmes estariam carregados daquele existencialismo mágico. Enganei-me. Este filme é existencialista, mas ao velho estilo do cinema independente europeu (apesar dos actores americanos) lento, denso, interior, pastoso. Tenho de qualquer forma que dar os parabéns ao Harvey Keitel e ao Michael Caine que defendem ferozmente e à letra o que lhes foi dado. O filme acaba por não resultar. É muito 1970. Se calhar até era esse o objectivo criar um peça anacrónica que é ela mesma o reflexo da mensagem de dois homens em fim de vida a braços com o passado. Não sei, mas não me rendi.

13/20

Hotel Transylvania 2

Não tinha visto o primeiro (que me disseram ser ainda melhor) e gostei bastante. O meu grande (GRANDE) problema foi ter visto uma versão dobrada em português e a dobragem da Rita Pereira (contra quem não tenho absolutamente nada contra) é mesmo muito má. Não sei como é que deixaram passar aquilo. Todos temos momentos maus, mas com certeza que havia um director a tomar conta da dobragem ou não? Ás vezes eu era retirado do filme por causa da inadequação da voz ao personagem. O filme em si é divertido e fez-me rir, mas para a coisa correr mesmo bem, vão ver o original please.

15/20 


segunda-feira, novembro 23, 2015

The Hunger Games: A Revolta - Parte 2

Depois do registo algo contido e aborrecido da parte 1, parece que ainda havia alguma vida no corpito da franchise. Quem já viu os outros é natural que veja os restantes. O primeiro é sem dúvida o mais interessante. Não obstante este último capítulo levanta algumas questões morais interessantes (era o mínimo), apesar do conteúdo ético e político da obra se ter perdido um bocadinho. Entretém. 

13/20

quarta-feira, novembro 18, 2015

Maze Runner: Provas de Fogo

Dentro da linha de filmes de acção para jovens penso que é melhor que o primeiro episódio da série e levanta algumas questões morais e éticas interessantes utilizando para isso um cenário pós-apocalíptico. Acho que entretém bastante e vale a pena ver. 

14/20

Marguerite

Um filme muito bonito sobre uma cantora de ópera muito má que não tem a noção do quão má é. Na realidade é um filme sobre solidão, amor e o desejo de ser querido. Há momentos cómicos, mas há momentos muito pungentes. O cinema francês continua vivo.

16/20

007 Spectre

Sem dúvida que o não é um filme tão bom quanto o anterior (Skyfall), mas é o filme que completa o ciclo de todos os que foram protagonizados pelo Daniel Craig e quem sabe o último filme da série. O argumento está engraçado, mas o herói do filme é o filme em si. O classicismo com que foi filmado. Há cenas muito pirosas (as de sexo/amor) mas que compõem o "boneco" e o resto é muito interessante. Entretém.

14/20

segunda-feira, outubro 12, 2015

A Visita

A Visita vem, de certo modo, reabilitar M. Night Shyamalan aos meus olhos. Depois de dois filmes brilhantes «O Sexto Sentido» e «A Vila» nunca mais o vi fazer nada de verdadeiramente interessante. Este «A Visita» é filmado ao estilo documentário, tipo filme dentro do filme, que não é das minhas formas favoritas de filmar. Contudo o filme não deixa de surpreender e intriga a cada momento que passa. Tirando a música do genérico final que é horrenda (certamente propositada) tudo bate certo e temos uma filme que nos gera suspense, talvez até um certo terror, mas à moda antiga, sem serem preciso efeitos especiais. É tudo emoção. No osso.


16/20

Jesus Cristo Bebia Cerveja

Comprei quase todos os livros do Afonso Cruz porque na realidade ninguém escreve como ele. Ele está para a prosa, como Herberto Helder estava para a poesia. Ele é um escultor de frases, de pensamentos. O mestre das analogias. Acabei de ler o que foi o primeiro romance dele e é conforme aos outros que li. Mas em três livros (tenho mais 4 em casa para ler) só um é que teve um final que nos deixa com uma sensação boa. Os outros dois deixaram-me mal disposto e como se estivesse a mastigar terra. Detesto histórias com finais feios (não confundir com má qualidade).

quarta-feira, setembro 23, 2015

Ricki e os Flash

Não é o melhor argumento da Diablo Cody e faltam alguns elementos de ligação que poderiam contribuir para que o filme fosse mais indie ou mais mainstream. Há um certo problema de linguagem que faz com ele tenha ficado um pouco a meio das duas coisas não sendo não água nem vinho. A Meryl Streep, como sempre igual a ela mesma, faz o que nunca deixa de fazer bem. è um filme agradável de ver sobre sinceridade emocional (ou a falta dela).

