quarta-feira, agosto 04, 2021

Aquelas coisas que se dizem

Será mesmo assim? Que «o que tem de ser tem muita força», «não podemos fugir ao destino», «o que é para nós sempre vem parara à nossa mão», «não existem coincidências e nada é por acaso», ou nestes ditos de sabedoria popular há mais emoção do que razão?

terça-feira, agosto 03, 2021

Bad on the knees

 Nothing equals nothing (mensagem críptica nº2).

Agosto

No final de Agosto nasceram duas das pessoas mais interessantes que já conheci. Ser virgem de Agosto pode ser uma coisa maravilhosa. Também no final de Agosto nasceu um dos tipos mais reles que já conheci. Tudo deve ser fruto da socialização ou então é mesmo a colheita do ano. 

segunda-feira, agosto 02, 2021

As redes sociais também podem ter coisas boas

Creio que estou a fazer um bom amigo via Instagram. Conhecemo-nos talvez em 2009/2010. Dizíamos boa noite quando nos cruzávamos. Depois disso cruzamo-nos em dois almoços em cada de um amigo comum. No total devemos te trocado umas 6 frases ao longo destes anos. Mas por causa do amigo em comum acabamos por nos seguir no Instagram e acabámos por ver que temos alguns pontos em comum e acabámos por ter uma quantidade de conversas profundas. Sem que ambos esperássemos, até falamos com alguma regularidade sobre lugares e sobre as vidas de cada um. O mais giro é que até moramos perto, mas continuamos a usar o método das pessoas antigas. Escrever. Um dia destes almoçamos de novo com o amigo em comum e falamos ao vivo. 

Como me identifico às vezes (mais uma vez)


 

Como me identifico às vezes


 

sexta-feira, julho 30, 2021

Entrevista de trabalho

Nunca tive uma entrevista que durasse 10 minutos. Ou o meu CV fala por mim (aos gritos) ou aquilo foi apenas para cumprir calendário. 

quarta-feira, julho 28, 2021

Amizades

No sítio onde ainda trabalho fiz amizade com uma pessoa improvável (que entretanto saiu). Talvez não nos imaginassem juntos pelas personalidades distintas, mas creio que partilhamos duas coisas importantes, sentido de humor nerd e vontade de fazer alguma coisa que crie diferença nas vidas das pessoas. 

Telefonei-lhe há uns tempos e disse «convido-te para almoçar num banco do parque Eduardo VII, eu levo as sandes de atum com cebola e pimenta preta e tu levas as águas». E assim foi. Hoje tive um brilhante almoço num banco de jardim, mas substituí a pimenta preta por uma mistura de ervas marroquina e ele trouxe sumo de melancia em vez de água. 

Um engenheiro e um tipo de ciências sociais que se entendem, se respeitam e se fazem rir. O próximo almoço será no fim de Agosto. Desta vez traz ele as sandes. 

Cá por dentro

“With you, intimacy colours my voice.

even ‘hello’ sounds like ‘come here'.”

by Warsan Shire

terça-feira, julho 27, 2021

Lá por fora

Há a hipótese de eu fazer uma perninha num trabalho lá por fora. Se acontecer é uma coisa bonita e fico muito feliz. Se não acontecer, o sonho de poder ser já não foi mal. Só o terem-se lembrado já é algo. 

Desenterrar os anos 70 - 15


 

Fire and Rain - James Taylor

segunda-feira, julho 26, 2021

Rejeitado

Fui rejeitado numa entrevista de trabalho. Disseram-me que tinha muitas ideias e que se a administração pública é estável há muitos anos existe uma razão para isso. Não se pode inovar porque sim. Digamos que as entrevistas são sempre bilaterais. Ter já um trabalho muda tudo quando se vai a uma entrevista para algo potencialmente melhor. Eu também os estava a entrevistar a eles e a decidir se era o sítio certo para poder trabalhar e ser feliz. Foi um flop mútuo. 

Flowers Bloom

 Flowers bloom (é uma mensagem críptica. Só para mim).

sexta-feira, julho 23, 2021

10 anos sem ela

A Amy Whinehouse morreu há exatamente 10 anos. Eu estava na praia quando soube e fartei-me de chorar. Um cantor com a sensibilidade jazzística dela é raro ( a Ella e a Billie em mais de 120 anos). Seria uma perda para o mundo da música em geral. Também queria que ela não fosse mais uma história trágica, e esteve tão perto de o conseguir.  Estava de limpa de drogas há mais de 6 meses, mas o corpo demasiado frágil e uma intoxicação alcoólica selou o fim.  

Ainda ninguém a conhecia e eu era já muito fã do álbum Frank, quando a alma ainda lhe ia pura e tudo o que importava era a música. Ficámos todos mais pobres. A música poderia ter sido muito mais. 

quinta-feira, julho 22, 2021

A nova canção da Lorde é mesmo boa


Stoned at the nail salon - Lorde

quarta-feira, julho 21, 2021

Argentina vai emitir passaportes com género neutro

 Parece-me uma ideia bastante interessante. A notícia aqui.

Jeff Bezos

Este senhor provoca-me uma discussão interior. Por um lado, é legitimo que ele use o imenso dinheiro que ganhou para fazer o que lhe dá na real gana (como ir ao espaço). Por outro lado, é imoral que use uma soma de dinheiro que resolveria muitos problemas ambientais, melhoria a vida de comunidades, daria possibilidade de futuro a imensas crianças (para dizer algumas coisas), apenas para satisfazer um desejo pessoal. As pessoas, o planeta deveriam ser o que mais importa. A vida deveria ser o que mais importa.  

Férias

Acho que nunca tive férias que fossem tão fiéis ao significado da palavra como estas que acabaram no domingo. Uma casa no campo, uma piscina sobre a serra e ninguém em volta. E as borboletas vinham visitar o jardim.

