Trata-se de um feel good movie, sem dúvida, mas a personagem principal irritou-me um bocado. Não obstante temos a sempre estupenda Kathy Bates, a sempre estupenda Glenn Close e octavia Spencer como bónus. A história no livro deve resultar mais interessante, mas de qualquer forma saímos felizes do cinema, porque as histórias de redenção deixam-nos sempre com o astral em alta.
Não sei se foi um retorno glorioso da Goldie Hawn às comédias, mas a comédia tem graça em bastantes partes e os "gags" estão bem conseguidos. A Amy Schumer está igual a si mesma e usa a reality comedy para construir a sua personagem de uma forma bastante inspiradora. Podia ser melhor, mas não é nada mau. Gargalhadas garantidas.
Nem imaginam a nostalgia que me dá ter visto desaparecer alguns blogues tão brilhantes, que tanta companhia me fizeram. Dizer adeus de vez à recordação de gente tão colorida e luminosa que escrevia aquelas páginas. Não fui capaz de apagar o Hammering in my Shell, o Mélange ou o The Sartorialist, apesar de já lá não estar nada no caso do último.
As pessoas realmente engraçadas foram embora, as pessoas interessantes e cultas e eu, que não tenho assim tanta piada, por cá me aguento há 10 anos. Custou, mas estou numa fase de trabalhar o desapego e de retirar da minha vida aquilo que já não é real.
Hoje revisitei uma daquelas que para mim é vocalmente, musicalmente, visualmente e emocionalmente uma das melhores actuações musicais nos Óscares. A mesma pertence a Lady Gaga (cantora que nos últimos anos não tenho apreciado), mas que interpretou a música magistralmente, talvez por ser ela também uma sobrevivente de violação sexual. Para quem não conhece a letra (nós Óscares a canção está editada para caber no tempo regulamentar) pode lê-la abaixo do vídeo.
You tell me it gets better, it gets better in time
You say I'll pull myself together
Pull it together, you'll be fine
Tell me, what the hell do you know? What do you know?
Tell me how the hell could you know? How could you know?
'Til It happens to you
You don't know how it feels, how it feels
'Til it happens to you, you won't know, it won't be real
No, it won't real, won't know how it feels
You tell me hold your head up
Hold your head up and be strong
Cause when you fall you gotta get up
You gotta get up and move on
Tell me how the hell could you talk, how could you talk?
'Cause until you walk where I walk
This is no joke
'Til it happens to you
You don't know how it feels, how it feels
'Til it happens to you
You won't know, it won't be real
(How could you know?)
No it won't be real
(How could you know?)
Won't know how I feel
'Til your world burns and crashes
'Til you're at the end, the end of your rope
'Til you're standing in my shoes
I don't wanna hear a thing from you, from you, from you
Foi bem melhor do que eu imaginava, mas como não vi os outros dois filmes da trilogia, acabei por estar um bocadinho "ao lado" da história. Não obstante, é um filme interessante que coloca em perspectiva alguns detalhes do comportamento humano, apesar de cair na ponto já batido de que os humanos é que são verdadeiros "animais". Há um aparte filosófica bastante interessante, mas quem a quiser descobrir terá de ver que eu nunca faço spoilers :-p
É assim tão difícil manter a palavra? Chamem-me antigo, mas quando se diz que se vai fazer é para fazer, não é para ver se se faz. Se o que sai das nossas bocas não é seguro, então como pode alguém ter segurança em nós? O mundo está weird...
Foi de novo impressão minha ou este episódio foi muito mehhhhh...? Um episódio "lamacento" na minha opinião. Nada aconteceu realmente. É tudo assim mais ou menos... parece o mesmo que se passou na temporada 6 em que nada andava realmente.
Não gosto particularmente da voz da Luísa Sobral (apesar de gostar da música) porque aquele tom de nasal de rinite alérgica ou constipação permanente incomoda-me. Mas esta música que em si é muito gira, tem um cão espectacular no vídeo, que até faz com que a gente se esqueça do tom nasalado da Luísa e tudo flui como deve de ser.
Seriamente a questionar o meu discernimento e a minha capacidade de ver as coisas inteligivelmente. Só me vem esta música à cabeça. Até vale a pena sentir-me assim se isto vai trazer os Lamb à minha cabeça.
