terça-feira, outubro 11, 2022

Mais um perigo na estrada

Quem anda de mota tem de se preocupar com os carros, com as motas, com as bicicletas e as trotinetes, ou melhor, com as pessoas que conduzem os ditos sem ter o menor respeito por regras de trânsito. Mas hoje percebi que também me arrisco, em hora de tráfego pesado, a levar com as beatas que os fumadores deitam pela janela dos carros. Tão século XX.

segunda-feira, outubro 10, 2022

Boa sorte, Leo Grande

É raro encontrar um filme onde uma mulher "de uma certa idade" consiga ter um papel central relevante, mas isso não acontece em 'Boa sorte, Leo Grande' onde Emma Thompson tem a oportunidade de dar corpo a uma mulher viúva de meia-idade, insatisfeita com a sua vida sexual de sempre, que resolve contratar um prostituto para resolver esse problema. Na realidade este encontro será quase uma sessão de terapia para os dois. 

O filme tem mais momento tocantes do que cómicos e poderia ter levado mais longe o argumento e a encenação, uma vez que dispõe do talento da Emma Thompson, mas penso que cria agenda a vários níveis. São muitos os assuntos relevantes que estão subsumidos no argumento, o idadismo, a repressão, a moral, a liberdade sexual, a diversidade, etc. 

O que me deixou fascinado foi ver a coragem da Emma Thompson a fazer um nu frontal, num tempo em que se pede aos atores que sejam sempre jovens e atraentes. Ela mostra-se tal como é, uma mulher de 63 anos que não tem vergonha de o ser. Achei extraordinário esse simples facto aparentemente tão simples, mas com tanto significado. Vale a pena ver. 


16/20

O pai da noiva

Não estava a pedir muito quando resolvi ver o filme. Esperava que fosse algo que pelo menos ia entreter. Mas foi curtinho. É uma comédia de costumes que segue a fórmula americana para entretenimento fácil, mas que acabou por ser como comer algodão doce, não enche, faz mal à saúde e quando chegamos ao fim já estamos enjoados.

10/20

Nunca me tinha acontecido

Comecei o trabalho novo no dia 3 de Outubro e a entrada foi uma deceção na medida em que me colocaram numa sala dos anos 80 que ainda mantém a sua mobília e tecidos e não tem ar condicionado ou ventilação. A única janela dá para dois motores de extração de gorduras. 

Aquilo mexeu um bocado comigo, mas mexeu mais ainda quando comecei a ficar com urticária e passei dois dias a coçar-me. Lá me colocaram num outro posto de trabalho, numa sala com 3 anos, sem ácaros, e com uma janela para a rua. 

Finalmente em condições de trabalhar e feliz de novo. 

segunda-feira, outubro 03, 2022

Expetativas

A luta contra as expetativas é sempre uma luta desigual, mas tem de ser feita. O melhor remédio é mesmo não deixar que alteridade faça das suas.

sexta-feira, setembro 30, 2022

Tranquilidade

Ando há 18 dias a concentrar-me na tranquilidade, a não me importar com coisas que tradicionalmente são importantes para mim. É desafiante porque, em alguns aspetos, é viver de um forma completamente diferente, sem instruções e/ou mapas. O foco é apenas em sair de qualquer tipo de situação/emoção que me rompa o equilíbrio e a serenidade. É um não querer saber programado, em via positiva. 

Kilts

Durante muito temo desejei ter kilts, agora que os tenho não sei muito bem onde os vestir, onde os levar. Tem de ser a um sitio onde não faça vento e onde eu não vá de mota (andar de perna aberta e de saia não é uma combinação ganhadora).

2a feira

Segunda feira começa o novo trabalho. Aqui às espera das últimas horas num local onde, se tudo correr bem, não voltarei. Se não correr, cá estarei a bater com os costados e também não vem mal ao mundo por isso. Será sempre uma nova experiência.

segunda-feira, setembro 26, 2022

80 anos

A minha mãe fez ontem 80 anos. Acho que ela nunca pensou que iria viver assim tanto (e ainda estará cá mais uns 10 ou 15 anos, estou convencido). Ontem organizei-lhe o jantar de aniversário num restaurante bem giro em Lisboa, com os poucos, mas bons, da vida dela, e ela estava radiante. Sei que lhe fabriquei uma memória excelente e é isto que eu quero que ela tenha nestes próximos anos que - naturalmente - se verão acompanhados por um decréscimo da qualidade de vida, mais não seja pelas artroses - porque de resto tem mais saúde que eu.

Por falar em saúde vou ter de lhe contar da minha. Este fim-de-semana era sobre ela e não quis estar a acrescentar ruído, hoje já ficará com mais uma preocupação.

Deve ser do mercúrio retrógrado

Diz que o Mercúrio retrógrado influencia o funcionamento das máquinas fazendo-as falhar. Parece que este trânsito fez-me falhar a máquina na sexta-feira. Depois da operação há 2 anos pensei que estaria tudo bem, mas, aparentemente, vou ter de repetir o procedimento porque se formou de novo um propulsor de fibrilhação auricular e a minha saúde voltou a estar insegura. Mas acredito que com alguma paciência volte a estar bem dentro de uns meses.

sexta-feira, setembro 23, 2022

Coisas que se ouvem

O meu grupo de amigos do 9º ano reencontrou-se e temos mantido o contacto via whatsapp. Um dos rapazes ao saber que eu era gay - depois de perguntar à minha melhor amiga - teve uma reação curiosa "a minha filha havia de gostar o conhecer, ela é uma adolescente muito esquisita". Na realidade, não quero saber o que isto quer dizer, fica apenas pelo 'curioso'.

Bilhete para o Paraíso

Este filme é uma comédia romântica inócua - o que se pretende que as comédias românticas sejam - que nos traz as peripécias de um casal desavindo ao tentar evitar que a filha case com o seu amor de verão. Não sendo nada de inovador, tem paisagens lindíssimas e podemos perceber o que é "star quality" nas prestações de Julia Roberts e George Clooney. Serão dos últimos dos atores carismáticos. No geral o filme é bastante agradável e entretém. 

