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sábado, novembro 22, 2025

O choro da minha mãe

Sendo a minha mãe uma mulher estóica que desde a morte do meu pai (há 27 anos) tinha chorado 3x, e que foi ensinada a tudo aguentar, foi muito impactante para mim vê-la chorar de dores. A dor física nunca foi um problema para ela, mas finalmente era insuportável. Após a operação, essa dor cessou.  Mas hoje descobri-lhe outra dor que me fez doer mais ainda e amá-la mais ainda. Ela está dependente de mim e do meu irmão e tem sido complexo ajustar esse cuidado diário com as nossas vidas. Hoje ao almoço ela começou a chorar de novo. Uma dor emocional desta vez. Eu perguntei-lhe "mãe o que isso? Estás a chorar porquê? ". A resposta dela foi "porque eu pedi tanto a Deus que nunca me fizesse dar trabalho aos meus filhos e eu vejo que vocês andam esgotados. E eu estou aqui desta maneira e nunca mais volto a ser eu". É verdade que andamos esgotados, mas a reação dela só me mostra que esta mulher define-se, para si, como mãe e esposa e mesmo doente - na sua cabeça- ela é a mãe e o papel das mães é cuidar dos filhos, os que agora andam esgotados e que ela queria cuidar. É por isso que a amo tanto, por ser mãe sempre, mesmo na sua fragilidade continua a querer colocar os filhos debaixo da sua asa. O choro da minha mãe é para mim uma coisa triste, vindo da mulher que tudo aguenta. Mas, ao mesmo tempo, a razão dele faz-nos sentir que cuidar da nossa mãe é mais que uma obrigação moral. É o amor a fazer o que tem de fazer: cuidar. 

quarta-feira, outubro 08, 2025

Esquecimentos

Às vezes esqueço-me de que a minha mãe tem 83 anos. O corpo dela tem fraquejado. Isto de continuar linda e a parecer 15 anos mais nova, é um engano aos olhos. Aqueles ossos têm 83 anos e estão a dizer que idade têm. Esta coisa de andar nos médicos e "fazer piscinas" entre Lisboa e a margem sul para dar apoio à mãe pode ser o novo normal (não sei já já é, mas gostava de a ver ter ainda mais uns 5 anos de vida aventureira e autónoma).

sábado, junho 28, 2025

Ter mãe

Estou em casa da minha mãe hoje. Vim passar o dia com ela. É sempre tão bom estar com uma mãe que é mãe na sua totalidade. Eu reclamo várias vezes da atitude diferencial que a minha mãe tem entre mim e o meu irmão, porque ela acha que tem de proteger o filho mais fraco, mas a realidade é que a minha mãe nunca falta a um filho em necessidade. Com ela nunca falta conforto, proteção, afago, mesmo já sendo uma pessoa de muita idade. Como ela sempre disse, o que a definia como mulher era ser boa filha, esposa e mãe. Mãe é o que ela pode continuar a ser, e da melhor maneira que puder, até ao fim dos seus dias. A minha mãe de 1.52m consegue ser muito grande. 

segunda-feira, janeiro 13, 2025

A minha mãe sempre me disse

A minha mãe sempre me disse que não devemos dizer a ninguém que estamos felizes, porque há gente qe nos quer mal sem nós sabermos, e que se alguém nos perguntar se está tudo bem, para responder sempre "mais ou menos" ou "vai-se andando". Isto fazia-me muita confusão em miúdo. Porque é que não podia dizer que está tudo bem?

O certo é que me habituei a esta forma de fazer as coisas, mas em 2010 quando tive um namorado espanhol e andava lá pelas terras dele, toda a gente dizia sempre que estava tudo bem e com a cabeça alta e um grande sorriso. Achei que era muito melhor ser assim, do que como a minha mãe me tinha ensinado.

Cerca de 15 anos depois, devolvo um pouco a razão à minha mãe. Não acho que tenhamos, de facto, de dizer que tudo é "assim assim", mas há muita gente que não fica feliz por nós de volta. E a sua reação é uma energia que pode afetar-nos de alguma. Nem que seja o causar de um mau estar momentâneo.