Ainda bem que tenho algum jeitinho de mãos para fazer réplicas de obras de arte, caso contrário teria de gastar muito dinheiro a decorar as paredes :-p
Como já referi aqui várias vezes tenho o maior apreço/respeito pelo Cristiano Ronaldo como profissional/jogador e também como familiar que cuida dos seus. Individualmente, como pessoa, já me sinto bastante distante dele e até o acho ridículo em muitos aspectos. Não obstante, dou por mim várias vezes a defendê-lo junto de colegas que o criticam por razões que eu não acho válidas, como é agora o caso dos bebés.
Foi um capricho? Pode ser. Mas ele é nitidamente uma pessoa que foi criada num regime de clã familiar, logo a família é muito importante. É natural que queira ter a sua prole e não tendo uma relação estável (e sabendo eu que as pessoas das ilhas são geralmente pais muito cedo, em particular as que não têm estudos independentemente do seu status financeiro) é natural que recorra a um meio que lhe possa dar os seus filhos. O seu sistema familiar permite fazê-lo, as crianças nunca irão crescer desapoiadas ou desprovidas de afecto (antes pelo contrário) e terão sempre presente modelos masculinos e femininos disponíveis, não necessitando da presença de uma "mãe oficial".
Quando me dizem que ele podia adoptar, porque já existem crianças no mundo que necessitam ser amadas, eu respondo que isso é válido para todos os casais heterossexuais que têm filhos biológicos. As razões que os leva a ter filhos e não adoptar serão as mesmas que levam o Cristiano Ronaldo a querer ter filhos biológicos em vez de adoptar. E não me venham dizer que é diferente porque não é.
Acho que as pessoas que não têm uma relação estável e que querem ser pais têm todo o direito a sê-lo se existem meios disponíveis que o permite, e se têm um circulo familiar onde a criança se pode desenvolver de forma saudável.
Posso achar o Cristiano Ronaldo um pirralho rico que pensa ser mais do que aquilo que é, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
Assim de repente acho que pareço um nenuco. Não obstante as colegas colegas dizem que pareço 32/33. Digamos que é a única razão pela qual vale a pena tirar a barba :-p
Ora cá está outra cantora que eu acho extraordinariamente subvalorizada. Adorei o primeiro EP (mais dançável), que por alguma razão não pegou com o público. Este último trabalho é uma (re)interpretação sexy das tonalidades da música country e eu, mais uma vez, gosto muito.
Acabei de perceber que não faço postagens no meu outro blogue desde Novembro de 2016. Ai, ai, ai... estou a merecer um valente tau-tau, mas na realidade o tempo não chega para tudo. A ver se esta semana faço alguma pesquisa e avanço com aquilo de novo.
Só havia uma passadeira livre no ginásio. As meninas estão a dar-lhe forte, mas alguém devia dizer-lhes que só 2 meses a "dar à perna" não chega. E fechar a boquinha só em Junho também não ajuda. :-p
Há algo no novo som que me faz lembrar Purity Ring, mas gosto. É muito "tropicalzinho" e transporta-me para uma praia nas caraíbas em fim de tarde. Acho que é uma daquelas bandas mesmo muito subvalorizadas.
"Love is forgiveness. And it’s atonement. And it’s basically like putting your soul in a washing machine – it’s not some gentle cycle, it’s a fierce whipping that rings you out good. It makes the stains fade. Best of all, it fills the holes."
Em resposta a uma pergunta da Magg num outro post. Isto é o que o Limão faz enquanto os donos da casa (e servos do Limão) estão a pintar o quarto. Relaxa ao sol...
Fui hoje ao médico (outro médico) e estou com a coluna feita em papas na mesma. A operação feita à dois anos não foi das situações mais honestas e eu lixei-me à grande. Não obstante, daqui 10 dias irei fazer mais um procedimento, desta vez menos invasivo a ver se consigo ganhar qualidade de vida, o que significa não ter dores todos os dias. Dedinhos cruzados...