13/20

sexta-feira, setembro 02, 2022

Paradise Highway - Perseguidas

Um filme interessante que explora as relações familiares e a fidelidade das nossas emoções. O filme passa-se nos meandros da camionagem, sendo a protagonista uma camionista bem desempenhada por Juliette Binoche que nunca desilude. É quase um road movie policial, mas poderia haver um pouco mais de impacto no expectador, poderiam existir cenas mais "vigorosas" e menos contemplativas. 

14/20

quarta-feira, agosto 31, 2022

Licorice Pizza

Não percebi o "hype" acerca deste filme. Gostei muito da caracterização de época, da cenografia, do facto dos atores principais não obedecerem ao cânones de beleza de Hollywood. O argumento é possível, é um filme sobre o coming of age de um rapaz de 15 anos que se apaixona por uma rapariga bem mais velha. Os anos 70 eram suficientemente loucos para isto, mas não me cativou em nada o filme. Não me prendeu, nem as participações especiais do Sean Penn e do Bradley Cooper. Não me vai ficar na memória.

12/20

O Pai

Este filme não foi fácil para mim. Comecei a vê-lo, por duas vezes e abortei. A fragmentação que me parecia difícil de digerir enquanto "liberdade artística vanguardista" é na realidade a viagem pela demência de um homem de 80 e poucos anos. Este homem teve uma vida, filhas e está a ficar incapacitado. 

No final, faz-se luz para o expectador. Está muito bem feito e exemplifica a luta de quem está a ficar com uma mente frágil e, ao mesmo tempo, a luta de quem acompanha (neste caso a filha). 

É uma viagem emocional pesada. Acho que há bastante tempo não chorava assim no final de um filme. Achei lindo exemplo de conforto final, aquele que nunca deixa de ser o mais bonito dos confortos.

17/20

Desenterrar os anos 90 - 23


Be my baby - Vanessa Paradis

Desenterrar os anos 80 - 25


Physical Attraction - Madonna

domingo, agosto 28, 2022

Para mais tarde recordar

Quando uma (possível) infecção urinária se converte num problema. 

quinta-feira, agosto 25, 2022

Quem disse que as mulheres no mundo ocidental têm o mesmo estatuto dos homens?

Acho inacreditável toda esta novela em volta da Primeira Ministra da Finlândia. Para além de a salutar fronteira entre espaço privado e o espaço público ter sido violada, há muitas outras considerações que devem ser feitas sobre a hegemonia e o privilégio masculino, assim como o duplo padrão de comportamento. É lógico, e lamentável, saber que se fosse um homem nada disto estaria a passar-se. É uma chamada de atenção para o muito que ainda há a fazer em matéria de igualdade de direitos ou de simples cidadania. 

No geral, todo este processo tem-me causado muito nojo.

quarta-feira, agosto 24, 2022

Pensamento aleatório

 Big mess (period).

Descobri uma nova música que acho estupenda


Low Down - Venbee ft Dan Fable

Avisos à navegação




 

KIngsman - O início

O primeiro filme foi engraçado e entreteve, o segundo seguiu uma linha kitch e de certa forma foi um ponto acima, o terceiro filme do franchise soube a pouco. Como era o filme em que se explicava o início, acho que teria merecido mais magia, ter argumentos mais fortes. De qualquer forma não deixou de entreter também, ofereceu doses de drama que talvez não tivéssemos conseguido nos outros dois. Mas desapontou-me de alguma maneira.

13/20

terça-feira, agosto 23, 2022

Adoro a vida no campo

Adoro estar aqui pelo campo. A casa de Lisboa não está habitável e Constância torna-se o refúgio por excelência. Nem preciso sair de casa, tenho tudo nas traseiras da casa. Quem não está a achar piada nenhuma a isto é o Limão que detesta estar fora do poiso dele. Nem lhe vou explicar que vai ser até ao final de Setembro ou ele faz greve de fome.

terça-feira, agosto 16, 2022

14 de Agosto

14 de Agosto deu-me a maior esperança e logo a seguir um murro no estômago. Mostrou-me que tenho muito que aprender, nomeadamente admitir que não controlo absolutamente nada. A única coisa que posso controlar é a minha capacidade de integrar sem sofrimento o que se me depara. Mas não vou embora do acordo que aceitei. É para aprender, então vamos a isso. 

O Homem do Norte

Um filme sobre vikings baseado na lenda de Amleth, escrita pelo historiador dinamarquês Saxo Grammaticus - que inspirou a obra Hamlet. O filme está recheado de estrela e é bom rever Björk no papel de uma das Bruxas Nornas. Este filme épico de vingança está muito bem dirigido e devemos dar os parabéns pelo classicismo associado. Não houve a tentação de americanizar ou modernizar o filme para chegar a mais audiências. Os textos são em linguagem bastante clássica (embora, às vezes, acusem demasiada formalidade), com uma direção de arte a relembrar bem o início do século X. Não gostei do final, mas admito que a história poderá ser o que é. Gostaria de ter visto um dos personagens mais bem desenvolvido, assim como o significado da sua relevância futura. Afinal é o motivo da vingança ter de ser executada.

13/20

quarta-feira, agosto 10, 2022

Mais uma mudança

Um homem pode aguentar - até certo ponto - um manancial de mudança, começo a ficar levemente mareado. Quero manter a fé de que falei outro dia num outro post. Desta vez acontece uma mudança não por crença, mas por deixar de acreditar em algo e de ser incapaz de estar num lugar em que não acredito - a fingir que sim. Quando percebemos que caímos num círculo vicioso do qual não conseguimos fugir temos de ter a coragem de tomar decisões difíceis que a razão já interiorizou, mas que a emoção ainda não reconheceu. 

“Provavelmente só se separam os que levam a infecção do outro até aos limites da autenticidade, os que têm coragem de se olhar nos olhos e descobrir que o amor de ontem merece mais do que o conforto dos hábitos e o conformismo da complementaridade.

A separação pode ser o ato de absoluta e radical união, a ligação para a eternidade de dois seres que um dia se amaram demasiado para poderem amar-se de outra maneira, pequena e mansa, quase vegetal

Só eles dois sabem que o que se sente não se trata — e é em nome deste intratável que um dia nos fez estremecer que agora nos separamos. É uma forma de amor inviável, que, por isso mesmo, não tem fim."

by Inês Pedrosa

A cidade perdida

Mais um comédia romântica de ação que tem alguns momentos engraçados. Curiosamente foi uma das cenas onde é relatada a razão da lenda de um amor antigo que mais me cativou. A Sandra Bullock a fazer o que costuma fazer e um Brad Pitt em bom como sempre. Posto isto, pouco mais. 


