sexta-feira, abril 09, 2010

Um cidadão Exemplar


Não sei se o filme concretizou bem aquilo a que se propunha. Talvez seja o final que nos deixa essa dúvida. Apesar da história ser como é o realizador poderia ter sido mais corajoso e mudar o final. Teria tido outro impacto, um impacto pedagógico, reflexivo. A questão da critíca ao sistema judicial e à falta de responsabilização dos individuais a agir em nome do todo, acaba por se diluir no que é a transformação de alguém pela dor e pelo desespero, no caso, um homem que vê brutalmente assassinadas à sua frente a mulher e a filha. No fim temos o bem e o mal, apenas isso. Acabou por se reduzir todo um processo filosófico sobre as instituições judiciais e governamentais a um plano sem consequências. De qualquer forma o filme é interessante até perder impacto com um final que poderia ter sido bem melhor.

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13,5/20


Malcom Maclaren

Se o Malcom McLaren não tivesse morrido ontem não me tinha lembrado que adorava esta música. É curioso como um tipo que foi manager dos Sex Pistols acabou a fazer música desta. Ele era muito, mas mesmo muito à frente na altura. E descobriu o Vogue bem antes da Madonna. Life goes on, good music stays.

Devem estar a gozar comigo

Já não basta um tipo estar com um ataque de acne juvenil, agora ainda recebo a seguinte notificação no email «Acne is now following you on Twitter!». Também no twitter?!

quinta-feira, abril 08, 2010

Já não bastava a adolescência volta também a infância.

A somar ao ataque de acne que me devolveu os meus tempos de 'teen', agora também dei em engolir pastilhas como quando tinha 6 anos. A pastilha engolida há cerca de 1 hora, está colada à parede do estômago ou algo parecido, nem com tostas, nem com água, nem com café deixo de a sentir. Grrrrrrrrrrrr...

Tenho em mim...

...que a Ana Gomes parece estar sempre com tensão pré-menstrual. É irritadiça.

Quando eu for grande...

Quero ser como o Pedro Mexia e receber muitos prémios de produtividade. Tem piada que sempre que dobrei os meus objectivos nunca me pagaram 4,5 vezes o meu ordenado em prémios.

Oh Happy Day (para celebrar o sol)

quarta-feira, abril 07, 2010

Bispo de Tenerife diz que «as crianças provocam os padres»

O Bispo de Tenerife resolve usar a técnica das mães de Bragança (não eram os maridos que procuravam as prostitutas, elas é que os tentavam a eles) e tenta desviar a responsabilidade dos abusos sexuais (ou parte deles) praticados pelo clero para as próprias crianças que segundo ele «desejam o abuso e provocam os padres».
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Quando eu penso que já nada me espanta vindo da igreja católica, eis que conseguem dar mais um passo na direcção da estupidez e cretinice totais. Só me pergunto como é que gente desta se intitula líder espiritual e guardiões da moral.
A nótícia toda aqui

A necessidade faz o engenho

Ontem no rugby arruinei um dedo que hoje está da grossura de um massajador facial. Precisava de colocar gelo no dedo, mas quando abri o congelador (aqui no trabalho) verifiquei que não havia. Como sou despachado q.b. tirei um dos pacotes de leite congelado da colega que anda a amamentar. Há que dar utilidade às coisas.

terça-feira, abril 06, 2010

Felicidade é...

Olhar para a minha sopa picante acabada de fazer, sacar 5 conchas para uma tigela e comeeeeeeer... :-)

Capital erótico: ser bonito compensa profissionalmente.

Dados empíricos, provenientes de um estudo sociológico realizado pela London School of Economics, mostram que as pessoas bem-parecidas podem ganhar mais 10 ou 15% ao fim do mês do que o grupo de homens e mulheres de aparência média. E estes, por sua vez, também ganham mais do que os menos bafejados por Adónis e Afrodite.
Mais informação aqui

Um lugar para viver


Um filme delicioso. Calmo, quente, confortável. Torna-se ainda mais delicioso por ser baseado numa história verdadeira. Um casal de trinta e poucos anos, descobre que está à espera de uma criança e quer perceber onde a vai criar uma vez que os avós vão viver para a Europa e eles não vão ter um sistema familiar de apoio. Aos 30 e poucos conservam ainda todo o sentido de humor da adolescência, têm poucs posses materiais, trabalhos com remuneração baixa e por isso mesmo têm dúvidas se vão ser bons pais ou não. Parece que na nossa sociedade, quando não se enveredou por uma profissão de sucesso e quando não se assumiu todo o cinzentismo pequeno burguês somos sempre vistos como uns falhados. A meu ver este casal é perfeito. Ama-se para lá de qualquer coisa, têm sentido de humor e uma 'goofyness' com a qual me identifiquei bastante. Haja gente viva, gente com sabor.


17/20

Prostituição no Instituto Superior Técnico

Ontem quando passei pelo IST à noite voltei a ver a prostituir-se uma miúda que não deve ter mais de 16 anos. No ano passado, quando comecei a vê-la lá deveria ter uns 15 no máximo. Fico triste. Não lido bem com isto. Não tenho nada contra a prostituição quando é uma decisão consciente e auto-determinada, mas duvido que uma miúda de 15 anos esteja ali porque foi a profissão com que sempre sonhou. No ano passado até tinha um ar assustado. Vem-me sempre à cabeça uma miúda da nossa vizinhança que a mãe era prostituta (e alcoólica também) e aos 16 anos foi obrigada pela mãe a prostituir-se também. Nunca mais se deu com a gente, desapareceu da vista. A minha mãe viu-a quando ela tinha uns 25 anos e parecia ter 35.
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Outras vezes vejo umas mulheres completamente drogadas a atacar. Fico sempre a pensar o que é que lhes pode acontecer se apanharem um mete nojo qualquer que, certamente, se vai aproveitar do facto. Tenho pena das mulheres que estão ali. Tenho.

segunda-feira, abril 05, 2010

Vox Populi - Miúda do Porto fala de moda

As crianças têm sempre razão...