Mas acho que vale a pena dizer sempre o que nos vai na alma, apenas sendo um pouco mais seletivo com o nosso recetor. Nem toda a gente merece saber tudo. 

domingo, maio 26, 2024

A Operação

A operação da minha mãe ocorreu nesta sexta feira. O trauma das anteriores fez com que tivesse um ataque de nervos quando viu por momentos e depois voltou a estar completamente sem ver. Tiveram de a tranquilizar e disseram que era normal e que até ao final de domingo estaria a ver.  Chegou domingo e ela está a ver. Já viu as horas no relógio. 

Tudo isto é de uma importância extrema. Ela recupera a sua vida como sempre a conheceu e nós ficamos com o coração aliviado por sabermos que nem sempre podemos estar lá. O meu mundo hoje tornou-se muito mais mais bonito.

quinta-feira, novembro 30, 2023

Calvários

O calvário da minha mãe com os olhos e a falta de visão não tem data para terminar. São mais de 13 meses em sofrimento e complicações. A terceira operação aproxima-se. Tudo correndo bem será antes do final do ano, mas ainda terá mais umas 2/3 pelo caminho. Custa-me muito que uma pessoa tenha de passar por aquilo que ela está a passar com a idade que tem (81). O peso psicológico de não ver e de se sentir incapaz começa a notar-se. Está cansada, frustrada. Não deixa de seguir com a sua vida, porque não é esse tipo de pessoa e porque não quer pesar a ninguém. Às vezes acho que lhe apetecia chorar, mas não pode. Ainda não se quer resignar à tristeza e à frustração. Então a dor vai-se tornando um coágulo no peito, que dia a dia fica mais empedernido. Só quero que isto acabe, porque mesmo assim e apesar do sombrio e do amargo, para nós ela tem sorrisos. É assim a minha mãe.

segunda-feira, maio 08, 2023

Dia da mãe

Vim de Estrasburgo direito aos braços da minha mãe. Os únicos braços que nunca me faltam.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Os 70 anos da mãe

Ando podre de trabalho. Necessito dormir. Tenho uma viagem para Budapeste 3 dias de reuniões a começar a 26 de Setembro. A mãe faz anos a 25 de Setembro. 70 anos. Vou viajar no dia 26 de manhã pelas 5h da manhã e perco 2h de reuniões. Porquê? Porque a mãe adora o dia de aniversário e nada lhe dá mais prazer do que estar com os dois filhos a jantar nesse dia. Vale a pena ir em estado comatoso de sono para a reunião? Vale. Dar alegria a uma mãe que não se preocupa com outra coisa mais do que a nossa alegria (minha e do meu irmão) é razão mais do que suficiente.

sexta-feira, abril 27, 2012

I want mom...

Doi-me o corpo todo. Estou super cansado e o que me apetecia mesmo é um daqueles abraços que só a mãe sabe dar.

sábado, janeiro 21, 2012

We are family!!!

O meu irmão escreveu algumas reflexões sobre a nossa mãe. Não podia estar mais de acordo.

ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE A MINHA MÃE

A minha mãe não anda pelo facebook, nem navega pela net, mas faz o melhor arroz doce do mundo.
A minha mãe só tem a quarta classe, mas o carinho dela sempre me curou mais depressa do que qualquer remédio.
A minha mãe é pouco mais alta do que duas laranjas uma em cima da outra, mas ajudou o meu pai a ser o homem enorme que foi.
Eu sempre exigi tudo e mais alguma coisa, a minha mãe contentou-se sempre com a minha felicidade.
A minha mãe não fala línguas, mas quem por vezes tem dificuldades em fazer-se entender sou eu.
Nos braços da minha mãe cabe o universo todo; nos meus, de vez em quando, cabe a minha mãe.
A minha mãe ainda me limpa as lágrimas; eu provoco as dela.
Mas quando a minha mãe sorri o mundo é bonito!
Ah, e a minha mãe ensinou-nos, a mim e ao meu irmão, que dizer isto não é pieguice, é ser humano!

terça-feira, novembro 22, 2011

A minha mãe quer dar-me uma crise de meia idade...

