domingo, março 10, 2019

Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto

O último tomo desta fábula é uma forma magnífica de terminar a narrativa sobre a improvável amizade entre um rapaz por quem ninguém dá nada e um dragão. Não falta nada neste filme, há drama, comédia, fantasia, sabedoria e crescimento. Gostei muito.

17/20

Boy Erased

Não sei quando é que este filme vai estrear em Portugal, mas é sem dúvida um filme importante sobre a realidade aterradora das casas evangélicas de conversão de jovens homossexuais (em heterossexuais) nos Estados Unidos. Não é uma história do passado, é uma realidade contemporânea que deveria ser erradicada. 

O filme resulta da história autobiográfica de um filho de um pastor evangélico que foi colocado numa destas casas quando revelou aos pais ser homossexual. A solução para não perder a família foi aceitar participar num destes programas de terapia de conversão.  É chocante e tocante. Depois de ter saído (ou ter sido salvo pela mãe), Garrard Conley tem dedicado a sua vida para criar visibilidade para este atentado aos direitos dos jovens homossexuais (que por vezes recorrem ao suicídio) que são obrigados a frequentar estes programas. 

16/20

Can you ever forgive me?

Não sei sequer se este filme vai estrear em Portugal, mas é certo que a Melissa McCarthy mereceu totalmente a sua nomeação para óscar pela personificação da escritora Lee Israel que sobreviveu à decadência da sua carreira através de um esquema de falsificações de cartas de atores e atrizes famosas. O filme em si é um biopic fiel à autobiografia da escritora. Não é um filme vistoso porque é uma história feia sobre factos feios, mas está muito bem filmado e representado. A ver.

16/20

Crazy Rich Asians

É mais uma versão da história da Cinderella, ou seja, menina pobre conhece e apaixona-se por menino rico sem saber e a família do menino rico não aceita a menina pobre. Onde o filme ganha ponto é no facto de a história se basear no universo/estereótipos dos chineses milionários em Singapura. Merece, em algumas situações, gargalhadas sentidas e ainda tem o mérito de piscar o olho à alta costura e ao mundo do luxo. É uma história com nada de novo no seu âmago, mas contada de forma original graças ao universo de referência.

14/20

sábado, março 09, 2019

A Possessão de Hannah Grace

Diria que a montanha pariu um rato. É tão assustador como um açucareiro...vá, um açucareiro cheio de formigas. Talvez seja bom para apreciadores do género, mas nunca na realidade arrancou como deve de ser. E o argumento tem tantos buracos como um queijo suíço.

10/20


Smallfoot - Uma aventura gelada

Um mimo de filme. Às vezes penso que estes "feel good movies" não terão muito a acrescentar para lá de entretenimento familiar, não obstante, este filme teve alguns contornos bastante profundos e filosóficos sobre os instintos de sobrevivência e os efeitos das "não verdades" que não têm de necessariamente ser uma mentira e que por essa mesma razão são"branqueadas". Há aspectos muito enternecedores e outros bastante realistas e extrapoláveis para a nossa vida de todos os dias. Por isso mesmo foi uma alegria ver este filme. Acrescentou-me mais do que um simples entretenimento numa viagem de avião (já mencionei que detesto andar de avião?).

16/20

Beautiful Boy

Com tanto "hype" à volta deste filme, aproveitei uma viagem de avião para o ver. Para ser sincero não fiquei deslumbrado. Não que os atores até não estejam bem, mas a história (que ainda por cima é verídica) não me cativou. Talvez o problema seja meu, uma vez que tenho alguns anticorpos a histórias de dependência passadas ao cinema. Depois de um Trainspotting, tudo parece meio meh... Para quem gosta de este tipo de drama familiar valerá a pena.

Não obstante temos de dar um "high five" ao Steve Carell que esteve muito confortável num papel dramático, o que à partida não seria a sua praia. 

13/20

quarta-feira, fevereiro 27, 2019

A minha última descoberta musical (gosto tanto delaaaaa)



Jorja Smith - Don't watch me cry

(Pedi ao Torres o CD dela e já o tenho)

Tanto para actualizar neste blog e tão pouco tempo

Silvestreeeeeeeeeeeeeeeeeeeee que te tenho abandonado meu querido. Voltarei (não como a Dora, mas quase).

sexta-feira, fevereiro 08, 2019

Vingança a Sangue frio

Pelo trailer achei que iria ver um filme dramático com um forte pendor de acção e não um filme  de acção que é um drama na execução. A história tem tudo para dar certo, mas depois um conjunto de personagens muito secundárias sem nexo, cenas de acção que nunca chegam a "rebentar", algumas justificações de argumento só porque sim, tornam o filme um bocadinho insosso. Nem doce nem salgado, nem quente nem frio, etc. É tudo um pouco em lume brando e sem grande sabor.