Páscoa

Há uns anos que não tinha um fim de semana de Páscoa tão intenso. Foi minimalista no número de pessoas, mas deu para tudo. Dormir, passear, visitar exposições e comer, comer, comer, comer. Digamos que foi a melhor/pior parte do fim-de-semana, comi tanto que me sinto um texugo. Antes sê-lo que parecê-lo, mas neste caso não tenho bem a certeza.

Estão todos bem


Um filme sobre família, talvez 70% das famílias que existem na sociedade ocidental. Um pai de família - depois da morte da mulher - decide visitar os seus filhos perfeitos. Todos eles com as profissões e as vidas que sempre sonharam. Este pai vai descobrir que aos pais é dito aquilo que eles querem ouvir e estes, por sua vez, ouvem apenas aquilo que querem ouvir. Achei um filme muito triste porque é real. As pessoas têm medo de dizer a verdade às outras, os filhos têm medo de dizer a verdade aos pais porque não os querem magoar, porque preferem manter um relação cordial. Acho muito triste pessoas que deveriam ser intímas não fazerem a menor ideia de quem são. Não se darem uma oportunidade de ter uma relação a sério. Para lá da imagem e do que é suposto ser numa relação de pai/filho. Os pais morrem um dia e nunca fizeram ideia de que eram os filhos, os filhos nunca fizeram ideia de quem era a pessoa que conheceram a desempenhar o papel de pai. O filme apresenta a possibilidade da redenção familiar que nem sempre se consegue concretizar.


15/20

sábado, abril 03, 2010

Mosca

Quando estou com a mosca é sempre a mosca TSE TSE...

sexta-feira, abril 02, 2010

Piso flutuante

O piso flutuante da entrada da minha sala é realmente flutuante. Quando o pisamos as tábuas andam de um lado para o outro.

Parnassus - O homem que queria enganar o Diabo


Terry Gillian does it again. Psicadélico ou com uma forte dose de LSD em cima, o que é certo é que esta fantasia "esquizocénica" acaba por funcionar. O aspecto "artesanal" do filme em contraponto às grandes produções de Hollywood dá, no início, um certo aspecto de confusão. Contudo, a entrada nos mundos imaginários começa a dar oxigénio ao filme, assim como a entrada do Heath Ledger em cena. Dos triplos de Ledger, Depp, Law e Farrel, é o último que se destaca de forma quase cintilante. Na luta entre Parnassus e o Diabo, ficamos a pensar que o Diabo até nem é assim tão mau, apenas não o consegue evitar. No final resume-se a isso, fantasia, mas boa fantasia daquelas que os sonhadores trazem para casa ao sair da sala de cinema.


16/20

Silvestre, o Cozinheiro

Graças a uma amiga grávida que me falava de um prato que eu cozinhei (pela última vez) há 4 anos em casa de um outro amigo, lá resolvi tirar o avental e o chapéu de cozinheiro da gaveta e fazer uma jantarada para reunir este grupo de amigos que raramente consegue estar junto. Saiu o belo do «arroz de feijão e enchidos». Esqueci-me é que a comida rústica camponesa pesa que se farta à noite. Mas tudo bem. Vou andar a chá com torradas hoje e amanhã para estar em forma para o domingo de Páscoa.
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Foi uma noite fabulástica. Gostei de receber e perceber que ainda existe mão para jantares de 10. A vida faz-se disto mesmo.

quinta-feira, abril 01, 2010

As minhas aventuras com os homens da ZON

Assim de repente o título do post parece o título de um filme porno gay, mas não é. Ter um problema com a internet e reportar à ZON é uma tarefa hercúlea. A assistência é rápida depois, mas no mínimo desconcertante.
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No fim de semana passado percebi que o modem não detectava sinal, o que me fazia estar sem net e sem telefone. Foi o cabo dos trabalhos para explicar ao senhor que não telefonava de casa porque estava sem telefone e que não iria usar o telemóvel. Lá se convenceram a telefonar-me- Respondi que estaria em casa apenas às 14h. Pois que me telefonaram ao meio dia e como eu não atendi, enviaram sms a dizer que me contactariam no dia seguinte à mesma hora. Fiquei pior que estragado, mas o que é certo é que às 14h telefonaram de novo. Marcaram visita para terça feira.
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O técnico chegou e passados 20 minutos telefoname-me da Zon para me dizer que o técnico estava em minha casa. Eu que eu respondi «eu sei». Meio atabalhoadamente pediram desculpa pelo inconveniente de estar sem net.
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O técnico, verifica que eu não tenho sinal suficiente para chegar ao escritório em perfeitas condições. Diz que vai ter de mudar um cabo que passa por dentro da parede. Tudo bem por mim. Contudo, disse-me que não podia acabar o trabalho porque seriam precisas duas pessoas. telefonou a um colega para vir fazer o trabalho com ele hoje pelas 14h.
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Por volta da meia-noite de terça feira recebo um sms da Zon a dizer que o técnico está meia hora atrasado para a visita à minha casa. What?! Mas eu pedi assistência noturna? Estava com sono, nem liguei.
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Hoje telefona-me um técnico às 13.30 a perguntar se eu estava em casa. Eu disse que só estaria às 14h a hora combinada. Quando cheguei vi um senhor que nunca tinha visto e perguntei pelo colega. Ele disse-me «que colega», respondi «o que vem mudar o cabo consigo». «O cabo, não sei de cabo nenhum. A mim mandaram-me fazer assistência, mas o senhor é que tem de me dizer o que se trata». Telefonou para a Zon, os colegas não sabiam de nada.
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No final disse-me que o sinal está bom, e que lhe tinham mandado dizer que é o nó da Graça que está sobrecarregado e por isso o serviço fica lento ou impossível. Tenho de ter paciência e telefonar para a Zon daqui a 15 dias para ver se eles já resolveram esse problema.
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«E com quem tenho de falar?» perguntei. O senhor disse-me «depois dizem-lhe, é com outro departamento que eles devem saber qual». Fiquei muito ilucidado e a pensar que o Kafka adoraria lidar com a Zon.