Ontem a minha mãe disse-me «sabes filho, já não olho para ti como um rapaz, olho para ti como um homem feito». «que queres dizer com isso?» perguntei eu. «quero dizer que já não se te vê um jovem, estás um homem feito». Fiquei a pensar naquilo «mas queres dizer que estou velho?». «ò filho, ninguém te dá a idade que tens, com esse corpo nem pensar, mas já não tens ar de menino. Tens uma figura adulta». Continuei a esmiuçar«Tenho um ar sério?». A minha mãe olhou-me assim com um ar meio contemplativo e respondeu «já tens ar de pessoa que toma conta de nós, um homem feito, forte e responsável». «Fogo mãe, não podias ter dito logo que tenho um ar responsável e evitavas a agonia?». Ela riu-se «tu és é parvo!».

segunda-feira, setembro 27, 2010

O aniversário

Depois de 8 dias fantásticos em Nova Iorque, seguiu-se o aniversário da mãe hoje. Na realidade, o aniversário foi ontem, mas tive de falhá-lo por causa da viagem. A minha mãe dá uma importância vital aos aniversários, é uma das ocasiões de família em que todos temos de estar juntos (como no natal, páscoa, dia de reis e são Martinho) e este ano iria ter apenas o meu irmão com ela. Antes de marcar a viagem eu perguntei-lhe «importas-te que a gente vá?» e ela respondeu «não filho, o que eu quero é que vocês sejam felizes e se agora é a melhor altura vão e voltem contentes». Disse-lhe então que a levaria hoje a um restaurante excelente para a compensar. Escolhi o local ideal e lá fomos com o Batata. Comemos num sítio com a vista mais perfeita de Lisboa que pode existir, mesmo colados à janela panorâmica. Ela adorou a comida, o ambiente, a vista e que estivessemos mesmo ao lado da igreja onde ela casou há 49 anos. Ficou muito feliz e eu também. Quando se tem uma mãe de elevada categoria quer-se sempre estar à altura. Coisas especiais para uma mãe especial.

quinta-feira, julho 01, 2010

Coisas estupendas

A minha mãe (com os seus 68 anos) acabou de utilizar o chat do google para falar comigo. Tendo em conta que ela deixou a escola há 58 anos e que esteve apenas 1 ano num curso de computadores, isto para mim é um acontecimento extraordinário. Tenho de pedir uns babetes da minha sobrinha para me amparar a baba nestas ocasiões. Sei que sou um lamechas, mas estas coisas deixam-me embevecido.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Aniversários.

Hoje a minha mãe faz 67 anos. Não ligo muito ao meu aniversário, acho um dia como os outros, mas dou importância ao aniversário das pessoas que gosto e que me são próximas. Significa mais um ano em que tive a oportunidade de privar com elas. Embora pareça ter 55 anos, a minha mãe tem quase 70. Queria não me esquecer nunca de a mimar como ela merece. Muitas vezes, há tanta coisa a acontecer nas nossas vidas que guardamos apenas aquele dia do fim-de-semana para a mãe, para o irmão, para a sobrinha e para o afilhado. De repente, o melhor presente que poderia dar à minha mãe seria eu viver mais devagar. Uma mãe da qualidade da minha, merece muitos dias exclusivos só para ela. Que eu tenha esse bom senso e a sabedoria para lhe dar tudo aquilo que ela merece. Merece muito e eu devo estar à altura.

terça-feira, abril 29, 2008

Mães e PCs

Misturar mães e PCs é uma coisa cansativa, mesmo quando as mães estão motivadas. Todavia, confesso que estou muito orgulhoso da minha e dos progressos que está a fazer.

quinta-feira, abril 10, 2008

Papéis invertidos

Há talvez um mês atrás, a minha mãe, que tem 65 anos, surpreendeu-me com a notícia de que iria tirar um curso de computadores. Assim foi, e lá anda. Não tem sido linear, em parte pela insegurança, mas principalmente porque percebo que os professores não querem dedicar muito tempo a pessoas que nunca contactaram com as TIC. Vi-me forçado a dar-lhe explicações em casa e ela quis comprar um computador para poder praticar. Tem então um sofisticado portátil que está a aprender a usar, pois o novo Windows é bem diferente daquele onde aprende.