Há algumas tentativas de humor negro (ao estilo de Tarantino) que também nunca concretizam muito bem, mas a cena final sim. 1 minuto antes do filme acabar. Riso. 


12/20


quarta-feira, janeiro 30, 2019

Green Book - Um guia para a vida

Este filme é uma dramatização da relação acidental entre o músico Don Shirley e Tony "Lip" Vallelonga, um guarda-costas de ascendência italiana que trabalhava no Copacabana Club. Estamos na época alta do segregação nos EUA e o primeiro contrata o segundo para ser seu motorista e guarda-costas na digressão que vai fazer pelos estados do sul. É uma biopic feito com cuidado e legítimo - de acordo com biógrafos oficiais.

A história é isso mesmo, passada e documentada, mas para nós expectadores creio que é uma lição de vida sobre humanização, sobre estabelecer pontes, sobre fazer do impossível possível quando ousamos pisar em território desconhecido. É uma bonita história de amizade, um triste (mas necessário) testemunho do racismo e uma visão positiva e bem disposta do que um homem pode ser quando se ultrapassa. Gostei muito.


17/20

Um homem já não pode mexer na braguilha?

Tenho uma colega que é, no mínimo, inconveniente. É daquelas pessoas que aparece sempre para se meter na conversa alheia porque está a ouvir tudo ou então a fazer reparos tontos sobre um aspectro físico. Hoje a sair da casa de banho ainda a apertar as braguilha, fui brindado com a pergunta «Então? O que é que se passa aí?» Desnecessário, no mínimo. 

sexta-feira, janeiro 25, 2019

Festival da Canção 2019

Estive a ouvir de manhã as músicas que estão a concurso e achei tudo um bocadinho mais do mesmo. Há uma falta de espetacularidade por parte dos portugueses que me deixa incomodado. Uma enorme falta e esforço para atingir um objectivo. O festival é o cliente, então a pergunta devia ser "que ritmos fariam uma música de qualidade que tem oportunidade de ganhar o festival com as suas condicionantes?". 

No ano do Salvador tivemos muita sorte. A Luísa a fazer o que faz sempre produziu uma coisa bonita, um acto de pop intemporal (português suave adaptado ao século XXI). Este ano há umas quantas música que se destacam na minha opinião e o resto podiam ser encaixotado na categoria "música portuguesa do costume", as vozes do costume e as melodias do costume da música ligeira contemporânea em Portugal. 

Aquelas que me encheram o ouvido foram: A dois (dos Calema), Telemóveis (Conan Osíris), Igual a Ti (NBC) e Pugna (Surma). 

A música dos Calema e do NBC são orelhudas, comerciais, pop regular contemporâneo, do que se vê nas tabelas de vendas. é pelo menos actual e cosmopolita (estrangeiros conseguem relacionar-se com as melodias porque estão habituados a elas). Já o Conan Osíris e a Surma oferecem dois objectos diferentes e intrigantes. São sem dúvida os meus favoritos porque são originais. Contudo, o primeiro faz-me sentir a Portugalidade tal como ela é (não aquela coisa fadista ou de alma que fica bem para nos vender lá fora como tranquilos e/ou deprimidos), mas sim a diversidade, o "melting pot" de culturas que desenbocarm neste canto ocidental da Europa desde os descobrimentos. O Conan Osíris, faz-me sentir Portugal na sua canção e uma nova geração muito metafórica nas palavras, que usa o curriqueiro (telemóveis) para expressar um sentimento não corriqueiro. O Andy Warhol fez também isto no passado, mas com a arte visual. 