Boas trocas...

C'mon Vogue...

Vogue - Madonna (Sticky and Sweet version)

quarta-feira, março 31, 2010

Honestamente...

Há pouco um colega abriu a RTPN online para ouvir o debate no Parlamento por uns minutos e ouvi o Sócrates a dizer algo como «eu restava a responder honestamente a isso». Foi o toque de humor de que eu estava a precisar hoje. Ri-me.

A selva chegou ao meu gabinete.

Não sei o que se passou. A minha direcção (a tal especializada em desmotivação de equipas) resolveu dar um brinde aos funcionários... plantas. Tenho agora no meu gabinete uma palmeira de 1.50 de altura e, sensivelmente, 1.20 de diâmetro. O feliz mamarracho está entre a porta e os armários e não faz sentido nenhum no gabinete. Quando eu estiver aborrecido sempre posso fingir que sou o David Attenborough na selva. Tenho de ver a coisa com humor porque a verdade é que estou a fumegar por dentro.

Ser criativo...

O começo da emancipação

A minha sobrinha começou ontem a dar os primeiros passos. É a emancipação e a partir daqui todo um novo mundo vai ser descoberto. Vai ser muito mais complicado mantê-la sossegada e, a julgar pelos filhos de amigos, vai haver um berreiro enorme se não a deixarmos andar pelo chão a ir onde quer ir. E como o tempo passa rápido que se farta, ela está aqui está na escola ou (pior) a namorar. Conheço um certo irmão meu que vai começar a ter algumas dores de cabeça...

terça-feira, março 30, 2010

Dilema.

Eu sou aquele tipo de pessoa que consegue encontrar beleza na fealdade, característica que faz de mim alguém com alma de artista ou alguém com muito mau gosto.

Um Sonho Possível


Seria uma pena este filme ter seguido directamente para vídeo, como estava previsto. Ainda bem que a Sandra Bullock ganhou o óscar. O papel é extraordinário. Muito suave, muito quotidiano, mas amplo, cheio. Nos tempos que vivemos é bom saber que existem pessoas como a Leigh Anne Tuohy com um coração. Há muitos miúdos em trajectórias de colisão com a vida que só precisam que alguém invista neles a sério. As famílias fazem-se das formas mais originais, menos usuais. Este filme é um excelente exemplo disso. Saí da sala de cinema com esperança, saí com um sorriso na cara ainda meio a doer do esforço para conter as lágrimas na sala de cinema. Vale a pena ver para acreditar que coisas boas acontecem. Que o mundo é belo e se fecharmos oa olhos perante as coisas más e os abrirmos quando elas passarem, ele continuará a ser belo.


15/20

quinta-feira, março 25, 2010

Ao fim de 15 meses...

Lavei pela primeira vez o carro por dentro. Já andava para o fazer há 7 meses. Está lindo, perfeito, cheiroso. Quando fui buscar o carro à lavagem até fiquei comovido. Tive vontade de abraçar o funcionário e perguntar se ele queria ser o meu melhor amigo.

Googling...

A Igreja Católica deixa-me doente...

Altos responsáveis do Vaticano – incluindo o Papa Bento XVI – não tomaram medidas contra um padre que abusou de mais de 200 rapazes, noticia o “The New York Times”.
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O resto da notícia pode ser encontrada aqui
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A Igreja não está, de facto, empenhada em resolver a questão dos abusos sexuais. Está sim empenhada em fazer controlo de danos. A hipocrisia não tem limites e o chefe da Igreja é tão podre e manipulador como tudo o resto.

quarta-feira, março 24, 2010

Finalmente alguém que os alienígenas reconhecem...

Aprendizagem ao longo da vida.

Começo a desconfiar que os membros da direcção do sítio onde trabalho fizeram formação em Desmotivação de Equipas. Devem ter tido uma nota brilhante.

Pergunta.

Se as tintas de côr têm todas o mesmo preço, porque é que insistem em pintar os hospitais de creme e cinzento e não de cores mais alegres? Ficar numa sala de espera é deprimente, os corredores são deprimentes. Acho que alguém precisa de umas noções de cromoterapia (e não, não é a terapia dos cromos).

terça-feira, março 23, 2010

Lembra-te de mim


O filme tem tudo para correr bem, mas a história perde um pouco com o desempenho dos actores, apesar de não ser por sua própria responsabilidade mas sim por opções do realizador, diria. O Robert Pattinson é colado a uma imagem estereotipada de rebelde sem causa tipo James Dean (que a desempenhou bem melhor), mas tenho de concordar que se fosse um editorial de moda, algumas cenas seriam dignas das melhores revistas. O filme está a ser brando quando no final dá uma reviravolta inesperada. Fiquei muito aborrecido com a reviravolta que nos faz automaticamente gostar do filme. O factor introduzido diz muito ao mundo ocidental e não conseguimos ficar indiferentes. Podia e devia ter sido bem melhor. A história é boa, os actores não são maus, a realização... pois. A mensagem é válida. A vida é feita de momentos. Por muito insignificantes que sejam as nossas acções é importante que façamos algo. Sempre.


13/20

Irmãos.