14/20

Meio Sol Amarelo

Mais um belíssimo livro de Chimamanda Ngozi Adichie. Este foi duro para mim porque fala sobre guerra e sobre essa República do Biafra que existiu durante 3 anos, durante a guerra civil na Nigéria. Curioso que agora se esteja a passar o que está a passar com a crise dos imigrantes sírios e eu tenha acabado de ler um livro sobre os efeitos da guerra civil e o virar de olhos da Europa para o lado. Tornou tudo ainda mais poderoso, mais humano e também mais desesperado. Vale a pena ler e quem tiver uma consciência vai começar a ficar um  incomodado com o estado da humanidade em geral. 

segunda-feira, setembro 07, 2015

O Pátio das Cantigas

Não tenho palavras sequer para descrever tamanha enormidade. Não é um filme, é um conjunto de caricaturas (quando as há) e mais qualquer coisa confusa. O Miguel Guilherme tem um boneco consistente e a Anabela Moreira também (salve-se algo). Depois há uma quantidade de personagens que não se sabe bem o que são e qual a sua relação. A ideia base está gira, mas por favor da próxima vez contratem um argumentista que saiba estabelecer um enredo. 


6/20

Um Encontro com o Destino

Depois do glorioso «A Gaiola Dourada», aparece um novo filme sobre a "portugalidade" e os portugueses como grupo étnico. Fujam! Não tem ponta por onde se pegue. Não há mais cliché do que aquilo e a história não vale um pum.


10/20(para não dizer que dou nota negativa. já é mau como é)

segunda-feira, agosto 17, 2015

A Família Bélier

Gosto do facto do filme chamar a atenção para a realidade das famílias 'surdo-mudas'. Acho que a comunidade ouvinte sabe muito pouco da comunidade não ouvinte. O assunto está aligeirado sob a forma de comédia que em algumas alturas ganha pontos a seu favor e noutras não. A única coisa falhada na minha opinião é a parte romântica do filme. É agradável contudo e dá para rir algumas vezes. 

14/20

terça-feira, agosto 11, 2015

Descarrilada

Boa comédia. Inteligente. Contudo é preciso algum conhecimento da cultura pop americana para saborear algumas coisas verdadeiramente deliciosas. 


15/20

segunda-feira, agosto 03, 2015

Amy

Lembro-me de estar na praia em Julho de 2011 e uma amiga me ter dado a notícia de que a Amy Whinehouse tinha morrido. Lembro-me de ter chorado, acima de tudo porque o mundo perdeu com a morte dela. A Amy Whinehouse era música e expressão. Quem percebe de música sabe que já não havia nada assim há muitos anos.  

A vida conturbada teve mais projecção do que o que realmente interessava. O documentário está feito com grande sensibilidade e permite ver um pouco de quem era esta "fazedora" de canções. Ela fazia canções e escrevia emoções. Ela cantava a vida. Ela era jazz puro. Inato. E era contemporânea como nunca um cantor de Jazz conseguiu ser. 

Aconselho a toda a gente a ver este documentário. É um retrato subtil que sem apontar o dedo a ninguém mete a nu os culpados do percurso em espiral descendente de uma mulher vulnerável que só queria fazer música. A indústria pode ser muito violenta e quando há dinheiro envolvido, toda a gente quer a sua parte. O mundo já perdeu outras grandes promessas, Kurt Cobain, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Jim Morrison, mas ao perder a Amy Whinehouse perdeu algo de muito precioso. Ela escrevia música, escrevia letras, cantava canções e cantava o zeitgeist com a maturidade de uma alma antiga e com as palavras de contemporaneidade crua. 


sexta-feira, julho 17, 2015

À Procura de Alaska

«A Culpa é das Estrelas» foi o romance que tornou John Green conhecido, mas este «À Procura de Alaska» foi o seu primeiro livro e um belo primeiro livro por sinal. Gosto bastante destes escritores que são actuais sem serem desinteressantes e que são profundos sem serem pretensiosos. É o tipo de escrita que é tão sugestiva e realista que a sua adaptação ao cinema é fácil como juntar as mãos uma à outra. Gostei muito.