#ansiaorocks

sexta-feira, julho 09, 2021

Triste país o meu

 Onde as Suzana Garcia e os Mamadou Ba da vida têm holofote. 

quarta-feira, julho 07, 2021

Porque é (ainda) necessário o Orgulho Gay?

 


As falácias estatísticas

Li hoje que baixaram (em 3 indivíduos) os internamentos nos cuidados intensivos derivados de COVID, dito assim até parece que estamos melhor que ontem, que as pessoas melhoraram. Na realidade, morreram 8 pessoas e foram parar mais 5 aos cuidados intensivos. Há 3 camas livres, mas não é um saldo nada positivo.

terça-feira, julho 06, 2021

Deve ser sempre tão simples como isto

Independentemente de nada ser linear e de haver sempre mil e vinte justificações e coisas para pesar. Na vida, no trabalho, a permanência de algo deve ser aferida com a resposta a «Faz-te feliz?». Se não faz, não vale a pena. 

Desenterrar os anos 70 - 14


Angie - Rolling Stones 

segunda-feira, julho 05, 2021

As leis não protegem de tudo

Quando o deputado Ricardo Rodrigues "desviou" os gravadores dos jornalistas que o entrevistavam, fez-se uma lei que proíbe os deputados "desviar" gravadores aos jornalistas. Ou seja, o Estado resolve com mais regulação aquilo que provém do carácter. Como podemos nós impedir que pessoas de fraco calibre humano e moral cheguem ao Parlamento?

Isto traz-me, claro, ao caso Eduardo Cabrita que não tem padrão moral ou competência. O que o aguenta ali? Apenas teimosia e amiguismo. Ser do círculo próximo de um primeiro ministro não deveria ser garante de nada, a menos que ele fosse efetivamente competente.  

Há anos atrás o Ministério das Finanças multou o Ministério das Finanças. Na altura parte da administração pública ficou em choque, parecia um erro ou excesso de zelo. Não foi. Aquilo foi - sim - serviço público, se outros dirigentes do próprio ministério não cumprem as regras que são para todos, têm de ser punidos. Mas vivemos tempos estranhos em que as coisas certas são as que parecem extemporâneas. 

Um remodelação dos ministros prevaricadores vinha bem a calhar. O António Costa não devia ser tão teimoso porque há um país a governar. Esse devia ser o móbil principal.


quarta-feira, junho 30, 2021

Estou como o Guterres em 2001

 Quero convocar eleições antecipadas para me pirar daqui.

terça-feira, junho 29, 2021

Não sou nada solidário com a polícia

Tal como um médico com Parkinson não pode ser cirurgião, um polícia desonesto ou violento ou preguiçoso ou que abusa da sua autoridade, não deveria ser polícia.  Lógico que existem muitos bons polícias, mas existem um boa percentagem duvidosa. Creio que isso mata a imagem da classe. 

O meu último caso foi no dia da vacinação. Estava SUV estacionado no parque das motas (a ocupar todo o espaço) e eu não podia estacionar. Fui ter com o polícia que estava na porta em frente a conversar. E disse «senhor guarda aquele carro está mal estacionado, está no parque de motas, devia chamar um reboque». Ele responde-me «vê algum sinal vertical a dizer que é parque de motas?». Eu continuei «não porque foi arrancado, mas no chão está também um sinal de  de que é estacionamento de motas». E ele remata «se não vê nenhum sinal vertical e se não se vê nenhum sinal no chão». Eu interrompi «não vê porque o carro está em cima dele» e ele irritado continuou «se não vê nenhum sinal nem vertical, nem no chão, o carro não está ilegal, para mim está legal, boa tarde».

É por estes mimos que depois não tenho respeito pelas forças de segurança, posso ter medo de me meter em sarilhos com eles, mas respeito tenho muito perto de nada. 


Para tudo é preciso sorte

Quando se trata de serviços públicos não devia ser preciso ter sorte no atendimento, deveria ser-se bem atendido e com eficiência. A vacinação é uma coisa séria, é uma operação massiva e não pode ser dirigida como uma mercearia de bairro. 

No meu caso, tive bastante sorte, o centro de vacinação da Graça funciona impecavelmente, muto organizado, sem filas de espera, e verificando que estão com vagas tem uma linha a telefonar a cidadãos para virem mais cedo. 

Apesar do português adorar falar mal sem razão nenhuma, verifico que outros centros estão a ser problemáticos. E um conhecido meu já foi 3 vezes ao centro e não o vacinaram porque ele não recebeu uma mensagem para o efeito, mas a faixa etária dele já foi vacinada antes da minha. 

O problema, mais uma vez, reside na falta de capacidade crítica da maioria dos trabalhadores. Quando uma situação não está no "livrinho de regras" fica tudo desesperado. Parece que aqueles que não seguem as regras são mesmo os que agem em benefício próprio. Pena.

sexta-feira, junho 25, 2021

Desenterrar os anos 80 - 14


Each time you break my heart - Nick Kamen


Esta é uma das minhas músicas dos anos 80. Tinha 12 anos quando esta música saiu. Há qualquer coisa de vintage nostálgico na voz do Nick e na altura ele também tinha ficado conhecido pela sua imagem 50's num anúncio da Levi's. Hoje lembrei-me desta música e ao escrever no google o nome do cantor fiquei a saber que ele morreu no mês passado depois de longa batalha contra um cancro da medula. Mesmo tendo abandonado a carreira musical em 1992 (porque não o fazia feliz) fica a música para sempre. Nick kamen was here!

quarta-feira, junho 23, 2021

Autobiografia da Sharon Stone

Não a li, mas li que tem 246 páginas. O que me diz isto? Que a Sharon Stone deve ter um poder de síntese enorme ou que está a planear escrever mais dois volumes de autobiografia. Há outro facto interessante, aparentemente foi mesmo ela que a escreveu (sem ghost writer). A seu tempo sou capaz de a ler. Sempre a achei uma mulher particular. Agora estou ocupado com a biografia da Michelle Obama (e que boa leitura esta a ser). 