Sim, o meu namorado é da geração de 90. Por isso tenho de consumir estes filmes porque as cedências numa relação assim o obrigam. Curiosamente, o filme foi melhor do que eu estava à espera. Há um aproveitamento (inicialmente visto como muito disparatado) da lenda do Rei Artur que no fim até traz uma nova dinâmica e dimensão ao filme. É ficção científica e já que estamos a patinar na maionese, porque não fazê-lo ainda mais assumidamente. No final o filme entretém e ajuda a dar algumas lições de história também. Até gostei.
Tem o Tom Cruise e assenta na revitalização de velhos filmes de terror. A segunda parte é boa, No entanto o resultado final (fora dos efeitos especiais que são excelentes) foi um bocadinho abaixo das expectativas, que já não eram elevadas. Digamos que os diálogos são uma grande seca e há cenas demasiado inverosímeis. O ponto de partida merecia um pouco mais de afinco no argumento. Vêm aí umas sequelas.
Pois que parece que abandonei o meu blogue, mas não. Acontece que entre férias e organizar um evento internacional e redecorar a casa (o que ainda implicou restauro de móveis, fazer almofadas, pintar paredes e buscas incessantes por objectos com a cor imaginada que nem se sabe bem se existe), o tempo em Junho foi mesmo muito pouco.
Finalmente tivemos o primeiro concerto do Coro, que na realidade é uma espécie de Voice Band, e correu muito bem, com boas críticas da audiência (que é o que interessa), apesar de um passito ou outro errado de coreografia e um esquecimento de letra que eu tive, mas no meio de 9 vozes não se notou (e eu continuei a mexer a boca).
A redecoração da casa ainda não terminou, mas espero estar de volta este mês com mais regularidade. Tenho visto por outros blogues que quando se perde a regularidade, lá se vai o blogue. Este há-de continuar de pedra e cal, mesmo que seja para apenas eu ler :-p
A Nora é espectacular. O único talento que o Limão tem (que obviamente eu suprimo) é abrir os guarda-fatos e despejar a roupa das gavetas para se deitar ele dentro delas.
O cancro da minha minha melhor amiga não é agressivo como se pensava e as probabilidade de cura aumentaram de 30% para 80%. Ontem o sol brilhou dentro de casa.
É estranho fazer uma critica a um filme e não ter nada para dizer. Vamos lá por pontos. Os desempenhos são iguais ao costume, o humor igual ao costume, as cenas de acção iguais ao costume. o Jack Sparrow igual ao costume. Quem gosta da série vai ver. Não acrescenta rigorosamente nada às histórias mais antigas, mas é divertido. Dado o final penso que desta é que as sequelas acabam.
Não é uma maravilha de filme, mas está muito bem feito dentro do género. Tem sentido de humor e a protagonista defende bem o papel. Os efeitos especiais são bons e entretém, O filme foi feito para entreter, por isso está ganho. Foi uma boa aposta fazer um filme de época e está uns pontos acima de outros filmes de heróis. As cenas de luta são muito bem conseguidas. Já não se via uma coisa assim desde o Matrix.
Ainda sobre viagens, outra das bandas revisitadas no percurso de autoestrada foi as Sugababes. Eram um trio de miúdas muito talentosas com grandes harmonias vocais e um pop elegante e sofisticado que durou 3 álbuns. One Touch, Angels With Dirty Faces e Three, são álbuns de grande qualidade pop. No quarto álbum, Taller in More Ways, o produtor do grupo decide-se por uma abordagem mais mainstream o que leva uma das fundadoras do grupo a sair e procurar um som um pouco diferente. A partir daí é o descalabro, até ao desmembramento do grupo em 2010 após uma série de álbuns pop iguais a tudo o que se faz por aí. Mas aqueles três primeiros álbuns, havia ali muito sumo.
Era uma vez uma série espectacular de filmes que foram revisitados para continuar a espremer todo o leite da vaca. Cheira-me a que, depois de Covenant, ainda vem uma sequela. A sensação é que estive a ver mais do mesmo. E estive mesmo. Vê-se, mas não esperem muito.
Nada como uma viagem longa para poder revisitar CDs antigos. ouvi 3 CDs de seguida do George Michael. tenho muita pena que depois da morte dele as vendas dos seus álbuns não tenham disparado como as do Bowie, da Whitney, do Michael, do Prince, ou até mesmo da Amy.