12/20

Tudo em Todo o Lado ao Mesmo Tempo

Mais um filme sobre a temática do multiverso que pretende ser uma comédia e tudo em todo o lado e ao mesmo tempo. Resultado, uma grande porcaria. 

7/20

segunda-feira, agosto 08, 2022

O quadro maior das coisas

Este fim de semana que passou estreei a nova casa de família, um refúgio no campo a 1h20 de Lisboa, perto do rio e com piscina. Foi num dos períodos em que estava na boia a apanhar sol que tive uma espécie de epifania - como a epifania do ovo estrelado há anos atrás - sobre como as coisas se estavam a organizar na minha vida apesar das dores provocadas pelas mudanças dos últimos 3 anos. 

Já consegui mais dos meus objetivos do que aquilo que inicialmente pensava. O novo (e desejado trabalho) também está aí à porta. E as coisas que não estão vão sendo aceites com uma nova calma que o regresso à boa forma física/psicológica me tem proporcionado.

A vida está a acontecer e tenho de aproveitar as bênçãos que aparecem - nem sempre visíveis num primeiro olhar.  Estou a ganhar fé de novo. Tomara que se mantenha este sentimento. 

segunda-feira, julho 18, 2022

Desenterrar os anos 70 - 25


In the summertime - Mungo Jerry 

Ando aqui de coração apertado

Para saber qual o resultado dos concursos a que concorri. Sei que agora é uma fase de férias, mas há ali dois ou três onde gostaria bastante de ficar. Parece-me que poderia ser feliz por ali, um deles até me daria mais uns 200 euros limpos ao fim de 1 ano, porque implica mudança de carreira na função pública. Quem sabe, quem sabe. 

É continuar à espera. 

Era uma vez...

Um rapaz com uma brutal moca de sono porque anda a dormir pouco por causa de uma dor de dentes que, estando a ser resolvida, mói como o caraças. 

sexta-feira, julho 15, 2022

The Gray Man - O Agente Oculto

Gostei do trailer e fui ver o novo filme do Ryan Gosling, recheado de ação e com um Chris Evans num papel que não é assim tão normal a mostrar um certa versatilidade. O filme em si não é extraordinário, mas é uma história que segue um desenrolar coerente e com muita ação, humor e bons efeitos especiais. Passei muito bem a noite. Diverti-me.

14/20

Já diz a Maria Bethânia

O primeiro amor passou,

O segundo amor passou,

O terceiro amor passou,

...

O coração continua!

As boas pessoas podem ser manipuladoras?

Podem sim. A questão é saber defendermo-nos disso. Quando uma pessoa é objetivamente má é mais fácil termos as "antenas" em funcionamento, mas quando a pessoa é querida, fofa... é mais complicado. 

Li hoje um artigo bastante interessante sobre manipulação exercida por pessoas que não têm má índole, mas que mesmo assim podem infligir danos complicados no outro e na sua forma de ser e de estar.

Eu tenho a tendência para atrair manipuladores e ainda não percebi bem porquê. Pessoas que são boas, mas que têm um "lado B". O meu problema é quando o manipulador é alguém que eu gosto muito, aí estou efetivamente desprotegido (porque eu e os meus afetos somos uma desgraça) acabo por perdoar tudo vezes demais ou sofrer algum gaslighting.

Será que nunca poderemos ter uma relação com alguém que é manipulador ou apenas temos de saber lidar com as suas manipulações? Penso que ultimamente estou mais preparado para isso, para não ceder.

E quando somos arrastados..

E quando somos arrastados para o break up do amigo com o namorado e não podemos tomar preferências (porque a preferência não seria favorável ao amigo e ele não tem capacidade para interiorizar uma crítica construtiva porque se vai sentir mal e não consegue aguentar essa emoção)?

quarta-feira, julho 13, 2022

Os 40

Muito se fala da ternura dos 40,  mas no meu caso entraram com a suavidade de pregos a escorregar pela garganta e arriscam-se a sair como vidros a passar pelo rabo. Mas numa nota positiva diria que esta década poderá ser apenas uma década de purga e que os 50 entram perfeitinhos e acaba-se a turbulência.

Na realidade os meus anos mais felizes foram ali entre os 33 e os 40, com especial ênfase para os 36-40. Mal sabia eu que aqueles seriam (até agora) os anos mais felizes, mais excitantes e mais ternos da minha vida. 

quinta-feira, julho 07, 2022

Fernando Pessoa e o gato

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

-Fernando Pessoa

Coisas que me fazem rir

O Chega publicou uma fotografia do seu líder com o hashtag #orgulho. Imediatamente as redes sociais assumiram as cores do Pride LGBT e ele andou a ser replicado nas redes associado ao orgulho gay. Adoro! Esta fez-me rir. 

Política sucks!

Rosário Farmhouse é uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. De nomeação política em nomeação política é um exemplo de compensação por ligação ao aparelho PS, já a competência e o brilhantismo cof...cof... Não estou com isto a dizer que o PS é o único a compensar "amizades", chegue o PSD ao governo e é vê-los a sair de debaixo das pedras. 

terça-feira, julho 05, 2022

Coisas que me fazem pensar


Como é que ele conseguiu desapertar as calças?

 

Comparações




 

Redução de ansiedade

O trabalho com a psicóloga começa a dar alguns frutos. A ansiedade que algumas situações me provocam foi bastante reduzida e consigo de alguma forma travar o pensamento que provoca a escalada de emoção. Não sabia que uma emoção dura apenas até 90 segundos. São os pensamentos que as alimentam. Se matamos o pensamento matamos a emoção. Isto é bom para ser aplicado a todas as emoções desconfortáveis. 

segunda-feira, julho 04, 2022

Quem me havia de dizer...