terça-feira, junho 22, 2021

Sucesso

Serei eu o único a pensar que o porquinho Babe foi um caso extraordinário de realização pessoal e profissional? 

segunda-feira, junho 21, 2021

Desenterrar os anos 90 - 14


Everyday is a winding road - Sheryl Crow

O mano fez anos

E de prenda recebeu um makeover da sala. A mãe meteu o dinheiro e eu tratei da decoração. Ontem, olhar para o trabalho finalizado, para as novas fotos da família nas molduras, foi uma sensação muito boa. A cereja no topo do bolo foi uma foto do gato dele (que morreu em dezembro) que eu tinha tirado e  esquecido num disco externo. Ele ficou muito emocionado com a foto e, acima de tudo, estava verdadeiramente feliz. É para isto que se vive, diria, bons momentos que ficam gravados na memória. 

quarta-feira, junho 16, 2021

Thandiwe Muriu

Adoro a fotografia da Thandiwe Muriu. Encontrar esta celebração da cor nos dias que correm não é comum, e se lhe juntarmos o conceito filosófico da camuflagem, embrulhado numa estilização neo-étnica, é definitivamente um festim para os meus olhos.




 

COVID 19 - porra da doença pá

Depois de um estudo a 2 milhões de americanos, que recuperaram da COVID19, chegou-se à conclusão  que cerca de 25% fica com sintomas persistentes e desenvolve novas doenças. Também já se sabia que a COVID (na forma da variante indiana) favorece e facilita o aparecimento da mucomircose (fungo que provoca a necrose dos tecidos). Já não há paciência para esta doença, mas quanto mais se souber melhor. 


segunda-feira, junho 14, 2021

Desenterrar os anos 80 - 13


Where did I go wrong - UB40

Diz a Maya que interessa

‘I’ve learned that people will forget what you said, people will forget what you did, but people will never forget how you made them feel.’

Maya Angelou

Ouvi uma coisa que me arrepiou

Por causa da quantidade de casos de bullying que vai acontecendo um pouco por todo lado (o que não é nada de novo, eu próprio sofri esses abusos na escola, mas no meu tempo não tinha um nome e os média não prestavam atenção a isso) um senhor e uma senhora - na fila da farmácia - chegaram à conclusão de que o Salazar devia voltar como resposta. Isto é arrepiante e mostra o nível de ignorância e falta de capacidade de raciocínio de grande parte do nosso povo. Os meus pais e avós viveram os anos da ditadura e não era nada bonito ou bom. É interessante ouvir estas frases de quem não viveu esse tempo ou dele tem memória. 

O autoritarismo não traz nada de bom, o que somos hoje tem muito a ver com os anos de ditadura e subjugação das mentes. A massa é em grande parte bruta e/ou oportunista, os nossos políticos são uma lástima e não há sociedade civil com capacidade para impor restrições. Estamos condenados a ser uma república das bananas ou subjugados. Ainda assim, prefiro estar numa república de bananas onde posso existir de forma livre. 

Não deixa de doer, apesar de tudo, ver tanta gente incompetente e/ou indecente nos lugares que podem mudar o caminho da nação. Há gente de valor, claro, mas a luta seria tão dura que preferem manter a distância da política e da governação. Carreiristas, oportunistas e cultivadores de egos são a maioria dos sentados no parlamento. À esquerda e à direita. Estamos, como diria o meu irmão para bom entendedor, fecundados

Um lugar silencioso 2

Gostei da parte dois do filme e tenho quase a certeza de que será um trilogia (precisamos de um final em grande que restaure a fé nos sentimentos humanos). Os efeitos especiais aqui não são o herói, mas sim a estrutura do argumento e os momentos de tensão e saltos na cadeira que provoca. Neste departamento, creio que o filme até oferece mais que o antecessor. Talvez por ser uma ideia mais acabada. 


15/20


sexta-feira, junho 11, 2021

A gata do ex

Soube hoje que a gata do meu Ex morreu. Tinha um tumor e teve de ser abatida. Foi graças aquela gata que eu desenvolvi tolerância aos gatos e sem ela o Limão não teria sido adotado (teria salvo o gato na mesma, mas eventualmente não me teria aventurado a ser o humano dele). Acho que o Ex a deveria ter tratado com mais atenção. Era apenas uma pertença dele, não um membro da "família". Espero que ela tenha sido feliz a maior parte do tempo. Convivemos apenas 4 anos e não a via desde 2014, mas nunca me esquecerei dela. Até sempre Chica Cool (foste o Russian Blue mais bonito que conheci).


quarta-feira, junho 09, 2021

Aviso à navegação

Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico, e não por aquilo que é apenas um incômodo, senão fica impraticável atravessar os dias.

by martha medeiros

terça-feira, junho 08, 2021

Encontrei no top das mais lidas

No top das postagens lidas hoje (aqui no blogue) estava uma de janeiro de 2007. Às vezes acontece e vou lá atrás visitar o "eu" da altura, nem sempre o mesmo de hoje. 

O post em questão era para o Ex que se portou muito mal comigo e originou a vontade de criar este blogue em dezembro de 2006 (tenho a agradecer-lhe isso). Verifico que mudei mesmo e não sei se gosto. 

Dizia na altura "estejas onde estiveres, com quem estiveres, quero que estejas bem. Quero que estejas/sejas feliz. Apesar dos pesares, é o pensamento mais frequente que tenho a teu respeito. Cresce e sê feliz". 

Li isto e a primeira coisa que pensei foi, se fosse hoje queria lá saber se ele estava bem ou não. Só quereria obliterá-lo do meu pensamento e da minha existência. Acho que estou bem mais intolerante com a idade. 

A realidade é real?