Para quem não está muito familiarizado com umas das melhores vozes de sempre do "blue eyed soul", que tal ouvir por esta ordem: Listening Without Prejudice, Older e Songs from the Last Century.
Apesar de ser uma estrela à escala global, a Ariana Grande é ainda uma miúda de 23 anos. Essa miúda viu-se no meio de um evento muito triste causado por um acto cobarde. Podia ter reagido como a miúda que é, mas não. Apesar de não ter responsabilidade no sucedido, acha que o mínimo que pode/deve fazer é pagar o funeral de todas as vítimas que perderam a vida por ter ido assistir a um concerto seu no dia 22 de Maio. Pode não ser dos meus artistas preferidos, mas deu uma lição de maturidade e civismo a muitos adultos e celebridades do showbizz e não só (e há tanta gente, mas mesmo tanta gente pequenina). Desculpem-me a facilidade do trocadilho, mas a Ariana sabe ser grande.
«O menino quer ser transferido porque não o deixam ser eficiente? O menino é um idealista. Eu pedi muitas vezes transferência de serviço mas só porque me davam mais dinheiro. Eu cá sou como as putas, vou sempre com quem dá mais.»
Cruzei-me com uma das senhoras mais velhas do meu departamento e quando ela me perguntou se eu já tinha almoçado, respondi-lhe. «Ainda não comi. Agora vou ali à casa de banho buscar uns toalhetes húmidos para lavar os meus tomates».
Ps. Eu adoro comer tomates crus (como fruta) e fazem parte dos meus almoços muito comummente.
Descobri, por causa da história do descongelamento de carreiras da função pública, que estou no topo da carreira de técnico superior há uns . E esta hein?
Metade da minha alma vive fora do meu corpo. É parte de uma amiga que me completa como nunca ninguém. Não vou aqui falar de amor porque a nossa ligação transcende o amor e a amizade. É compreensão pura. Eu sei-a e ela sabe-me.
O corpo da minha amiga está a ser atacado por um cancro. Tomar consciência disso foi como ter levado um pontapé na cabeça. Se eu a perdesse, perderia parte do que sou de forma irreparável e irrecuperável. Mas não a vou perder. Sempre fomos parte de minorias e ela será também parte da minoria que conquista a doença que a ataca.
O meu coração está pesado e apertado, mas a metade dele que vive dentro dela vai dar tudo o que tem. A alma que partilhamos ainda há-de ser velhinha na presença dos dois.
Comecemos pelos pontos positivos. O protagonista é lindíssimo, os cenários são giros, o guarda-roupa giro e adequado.O argumento é fraco e não se aguenta por si só. Se não fosse o entretenimento constante dos efeitos especiais não tínhamos quase nada (mas a serpente gigante é tão assustadora como uma Nossa Senhora de Fátima comprada na loja do chinês). No geral fraco.
Ontem fiz 43 anos e hoje (para não ficar a engordar com os doces) trouxe o enorme pedaço de bolo que sobrou do jantar para os colegas, Como não me apetecia dizer que fiz anos ontem, pedi à secretária do departamento que dissesse que alguém tinha trazido bolo e que estava na sala de reuniões.
Ela escreveu «o nosso pequeno irreverente» trouxe bolo de aniversário para todos. Passado uns minutos começaram a vir pessoas ao meu gabinete para dar-me os parabéns. Descobre-se assim, que grande parte do meu departamento acha que eu sou irreverente. Mas a razão até nem é má. Diz-se que é porque demonstro um total desrespeito por convenções sociais e hierárquicas no local de trabalho e toda a autoridade que contribui para opressão dos trabalhadores.
Dito assim pareço quase comunista, mas que conste que desprezo solenemente o PCP ( e grande parte dos comunistas com as devidas excepções), esse grupo de marmanjos que foi o único partido português a não condenar os campos de concentração para gays na Tchechénia. Deve ser para não irritar o amigo Putin (alguém tem algo em comum com o Trump).
Qualquer pessoa que viveu os anos 80 tem de adorar os Guardiões da Galáxia. O sentido de humor é do melhor e depois do fenómeno Deadpool, este capítulo da saga é ainda mais politicamente incorrecto. Um verdadeiro filme de entretenimento, com alguns momentos enternecedores também. Venham mais capítulos.