Carolina - Taylor Swift 

Se me dissessem há 3 anos que eu me ia tornar fã da Taylor Swift eu dizia que era impossível. Mas entretanto aconteceu o soberbo Folklore e o (um pouco) menos soberbo Evermore em que a Taylor mostrou que é extraordinária contadora de estórias e com um fluidez impressionante. E essas estórias casam lindamente com a melodia, que acaba por também contar parte da história. Mais tarde ou mais cedo ela deverá voltar ao pop, mas entretanto vou aproveitando o momento que é bem especial como a canção acima. 

segunda-feira, junho 27, 2022

Elvis

O Elvis Presley é um estranho a ninguém. O artista a solo mais bem sucedido de todos os tempos faz parte da cultura popular, mas do homem pouco se sabe. Sabemos muito do ídolo e da figura pública. O filme do Baz Luhrmann vem mostrar um pouco do que está do "outro lado do espelho" e satisfaz. É de certa forma um forma triste, deixa um sabor amargo no fim. É, contudo, fiel à história do mito que também deixou um sabor amargo no final. Vale a pena recordar as músicas e o talento. O filme é...Baz Lurhmann total em estilo. O resto é uma história bem contada. 

15/20

sexta-feira, junho 24, 2022

Como fazer renascer com brutal sucesso uma música dos anos 80


Criar momento em torno da progressão melódica e da letra, com resultados épicos.

quarta-feira, junho 22, 2022

O ovo que não é ovo

A Plantalicious, empresa portuguesa, criou o happieggs, uma alternativa 100% vegetal ao ovo de galinha. Sem conservantes e produzido a partir de extratos vegetais, entra no mercado nacional no próximo semestre. A notícia
aqui
.

terça-feira, junho 21, 2022

Mortinho, mas...

Desvitalizei outro dente. Hoje dói-me o maxilar e a bochecha. Dormi mal e estou rabuja. Mesmo morto o nervo volta em forma de fantasma para me atazanar. 

Ou sim ou sopas?

Situação:

A pessoa X acredita completamente na pessoa Y, mas em situações que tradicionalmente a deixam desconfiada, imediatamente desconfio da pessoa Y. 

Análise:

A pessoa X confia mesmo plenamente na pessoa Y ou confia apenas, condicionalmente, contando que não passe por situações que tradicionalmente a deixam desconfiada? No momento, pelo desconforto, a pessoa X desconfia e, mesmo dando o benefício da dúvida, pensa que a probabilidade de estar a ser enganada pela pessoa Y é enorme. 

Resposta:

Dar benefício da dúvida quando tudo está bem, não é confiar. A pessoa X limita-se a não desconfiar da pessoa Y quando está confortável com tudo. Portanto, não confia efetivamente, confia assim "mais ou menos" ou, mais precisamente, não desconfia a maior parte do tempo. 

Epílogo: 

"O cão não ladra por valentia e sim por medo".
- Provérbio Chinês

"Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca".
- Provérbio Popular

"Dê sal primeiro às vacas gordas"
- Provérbio Brasileiro

segunda-feira, junho 20, 2022

Mundo Jurássico: Domínio

Que seca descomunal! Encerrar uma trilogia deveria deste género deveria envolver mais cuidado com o argumento, com a ação e por aí fora. Deve ser o equivalente cinematográfico à última temporada do Game of Thrones. Nem olhar para o Chris Pratt durante duas horas e meia salva aquilo. 

11/20 

Top Gun : Maverick

Fui ver um bocadinho pela nostalgia. Tinha 12 anos quando saiu o primeiro e andávamos todos malucos com aquilo (talvez eu andasse mais maluco com o Val Kilmer de 1986, mas pronto) e, claro, é quase como a obrigação de ir visitar a tia-avó que voltou do estrangeiro.

Fiquei muito surpreendido pela positiva. O filme está muito bom do ponto de vista dos efeitos especiais, mas tem um argumento credível, tem um desenrolar escorreito e faz sentir bem. Consegue oferecer o que um filme de ação clássico oferecia, mas apelando ao moderno e tecnológico. 

15/20

quarta-feira, junho 15, 2022

Desenterrar os anos 70 - 24


Born to Run  - Bruce Springsteen

Desenterrar os anos 90 - 22


Live Forever - Oasis

Entusiasmo

Fazer uma surpresa a alguém carrega um misto de entusiasmo, expectativa e receio. Para já a minha expectativa é que o namorado goste muito da surpresa. Andava a "mastigá-la" há algum tempo. E se ele não liga nada a aniversários, eu acho são sempre uma data feliz. Para já estou super entusiasmado.

Cheiros

Comprei um novo perfume. Desde Setembro já foram quatro, mas apenas dois deles é vieram para ficar. Bleu Noir de Narciso Rodriguez e Phantom de Paco Rabanne (os outros dois espera-se que acabem). E pronto é a isto que cheira o Silvestre. 

terça-feira, junho 14, 2022

Monument



Monument - Röyksopp feat. Robyn

Quem vê caras...

Disse-me a mãe de uma amiga em tempos:

- Nem posso acreditar que aquele querido fez uma coisa daquelas, tu é que tens ar de cabrão. Se tivesse de imaginar que um dos dois era assim dizia logo que eras tu. 

Mas já cantava o Caetano "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Parece que a minha imagem passa muitas ideias erradas. 

Limites

Não sei impor limites às pessoas a quem estou ligado afetivamente. Depois acabo por me sentir contrafeito, coagido e restringido, mas sou eu que abro a porta a porta ao "abuso" e o legitimo. Ao procurar agir de igual forma não encontro reciprocidade, porque os outros têm os seus limites bem definidos e a frustração acontece. Não é exatamente simples  de reverter, acho que passei uma vida a tentar ser agradável para todos. Mas a meia idade faz-nos pensar. A caminho dos 50 há muita coisa que quero ver mudar. 

Breathe in /Breathe out

Ontem aprendi a estar presente através da respiração e de programação neurolinguística. tenho de treinar e fazer a técnica ser eficaz nos momentos em que não quero saber e abandono tudo para não me chatear ou ficar ansioso. 

O quarto de Giovanni

Nunca tinha lido James Baldwin até agora e estava bastante expectante. Comecei por este livro porque o tinha à mão e percebi um pouco daquilo que dizem ser o tema recorrente da sua obra inicial, a luta enclausurada de cada um para encontrar o seu lugar numa sociedade cheia de preconceitos e de regras marginalizantes. Há uma certa claustrofobia e uma negação do "eu" para conseguir gerir a realidade e as restrições. Mas 'O quarto de Giovanni' fala sobretudo das consequências dessa negação. 