"Confusão, desinformação, comunicação. Até que ponto é real o que ingenuamente costumamos chamar realidade?" Paul Watzlavick

Talvez um dos pontos de vista mas interessantes a que fui exposto durante o curso de sociologia (o outro foi o interacionismo simbólico através da Representação do Eu na Vida Quotidiana de Erwin Goffman.)

A realidade é tão frágil e quebradiça.

Desenterrar os anos 70 - 13


I don't wanna talk about it - Rod Stewart

segunda-feira, junho 07, 2021

Como transformar o início de férias num pesadelo

Aproveitei o feriado da semana passada para tirar 5 dias de férias no Algarve. Pensei que era giro levarmos a cadela do namorado, uma vez que ele está menos tempo com ela do que gostaria. 

À chegada, abri a porta de casa e descobri que toda a poeirada das obras exteriores do prédio tinha entrado por baixo da porta. Pensei que seria bom verificar o terraço, mas a persiana da sala caiu mal puxei a fita. O terraço parecia um cenário pós apocalíptico  cheio de tinta e manchas. Pensei não há stress tratamos disto amanhã.

Acordamos fizemos o pequeno almoço e fomos passear a cadela. Deixamos a cadela em casa e fomos comprar a comida. Quando voltamos havia água a sair pelas escadas do prédio tipo cascata e vinha de onde? Da nossa casa. Tinha rebentado um cano. A cadela estava toda nervosa e encharcada, a inundação chegou à casa inteira e estava um cenário daqueles. O primeiro dia de férias foi passado assim, a tirar água de casa, a limpar e a tentar que as mobílias e as portas não se estragassem. 

No final do dia estávamos mais podres do que quando chegamos. E juntemos a isto um Labrador que exige mimo constante. Dormi até às 12.30 do dia a seguir.

quinta-feira, maio 27, 2021

Coisas que me irritam

No saber distinguir o uso das palavras aderência e adesão. Ainda hoje uma atriz agradeceu a "aderência das pessoas" ao projeto. 

quarta-feira, maio 26, 2021

Saudável de corpo e mente

 


O Lenny Kravitz faz hoje 57 anos. Acho que é um exemplo acabado da expressão mente sã em corpo são. E claro, se há alguém com esta forma física e forma de estar aos 57, então há esperança para todos. Viva os 50 e mal posso esperar por ver os 60. É uma inspiração. 

terça-feira, maio 25, 2021

Coisas chatas

Ontem o Macaquito bateu com o meu carro. É sempre uma chatice daquelas, pelo facto em si e pelo facto de ele se sentir responsável por estragar propriedade alheia. Só não acontece a quem não anda na estrada. Do meu lado a grande chatice mesmo é ter de tratar dos sinistros com as seguradoras (tira-me anos de vida).

Festival Eurovisão

Este ano gostei de alguns países: França, Suíça, Islândia, Lituânia, Itália. Achei que os Black Mamba estiveram estupendos (apesar da canção ser um bocado morna).

sexta-feira, maio 21, 2021

Desenterrar os anos 90 - 13


It ain't over 'til it's over - Lenny Kravitz 

Quando é que percebemos que deixámos de ser carreiristas?

Quando nos acenam com um emprego a receber 8000 euros limpos em Paris e a única coisa que nos vem à cabeça é o transtorno que pode causar à família. 

quinta-feira, maio 20, 2021

Desenterrar os anos 70 - 12


Big yellow taxi - Joni Mitchell

quarta-feira, maio 19, 2021

Belo artigo de Patrícia Reis sobre mão de obra ilegal

Abaixo deixo um excerto relativo à situação portuguesa, mas fala de uma outra coisa que é a banalização do mal e do efeito choque durar segundos. Pode ser lido na integra aqui.

Para mim mostra também que não há esquerda e direita, há bons governos e maus governos. No nosso caso somos um país mal governado desde sempre. 

«O que mais choca é saber que os diversos governos, direita e esquerda, visitaram, em várias ocasiões, as quintas onde estas situações se prolongam e... nada. Não aconteceu nada (...) Vivemos num país de voyeuristas, pois, e de cuscas. Não vivemos num país onde a dignidade da vida humana tem um limite abaixo do qual não vai. Isso não temos. Há sempre uma alma a recordar-me que, num país nórdico qualquer, isto nunca aconteceria. Nada de ilegalidade, de exploração laboral, de tráfico de pessoas. Quero lá saber, francamente, o que me importa é o que andamos nós a fazer. A ver passar a miséria dos outros? (...) Durante uns dias falamos de Odemira, falamos de condições paupérrimas de vida e depois partimos para outra direção. Como se não fosse importante manter a mão na ferida, como se não fosse crucial resolver.»

terça-feira, maio 18, 2021

Perder a fé

Tal como um cirurgião no ativo não pode sofrer de Parkinson, os lugares cimeiros da vida pública não devem, também, ser ocupados por pessoas de fraca decência ou moral duvidosa. Isto faz-me perder a fé. É assim que se perdem batalhas, porque quem perde a fé retira-se. 

Lembro-me muito das palavras da minha professora de inglês do 12º ano. Ela tinha perdido a fé (tinha 48 anos) e precisava de nós (miúdos de 18 anos) para acreditar, da nossa vontade de mudar as coisas. Éramos o futuro. Quase 30 anos depois, tenho menos 1 ano que ela, e se calhar vou mais longe no descrédito. 

Contudo, ao contrário dela, não me sinto infeliz por não acreditar nas organizações, por não me rever nos comportamentos de colegas no trabalho, por não me rever no população portuguesa em geral. Há mais vida. 

E não me sinto derrotado ou desistente, a minha perda de fé simplesmente me diz que existem outros sítios onde aplicar as minhas energias e o que de melhor puder dar. Não há drama nenhum nisto. 

segunda-feira, maio 17, 2021

Long story short...