Ainda bem que me dou ao trabalho de ler a sinopse dos filmes que estreiam porque com este título parece uma comédia barata para adolescentes. O título original é «Perfeitos desconhecidos» e é um filme interessantíssimo sobre o efeito "caixa negra" dos telemóveis na nossa vida.
Um grupo de amigos (desde a adolescência) durante o jantar resolve fazer um jogo. Todos colocam o telemóvel em cima da mesa e durante a refeição sempre que entrar uma mensagem, ela tem de ser partilhada com os restantes e se for uma chamada tem de ser atendida modo alta voz.
Posso dizer que o filme sofre diversos twists com um final bastante interessante, mas a linha de fundo é que ninguém é inocente, todos nós temos segredos - variando estes em complexidade e grau de inocuidade. Gostei mesmo muito.
Dois anos depois da última vez voltei à Conga. Mas afinal parece que aquela Conga era uma Fonda. Seja lá o que for que aquilo era, difere fortemente da festa alternativa que frequentei anos e que deixei de ir apenas por causa da operação à coluna e depois por falta de oportunidade.
Para além do sítio ser pavoroso (Main antiga Kapital) a qualidade do som estava péssima, os set de DJ eram confusos sem coerência, havia slows a passar em hiperspeed, as passagens de música feitas de forma amadora.
Sinceramente não acho que esta festa valha 10 euros sem ter direito a uma bebida para afogar as mágoas. Não sei o que se passou nestes dois anos em que estive ausente, mas o resultado é de longe muito mau.
Duas vezes por semana tenho escovado o gato e tenho-me apercebido de que ele, afinal, continua com o corpo idêntico. Nunca vi um Europeu Comum com tanto pêlo. É um pesadelo de pêlo por toda a casa. Se ele não gostasse de ser escovado nem quero imaginar.
Por conhecer as potencialidades do EXCEL (uma colega trabalha mesmo bem com o programa e faz coisas estupendas) pedi para fazer uma formação de EXCEL intermédio. Os recursos humanos mandaram-me um teste para eu fazer. Se eu conseguir fazer aquelas coisas, já tenho o nível intermédio. Eu consigo fazer todas aquelas coisas que são... básicas. Ora se isto é o EXCEL intermédio, não sei como se chamarão os outros níveis. entre este e o avançado devem existir uns 15. Se calhar é só mesmo os recursos humanos a tentarem reduzir o número de pessoas a participar na formação para pagarem menos.
Comecei a ver, e devorei em dois dias, todos os episódios disponíveis da série Outcast. Abomino os personagens principais de uma forma que não tem explicação e a grande mais valia da série é criar-nos a expectativa de que algo vai acontecer. Ao fim de 11 episódios, continuo a não achar grande sentido na série e à espera do episódio 12 para ver se é ali que vai acontecer algo que valha a pena. Há forma e forma de prender o espectador e está será, certamente, uma delas.
Quem gosta de possessões e afins vai achar alguma piada a esta série.
Ia eu de mota na Ribeira das Naus quando um ciclista entra pela passadeira a pedalar. O problema é que eu já estava a meio metro da passadeira e mesmo a 40km/h bati-lhe apesar de ter travado. Ele caiu da bicicleta feriu os cotovelos e bateu com as costas. porque não queria parecer um tubarão. Deixei que viesse a ambulância, a policia disse que recolhia dados no hospital sobre a seguradora dele e tudo isso. Hoje fui buscar o auto do acidente à polícia e descubro que não há seguradora e que provavelmente tenho de ser eu a pagar a pintura da mota e o manipulo do travão que se partiu. Um tipo provoca um acidente e ainda se vai sair a rir. Descobri entretanto os meus níveis de ansiedade disparam quando vejo ciclistas ou outros motociclista na estrada. A ver se isto me passa ou a experiência de conduzir uma mota em Lisboa vai ser mesmo penosa.
Acabou por ficar um bocadinho maior do que eu imaginava e um bocadinho mais evidente. Espero que o seu significado proteja a perna onde foi feita. A minha mãe não reagiu mal, suponho que o trabalho não estará nada de escandaloso.