É peculiar o romance ser totalmente "branco" e "europeu", às vezes até em demasia. Não sei se foi intencional, como que eximindo a raça negra da linha de ação que caracteriza os personagens. Mas o que fica é claustrofobia e a noção da causa/efeito num sentido negativo. É uma leitura escorreita, que às vezes até parece demasiado rápida para os padrões de hoje. Mas mais uma vez não sei se foi intencional, de forma a mostrar uma certa "superficialidade" das personagens no âmbito da trama.

  

O enforcamento

 

O Nagisa Oshima foi um cineasta que trabalhou muito bem a questão da violência e a forma como ele está presente na nossa sociedade ou como ela afeta públicos em específico.

Tendo a possibilidade de ver esta reposição aproveitei e gostei bastante do tema, a pena de morte, e todas as questões que se colocam acerca da mesma e do Estado como garante do cumprimento das regras, aqui o Estado como o agressor. 

O filme está feito de forma satírica e às vezes quase surrealista com planos paralelos, mas é muito interessante. O único problema que lhe encontrei foi a forma clássica de atuar dos orientais (o filme é de 1968) quando fazem comédia, parece tudo a fingir, quase pantomina. Mas admito que seja um problema de relativismo cultural. 

No geral é um bom ensaio filosófico.


14/20

segunda-feira, junho 06, 2022

Se calhar...

Chamaram-me a atenção para o facto de eu querer sempre tudo perfeitinho (ou o mais perfeito possível). Que eu desisto das coisas "maculadas".  Se calhar, é uma hipótese. Lembro-me de ser pequeno e de não querer escrever no reverso da folha do caderno porque ela já estava usada. Mas também me lembro de reciclar peças de mobília, feias, deixadas ao abandono e torná-las coisas bonitas. Talvez o meu problema não seja com as coisas maculadas, mas com as coisas que não sinto terem potencial para voltarem a ser "novas", o que já não é flexível para ganhar uma nova vida. 

quarta-feira, junho 01, 2022

Metade de uma vida

Atingi a idade em que metade da minha vida foi passada sem o meu pai. Porquê escrever hoje sobre ele? Porque é o dia da criança e enquanto fui criança ele não foi bom para mim; fez-me até sofrer bastante. Aos 14 anos ganhei o respeito dele por mim enquanto homem - e tudo mudou. Começou a construir-se uma relação para lá da raiva e da dor e comecei a ver quem era o homem que tinha por pai. Percebi muita coisa que não passa pela cabeça de uma criança e percebi que, afinal, ele era um homem extraordinário. Quando me tornei homem tive ainda mais essa a certeza, mas nessa altura ele morreu e acabei por não lhe dizer muito do que gostaria de ter dito. 

Ninguém é perfeito. Ele não era polido, dizia palavrões, falava alto, não sabia expressar sentimentos (correndo o risco de dar a entender que era era bastante sensível, preferia guardar para ele as suas próprias inquietações, desilusões e medos) e enfiava o guardanapo no colarinho. Mas este homem teve  um dia um sonho, criar um família que tivesse tudo o que ele nunca teve - incluindo um pai que providenciasse para os filhos. 

Amava-nos muito, mas nessa luta cega de ter dinheiro para nos dar-nos uma casa, um curso, um carro e ainda deixar todos bem de vida após a sua morte, esqueceu-se de estar presente e de mostrar que nos amava muito. Quando estava, estava rabugento, cansado, sem paciência. Nas férias era uma pessoa diferente, mas era-lhe mais fácil estar próximo do filho o que os rapazes fazem e que por isso exigia menos esforço. Isto até aos meus 11 anos. Depois reformou-se e tornou-se bem mais calmo.

Os 10 anos que tive com o meu pai depois de termos feito as pazes como pai e filho foram bons. Havia respeito. Eu passei a exigir-lhe muito mais, porque também percebi que ele gostava de me ver lutador. Por isso quando ele morreu, só tinha uma questão: será que ele sabia o quanto eu gostava dele? Por sermos os dois teimosos e por ele não conseguir verbalizar o amor dele eu também achei que teria de fazer igual, apesar de ser capaz de o fazer. Não obstante, uns dias depois perguntei à minha mãe (a pessoa com quem ele era efetivamente capaz de falar sobre tudo) e ela disse que  sim, que ele sabia.

Costumo dizer que não tenho heróis com a excepção do meu pai. É que na realidade ele teve uma vida heroica, de superação, foi primeiro um sobrevivente e depois um conquistador. Embora não dissesse que gostava de mim, ou me desse alguma atenção quando eu era pequeno, cuidou impecavelmente da nossa família e espalhou atos de generosidade por todo o lado. Era um homem bom. 

Há uns dias um amigo disse-me que eu branqueei o meu pai, que não tenho a minha relação com ele resolvida, porque ninguém fala assim tão bem de um pai. Não sei como poderei explicar ao meu amigo, que eu não o branqueei, eu fui (re)descobrindo o meu pai e depois compreendendo o que (re)descobri.

O meu amigo também disse que coloco o meu pai acima da minha mãe. Novamente um erro. A minha mãe não teve a vida heroica do meu pai em grandiosidade de feitos, mas talvez tenha feito a coisa mais grandiosa: a abnegação. A minha mãe tem uma qualidade muito bonita - saber amar. Ama totalmente, incondicionalmente e com dedicação. Amou assim o marido, o pai, os filhos e agora a neta. As pessoas que ama têm muita sorte por ter esse amor que não exige nada e que nutre como poucas coisas.

O meu pai dizia "posso ter feito muita coisa na vida, mas não teria conseguido nada sem a minha mulher que foi o melhor copiloto que eu poderia ter desejado".  A minha mãe foi a "força motriz" do herói, aparentemente em segundo plano, mas o pilar de todas as coisas. 

Não sei como explicar ao tal amigo que apesar da minha mãe nunca me ter magoado e sempre me ter protegido, o meu pai continua a ser a pessoa em que eu gostaria de me tornar. Eu percebi o meu pai e as dores passadas ficaram no passado. Se não o tivesse percebido não o usaria como compasso moral para a vida. Não obstante, deixo sempre uma nota de rodapé, quero ser capaz de amar e ser amado como a minha mãe ama. 