Estou cada vez mais parecido com o meu irmão. Acho que esse facto sempre me incomodou de alguma forma. Não queria ter 'a cara do irmão', mas acho que essa "embirração" se devia ao facto de me querer distanciar dele e da imagem que tinha dele. Na realidade, apesar de sempre ter gostado muito dele, não tinha respeito por aquilo que ele representava enquanto indivíduo. O facto de ser 6 anos mais novo e ser obrigado a fazer o papel de irmão mais velho irritava-me. Os pais depositavam em cima de mim o peso e a responsabilidade que lhe pertenciam a ele.
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O nascimento da minha sobrinha aproximou-nos. Falei mais com ele num ano do que em 10. Comecei a percebê-lo e a aceitá-lo. Ele fez o mesmo comigo. Ele é um excelente pai e começou por aí a minha nova relação com ele. Já não me faz confusão que ele seja um eterno adolescente porque ele também é outras coisas e deu-me espaço a mim também para ser leve, para ser o irmão mais novo. Hoje quando me olho ao espelho e vejo que estou cada vez mais parecido com o meu irmão fico contente. O meu irmão é brilhante.

Kim Joon




Descobri hoje este artista coreano que usa a body-art como expressão. A tatuagem é um tabu na Coreia, sendo associada a tudo o que há de mau na natureza humana e aos maus seres humanos. Assim, ele escolheu como forma de expressão "o cobrir do corpo". O corpo humano é a sua tela. Achei o trabalho dele verdadeiramente inspirador. Posteriormente usa a fotografia para apresentar detalhes ou composições do corpo recriado.

segunda-feira, março 22, 2010

Conversa. XL

Magda: Tu estás mais magro, andas a passar fome...
Silvestre: Não ando nada, ando é a fazer exercício que nem um boi.
M.: Eu também gostava de fazer exercício que nem uma vaca...

Frases

«Porque são os homossexuais de direita contra o casamento gay? Porque já são casados.»
by Rui Zink

Casamento e memória conjugal...

Processo evolutivo do Homem de Neve...

Ouvir o Fórum da TSF...

...é deprimente. Custa-me ouvir a qualidade das participações porque, efectivamente, corresponde ao Portugal real. A 'voz do povo' diz-me que existe uma grande facilidade para crítica e para a autocomiseração, mas quase nenhuma inteligência para apresentar uma proposta. Se as coisas estão mal então como deveriam de ser? Não existe uma ideia de correcto em oposição ao errado. Quando existe uma proposta, é sempre um chorrilho de lugares comuns e de impossibilidades práticas. Custa-me perceber que de um modo geral, a qualidade analítica dos portugueses é inexistente. O nível de empreendedorismo também. A nossa especialização parece que foi feita em sofrimento e queixume. Muitos gostariam de criar uma cátedra na área. Assim, aproveitando o programa das Novas Oportunidades até poderiam passar de uma 4ª classe para um doutoramento. Julgando por alguns doutorados que conheço, não se deixa de ser muito burro e inapto por isso. Vou estar mais uns meses sem ouvir o fórum.

sexta-feira, março 19, 2010

quinta-feira, março 18, 2010

O que realmente existe

Hoje estou a ter um dia particularmente difícil no trabalho. Mas sempre que me deparo com estas dificuldades, passados os primeiros 15 minutos de raiva penso. A minha vida não é isto, é também isto, mas não só. Quando saio daqui já não existem directores, presidentes, gente com défice de respeito por terceiros. Existe o Batata, os meus amigos, a minha casa, a minha família, as minhas idas ao cinema, a minha máquina fotográfica, a minha música, os meus cozinhados, as minhas colagens, quadros, bricolages, o meu ginásio, os meus passeios a pé, a minha escrita, a minha terapia de florais... só de escrever isto já estou bem disposto. Cool.

Os tertulianos

Pensei que ia ser fácil de escrever sobre os tertulianos e não está a ser. Já escrevi e apaguei uma quantidade de frases. Os tertulianos são uma grande parte da minha "casa". Um grupo de amigos que surgiu por acaso não podia ter melhor estrutura. Cada um com as suas especificidades e cada um com o seu lado lunar, mas todos com um coração são e disponível e um espírito aberto e criativo. Encontrar 12 pessoas assim, todas juntas no mesmo sítio. Fico grato pois.

quarta-feira, março 17, 2010

Relacionamentos pós-Avatar...

Aceitar as coisas tal como elas são...

Ontem em conversa, percebi que com o tempo desenvolvi uma certa capacidade para aceitar as coisas tal como elas são. Tudo isto pode tornar-se mais difícil quando tem a ver com coisas e/ou pessoas muito importantes para nós. Mas é também uma boa maneira de perspectivar o que é realmente importante e o que queremos de um dado contexto ou situação.

Conversa. XXXIX

Magda: Eu digo sempre tudo o que me vem à cabeça, sou muito opinosa...
Silvestre: Queres dizer opinativa.
Magda: Hum? O que é que eu disse?
Silvestre: Opinosa...
Magda: ... pois, eu digo sempre isso. Como é que se diz mesmo?

Amar... é complicado!


Falar do filme também é complicado porque não há grande coisa a dizer. A Nancy Meyers consegue produzir grandes comédias românticas (Alguém Tem de Ceder é uma delas), mas aqui escapou-lhe o dedo para o chinelo. O trailer é muito divertido, mas tem 95% das cenas divertidas de um filme que dura 2 horas. O único feito de maior do filme é fazer a Meryl Streep parecer banal. Não vou dizer que é desagradável. É um filme domingueiro para a pipoquinha, mas eu arriscaria que é um filme para ver quando só temos a funcionar o neurónio de emergência. Chega perfeitamente.



12/20

segunda-feira, março 15, 2010

Alice no País das Maravilhas


Lá tive o meu momento de Ray Charles hoje (ontem) quando resolvi ir ver a Alice do Tim Burton em 3D. Tirando o ar cómico dos óculos a experiência em 3D é terrível. Fiquei cheio de dores de cabeça. Felizmente consegui estar atento ao filme. O filme não é a maior obra do Tim Burton, mas está muito bem. Gostei do efeito catarse da existência adulta. Gostei da referência à "muiticidade" (muchness no original) que nós temos em crianças e que vamos perdendo à medida que vamos crescendo e vivendo vidas adultas. Esta Alice é sobre uma Alice que todos procuram e sobre uma Alice que, sem estar à procura de si, se encontra. Penso que isto é verídico para quase todos nós. Perdemo-nos sem perceber que o fazemos. Alguns, um dia, por acaso, encontram-se. Recuperam essa ausência de temeridade infantil e a sua "muiticidade".