Conan Osíris é estranho, mas pelo menos é fresco e original. Ah, e é português. Português contemporâneo e real. Ele é tão 2020. 


quinta-feira, janeiro 24, 2019

Nesta altura é que o muro americano deveria ter sido construído


Maria, Rainha dos Escoceses

Este filme é amargo, é claustrofóbico e não há nada a fazer quanto a um final infeliz. É o problema dos dramas históricos (também já sabíamos que o Titanic ia ao fundo no final). Creio que hoje tendemos a esquecer que em séculos passados a vida das mulheres era ainda mais complicada do que hoje. E em países com monarquias instáveis (por via das legitimidades de parentesco) como era o caso da Inglaterra e da Escócia, o poder era mantido com base na força, na intriga e na conspiração. Maria, foi uma vítima de circusntâncias infelizes e de uma corte dominada por homens, sem nenhuma que fosse seu protetor. Se a isto juntarmos movimentos religiosos da época entre prostestantes e católicos, temos a permanência de uma espada sobre a cabeça desta infeliz Rainha que finalmente acabou por cair. Enquanto Elizabeth foi tida como a Rainha Virgem, Maria foi tida como a Rainha Meretriz, um título que foi injusto. Entre a manipulação e as más decisões, Maria perdeu-se para sempre.

À parte da história e aqui com recurso a alguns artifícios narrativos, o filme procura trazer à tona o que significava ser mulher, e os eventuais sentimentos de fraternidade que poderiam existir entre mulheres na época. Apenas uma rainha solitário pderia compreender outra rainha na mesma situação. Se fosse protestante. Talvez o destino da Rainha dos escoceses pudesse ter sido diferente.  

16/20
 

Glass

O último filme da trilogia de M. Night Shyamalan começada com o protegido não é um mau final e deixa em aberto a possibilidade de poder haver uma sequela. De certa forma sinto que o realizador se tornou numa espécie de "Paulo Coelho do cinema", com histórias sobre superação pessoa, sobre o potencial humano e da vontade humana: A crítica não tem sido estupenda, mas não acho que esteja mal. Vê-se bem e levanta algumas questões engraçadas do ponto de vista existencial.  


14/20

sexta-feira, janeiro 18, 2019

segunda-feira, janeiro 14, 2019

Ou nadas ou afundas

«Ou nadas ou afundas» é uma comédia dramática que tem um título bastante feliz em português. É quase como uma metáfora para a vida. Um grupo de homens de meia idade com problemas diversos encontram o seu momento "divã de psicanálise" num grupo de natação sincronizada masculina. O filme é bastante previsível, mas não deixa por isso de ser um "feelgood movie" e há momentos que surpreendem na apresentação das diferentes camadas dos personagens. Às vezes uma pessoa só precisa de se sentir importante para alguém que importa. 

14/20

quarta-feira, janeiro 09, 2019

Chamem-me popular, mas...

Prefiro ter um Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, do que 100 Presidentes Aníbal Cavaco Silva. O mal dos portugueses é serem (em geral) pessoas pequeninas e cinzentas. Um "certo colorido" não é sinónimo de falta de competência. Politicamente e juridicamnete temos o Presidente mais bem preparado da nossa história. 

O Mistério de Silver Lake

O primeiro filme do ano foi um enorme BLHAC. Detesto filmes em que não fazem absolutamente sentido nenhum (no mau sentido). Alguém quis escrever um filme "neo noir" e falhou redondamente. Dizme que é uma comédia de suspense. O supense ok, aceito que esteja lá. A comédia, nem por sombras. Lembrar-me que vi este filme é daquelas alturas em que o arrependimento atinge. 

8/20

terça-feira, janeiro 08, 2019

Luis Filipe Vieira e Cristina Ferreira

Apesar de ser benfiquista nunca simpatizei com o Luís Filipe Vieira. Graças à curiosidade de ver o primeiro programa da Cristina Ferreira (culpem o hype à volta do assunto), acabei por ver uma grande entrevista (por parte dela) e ainda ter uma imagem bem diferente do Presidente do Benfica. Não há dúvida de que as pessoas são como cebolas e apenas temos a percepção social de algumas. Gostei de o conhecer e se isto continua a assim, todos os dias quando chegar a casa volto para trás com a Box para ver quem foi o grande entrevistado. 

Gosto da Cristina Ferreira (tenho vindo a gostar porque aprecio gente trabalhadora e que fala sem tabus) e gosto bem mais do Luís Filipe Vieira. E é isto. Que me façam gostar de muita gente. :) 




quarta-feira, janeiro 02, 2019

Frases que mais gostei em 2018

- Podia embrulhar milhares de presentes no teu papel de vítima.