 

Desenterrar os anos 90 - 12


I can't make you love me - George Michael

sábado, maio 15, 2021

Bruno Nogueira sobre Maria João Abreu

«A tragédia da história da Maria João Abreu, contém nela própria uma beleza nem sempre fácil de ver nestes dias escuros.

Ao assistir às inúmeras e comovidas declarações em reação à sua morte, percebe-se que o trunfo maior que temos enquanto por cá andamos, é o de nos multiplicarmos em amor. Parece piroso, parece até um clichê, mas resume-se a isso: Multiplicarmo-nos em amor. A Maria João parece ter alimentado afetivamente os amigos certos, e preenchido o peito dos familiares com matéria prima resistente e duradoura.

É certo que uma carreira bem sucedida é sempre uma belíssima recompensa para quem trabalhou tanto como ela. Também é certo que o grande público guardará na memória os seus trabalhos de atriz nas mais variadas áreas ao longo destes muitos anos.

Mas não tenho memória de muitos artistas dizerem, em fim de vida, que deviam ter trabalhado mais e melhor. O arrependimento tem sempre que ver com o afeto, esse bicho estranho.

O que resistirá ao tempo, e a tudo o que apaga a memória, é o afeto. A família, os amigos, os que trabalharam com ela e se sentiram melhores por a terem conhecido.

Para que lado pende a balança entre legado artístico e legado afetivo? A Maria João parece ter conseguido os dois, e, acreditem, é feito raro. Enquanto escrevo isto, lembro-me do António Feio. E deu-me muitas saudades. Também ele fez dessa balança peso equilibrado.

Não conhecia pessoalmente a Maria João, e só de ver a herança emocional que ela deixou aos seus amigos e colegas, já sinto uma pena tremenda de não o ter sido também eu.

Não torna o dia claro, mas ajuda a que chova um bocadinho menos.»


Achei uma reflexão muito bonita. 

sexta-feira, maio 14, 2021

Turismo Saudável (coisas extraordinárias)

Fiquei a saber que há uma semana atrás, na Roménia, começou um programa de vacinação para turistas. Quem visita o castelo do Drácula, recebe a vacina da Pfizer. 

quinta-feira, maio 13, 2021

O amor

Sempre olhei para o José Raposo e a Maria João Abreu como um dos exemplos mais bem acabados de amor. E por serem pessoas tão cheias de amor, separaram-se enquanto casal e construíram uma família maior ainda, juntando à original os novos cônjuges. Hoje essa família perdeu uma das suas raízes. Tenho muita pena por essa família e pelo amor que se perde. 

Tenho também muita pena pela Maria João Abreu. Há pessoas que admiro de longe e ela era uma delas. Tenho uma fraqueza por pessoas de bem, que espalham carinho, que espalham positividade, que espalham luz. 

Fazemos parte de algo maior, por isso ela vai continuar cá, viva durante muito tempo - tal como o meu pai, vivo nas vidas e memórias de todos os que tocou. Esta realidade conforta-me muito. Foi assim que aprendi a lidar com a morte. O amor fica, as pessoas que espalham amor ficam entranhadas na existência.

quarta-feira, maio 12, 2021

Humor brejeiro

 


Festejos do Sporting

Apesar de ter ficado muito contente com o título do Sporting, não deixo de sentir indignação pela permissividade face aos festejos nos moldes em que se desenrolaram. Na época em que vivemos é, no mínimo, triste e bastante vergonhoso. Nem a Câmara de Lisboa, nem a Administração Interna (tanta competência do Ministro Eduardo Cabrita) fizeram alguma coisa a respeito. As incongruências são mais que muitas. Os espetáculos culturais continuam fechados, os estádios fechados ao público, mas depois permitem-se milhares de pessoas em aglomerados, sem máscara, a consumir bebidas alcoólicas. 

terça-feira, maio 11, 2021

47 (+ 1 dia)

Resolvi tirar ontem o dia de férias e fiz bem. Aproveitei para estar em casa a relaxar, depois fui fazer umas compritas e à noite levei a família a jantar a um restaurante novo. Para a minha mãe é muito importante esta ritualística da celebração do aniversário. Assim, uma vez que a família está dentro do limite da DGS, lá fomos os 6 jantar, e foi muito bom. 

Agora é esperar para ver se todo esta boa energia se vai colar a elementos mais estruturais da minha vida - particularmente naquela mudança que tanto necessito. Dedinhos cruzados e sigamos para bingo.

domingo, maio 09, 2021

Ministros Eduardo Cabrita e Mariana Vieira da Silva

A escala do "a sério?!" já não se aplica, é  mesmo um grande What the fuck!?? Não dá para rir, porque o caso dos emigrantes em Odemira é deprimente. 

Godzilla vs Kong

O meu retorno ao cinema podia ter sido mais auspicioso, mas o namorado estava com muita vontade de ver este filme e depois ele vai ver um dramalhão comigo. Então é assim, a oeste nada de novo; os efeitos especiais são muito bons, a história é simplista, há muitas explosões e lutas e no fim ganham os bons. 