A minha cunhada, que é cabeleireira, resolveu lançar-se por conta própria. Nasceu um empreendimento familiar que obrigou, em apenas uma semana, a transformar um armazém de roupa num salão sofisticado, todos ajudamos até a minha sobrinha quis pintar um corrimão e uma ombreira de uma porta. Estou muito contente com o resultado final. Espero que ela tenha sucesso. Beleza não falta ao salão, que não faltem clientes.
As minhas primeiras (e penso que últimas) tatuagens vão ser feitas este sábado. É já um processo muito amadurecido na minha cabeça, mas confesso que uma me deixa um pedacito nervoso por ser muito visível. Mas é uma cena minha. Não é para ninguém ver, é para eu usufruir do conteúdo simbólico e espiritual das mesmas, A ver como corre e como me sentirei depois com uma marca permanente.
Ontem dei por uma fotografia minha sem barba e pensei que há muito tempo que não me vejo de cara "lavada". Provavelmente vou rapar. Também cresce numa semana e não é por aí que o gato vai às filhoses,
Como o meu blogue funciona como um registo pessoal para mais tarde recordar, não me quero esquecer que o dia de ontem foi uma trampa. E que acidentes acontecem, mas haja paciência.
A respeito deste filme não vou tecer muitas considerações porque se o fizesse teria de escrever um tratado filosófico sobre teoria civilizacional. Vamos ver o que inspira a quem o vê. Achei muito interessante e intenso o aspecto filosófico do filme. As personagens são bem defendidas, mas o argumento está escrito de uma maneira algo previsível, o que corta o potencial do filme e a latitude dos actores na defesa da sua personagem. Os efeitos especiais são interessantes e não sendo inovadores são claramente uma evolução do que se tem feito ultimamente no campo digital.
Diz-se que filho de peixe sabe nadar. A julgar pelos filhos do Dave Stewart dos Eurythmics Poderia até dizer que sim. Os rapazes fundaram a banda Nightmare and the Cat e a rapariga mais velha aparece em nome próprio. Assim, de repente gosto mais do som dos rapazes.
Eu acho que ele parece mais gordito por causa da posição em que está, não tenho ideia que esteja a pesar mais do que os 6,5kg do costume. Mas lá está, diz que ao dono parece sempre uma coisa diferente. Esta parece a foto de um gato gordo?
Infelizmente o formato de filmes de ficção cientifica que abordam o lidar com uma forma de vida extraterrestre inteligente começa a ficar esgotado. À primeira vista este filme não traz nada de novo, do ponto de vista visual é igual a bastantes outros, mas apresenta uma ou duas questões filosóficas quanto à conduta humana que são bastante interessantes. «A vida precisa de destruição» é talvez a afirmação mais provocadora. Há uma pequena surpresa que ajuda fugir ao fim tradicional, contudo, o filme "despega" pouco de ser uma obra com excelentes efeitos visuais e cinematografia, com uns quantos saltos na cadeira pelo caminho.
Uma das coisas que mais gostei de ver foi a forma crua como se assume que uma sexagenária continua sexualmente activa. A libido quando nasce é para todos :)
Penso que a personagem principal deste filme deve ser o sonho de qualquer actriz com mais de 65 anos. Papéis destes existem poucos, mas suponho que poucas actrizes o poderiam representar com a mestria, sensualidade, inocência, sabedoria, tranquilidade e determinação com a Sónia Braga o faz. O filme é um testemunho de vida. Alguém que ainda tem valores e recusa abdicar do valor das suas memórias e dos seus significados por dinheiro. É um filme sobre o assédio dos poderes económicos ao cidadão comum, por um lado, e por outro, sobre a capacidade de sobrevivência e de engenho que o ser humano pode ter quando atacado naquilo que lhe é mais precioso.
Não é um filme fácil. A temática é muito sombria, mas, como sempre, o Nuno Lopes consegue dar uma densidade interessante ao filme. O José raposo também está bem, mas já vi este várias vezes feito pelo mesmo. Creio que o maior mérito do filme é mostrar sem preconceito o flagelo das empresas de cobranças difíceis sobre famílias/pessoas desesperadas. Mostra a pobreza tal como ela existe em muitos bairros sociais da Grande Lisboa e muita gente não gostará de ver isso - outros verão com curiosidade.