16/20

sexta-feira, março 12, 2010

Parece o meu trabalho...

Bullying

Era uma vez o Jonas, um miúdo que quando era pequeno era gordo e com voz fininha. Chamavam-lhe todo o tipo de nomes: baleia assassina, baleia azul, moby dick, cetáceo, buda, gordo. Outros miúdos mais velhos às vezes davam uns cascudos quando passavam pelo 'gordo', porque os 'gordos' são de fácil sinalização. Os pais não percebiam nada. Aliás, nem o achavam gordo porque achavam bonito uma criança forte. Ele não se aproximava muito dos rapazes e tal como os restantes miúdos mais desvalidos, 'o burro', 'o feioso', 'o trapalhão', etc. Dava-se mais com as meninas sempre mais complacentes para com a diferença.
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Quando chegou ao 1º ano do ciclo foi o auge dos problemas. Havia um miúdo popular que não gostava dele. Formou-se um grupo contra ele. Um dia não aguentou mais e desatou a chorar na aula de matemática. Foi-lhe dito que se a professora de matemática os prejudicasse que ia sofrer consequências. Os pais só sabiam que tinham um filho muito interessado em livros, com boas notas, que não gostava muito de sair de casa e que ouvia música aos berros. O que eles não sabiam é que ele usava a música para berrar e ver se assim a voz engrossava e se livrava daquele tom de pintainho amaricado. Estava-se bem.
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Sorte dos diabos. Cresceu que se fartou e emagreceu com isso. A voz começou a engrossar e mudou de escola. Chegado à nova escola manteve-se discreto e sempre que podia desviava a atenção para outro rapaz que ainda era gordo e que a voz ainda não tinha mudado. Filha da putice ou espírito de sobrevivência? O segundo. Acalmou por fora. Por dentro continuava medroso e nervoso.
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Voltou a ter problemas quando mudou novamente de escola. Turma só de rapazes. Fim da adolescência. Muitos galos no poleiro. Um era particularmente difícil com ele. A pressão era tão grande que um dia, depois de muitos dias difíceis, foi para a escola a pensar que se o tipo gozasse com ele nesse dia lhe deitava as mãos às boca e lhe rasgava a boca à força de braço. Nunca mais abriria a boca suja para humilhar ninguém. 40 minutos da viagem de casa à escola foram passados com essa ideia fixa na cabeça, a soltar toda a raiva de que ia precisar para o fazer. Chegou à escola a fumegar por dentro. O coração aos pulos da adrenalina. Nada. O outro não lhe dirigiu a palavra nesse dia. Teve sorte ele. Que se lixe o outro. O Jonas podia ter estragado a vida por rasgar a boca do imbecil. Ele é que ia ser o agressor e o outro a vítima. Resolveu mudar de escola, de curso. Abandonar esta gente que detestava e que o iria acompanhar na universidade.
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Mudou de escola, de atitude, de identidade. Correu bem. Notas brutais. Universidade. Sucesso. A identidade dupla funcionava. Uma falsa confiança externa, para encobrir a insegurança. Estruturou-se em torno disto, uma existência quase bipolar agora concretizada e iniciada, ainda, na pré-adolescência. Demorou muito tempo até encontrar um centro. Não era um rapaz feliz. Tentava, mas ninguém pode ser feliz quando estrutura a sua vida para agradar aos outros e não ser rejeitado. Mesmo quando pensava que estava a agir para si, o Jonas estava a agir em prol do que os outros podiam pensar de si. Os outros também não o percebiam, haviam coisas que não batiam certo com a imagem que projectava. Foi sendo alvo de mal-entendidos até entrar em crise profunda. Teve de se reduzir a nada. Teve de parar para pensar. Perceber quem era e aprender a gostar de si.
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Só muito tarde a história se resolveu. O Jonas lá acabou por fazer a sua paz interior, por saber quem era e gosta de si. Não aceita merdas de ninguém. Tem um corpaço, um vozeirão e não aceita merdas de ninguém. É feliz e bem resolvido consigo. Se precisar fecha o punho num segundo (seja em sentido lato ou literal) para se defender e defender quem precisa de uma ajuda. Só há uma coisa nunca conseguiu ultrapassar, o medo de voltar ser gordo. Foi assim que tudo começou.

Violência contra professores

Vi hoje uma notícia sobre um professor que se suicidou porque era alvo de chacota dos alunos. Provavelmente a escola vai dizer que não sabia de nada, um inquérito vai dizer que é não há provas e morre aqui o assunto.
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Lembrei-me de dois professores da escola onde fiz o 7º, 8º e 9º anos. As escolas dos subúrbios não são fáceis. A minha não era das piores, mas os professores fracos depois de sinalizados sofriam bastante. Lembro-me da professora Edwiges e de um outro professor de inglês. Ela era uma pessoa bastante nervosa e bloqueava com a indisciplina. Muitas coisas aconteciam na aula, desde ser atacada com bolinhas de papel soprada por canetas, fisgas de grampos, até alguém rebentou um balão de água contra a parede. Ela simplesmente estava à nora. Não se conseguia defender nem impor o respeito. A dada altura, alguns alunos (eu incluído) começamos a defendê-la contra os colegas. A directora de turma sabia de tudo e outros professores também, mas olhavam para ela com desdém por ser fraca. A realidade é que os professores também conseguem ser bem cabrões uns com os outros.
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O professor de inglês era gay. Um tipo muito pacato e calmo e pequeno. Para além de lhe chamarem nomes, de entrarem e sairem pelas janelas, de fumarem na sala, ainda se encostavam a ele (os mais altos) a fazer -lhe medo e a desafiá-lo. Lógico que ele não dizia uma palavra, as aulas eram uma balbúrdia e ele acabou por abandonar o lugar. Não me lembro de nenhum professor ter sido solidário com ele. Isto foi em 1988, 1989. Acho que o único registo destas coisas deve estar na memória de quem presenciou os factos.
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Os putos são terríveis. As criancinhas e adolescentes são de facto, predadores se sentem o cheiro a medo. É próprio da idade, estamos a testar limites. Mas pode ser mais do isso. Pode resultar na depressão e suicídio de professores, pode resultar na morte de pessoas desvalidas como a Gisberta. Tudo isto talvez porque se faz vista grossa aos factos, porque a maioria dos inquéritos servem para encerrar assuntos e não para apurar responsabilidades. As crianças sáo santificadas, as escolas são santificados. Tudo é santo e o pau é muito oco.