11/20

sexta-feira, maio 07, 2021

Desenterrar os anos 80 - 12


If you don't know me by now - Simply red

Desenterrar os anos 80 - 11



I didn't mean to turn you on - Robert Palmer

A três dias dos 47

Normalmente, todos os anos por esta altura, ando a  ver se encontro um significado existencial para o ano que passou. Este ano nada. Tenho apenas uma enorme vontade de seguir em frente. Vejo este novo ano como uma porta de saída de um lugar apertado para outro mais aprazível. Apenas. Talvez não tenha gostado assim tanto da minha existência nestes últimos 12 meses. Deve ser por isso.

quinta-feira, maio 06, 2021

Novas Cartas Portuguesas faz 50 anos - IV

Excertos das Novas Cartas Portuguesas

Primeira carta última e provavelmente muito comprida e sem nexo

Digo-vos, pois, “boas festas”, que quando me acometo assim para nada, 
e apenas me deixo em herança o indispensável, 
então é cada dia, sem data que dos outros seja, o meu natal, 
onde me consinto existir sem esse esforço do claro que aos outros não parece matar.
E de onde me ponho, tudo reconheço e muito pouco escolho; 
um só pacto sempre adiado (…)
A postura da espera definitiva 
que desconversa dia-a-dia sem resolução com a esperança que insiste.
A diferença de sexos e outra,  diferença na condição humana (ah, les gros mots)
Faz lugares de vácuo onde não se passa nada.
Quanta força centrífuga  tem a roda, manas. 
Meu lugar não escolhido – mind you – é o centro, a asfixia provisória.
Na saga das famílias pedimos, pois, nós os ausentes,
desculpa por estas e por outras interrupções.
O programa é para ser alterado.

Novas Cartas Portuguesas faz 50 anos - III

Excertos das Novas Cartas Portuguesas

Terceira carta IV

Esta é uma exata e muito necessária, mas não total, leitura da realidade; 
necessária por bem agarrar este fulcro da questão, talvez até sua origem histórica,
e que tanto se quer escamotear na arengada promoção da mulher.
Mas a esta leitura é necessário acrescentar 
todos os sistemas de cristalizações culturais
que vieram sustentando, reforçando, justificando essa dominação da mulher 
(e não só essa dominação), porque a alteração da situação económica e política 
- que agora nela se baseia -
não traz necessariamente a destruição de todas as cristalizações culturais 
em que a mulher é imbecil jurídica, irresponsável social, homem castrado, 
a carne, a pecadora, Eva da serpente, corpo sem alma, Virgem-mãe, bruxa, 
mãe abnegada, vampiro do homem, fada do lar, 
ser humano estúpido e muito envergonhado pelo sexo, cabra e anjo, etc. etc. 
e digo, é tudo isto no presente, 
porque contra estas imagens nunca houve combate de raiz,
apenas se foram pondo em causa 
as consequências lógicas e práticas de algumas delas. 

Novas Cartas Portuguesas faz 50 anos - II

Excertos das Novas Cartas Portuguesas

Segunda carta III

Se fossemos nós existindo definidas – ou definindo os nossos limites? (…)
bem sabemos, entretanto, que nosso limite é só o tempo,
e que estamos sempre longe de nos definir até à nossa morte.
Absurda é essa ideia de se fazer das pessoas conjuntos fracionáveis,
e se nos dizem todos que absurda é a morte,
Como se compraz alguém de nos fixar num presente sem fim, 
num último retrato? (…)
Os homens sempre se teceram e sonharam no que é forma extrovertida, 
no que se erige (..)
Por isso dos poços e das profundezas nada sabem, nada nos sabem (..)
Também ainda não sabemos o que inventar,
de como abandonar essa definição pelos limites (…)
Cada uma sabe a medida do seu uso e da sua defesa, e  aí nos entendemos.

Novas Cartas Portuguesas faz 50 anos - I

O livro Novas Cartas Portuguesas é conhecido por muito mais pessoas do que aquelas que na realidade o leram. Na época da sua edição foi uma pedrada no charco e um documento fundamental para a visibilidade dos problemas das mulheres e para dar uma voz às mulheres; uma voz franca e desafiadora do status quo liderado e dominado pelos homens.

Por um imperativo profissional fui obrigado a ler o livro. Achei-o extraordinário em conteúdo, não necessariamente em estilo - acho que sofre de um certo pedantismo artístico que era típico aos artistas portugueses na época, quando as artes eram para os mais letrados. É barroco e difícil, mais um exercício para pares do que para o público generalizado. 

Ainda hoje, tenho a certeza de que muita gente desistirá de ler o documento. É mais fácil ler os milhentos artigos e teses de mestrado e doutoramento que o interpretam. Para mim é quase contraditório que uma reflexão tão interessante e importante sobre a condição feminina seja apenas para parte das mulheres. É quase um exercício burguês. 

Não obstante o que importa reter é que o valor intrínseco, independentemente do estilo, é imenso.  Podemos também ver que, volvidos 50 anos, alguns dos problemas identificados sofreram apenas mudanças cosméticas (mais do que outra coisa).  A ideia de mulher comercializada continua bastante atual. 

terça-feira, maio 04, 2021

Ciclos

É lógico que acredito em pessoas boas e no génio do ser humano. Mas também acho que as sociedades em geral (as ocidentais em particular) estão em movimento descendente e decadente. Acho também que vamos dar cabo do planeta, e este facto, em si, enche-me de tristeza.

Mas desdramatizando, o planeta Terra já enfrentou várias extinções da vida e voltou a renascer. Muitas civilizações também nasceram e morreram. Não parece tão mau se tudo for encarado como um ciclo. É dizer adeus a tudo o que conhecemos e outra coisa qualquer será.

Desenterrar os anos 70 - 11


Time in a bottle - Jim Croce

segunda-feira, maio 03, 2021

Descrença na Justiça

Sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revela descrença generalizada. 

- Políticos não são devidamente fiscalizados (83%) 

- Justiça não tem capacidade para investigar se são corruptos (62%).

E nenhum dos nossos governos (à esquerda ou à direita) tem capacidade para dar a volta ao figurino porque, regra geral, o grau de qualidade dos nossos políticos é poucochinho. Acresce que a tradição cultural do nosso povo é olhar para o lado e esperar por Deus ou pelo D. Sebastião.