Pessoalmente, tenho o problema de achar que o cinema português é demasiado cinema de autor (quase teatro na composição dos personagens) mesmo quando comercial e quando no topo disso ainda se tenta fazer "cinema de autor", a carga é muito densa. Não obstante é um filme muito bem feito na expressão dos desesperos, das ironias (cobrar dívidas para pagar dívidas), da brutalidade, mas também da sensibilidade que pode nascer nos meios mais crus e improváveis.
Andei meses há espera de finalmente ver a estreia da versão "carne e osso" de «A Bela e o Monstro». Apesar de achar que a Emma Watson não é assim tão bela para ser «a Bela», acho que foi um bom esforço. O Luke Evans, como Gaston, está excelente (mas ele dificilmente fica mal a fazer seja o que for :-p). Depois tudo o resto é extremamente competente. Contudo, quando vamos ver este tipo de filmes não estamos à espera de "competência", estamos à espera de magia, ilusão, fantasia e sonho. Para tirar as teimas fui revisitar a versão banda desenhada de 1991 e, sem sombra de dúvida, o Lumiére, o Monstro, a Ms. Potts, o pai da Bela, eram todos personagens muito mais fortes. Ficou aqui algo pela rama.
É uma coincidência meio macabra mas, pelo segundo ano consecutivo, 3 dias depois de eu voltar de Bruxelas dá-se uma explosão. Não me deixa muito descansado saber que tenho de voltar lá brevemente.
Gosto bastante deste "feeling western" associado à canção. Há qualquer coisa de nostálgico sem ser country . E de início pensava que era a Gwen Stefani influenciada pelo namorado. Afinal não é.
A propósito das minhas colegas estarem sempre a dizer que o meu namorado é muito bonito e eu ter dificuldade de ter uma objectividade imparcial, finalmente fui capaz de ver "de fora". Estávamos no Monumental e eu fui pedir dois cafés. Distraí-me a olhar para garrafas e quando olhei de volta para as mesas, esquecendo-me que ele estava ali sentado. de facto vi um rapaz muito bonito que se destacava no meio dos outros com aquele sorriso de pessoa boa. Elas têm razão.
Diz que o universo conspira a favor de quem não conspira contra ninguém. Eu acho que o universo conspira a favor de quem percebe que é uma parte do universo e está consciente de todas as outras partes.
Há muita gente que acha que o Moonlight não devia ter ganho o Óscar de melhor filme. Há muita gente que acha que sim. Ontem assisti a uma discussão amarga em que uma pessoa defendia o Vedações como melhor opção do que qualquer um dos outros filmes. ouvi outras discussões mais ou menos calorosas que defendiam outro dos nove filmes no lote de nomeados como o melhor. Algum de nós haverá de ter razão, mas na realidade não interessa nada quem tem razão. As emoções que ficaram com a pessoa que viu um filme e o defende como melhor é que importam. Tudo o resto são opiniões e como dizia a saudosa Rute Remédios... As opiniões são como as vaginas: cada um tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la.
Não posso dizer que é um filme fácil e é um pouco diferente do que inicialmente imaginei, penso que essa descolagem entre o que pensava ser e o que é em termos de diálogos deriva de ser uma adaptação de uma peça de teatro. Nota-se muito nos diálogos do personagem principal. Posto isto, há que dizer, primeiro, que no filme há um magistral desempenho de dois excelentes actores Viola Davis (das minhas actrizes preferidas) e Denzel Washington, segundo, que o filme é sobre emoções e tensões. Em qualquer um dos está latente essa tensão do que se é vs. o que se poderia ter sido. O ajuste de ter de se viver como se é e com aquilo que se tem. Cada personagem procura a sua verdade ou é forçado a viver com a verdade da sua realidade, nem sempre fácil e até, de alguma forma, amarga. cada um sobrevive como pode e tenta ser fiel ao seu coração. Além da história dos personagens, há também a história da família que engloba os mesmos e as novas tensões dessa relação familiar.
Não sei o que é que se passa comigo, mas esta música não me sai da cabeça. Não é normalmente o tipo de música que me ponho a ouvir, mas o ritmo "tropicaliente meets R&B" dá-me a volta. Pronto, assumo o meu lado azeiteiro e até gosto do vídeo minimal às risquinhas...