quinta-feira, março 11, 2010

Aviso à navegação...

A igreja católica faz-me rir...

Quando se descobrem cada vez mais casos de pedofilia no seio da igreja católica, em cada vez mais países, o Vaticano reage da seguinte maneira:

«O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, afirma que a pedofilia também foi praticada em outros âmbitos, pelo que acusar a Igreja é falsear a realidade. E adiantou que a Igreja enfrentou os casos com "rapidez e determinação"»
mais informação aqui
Este senhor teria uma carreira bem mais sucedida como comediante do que como padre. Se calhar não poderia usar saias permanentemente e isso demoveu-o. A igreja católica é uma coisa muito estranha mesmo.

quarta-feira, março 10, 2010

Ontem...

Nasceu a filha de uma grande amiga. É extraordinário. Bem-vinda Clara.

terça-feira, março 09, 2010

Lá se descobre a razão...

E pronto. Hoje armado em herói de acção lá andei a trepar pelo telhado do prédio vizinho, para conseguir chegar ao meu. Queria saber o que é que se passava para entrar água no meu escritório. Pois bem, descobri que parte da chaminé do prédio tinha caído em cima da minha casa. Existem dois buracos enormes no telhado e o dia de ontem não foi propriamente solarengo. Amanhã vem o homem arranjar o telhado. Espero. Sinto-me cansado com os pequenoa precalços da vida, que nas últimas duas semanas foram bastantes. Será que o Nelson Mandela se sentiu muitas vezes frustrado e frágil? Imagino-o sempre a recitar o Invictus e sinto-me "uma menina" por me sentir abaixo só porque 5 ou 6 coisas me correram mal. Acho que tenho de arranjar o meu próprio Invictus. Quando eu era mais pequeno o «One moment in time» da Whitney Houston dava-me muita força, mas isso foi em 1988 e hoje acho a música uma xaropada e a Whitney até acabou a snifar coca e a fumar chinesas.

segunda-feira, março 08, 2010

metáforas

Tenho água a entrar em casa pelo tecto do meu escritório. Merda para o poder metafórico.

Grandes verdades...

A importância dos Óscares.

Ontem foi a cerimónia dos Óscares. A este prémio é atribuída uma importância enorme como legitimação artística, de talento e de qualidade. Mas qual é a sua verdadeira importância? Em rigor nenhuma. Há muitos anos atrás quando tudo começou, a industria americana queria premiar-se a si mesma. E uma fantástica capacidade de produção e de auto-promoção fizeram o resto. O Óscar é o prémio mítico, porque a indústria americana em uma capacidade como nenhuma outra de se promover. Os americanos sabem como montar um espetáculo e a feira de vaidades pegou. Toda a gente queria ver as estrelas pela televisão, saber como elas eram fora dos estúdios. Era o auge do star system. Resultou.
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Os tempos mudaram. As estrelas estão à distância de um click no Google ou de um tablóide/revista qualquer. Vistas as coisas, mesmo entre pares, estes prémios americanos são um reflexo da conjuntura social americana da altura. A América está deprimida, vamos premiar o feel-good movie, a América está envergonhada? Vamos premiar o filme de contrição. A América está extasiada? Vamos premiar o filme realista.
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É apenas mais uma cerimónia de atribuição de prémios como tantas outras, mas uma cerimónia que dentro de alguns anos vai interessar apenas aos 'pares', cada vez menos às pessoas. Virá daí o derradeiro sacrifício. Vamos agradar exclusiamente às pessoas. O espetáculo televisivo rende dinheiro, emprega centenas, talvez milhares de pessoas. O espetáculo não pode parar, nem que tenha de ser apenas espetáculo, puro entretenimento. Os Óscares um destes dias poderão ser apenas isso. Alta-costura e satisfação a metro.

sexta-feira, março 05, 2010

Matemática Canina...

Piada Seca XX. (um bocadinho escatológica)

- Como é que o Paulo Portas tira o preservativo?
- Dá um peido.

nota: estive para mudar o sujeito, mas contaram-me assim.

A relatividade das palavras...

Hoje deparei-me com um poema a falar da chuva. Tão bonito e tão romântico. Aposto que a pessoa que o escreveu não esteve a viver em Lisboa nos últimos meses. Estou farto da (piiiii) do (piiiiii) da chuva!

quinta-feira, março 04, 2010

Como saber que uma mulher anda a usar o WC dos homens...

No meu trabalho é fácil. A mulher em questão (seja ela quem for) está com o período e esquece-se de puxar o autoclismo. É difícil passar despercebida nestas circunstâncias.

Há livros com títulos muito engraçados...


No mínimo fiquei curioso para ler o livro. Espero que o conteúdo seja tão sagaz como o título.

quarta-feira, março 03, 2010

Só te falta seres mulher.