Trabalhadores imigrantes em Odemira

Os trabalhadores imigrantes em Odemira não existem há um ano existem há muitos anos e o Estado sempre soube (e as pessoas também) que eles trabalham em condições precárias e desumanas, mas enquanto a mosca não se agarra ao nosso prato vai-se enxotando com a mão. É um caso típico de hipocrisia generalizada. Por causa da COVID deixou de se poder olhar para o lado, mas a resolução do problema está a ser tão atabalhoada como a assunção do mesmo. No geral, nós portugueses, não somos assim tão bonzinhos como queremos fazer parecer. 

domingo, maio 02, 2021

Ministra Alexandra Leitão

Na escala do "a sério?!" , esta senhora é cada tiro um melro, cada cavadela uma minhoca. E para bom entendedor está tudo dito.

Alívio

Este dia da mãe foi vivido com uma paz diferente. A mãe já esta vacinada o que nos deu a possibilidade de a encher de beijos e sermos os filhos lapa do costume que a enchem de abraços. Os abraços sempre ajudam a perder algumas calorias do almoço, porque uma refeição em casa dela é para alimentar um regimento. Foi mais um dia feliz.

sexta-feira, abril 30, 2021

100% Amor Puro

 



Às vezes o namorado diz-me - meio a sério, meio a brincar - que eu gosto mais do gato do que dele. É discutível. Indiscutível é o facto de nunca antes ter sentido um amor semelhante por um animal. 

quarta-feira, abril 28, 2021

Desenterrar os anos 70 - 10



Wonderful tonight - Eric Clapton

Dever cumprido

O evento que esteve a meu cargo foi um sucesso, mas saiu-me do corpo, parece que levei uma sova. Ter encerrado este capítulo, dá-me não só um sentimento de dever cumprido, mas também a sensação de que posso estar a entrar num novo capítulo e isso é o que mais desejo. Sem qualquer dúvida. 

terça-feira, abril 27, 2021

Coisas que dificilmente encaixo

Nesta conferência onde estou (e na anterior) vieram alguns palestrantes com um corpo de serviço impressionante. E eu tinha a maior admiração por eles até ter a oportunidade de os conhecer pessoalmente. Não consigo encaixar a falta de humildade e esta mania de que toda a gente está ali para os servir. Pior, pensam que as regras não se aplicam a eles e que a sua visão é messiânica. 

Exemplo: As apresentações só podem ter 1 vídeo incluído. São regras para não "crashar" o sistema. Uma senhora (bastante conhecida) envia com 3 vídeos - mesmo tendo respondido afirmativamente ao email com as regras. Diz a organização "vai ter de retirar 2 vídeos", resposta dela "você sabe quem eu sou?".

E é isto.

segunda-feira, abril 26, 2021

Não ligo a quinquilharia, mas...

Como o meu rapaz gosta, quando vou a um evento lá venho eu com os brindes para ele. Hoje foi um lápis, um bloco de folhas e uma máscara da PPUE. Enquanto houver espaço no armário das quinquilharias, vou fazendo estes mimos, apesar de achar um desperdício de recursos. 

sábado, abril 24, 2021

A Ausência de Carlos

Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência. 

A ausência é um estar em mim.

E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,

que rio e danço e invento exclamações alegres, 

porque a ausência, essa ausência assimilada, 

ninguém a rouba mais de mim.

by Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, abril 22, 2021

Desenterrar os anos 90 - 11



Do you love me? - Nick Cave & the Bad Seeds

Mark, este sim é um post para ti.

Caro Mark. Não nos conhecemos de nenhum lado para além da dimensão "blogosfera". Fora isso cruzámo-nos num jantar, uma vez. Não tenho a ilusão de pensar que sei algo de ti com base no escreves no teu blogue, e não sei de onde te vem a ilusão de que sabes algo a meu respeito com base no que exprimo aqui. Não percebo os teus ataques constantes, de todo. Acho bizarro o teu comportamento para comigo e mais bizarro ainda o facto de achares que estou a escrever sobre ti, quando não fazes parte de nenhuma das minhas experiências de vida. 

Apesar dos teus comentários nem sempre educados, porque existem diferenças significativas entre ser sincero e frontal e entre ser agressivo e/ou grosseiro, sempre tive a delicadeza de te responder. Não obstante, chega uma altura em que certos limites se impõem e, ao dedicar-te este post, estou a marcar o meu limite. Estou a expressar que te acho abusivo. 

Não me sinto magoado por ti, apenas acho o teu comportamento gratuito e rude. Permitir que continues a expressar-te dessa forma é dar um mau exemplo a quem possa passar por este blogue, é dizer que é aceitável e não é. Devo ter, no máximo, meia dúzia de leitores fixos, não mais que isso. Não são muitas pessoas como dizes, mas inadvertidamente, às vezes passam outras pessoas, como acontece comigo em outros blogues e não é o tipo de leitura que se diga edificante.

A agressividade e má educação contra terceiros sem se ser, no mínimo, provocado, não é aceitável. A cada um a sua consciência. A minha está tranquila e a tua provavelmente também. Este espaço, que está sob a minha gestão, deixou de o tolerar. Não tenho mais nada a dizer ou a justificar. 

Coisas que se concluem

Às vezes até agradeço as interações/contacto com pessoas amargas e em desamor. A razão é que me fazem ganhar perspetiva e saber exatamente o que não quero no meu círculo e na minha vida. Ainda me fazem sentir valorizado e feliz, por oposição. 

segunda-feira, abril 19, 2021

All Together Now

 Porque é este programa um grande flop? (não necessariamente de audiências)

1- É mais reality show do que concurso de talentos (interessa mais o comentário que a canção);

2- Expõem a falta de seriedade (não consciente) dos jurados do mundo do espetáculo; 

3- Expõe negativamente bons cantores que podem, porventura, perder a segurança em si mesmos;

4- Expõe o quão pequenino é o mundo da música português - em tamanho e sem sentimento. 

Adenda:

5- O mundo da música pode não estar ali representado, de todo. Uns quantos cabeças de cartaz e muitos outros que na realidade competem quase diretamente com quem ali vai cantar. 