Nem toda a gente que nos ouve (ou que nos lê) compreende exatamente o que queremos dizer. Cada leitura é uma história de acordo com a cabeça de cada um e com as suas experiências de vida. Às vezes penso se por ser tão aberto não acabo, eu, por dar material passível de gerar mal entendidos. Se calhar presto um mau serviço aos meus pais, quando falo nas dificuldades que existiram num certo período da minha vida. 

Talvez deva falar menos (é uma das coisas que tenho pensado ultimamente), talvez as minhas palavras sejam uma espécie de Gremlin - podem gerar a confusão junto de quem não compreenda a sua natureza. Não obstante, uma coisa é certa - seja eu mal compreendido ou não - sou filho de um bom homem e de uma boa mulher que fizeram o melhor que sabiam e podiam para nos fazer florescer. À luz do que sei tive muita sorte.

terça-feira, maio 31, 2022

Verso Silvestre

Não quero morrer de amor - digo - quero viver de amor,

Mas para lá da espessura da madrugada não existem sobreviventes.

quarta-feira, maio 25, 2022

Surpresas

Mudei de departamento no trabalho. Foi excelente, uma vez que estava completamente miserável. Não estou certo de que queira ficar aqui, mas de qualquer forma tenho 4 meses para ver se esta nova experiência funciona. Pelo menos tive a possibilidade de fazer trabalho inteligente nestes 3 dias.

quarta-feira, maio 18, 2022

E vão mais 3

Apesar de ser como achar uma agulha num palheiro e, apesar de uma entrevista de emprego ser mais um confronto de representações da realidade do que própria realidade em si, enviei mais três currículos e seja o que Deus quiser.

Descoberta - Leyla Blue


Decisões

Hoje decidi procurar um psicólogo porque acho que necessito de um apoio médico para lidar com alguns estados debilitantes que tenho enfrentado. Como comentei antes, passei por um processo de depressão no ano passado que deixou sequelas. 

Para lá da brutal insatisfação profissional, não posso dizer que tenho outros problemas de relevo. Tenho estabilidade afetiva, financeira e tenho saúde (exceção para um problema lombar), é por isso estranho que em vários dias eu queira levantar-me da cama sem o conseguir fazer e ser acometido por estados sufocantes em que parece que não existe nada para mim, que não há saídas. 

O problema da depressão major resolveu-se com medicação (terminada há meses), situação que não considero sustentável a longo prazo. Não quero viver dependente de medicamentos, não seria o primeiro nem o último, mas queria ver se conseguindo reprogramar o cérebro a coisa vai lá. 

Lembro-me de até perto de 2018 eu acordar sempre com um sorriso na cara, feliz simplesmente por ter um dia para viver. Por volta dessa altura houve algo que me quebrou (ou foi quebrando). Até sei identificar o que me levou à situação do ano passado, talvez tenha feito más opções por amor/respeito a terceiros. Não tive espaço para ventilar e reprimir nunca foi o meu género.

O ruído foi criando lastro e solidificando. Ao analisar o que tinha corrido mal, comecei a incorrer no erro oposto. Se antes tinha tolerância a mais, comecei a ter tolerância a menos e digo não a tudo aquilo que me parece ter potência suficiente para voltar a levar-me a um estado depressivo. 

Quem me dera que a mente fosse tão difícil (ou fácil) de tratar como um joelho (por exemplo). O que sei é que não gosto destes altos e baixos. Tenho um problema em mãos e esse problema tem de ser resolvido. Espero encontrar a pessoa certa. Pelo menos numa coisa não mudei, não baixo os braços perante nada. Quando caímos levantamo-nos e seguimos a marcha.

quinta-feira, maio 12, 2022

Calmante calórico

Já estava em broa com a falta de capacidade/noção profissional aqui no burgo e fui comer uma torta com creme de ovo. Já estou muito mais calmo.

E vão três

Acabei de concorrer a três vagas de trabalho. Ia concorrer a uma na DGS e desisti porque instituição que ainda usa um formulário de candidatura de há 20 anos e pede o Europass como modelo de CV (sendo fator eliminatória) só pode ser um buraco negro,

Sugado

Hoje até entrei ao trabalho com a alegria dos dois últimos dias ainda incrustada no corpo. É curioso como a meio da manhã já estou cheio de sono. Estar neste tipo de ambiente suga as energias. Às 9h ainda penso que alguma coisa pode acontecer, a partir das 11h já só penso na hora da saída às 17h. 

quarta-feira, maio 11, 2022

Ontem

Ontem fiz 48 anos e tive um dia perfeito. Começou morno, mas ao logo do dia foi ficando cada vez melhor e acabou numa explosão de amor.  Não festejei para lá do tradicional jantar com a família, que insisto em oferecer por saber que é uma momento muito querido da minha mãe. Tenho sorte. Fui abençoado com uma extraordinária família de sangue. Sobrinha e namorado foram responsáveis pelos pontos altos do meu dia. Hoje acordei com alegria no peito, como há muito já não fazia. 

segunda-feira, maio 09, 2022

Amanhã

Amanhã faço 48 anos. Deve ser por isso que os últimos 3 anos têm sido tão intensos existencialmente. Devo estar com uma crise de meia idade. Era muito bom que não passasse dos 50, já começa a enjoar a análise de tudo o que me rodeia e a inquietação. Já vinha um pouco de paz.

O que fazer?

Ao fim de 3 meses no novo trabalho verifico que também não é sítio para eu estar e ser feliz. Em teoria tinha tudo para correr bem. A hipótese de trabalhar em direitos humanos pareceu quase milagrosa, mas a verdade é que depois temos de lidar com pessoas. E vá eu dando voltas na função pública, os problemas acabam por ser muito semelhantes, más lideranças, comunicação deficiente, pequenos poderes, etc., etc.

A maioria das pessoas fica o resto da sua vida agarrada ao seu local de trabalho, porque é cómodo ou por medo ou descrença desconhecido. para mim o desconhecido é isso mesmo 'por conhecer' e se aquilo que eu conheço é fraco e não respeito, tenho de continuar a acreditar que o desconhecido tem algo de bom escondido. 