- O sexo é como a comida. Todos a podem fazer, mas nem todos a sabem fazer saborosa.

segunda-feira, dezembro 31, 2018

Ralph vs Internet

Fui ver este filme simplesmente porque estava com a minha sobrinha e era o único filme de banada desenhada que começava à hora que eu necessitava. Nem sabia quem era o Ralph e de que se tratava o filme, mas ela tinha visto o primeiro e então lá fomos. Escusado será dizer que adorei e até me esqueci do facto do filme ser em português (o quer é muito difícil). 

É no mínimo uma forma muito inteligente de antropomorfizar aquilo que se passa dentro da Internet, chegando inclusive à "Deep Internet", e ainda contar uma história de amizade bem cosida e sem alinhavos. Aconselho a ver. A versão portuguesa não é nada má, supostamente a inglesa deverá ser melhor ainda.

16/20

domingo, dezembro 30, 2018

O Ben está de volta

Tinha muitas expectativas no regresso da Júlia Roberts. O filme em si é denso e tenso, mas estava à espera que fosse mais intenso. O tema do filme é a droga, mas o filme joga muito mais com a tensão  do problema sobre a família. Tudo isso está a correr muito bem até à parte do climax onde algo deveria ocorrer e não ocorre exactamente. Se calhar na vida real é mesmo assim, têm-se as emoções cansadas e por isso tudo se trata de uma passagem de tempo pastosa. Mas como filme, senti a falta de algo mais. 

14/20

sábado, dezembro 29, 2018

O Regresso de Mary Poppins

Antes de mais tenho a dizer que a Emily Blunt está divida e, na minha modesta opinião, confirma-se como uma das melhores actrizes da actualidade. De resto o filme é um musical muito competente com um argumento que radica na capacidade que temos de sonhar e de acreditar no que é mágico. 

Gostei muito do filme e no final, apesar de ser um "feel good movie", não deixei de sentir uma certa tristeza, mas essa tristeza deveu-se ao facto de achar que um filme destes nunca terá muitop sucesso na sociedade de hoje. Podia dizer-se que há aqui algum anacronismo, simplesmente pelo facto de que as pessoas perderam a magia, o mundo hoje é um local muito seco, muito tecnológico e pouco mágico. Não sei se vai tocar muita gente e devia.

16/20

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Feeling Sexy

É um daqueles dias em que umas calças novas (bem justinhas) e uma camisa com classe fazem os colegas todos reparar em ti e as meninas dizerem coisas abonatórias sobre as tuas pernas e rabo. Hoje estou em alta. Hahaha...


ps. agora saia à rua e dava um trambolhaão daqueles e rasgava a roupa toda (como já me acontecem há uns anos atrás).

terça-feira, dezembro 18, 2018

Também há anedotas de loiros

- Paulo estou grávida de ti.
- De mim?! Impossível, eu nasci há 26 anos.

segunda-feira, dezembro 17, 2018

Tricotei o primeiro barrete com pompom



Antes que a haja algum comentário nesse sentido estou a borrifar-me para clubes de futebol. É apenas um gorro verde e branco porque gosto das cores. Foi feito para oferecer a uma amiga alemã e já está no correio. 

Frases que interessam

Um corpo bonito é aquele que tem uma pessoa feliz dentro,

Ginásio Blues - O ânus pouco recatado

Um senhor saiu do banho e ficou de costas (nu) para as restantes pessoas do ginásio. Foi quando começou a limpar os pés de rabo espetado revelando o seu peludo ânus aos presentes que olharam para o lado (eu fui um deles). Não tenho nada contra ânus peludos, mas acho que não devem estar expostos publicamente. Se calhar sou mais preconceituoso do que o que pensava.

Aquaman

Nos livros de quadradinhos o Aquaman tinha algo de régio aqui é um bocado bardajão, não obstante é um filme que se vê com algum agrado. O factor água dá-lhe uma dinâmica diferente que ainda não tinha sido vista em filmes de super heroís. Nada de estupendo, mas engraçado. O actor Jason Momoa diz que se inspirou em cantores de heavy metal para compor o personagem. Está tudo dito. 

14/20

Robin Hood

É uma história que gosto bastante e vi todos desde a versão de 1938 com o Errol Flynn até à actual versão que é assim a atirar para o inominável. Que brutal desperdicio de recursos. Não vale a pena ver. Má direcção, história pobrezinha e cenários incongruentes.


9/20

Engenhos Mortíferos

Nunca pensei ver um filme "steampunk" só conhecia o movimento em roupas, mas resulta muito bem cinematograficamente. A história passada numa era pós apocalíptica, depois do homem antigo (nós) ter destruído a civilização tal como a conhecemos é um ensaio sobre a voracidade humana e a sua capacidade de se voltar contra o seu semelhante em nome do poder com a desculpa da sobrevivência. A história não é estupenda, mas está engraçada e o conceito do filme também.

