segunda-feira, novembro 19, 2018

Querido Silvestre

Meu querido blogue, quero deixar-te o meu pedido de desculpas por andares tão abandonado, mas o excesso de trabalho e as últimas férias do ano impossibilitaram-me dar-te a atenção que mereces. Mas vou compensar-te de futuro. A partir de Dezembro volto a estabilizar e voltamos a ser os amigos de sempre.

Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Ora cá está uma das grandes desilusões da temporada. Nunca pensei dizer semelhante coisa sobre um flme do umiverso do Harry Potter, mas sim. É lógico que os efeitos especiais estão estupendos, que o grafismo é de primeira qualidade, mas o argumento é fraquíssimo. Claramente é um filme de passagem, cheio de enchimento, para deixar apenas duas ou três coisas importantes que serão resolvidas num próximo filme, esse sim (supostamente) contendo algum tipo de confronto épico. É dificil seguir um filme com pouco ritmo com cenas forçadas e que não concretiza. Tive mesmo muita pena do resultado final.

11/20

O Primeiro Homem na Lua

Este filme, apesar de muito interessante, tem a tarefa ingrata de seguir a vida de Neil Armstrong que era em si uma pessoa meio sisuda e metida consigo. O processo de conseguir viajar no espaço foi em si também algo de moroso e difícil. Apesar de muito bem reproduzidas cada uma das fases da aventura, do protótipos, das boas interpretações, o filme é chato e difícil de ver. Em certos pontos, em que somos forçados a sentir o que os pilotos passavam em certos treinos conseguimos também sentir tonturas e náuseas. Bom documento histórico, mas só isso.

12/20


sexta-feira, novembro 02, 2018

Verdades incontestáveis


Quando nos pára o cérebro

Era uma vez um rapaz que, apesar de estar a chover, resolveu não vestir o impermeável para andar de mota. Quando chegou ao trabalho estava feito um pinto e teve de se despir todo e vestir a roupa do ginásio (ainda bem que não tinha reuniões). Dois dias depois a constipação teima em tornar-se mais forte e o paracetamol e o ibuprofeno não estão a ajudar como deviam. 

Quem me manda a mim ser estúpido.

Bohemian Rhapsody

Era um filme que faltava. Os Queen foram uma banda única, que lançou um estilo próprio de rock, mas o carismático vocalista Freddy Mercury ainda mais. O filme explora a ascenção da banda, mas ancorado sempre na evolução do vocalista desde os anos em que vivia com a família (de origem persa, mais precisamente Parsi) até ao estrelato. Como quase todas as pessoas brilhantes e sensíveis,  que se sentem desalinhadas, Freddy Mercury era uma pessoa sozinha no seu âmago, apesar de ser amado pelas pessoas que realmente importavam. Acabou por se perder e reencontrar-se no momento em que soube que tinha contraído HIV. Saímos com um sentimento bom do filme, porque apesar do fim tragico sabemos que ele teve oportunidade de redenção e de viver feliz os últimos 6 anos da sua vida. 

O actor Rami Malek entregou-se de corpo e alma à composição do cantor, mas não consegui deixar de sentir que em partes era um bocadinho "encenado demais".

16/20

Sete Estranhos no El Royale

Assim que vi o trailer fiquei a achar que este filme tinha algo que ver com o «Hotel Artemis», o mesmo ambiente "noir" que tanto me cativou no outro. Sem dúvida que este filme está ao mesmo nível, apesar de ser mais misterioso no conteúdo. É um filme muito psicológico, em que as diferentes camadas de cada pessoa são exploradas. A própria metáfora do Hotel estar assente em dois estados com uma linha que o divide ao centro é uma chamada de atenção para a dualidade que todos encerramos. Tem uma cadência muito interessante e tem a surpresa de ver o Chris Hemsworth a fazer um papel diferente daquilo a que estamos acostumados e a ser credível. A minha personagem favorita foi a representada por Chyntia Erivo, uma actriz que eu nunca tinha visto e que me deixou com vontade de ver tudo onde ela entrou. Recomendo. 