Só te falta seres mulher – B Fachada

Se vamos juntos passear
O olhar faz parecer vão o que eu disser.
Se te provoco com o que à noite te fiz, sorris
Já só te falta seres mulher
Dou-te um abraço e vai-se o embaraço
Em pouco espaço vou dar-te aquilo que eu quiser
Eu quero tanto
Qual não foi o meu espanto pelo teu encanto
Só te falta seres mulher
Faça eu o que fizer
Não vou fazer de ti uma mulher
Faça eu o que fizer
Não vou fazer de ti uma mulher,
Uma mulher,
Uma mulher,
Uma mulher…
Eu posso até querer entregar-me, lançar-me
A ver aquilo que vier
Mas eu gostar da tua masculinidade é maldade
A merda é só não seres mulher
É que tu tens o charme para poderes virar-me
Sabes conquistar-me,
Dás-me a lascívia de talher.
Como dizer-te então tens escrito ‘homem’ no coração
Infelizmente querido eu… perdão, só me apaixono por mulher
Faça eu o que fizer
Não vou fazer de ti uma mulher
Faça eu o que fizer
Não vou fazer de ti uma mulher,
Uma mulher
Uma mulher
Uma mulher…

Monogamia é uma novidade evolutiva nos homens

Um estudo feito realizado por Satoshi Kanazawa, especialista em psicologia evolutiva da London School of Economics and Political Science explica que os “homens mais inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes". O autor concluí ainda que «os homens monogâmicos são mais evoluídos». O estudo é respeitável e os argumentos fazem sentido.
Mais informação aqui

Estado de Guerra


Tinha muita expectativa sobre este filme. Foi reposto e ainda bem. Não é o que eu pensava ser, mas isso não é mau. Quando ouvi «é o melhor filme de guerra dós últimos anos» pensei em planos espetaculares, emocionantes, mas nada disso. O filme é cru, despido, despojado, com uma estética que se pretende realista. No ínicio pensei que não ia gostar, no fim, e depois de realizada a viagem, percebi que é um filme mental. Subtil sem perder a força. Acompanha-se a extinção do homem civilizado face ao animal instintivo, ou melhor, o confronto entre os dois. Estamos no registo do psicológico e não há nada para nos distrair, actores importantes, efeitos especiais brutais. É crueza. Não é hollywood. É um grande filme de guerra.


16,5/20

Consultórios de Deus


Neste filme onde se cruza a ficção com a realidade num registo entre o drama e o documentário, o objecto são as mulheres. Podia ser um filme de mulheres para mulheres, mas não. É um filme de mulheres para o mundo. Numa canção da Madonna perguntava-se «do you know what it feels like for a girl?» Este filme de alguma forma tenta trazer luz sobre esta pergunta tão obscura.
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A acção é passada num Centro de Atendimento para Planeamento Familiar, que são essencialmente centros de atendimento a mulheres com questões no âmbito da vivência da sua sexualidade. As mulheres carregam o fardo da gravidez e com isso uma responsabilidade de que os homens se desvinculam. O testenhunho é transversal. Os casos apresentados retratam diferentes culturas, idades, etnias, escalões sociais. O que sente uma mulher? Como sente aquela mulher? O último caso, de uma prostituta, é muito bonito. O filme fecha com chave de ouro. No caminho tem o problema de, por vezes, não se conseguir manter o equilíbrio entre a ficção e o documentário.


15/20

segunda-feira, março 01, 2010

Grrrrr...

Tenho vontade de bater em pessoas que fazem sempre tudo para culpar os outros das suas falhas. Como é que conseguem dormir à noite?

O outro lado da moeda...

Comprei um utensílio verdadeiramente útil... um GPS. Para um rapaz que nunca sabe por onde anda quando vai de carro nada melhor. Experimentei este fim-de-semana e fiquei rendido. O único senão (e grande senão) é que a maquineta diz-me de 3 em 3 minutos que ultrapassei o limite de velocidade.

Música para agarrar o sol...

Us - Regina Spektor

sábado, fevereiro 27, 2010

Frases.

Um coração aberto não ganha bolor.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Shutter Island


Raramente vejo um filme no dia da estreia, mas ontem não me contive e não me arrependo. O filme é realmente muito bom. Filmado na boa tradição film noir da velha Hollywood, mas com a cadência do cinema moderno Shutter Island é um filme que vai crescendo do início até ao fim. Não perde o interesse em nenhum momento. O suspense é garantido e joga marailhosamente com as nossas percepções. Passado num penitenciária-hospício, o filme leva-nos a viajar pelos meandros da loucura (ou não). No fim de contas, o que é real? A realidade é real? É interessante pensar, no final do filme, sobre as nossas próprias percepções durante toda a isualização e perceber um pouco mais de como pensa a mente humana, nomeadamente a nossa.
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Também gostei dos planos onde ele tenta replicar os efeitos especiais de época (anos 50) para cenas em movimento e até consegui gostar do Leonardo di Caprio. Gostei mesmo muito.


17,5/20

Dica para a vida em geral...

Metáforas...

O Inverno tem sido muito rigoroso e a humidade entrou-me em casa, nas paredes de várias divisões. Não consigo deixar de pensar que este ano não abri tanto as janelas como costumava. Tenho estado com a casa mais fechada, menos arejada. De repente pensei que está na altura de fazer uma lista do que é preciso mudar, pintar, arranjar, para dar uma reisão total à casa.
A casa é também uma metáfora para nós mesmos. Está na hora de fazer um brainstorm para perceber o que tem de mudar para tirar a humidade da minha vida profissional. Estou a criar musgo.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Menino ou menina?

Miss...

Spray Mata Pulhas

Há uma pessoa tão pulha no sítio onde trabalho que consegue passar incólume pelas gotas da chuva. Coisas do poder. Gostava que houvesse um spray que o fizesse dissipar tal como os ambientadores fazem aos maus cheiros.