É possível que não esteja enganado, ou que sim. Perante uma nova oferta de trabalho esta dúvida persegue-me, o meu CV terá 2 sítios onde fiquei  4 meses e isso é mau. Para quem me quer empregar, fica sem confiança. Porque nas entrevistas parte-se sempre do princípio que os problemas estão com os trabalhadores e não com a instituição empregadora. 

Não faço puto ideia do que fazer. Posso aguentar neste marasmo onde não me dão nada (ou dão tarefas desqualificadas) para fazer ou partir. Mas também como estou em mobilidade só seria até final de Setembro.  

Canção espetacular


We've been loving in silence - MARO

The Card Counter - O Jogador

Tinha muita vontade de ver este filme, tido como um dos melhores de 2021, mas tristemente não me cativou. Era suposto haver uma aura de mistério em torno de um homem e o rumo dos acontecimentos no filme acabar por mostrar a verdade sobre esse homem. Quando um filme tem o Martin Scorcese por trás é natural que acabemos por ser mais exigentes. O mistério por detrás do homem não é suficiente, as histórias acessórias à principal não justificam o final do filme, no meu ver. Deixou-me uma sensação de amargo na boca.

12/20

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura


Gostei do primeiro tomo desta série (sim porque já vem aí o terceiro filme), mas apesar dos excelentes efeitos especiais ficou ali entre o registo da fantasia e da palhaçada. Não gostei. Quero fantasia, mas sustentável. 


9/20

quinta-feira, maio 05, 2022

True

«Adolescentes e jovens que se acham modernos, hedonistas e libertários por fazer dancinhas sensuais no TikTok não têm ideia da importância de Madonna no passado para que hoje as mulheres e os membros da comunidade LGBTQIAP+ vivam a sexualidade com mais independência e respeito.»

terça-feira, maio 03, 2022

Sensate

Quase 7 anos depois finalmente vi a série «Sensate» da Netflix. Lembro-me da excitação das pessoas com este série na altura em que foi transmitida, mas em 2015 fiquei com um ideia má da mesma porque aquilo que me era relatado era "os gajos bons" e as "cenas de sexo" e depois que eles estavam ligados todos uns aos outros.

Felizmente alguém me convenceu a ver a série e descobri uma magnífica peça de ficção cientifica, em que bonzões e sexo são os menores dos cartões de visita. Fora a parte das teorias da evolutiva é um elogio à representatividade e diversidade (foi atores locais de diferentes países, diferentes culturas representadas sem uma americanização). Fiquei mesmo fascinado. 

sexta-feira, abril 22, 2022

O PCP anda a dar nas drogas alucinogéneas

O PCP sabe que o Sr. Putin não é fascista (nem exerce uma ditadura sobre o povo russo) e que o governo da Ucrânia não foi democraticamente eleito por um povo farto de corruptos e fantoches ao serviço da Rússia.  

Se não fosse, nojento, imbecil e ofensivo eu até era capaz de me rir desta "pérola" de declaração. Que pode ser vista AQUI


quinta-feira, abril 21, 2022

Desistir não é uma opção

 Quando estamos a falar de desistir de nós.

Hoje estive a assistir a um webinar sobre conciliação

O webinar de título "Conciliar trabalho, família e vida pessoal" teve a intervenção da Presidente cá do burgo. Fez uma intervenção bastante interessante, focando o facto de hoje a administração pública ter de ser gerida como uma empresa privada, uma vez que com a mobilidade os funcionários andam em constante movimento procurando algo melhor (aqueles que querem trabalhar a sério e num ambiente saudável, diria eu).

Curioso foi que a minha própria Presidente pensa que no nosso burgo estão a ser dadas condições para isso. De facto, trabalho num sítio com muita abertura para conciliação de vida pessoal. Mas penso que tanta informalidade prejudicou a qualidade do trabalho. Falta profissionalismo aqui e, no que me toca, não tenho espaço para poder mudar a cultura organizacional.  

A frase feita que mais oiço é "nada é perfeito" e como as coisas não são perfeitas, os amigos acham que eu deveria assentar aqui porque faço muito pouco e é tudo "na boa". Ao fim de quase 3 meses sinto-me infeliz. Não sinto que esteja a aprender nada e não estou a dar nada de mim ao organismo. Antes deste organismo, tinha uma direção perfeitamente burra (sem a menor noção do que o organismo representava) e tinha um diretor que vendo que eu rendia puxava bastante por mim. Não me sentia próximo das pessoas (como aqui também não sinto) apesar de achar todas fixes. No outro trabalho em política, achava a "chefona" maravilhosa, trabalhava com pessoas extraordinárias em nível de competência profissional, senti que cresci imenso, mas não tinha tempo para nada (trabalhava fins de semana e feriados quase sempre). 

Nestes 2 anos e  tive 3 locais de emprego e estou disponível para experimentar um outro. Quero ter a sensação de que pertenço, que ali é o meu local, de que estou a fazer um bom trabalho e não estou estagnado. E vou mudar até encontrar. Se não encontrar sei que não morri na casca.




Cinema

Entre os filmes que não vi em 2021 e nos primeiros 3 meses de 2022, tenho 103 filmes para ver. Vamos ver se os consigo pelo menos o correspondente a 1 por semana. 

segunda-feira, abril 18, 2022

Desenterrar os anos 80 - 24


Étienne - Guesch Patti

O meu trabalho

 Continua a ser facadas no coração. Mas tanto mudo que hei-de acertar... espero.

O Guarda-Costas e a Mulher do Assassino

Não há muito que esperar de um filem como esta, para lá da sua capacidade de nos entreter por duas horas. Não é muito cómico, mas tem algumas piadas engraçadas. Está muito bem servido de ação e a história é fácil de seguir com uma pequena surpresa aqui e ali. Ajuda a passar o tempo enquanto se comem tostas com manteiga. Simpático. 


13/20


O poder do cão

Já vi o filme após a vitória pela melhor realização nos Óscares de 2022 , atribuída a Jane Campion. Consigo compreender a filmagem em chama lenta, o despojamento e a fotografia poética. Mas o argumento é curto e é mau. O filme é uma espécie de thriller homoerótico que não é bem um thriller, nem homoerótico. As personagens estão na rama e cabe-nos a nós adivinhar o que quisermos ou o que formos capazes, quase não é uma história, mas um exercício experimental com belas imagens. Não gostei.