Acho engraçado como os papéis se invertem. Há muitos anos atrás, quase 34, foi ela que me ensinou os primeiros passos em muita coisa. Agora sou eu que lhe ensino os primeiros passos na informática. Às vezes repito as coisas várias vezes para ela interiorizar e quando estou a ficar frustrado, lembro-me da paciência que ela teve para me ensinar as contas de dividir. Ninguém conseguia ensinar-me e ela comprou um caderno novo para me motivar (com desenhos muito giros) e ficou das 22h até à uma e tal, quando já todos tinham ido dormir. Eu lá aprendi.

Ela tem o seu PC novo, com um wallpaper que gosta muito e fica maravilhada sempre que percebe que não se vai esquecer de uma coisa que aprendeu. Coisas que eu dou por adquiridas há tanto tempo ainda a fascinam, como as teclas de atalho e as teclas cursoras. Tudo caminha muito devagarinho com ela, mas com passos seguros. Estou orgulhoso. Deve ser isto que se sente com um filho.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Quando a mamãe visita...

...sou banido da sala para que ela fique a ver as suas novelas. É o que dá ter só uma televisão. Mas cool with me, estou a aproveitar para organizar a sempre crescente colecção de cd's que já vai nos 1030. Onde chega o meu amor pela música?

sábado, outubro 27, 2007

A mãe

Todos nós temos uma mãe. E há aquelas frase «quem tem uma mãe tem tudo», «o amor de mãe é incondicional». Pessoalmente acho que não é verdade. Acho que há muitas mães que são péssimas e as que simplesmente não amam os filhos. Às vezes um filho é uma coisa que acontece na vida de uma pessoa, seja porque razão for. Não me cabe a mim julgar essas mães e também não quero falar disso, porque analisar o que escrevi até agora dava pano para mangas. O que quero fazer é simplesmente falar de uma mãe que conheço bem... a minha.
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A minha mãe não é apenas minha mãe, é minha amiga. É alguém com quem eu posso discutir uma série de coisas, às vezes difíceis para ela. Já tem 65 anos e é conservadora, mas tem uma coisa incrível, um enorme amor pelos filhos. Este amor faz com ela trasncenda muitas vezes os seus preconceitos e obriga-a muitas vezes a rever a sua escala de valores forjados por uma educação muito rígida. Esta mãe, tem saudades do seu tempo. Mas percebeu que o tempo em que vive é outro e que novas questões se levantaram. Mesmo que não as compreenda, ou que com elas não concorde, ela respeita. E faz tudo para acompanhar, na medida do possível, estes tempos tão estranhos. Porquê? Porque não quer perder o pé. Quer acompanhar os filhos, quer ser capaz de estar ao nosso lado, assim nós precisemos, e ter algo para dizer sempre que tiver de nos ajudar.
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Nem sempre tudo corre às mil maravilhas entre nós, mas a nossa relação não podia ser mais genuína. Não é uma relação que se aguenta com base na formalidade Pais vs. Filhos. A nossa relação é informal, mas é verdadeira. Esta mãe com quem às vezes me chateio e aborreço, sabe tudo sobre mim. E acima de tudo sabemos uma coisa, para lá das brincadeiras, das parvoíces, das chatices e, por vezes, das palavras duras, uma verdade ressalva. Podemos sempre contar um com o outro. Sempre!

quarta-feira, setembro 26, 2007

A grande prenda

A grande prenda que se pode dar a alguém é fazê-la feliz. Ontem fiz uma pessoa incrivelmente feliz. No caminho também me tornei feliz. Fiquei a sentir-me vivo. A pessoa a bem dizer foi a mamãe. Ela merece. Afinal não é todos os dias que se fazem 65 anos, com um enorme sorriso na cara. E se ela está de arrasar, oh lá se está. Uma quebra corações, no seu segmento logicamente. longa vida à mamãe.

quarta-feira, maio 16, 2007

O menino de sua mãe

Apesar de ser um homem feito, de vez em quando, ainda sou o menino da minha mãe. Longa vida à minha mãe e a todas as mães que, de vez em quando, são as mães dos seus meninos.