17/20

terça-feira, outubro 23, 2018

Coisas que me deixam feliz

Estou há quase 2 semanas a fazer trabalho externo. Estou a acompanhar um grupo de auditores internacionais em processos de avaliação. O meu papel aqui é ser um facilitador e garantir a fluidez, condições e qualidade do processo. Várias vezes fui contra a minha instituição de origem por sentir que o processo estava mal desenhado e várias das opções não eram viáveis, causando entropia.

Os nossos directores da Administração Pública desenham os processos tipo "Chapa 4" e esquecem-se que estamos a lidar com pessoas e que gerir um projeto significa ter a capacidade analítica de mudar o plano e de implementar uma alteração de correção quando necessário. 

Ao ver que várias coisas estavam a gerar entropia resolvi alterar o plano, recebi admoestações da casa mãe, mas não vacilei por acreditar que estava a fazer o correcto. 

Hoje no último processo de avaliação a equipa de auditores surpreendeu-me com um presente e com uma nota que dizia:

"We very much appreciate your professionalism, kindness, relentessness, openness and sharing your knowledge on how the different Portuguese systems works. We appreciate your excellent resistance during these exhaustive days of work. Thank you so much for your support".

Este tipo de reconhecimento é outro ordenado ao fim do mês.
  

sexta-feira, outubro 19, 2018

O trabalho dá comichão

Ando a fazer visitas externas pelo trabalho e tive um reencontro com bibliotecas. Já me tinha esquecido o que era entrar numa biblioteca com livros antigos... cheio de ácaros do papel. Eu sou muito alérgico aos acaros de papel e ao fim de 5 minutos estou cheio de urticária e a coçar-me todo e não é um espetáculo bonito. Quem se lembrou de fazer a sessão plenária dentro de uma biblioteca gostava de lhe dizer... obrigado. Fiquei numa salinha à parte a descansar e ainda a coçar-me um bocadinho, mas com o andar do dia foi passando. 

Assim nasce uma estrela

Dizem que é um projecto de vaidade do Bradley Cooper, mas eu acho que não. É um filme bonito esteticamente, com algumas falhas de ligação cénica devido, talvez, a alguma inexperiência do Bradley, mas as críticas negativas param aqui.

O mundo está rendido ao desempenho da Lady Gaga que está óptima na maioria do tempo, mas quando ela canta (após a primeira vez) eu esqueço que é a Ally e vejo a Lady Gaga com os seus trejeitos ao piano (e afins). Quem me surpreendeu pela positiva foi o Bradley Cooper, primeiro como actor, revelando uma cuidada composição de uma estrela de blues  decadente, eme segundo, como um realizador que nos oferece sensibilidade e empatia. Consegui relacionar-me com todos os personagens. Ele oferece retratos credíveis, é um filme sobretudo sobre sentimentos. Sobre relações interpessoais e ele utilizu a realização para passar essa qualidade do argumento. 

Falta apenas dizer que o Bradley Cooper e a Lady Gaga fazem um dos casais com mais química que já vi no grande ecrã. Bradley... muito bem!

17/20

Agora Estamos Sozinhos

Num futuro pós-apocalíptico, um homem que julgava ser o último sobrevivente da humanidade encontra (ou é encontrado) por uma rapariga. A realidade que ele julgava ser verdadeira pode ser muito diferente. O filme explora os demónios e as idiossincrasias de cada um e esse conquistar do espaço comum entre duas pessoas (que pode ser mesmo muito difícil). Há uma ou duas reviravoltas no filme, mas o passo é muito lento no início (o que se percebe dado o tema), mas é desnecessário no final onde necessitava de um "arranque" diferente. A perspectiva é bastante curiosa, mas acho que o filme ficou um pouco aquém ds expectativas que tinha para ele. Não obstante, os fãs do Peter Dinklage ficarão contentes com o desempenho convincente.

13/20

Venom

Dentro do universo marvel, embora eu ache o Tom Hardy muito apetecível, o filme é bem mediano. Até um pouco cabotino em certos momentos. Mas pronto, os efeitos especiais são muito giros e tem aquela história de amor mal sucedido que já se viu em 50 filmes e e isso. Não consigo dizer muito mais. Foi o quanto me impressionou.