Princípio, Meio e Fim

Começo por dizer que o o Daniel Oliveira tem "tomates". Nos tempos que vivemos não é fácil oferecer produtos acima da linha popularucha em Portugal. Posto isto, preferi o segundo episódio ao primeiro (que achei desconcertante, a beirar a linha do justificável). 

Não tendo gostado muito do primeiro episódio, achei a ideia deliciosa e soube-me muito bem estar a ver algo de diferente e que nos desafia. A televisão devia ser isto também. Obrigar-nos a sair da nossa zona de conforto e pensar e integrar coisas novas. A SIC por isso está a seguir uma linha mais interessante que a TVI, todos somos portugueses e todos temos direito a ter algo que nos represente enquanto público. 

Por isso, um bem haja ao Bruno Nogueira por trazer um programa de humor difícil de digerir. 

domingo, abril 18, 2021

Arora Akanksha, a millennial que quer desafiar Guterres e reformar a ONU

Há uma indo-canadiana de 34 anos a querer concorrer ao lugar de Secretário-Geral da ONU. Nunca o irá conseguir porque o sistema está demasiadamente viciado e estamos todos a borrifar-nos, grosso modo, para o coletivo e para o mundo. Mas ela tem um ponto de vista muito acertado. Vale a pena ler Arora Akanksha. Para saber mais sobre as suas ideias clicar aqui.

Tenho um amigo que trabalha na cooperação internacional. E que me disse que é ótimo para se enriquecer, porque o dinheiro angariado é fundamentalmente para pagar consultores, o que chega ao utilizador final é mínimo. E a ONU é basicamente dependente do que cinco países. A ideia até foi boa, mas... 

Desenterrar os anos 80 - 10



Happy Ever After - Julia Fordham

Desenterrar os anos 80 - 9



Caravan of Love - Housemartins

Egos

Há pessoas que trabalham para salvar vidas. Eu inadvertidamente acabo por estar a trabalhar para salvar egos dos superiores. Acho tão mais bonito salvar vidas.

segunda-feira, abril 12, 2021

Impunidade de grupo

Em Portugal existe impunidade de grupo. Se fosse imunidade de grupo estávamos mais bem servidos. 

domingo, abril 11, 2021

Defender as cores da camisola

Às vezes torna-se difícil defender a camisola que se tem vestida porque se leva porrada de todo o lado, mas enquanto se acredita no clube, estamos bem. Quando deixamos de acreditar no clube...

sexta-feira, abril 09, 2021

Chamada de atenção

Hoje tive de chamar a atenção a uma equipa de trabalhadores que está a ser muito má nas funções para que foram contratados. Quando nos pedem exemplos de erros e temos dezenas para dar, a conversa parece mais um massacre que outra coisa. E foi assim que me senti a chacinar a chefe de equipa, porque mostrei com factos a incapacidade que têm de produzir um bom trabalho. 

Não tenho prazer nenhum em apontar defeitos e rebaixar pessoas, a menos que sejam pessoas com brutais egos e enorme falta de noção - o que não é o caso. São pessoas amáveis e de bom trato. Simplesmente, não assumiram que o trabalho em mãos era demasiado para as capacidades da sua equipa.

Já fiquei azedo para o resto do dia. Bom mesmo, era estar tudo a correr muito bem e eu ter só coisas boas para lhes dizer. 

segunda-feira, abril 05, 2021

Desenterrar os anos 90 - 10


Damn I wish I was your lover - Sophie B. Hawkings

Tenho muitas saudades

 De ir ao cinema e de ver teatro. 

O meu gato faz anos hoje

Na realidade a data é simbólica. Ele foi recolhido a 5 de maio e a veterinária disse que ele teria 1 mês (mais 1 dia, menos 1 dia). O que é importante é a viagem que os dois fizemos. Eu que não gostava de gatos, aprendi com ele a arte de ceder e de relativizar. Ter um felino em casa obriga a isso mesmo, têm uma faceta muito própria que nunca será quebrada. 

Curiosamente, esta convivência preparou-me para algo muito importante que estava a chegar, a relação com o meu namorado. Já estava mais preparado para relativizar e ponderar positivos e negativos (era muito literal até aí). A brincar até digo que foi uma premonição, apareceu primeiro o loiro de olhos verdes (o gato) e depois o loiro de olhos azuis (o namorado).

O Limão encheu-me a casa de amor. Nunca pensei ter tanto afeto por um bicho. Não consigo pensar a pequena família lá de casa sem ele e parece que fomos sempre os três juntos. 

quinta-feira, abril 01, 2021

Desenterrar os anos 70 - 9



Heart of Glass - Blondie

Coisas recorrentes nos WC da Administração pública

Os três últimos locais em que trabalhei tinham todos uma coisa em comum. O WC dos homens tem sempre pelos púbicos sobre a tampa de dentro da sanita. Blhac!

Five ways to boost your productivity, backed by science

Publicado pela (Virgin). E parecem-me princípios bastante sensatos.

1. Sleep well

A daily routine of copious cups of coffee might be your way to sharpen your wits. However, there is nothing that will help you as much as a good night's sleep. A rested brain has increased concentration, working memory and logical reasoning and is vital to being a healthy and motivated individual. 

2. Big projects first 

We all have different peak productivity times in the day. You might be an early bird or a late-night thinker. Choose to do your most creative or essential jobs during the time you have the most focus.

3. Stop multitasking 

Are you used to second screening and juggling devices and tasks? Scarily you might want to review these habits as they are said to reduce productivity by as much as 40%.

4. Get active

Exercise is not a personal indulgence, but a tangible contributor to being more productive. 

5. Be lazier

Now obviously we’re not promoting shirking your responsibilities. But authors Will Declair, Jérôme Dumont and Bao Dinh of The Extra Hour (published by Virgin Books) advocate getting strategic about your to do list and “looking for ways to sidestep as many low-value tasks as you possibly can”.