Fiz hoje uma coisa importante.

Hoje por volta do meio dia uma colega disse-me «vou ali ao hospital fazer recolha de sangue para dadora de medula para o miúdo sobrinho da nossa colega». Bateu-me logo que não custa nada fazer isto e que andamos sempre na mesma "mesmice" à espera de ver acontecer coisas importantes na nossa vida. Há poucas coisas mais importantes de que salvar a vida de outra pessoa. Se isso acontecer, definitivamente a minha passagem pelo planeta não foi em vão. Gostava que mais pessoas se lembrassem disto. Eu não me lembrei sozinho, por isso espero que este post possa lembrar/inspirar outros. Quem sabe...

terça-feira, fevereiro 23, 2010

So you think you can dance (um cheirinho...)

Sentimentos.

So you think you can dance


Sempre gostei de concursos, mas deixei de gostar quando os concursos passaram a «reality shows». O programa Ídolos é dos exemplos disso mesmo, no seu pior. Por isso fiquei surpreendido que um concurso televisivo dos tempos modernos venha furar completamente esta lógica. O concurso é «So You Think You Can Dance». Comecei a ver a quarta série transmitida através do canal Fox Live e fiquei rendido. Qualquer pessoa que aprecie dança (em todas as suas vertentes) vai ficar fã.
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A qualidade dos concorrentes é extraordinária, o que está intimamente ligado à qualidade do júri. Todos os jurados são coreógrafos de renome e amam a dança. Vibram com os concorrentes, entusiasmam, criticam construtivamente e incentivam todos os que ficam pelo caminho a voltar no ano a seguir.
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A atmosfera é brilhante por isso mesmo. Eles emocionam-se com o que estão a ver. Querem que os concorrentes dêem tudo, porque eles também vão dar tudo a coreografá-los ao longo do programa. Querem descobrir bailarinos excepcionais, bailarinos que os inspirem e os motivem a ser melhores coreógrafos. Com tanto amor pela dança, não poderia correr melhor. Este programa entretem, não porque se humilham os concorrentes, mas porque é uma celebração do corpo, da dança do movimento e da gosto pela expressão física.

Sou Fanzaço da Tori Amos

Flavor - Tori Amos

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

Uma outra educação


Fiquei na dúvida sobre o quanto gostei do filme. Quem não fizer idéia do que era a vida das mulheres até ao final da década de sessenta não sentirá grande coisa a ver este filme. O argumento e as actuações são levemente brandas. Por um lado, talvez haja nessa brandura uma certa intencionalidade em demonstrar o pouco a que as mulheres e a que as classes pequeno burguesas podiam aspirar. Por outro lado, «a outra educação» poderia parecer verdadeiramente vibrante e isso não passa. Não compreendo o porquê da nomeação da actriz principal para óscar. É competente, mas nada de especial. Como o filme. Conta-se uma história e pronto. Duas horas depois está contada e daqui a umas semanas o esquecimento.


13/20

Publicidade da Snickers (muito bom ver até ao fim)

Uma neura nunca vem só...

À neura da frustração profissional, junta-se a neura de estar doente e outras neuras se seguem. A vida torna-se numa neurose e queremos é estar sossegados e que ninguém nos chateie. A saúde começa a melhorar e as neuras começam a dissipar-se porque uma neura nunca vem só, mas também nunca vai embora sozinha. Ao fim de quase duas semanas começo a recuperar algum sentido de normalidade. Por muito clichet que possa parecer o que importa mesmo é a saúde.

Pedagogia feminina...

Publicidade interessante.


Um homem singular


Uma óptima estreia na realização para Tom Ford. Todo o filme é de uma delicadeza e de uma precisão estética e emocional avassaladoras. A capacidade de fazer um filme com tamanha elegância na cinematografia, na expressão e no argumento está, certamente, ligada aos anos de experiência em produção de moda que o Tom Ford tem. Não é difícil reconhecer a estética de vários fotógrafos de renome nos diferentes planos. Senti quase que estava a ver um editorial da revista Vogue, mas com vida. A história anima-se para lá das imagens sendo comunicada através de um argumento meticuloso em que «less is more». A actuação do actor Colin Firth é, no mínimo, emocionante. Provavelmente o Tom Ford é também um bom director de actores, para lá de um bom realizador. Foi o primeiro grande filme que vi este ano.


17,5/20

domingo, fevereiro 21, 2010

Sabe bem num dia de chuva...

Early winter - Gwen Stefani

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Tenho estes tipos entranhados...

Hole in my heart - Alphabeat

Piada seca. XIX

- Pedrinho, do que é que tu tens mais medo?
- Da mula-sem-cabeça, professora.
- Mas, Pedrinho, a mula-sem-cabeça não existe. É apenas uma lenda, não precisas ter medo. E tu Mariazinha, do que é que mais tens medo?
- Do Saci-Pererê, professora.
- Mariazinha, o Saci-Pererê também não existe, não tens d eter medo. Então e tu, Joãozinho? Do que é que tens mais medo?
- Do Malá Men, professora.
- Malá Men? Nunca ouvi falar... Quem é esse tal de Malá Men?
- Eu também não sei, mas todas as noites a minha mãe reza a Deus e diz: «Não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos do Malá Men».

Verdades.


Pureza.

A pureza é um conceito muito maltratado.

O mundo gira e pronto.

Diz aquela frase «por morrer uma andorinha não acba a Primavera». É verdade. O mais chato é quando percebemos que isso se aplica a nós, às nossas vidas e às nossas presenças na vida dos outros. O mundo gira. Ponto. Não pára de girar e se desaparecermos assim continuará a ser. Ainda bem, apesar de tudo. Mas é uma gaita encararmos de forma tão crua a nossa falta de importância absoluta. Pelo menos temos uma importância relativa. Valha-nos isso.