11/20

O que é bom é para se ver


O Limão é sempre bom de ser visto. Acho que há muito tempo que não colocava uma fotografia dele, por isso aqui está. Já tem aquele ar de senador do topo dos seus 8 anos, mas basta ouvir uma lata de atum a ser aberta e perde logo a compostura. 

quinta-feira, abril 14, 2022

Bam Bam

Esta canção tem sido um bálsamo nos últimos dias. Não gostando particularmente da artista em questão, adoro a mensagem e o ritmo deixa-me feliz. Este refrão é tudo o que necessito para me meter um sorriso nos lábios nestes tempos conturbados. Hoje vesti uma camisola verde esmeralda com dinossauros e dancei no carro e tudo. E havia apenas a certeza de que hoje batemos com a cara no chão e daqui a uns dias não temos feridas e no caminho...dança-se. 

Así e' la vida, sí
Yeah, that's just life, baby
Yeah, love came around and it knocked me down
But I'm back on my feet
Así e' la vida, sí
Yeah, that's just life, baby
I was barely standin', but now I'm dancin'
He's all over me...


Bam Bam - Camila Cabello ft Ed Sheeran

terça-feira, abril 12, 2022

E a luta continua

E quando gostamos mesmo muito de algo que nos faz mal? 

The Batman

Esta nova (mais uma) versão do Batman não é nada má, aliás tem um potencial imenso. Não é tão americanizada e oferece uma certa profundidade emocional dos personagens (pelo menos de contexto). De modo geral gostei do filme, mas achei que há certas cenas de luta em que o efeito dramático se perde a acaba por redundar no seu oposto. Dei por mim, várias vezes, a gozar com o que se estava a passar na cena. Por momentos a nossa atenção divaga. penso que a sequela poderá ser muito boa se este "pequeno defeito" for corrigido. Só mais uma nota, o Robert Pattinson parece o Professor Snipe neste filme. 

14/20

Harry styles rocks!


As it was - Harry Styles

Numa época em que o ídolos voltou, nada vem mais a propósito do que falar do Harry Styles. Os programas de talentos não fazem necessariamente nada por ninguém, não dão talento. Uma coisa é ter uma grande voz, que é um dom, e outra coisa é ter talento. Os dois confundem-se imenso e ainda mais nestes programas gerando equívocos graves e expectativas goradas.  

O Harry Styles não tem um dom vocal extraordinário, mas tem um extraordinário talento. É um dos artistas mais criativos da sua geração e tem um valor cultural enorme pelo reinterpretação que faz das normas de género e pelo exercício de uma masculinidade não tóxica. Meninos do Ídolos pensem lá se não têm apenas o dom do canto. Se sim, este programa não é para vocês. 

quarta-feira, abril 06, 2022

Não conformista

Ser não conformista é complicado. É mais simples uma pessoa conformar-se, uma vez que não necessita de trabalho para isso. O meu problema radica nesta vontade indómita de mudar sempre que sinto não estar bem. Passei muitos anos ser rebelde de espírito, mas sem ser disruptivo com as situações e com as pessoas. A dada altura comecei a deprimir-me e desde algum tempo a esta parte decidi que não fico mais onde não me sinto bem lugar ou pessoa. Sei o que quero e o corpo e a mente sentem quando lá estão, sentem quando não é bem "aquilo". Tenho de ter alguma paciência é certo, porque esta corrida para o oxigénio pode ser apressada demais. Tenho de ficar o tempo suficiente para ter a certeza do porquê de querer partir. 

Limão

Ontem o Limão fez 8 anos. Os últimos 7/8 meses não têm sido fáceis para ele por causa dos problemas de saúde, mas ainda conseguimos estar os dois no sofá, aninhados um no outro como se nada fosse. Não consigo explicar o amor por este gato. Esta semana o Limão deixou-me fazer algo que nunca deixa, dar-lhe beijos na bochecha. Normalmente o Limão fica com aquele ar de "kanojo!" e quer saltar-me do colo. Mas da última vez não, apenas ficou ali. Eu pensei, vai fugir agora, e dei-lhe mais beijos e ele apenas se deixou ficar. Espero ter este gato ao meu lado (com saúde) pelo menos mais 8 anos. 

terça-feira, março 29, 2022

Um desejo mesmo mesmo grande?

 Ter 37 anos para sempre. O problema é que passaram quase 11. 

segunda-feira, março 28, 2022

Para não esquecer

«Não existe escuridão, apenas luminosidade de baixa voltagem.»

by NoFitState

Beco das Almas Perdidas

Quando vamos ver um filme de Guillermo del Toro devemos sempre esperar um certa "negritude" ou abismos emocionais. É isso mesmo que temos neste filme que explora a ambição, o sonho, os fantasmas e as frustrações dos personagens. Observamos a ascensão e queda de um homem com um passado obscuro, cuja passagem pela luz queima mais à sua volta do que a sua anterior condição. O poder embriaga e essa embriaguez pode roubar-nos a vida para sempre. É um filme bom mas triste, poderoso mas deprimente. Não posso dizer que não gostei bastante, mas sai da sala bastante pensativo e pesado.

16/20

Morte no Nilo

Sabe sempre bem ver uma história da Agatha Christie no grande ecrã e desta vez calhou a Morte no Nilo por Kenneth Branagh. Gostei do filme, mas talvez tenha de reconhecer a forma como foi filmada a história não lhe conferiu a força de que necessitava. O enredo é sempre interessante, mas foi explorado de forma  unidimensional. Alguns dos atores levaram a sua personagem a bom porto, outros nem por isso. Mas a responsabilidade, no limite, não é do ator e sim do realizador. Foi agradável contudo.

13/20


Coisas que dão energia.

Estive uma semana de férias e aproveitei para fazer algo de que gosto muito, visitar aldeias antigas. No caso, foi na região da Serra da Estrela e aproveitei para passar na aldeia da avó paterna, o Piodão. Há sempre uma energia boa que me entra no corpo quando vou lá. Pena que já não temos casa de família ali, mas a Serra do Açor está-me nas veias. Há ali algo de muito especial.