12/20

domingo, setembro 23, 2018

Teatro em Sintra - Convergências

O grupo amador do Teatro União da Sociedade União Sintrense tem em cena até ao dia 13 de Outubro (sempre aos sábados) a peça Convergências, falando sobre a necessidade de procurarmos o minímo denominador comum na existência colectiva. A diferença e o preconceito devem dar lugar à convergência. E no fim de contas... all we need is love. 

Contactos para reservas e informações
Telefone - 91 960 48 74
Mail - teatrouniao@outlook.com
Facebook - Teatro União
Site: www.teatrouniao.wordpress.com 

Um Pequeno Favor

Gostei imenso deste thriller que de certa forma também é um filme noir e um herdeiro da tradição "hollywoodesca" do género. A Blake Lively consegue invocar aquele lado animal/glamoroso  que a Ava Gardner trazia ao ecrã e tudo com uma linguagem actual. O argumento esta muito interessante (palmas à autora do livro) e mostra mais uma vez que ninguém é linear (somos um vasto conjuntode camadas e recursos) e ninguém é vítima. Até que enfim o humor é usado na dose certa em descaracterizar o filme. Capaz de agradar às massas pelo tema e pela tensão sexual implícita, mas sem ser banal como é quase tudo o que vem (ultimamente) do circuito comercial americano.

17/20

O Mistério da Casa do Relógio

Tinha muita curiosidade sobre este filme de fantasia, estando à espera de algo um pouco mais adulto do que na realidade é. Não obstante a história do pequeno orfão aprendiz de magia está filmada de forma competete e a Cate Blanchett continua irreprensível. Entretém.

14/20
 

quinta-feira, setembro 20, 2018

Pesquisa Obsessiva

Gostei bastante do filme. É definitivamente um objecto para a geração Millenial, todo o filme é passado online ou seja, toda a acção é vista através de monitores de PC ou de câmaras de viglância ou televisores. Levanta muitas questões pertinentes sobre o uso das tecnologias de informação e consequências da exposição (no sentido positivo e negativo) e é um bom filme policial que vai tendo constantes twists, nunca perdendo o interesse. Se os actores fossem mais conhecidos talvez o filme tivesse tido outra projecção, mas é deveras interessante. Aconselho a ver, é um bom filme e é muito educativo também.

17/20
 

The Nun: A freira maldita

O que dizer? Não sou muito dado a filmes de terror, em especial o que aterroriza com base nas nossas crenças e supertições mais do que pelo conteúdo efectivo que estamos a ver. A história não é nada de especial, tem algumas incongruências e foi esquisito ter o Valak caracterizado da mesma maneira que o Marilyn Manson dos anos 90. Não me conseguia abstrair. Fora isso, tenho de concordar que há momentos tenso porque pensamos "o que será que vai acontecer?". Mas não é bom quando a parteque devia ser mais assustadora, onde se vê o demónio tenha sido a que vi melhor.


12/20

Alpha

Este filme levou-me a pensar num filme antigo »O Clã do Urso das Cavernas». É uma fábula sobre a introdução do lobo nas comunidades humanas de há milhares de anos e a origem da relação de sinergia entre o cão e o homem. É também um filme sobre superação, descoberta e crescimento. Podia ser um pouco menos polido esteticamente. Suponho que o homem daquela altura não deveria ter sobrancelhas certinhas e caras tão ordenadas, mas penso que muita gente não iria ver um filme onde não só existe uma língua reconhecível, como também todos são feios porcos e maus. está interessante.

14/20

O espião que me tramou

Gostei de ver. É uma comédia de espionagem, um pouco nonsense que vale a pena quase em exclusivo pela personagem da amiga da protagonista. A Kate Mckinnon faz um personagem inacreditável de cómico. O filme desenrola bem e não sendo nenhuma maravilha, entretem e diverte.

15/20

MEG: Tubarão Gigante

É tipo aquele guilty pleasure. Um filme mau que nós sabemos ser mau, mas que mesmo assim vamos ver para dizer que foi mau. O tubarão assusta um pouco mais que o Galo de Barcelos. A personagem da criança está bem feita e dá uma nota positiva ao filme e acho que é tudo.

10/20