14/20

sexta-feira, novembro 23, 2018

Direito à Opinião?

Li um no Facebook de um amigo uma partilha de um post de um jornalista gay que falava sobre a tirania do corpo no mundo gay, e que isso era ainda mais terrível nas apps de encontros. O argumento era de que era terrível para um gay que já é discriminado na sociedade ainda ser discriminado por causa do corpo. E invocava exemplos como o de lhe dizerem que até era bonito, mas era muito gordo e por isso não era atraente o suficiente. 

Na realidade, por muito duro que seja, acho que toda a gente tem direito à sua opinião. E se pessoas musculosas só querem pessoas idênticas a si, estão no seu direito. Se pessoas magras só querem pessoas magras e pessoas gordas só querem pessoas gordas, estão no seu direito.

Por outro lado, acho que quem se submete a este tipo de exposição (em apps) tem de estar preparado para o facto de ser avaliado e da avaliação (sempre subjetiva) não ser positiva e ir de encontro às suas expectativas. 

Todas as pessoas têm a sua zona de gosto. Acho que é um facto que deve de ser aceite sem drama. Eu gosto de carros com cor, agora mesmo comprei um no mínimo "vistoso", com uma cor que a maioria das pessoas detesta. Isso não me demove minimamente. Não é porque falamos de pessoas que temos de fingir que os gostos existem. Quando se fala de sexo a avaliação é puramente imagética. Logo, é natural que a pessoa seja julgada com base nisso. Não há que fazer drama sobre o assunto. 

Lembro-me de um caso de há anos trás (cerca de 2003) em que uma miúda muito gira se apaixonou por um rapaz que achava muito feio. A questão é que ela o conheceu, e adorou tudo no que ele era como pessoa. Muitos anos de casados e dois filhos depois. Ela continua a ter a mesma opinião. Fisicamente acha-o feio. Mas tudo o resto é o melhor que já conheceu. E ele aceita perfeitamente que a mulher o ache feio. Ele não se esgota na aparência física. 

Fechando o círculo, tudo me leva a crer que quem arranja um drama enorme porque alguém o acha feio ou pouco desejável fisicamente, ainda não percebeu que não se esgota no físico e provavelmente tem pouca autoestima. No final, ninguém é responsável pela autoestima dos outros, é uma dimensão pessoal que tem de ser alicerçada no próprio. Se ela é construída pela validação externa é falsa e frágil. A autoconfiança também não pode ser construída na validação externa.

Não existem vítimas. Se decidirmos que não somos vítimas. E se aceitarmos quem somos com um sorriso rasgado e a “cagar” para a opinião dos demais, somos eminentemente felizes. Eu determino-me a mim próprio. Não deixo que uma opinião externa me determine, para mim é apenas uma opinião. Para mim resulta. 

segunda-feira, novembro 19, 2018

Um carro novo

Comprar um carro novo seria sempre um motivo de alegria se não fosse pela causa. O meu antigo carro foi abalrroado por uma gaja (não tenho utro nome) que passou um vermeho e acertou na porta do condutor. Era o meu namorado que ia a conduzir e felizmente não lhe aconteceu nada, mas o carro (que tinha 10 anos) foi declarado perda total porque o arranjo é bem superior ao valor comercial. Agora ando há 1 mês em pressão à agência de seguros da gaja (que depois de ter assinado a declaração amigável, não entregou nada e não atene telefone). 

Resultado final. A gaja recebe um aumento de 90 euros na apólice durante 6 anos. Ou seja, paga 540 euros. A agência de seguros está a tentar pagar menos de 2000 euros. E eu gastei 15000 num carro. E tudo isto com cobertuda da lei que protege as seguradoras. É um encanto.

Para mim um carro tem de durar 15 anos. Com um bocadinho de sorte, que sabe é este. E se o último já tinha uma cor forte, a deste então é mesmo para ver se não lhe batem em vermelhos. Long Live ao carrito!

Querido Silvestre

Meu querido blogue, quero deixar-te o meu pedido de desculpas por andares tão abandonado, mas o excesso de trabalho e as últimas férias do ano impossibilitaram-me dar-te a atenção que mereces. Mas vou compensar-te de futuro. A partir de Dezembro volto a estabilizar e voltamos a ser os amigos de sempre.

Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

Ora cá está uma das grandes desilusões da temporada. Nunca pensei dizer semelhante coisa sobre um flme do umiverso do Harry Potter, mas sim. É lógico que os efeitos especiais estão estupendos, que o grafismo é de primeira qualidade, mas o argumento é fraquíssimo. Claramente é um filme de passagem, cheio de enchimento, para deixar apenas duas ou três coisas importantes que serão resolvidas num próximo filme, esse sim (supostamente) contendo algum tipo de confronto épico. É dificil seguir um filme com pouco ritmo com cenas forçadas e que não concretiza. Tive mesmo muita pena do resultado final.

11/20

O Primeiro Homem na Lua

Este filme, apesar de muito interessante, tem a tarefa ingrata de seguir a vida de Neil Armstrong que era em si uma pessoa meio sisuda e metida consigo. O processo de conseguir viajar no espaço foi em si também algo de moroso e difícil. Apesar de muito bem reproduzidas cada uma das fases da aventura, do protótipos, das boas interpretações, o filme é chato e difícil de ver. Em certos pontos, em que somos forçados a sentir o que os pilotos passavam em certos treinos conseguimos também sentir tonturas e náuseas. Bom documento histórico, mas só isso.

12/20


sexta-feira, novembro 02, 2018

Verdades incontestáveis


Quando nos pára o cérebro

Era uma vez um rapaz que, apesar de estar a chover, resolveu não vestir o impermeável para andar de mota. Quando chegou ao trabalho estava feito um pinto e teve de se despir todo e vestir a roupa do ginásio (ainda bem que não tinha reuniões). Dois dias depois a constipação teima em tornar-se mais forte e o paracetamol e o ibuprofeno não estão a ajudar como deviam. 

Quem me manda a mim ser estúpido.

Bohemian Rhapsody

Era um filme que faltava. Os Queen foram uma banda única, que lançou um estilo próprio de rock, mas o carismático vocalista Freddy Mercury ainda mais. O filme explora a ascenção da banda, mas ancorado sempre na evolução do vocalista desde os anos em que vivia com a família (de origem persa, mais precisamente Parsi) até ao estrelato. Como quase todas as pessoas brilhantes e sensíveis,  que se sentem desalinhadas, Freddy Mercury era uma pessoa sozinha no seu âmago, apesar de ser amado pelas pessoas que realmente importavam. Acabou por se perder e reencontrar-se no momento em que soube que tinha contraído HIV. Saímos com um sentimento bom do filme, porque apesar do fim tragico sabemos que ele teve oportunidade de redenção e de viver feliz os últimos 6 anos da sua vida. 

O actor Rami Malek entregou-se de corpo e alma à composição do cantor, mas não consegui deixar de sentir que em partes era um bocadinho "encenado demais".

16/20

Sete Estranhos no El Royale

Assim que vi o trailer fiquei a achar que este filme tinha algo que ver com o «Hotel Artemis», o mesmo ambiente "noir" que tanto me cativou no outro. Sem dúvida que este filme está ao mesmo nível, apesar de ser mais misterioso no conteúdo. É um filme muito psicológico, em que as diferentes camadas de cada pessoa são exploradas. A própria metáfora do Hotel estar assente em dois estados com uma linha que o divide ao centro é uma chamada de atenção para a dualidade que todos encerramos. Tem uma cadência muito interessante e tem a surpresa de ver o Chris Hemsworth a fazer um papel diferente daquilo a que estamos acostumados e a ser credível. A minha personagem favorita foi a representada por Chyntia Erivo, uma actriz que eu nunca tinha visto e que me deixou com vontade de ver tudo onde ela entrou. Recomendo. 

17/20

terça-feira, outubro 23, 2018

Coisas que me deixam feliz

Estou há quase 2 semanas a fazer trabalho externo. Estou a acompanhar um grupo de auditores internacionais em processos de avaliação. O meu papel aqui é ser um facilitador e garantir a fluidez, condições e qualidade do processo. Várias vezes fui contra a minha instituição de origem por sentir que o processo estava mal desenhado e várias das opções não eram viáveis, causando entropia.

Os nossos directores da Administração Pública desenham os processos tipo "Chapa 4" e esquecem-se que estamos a lidar com pessoas e que gerir um projeto significa ter a capacidade analítica de mudar o plano e de implementar uma alteração de correção quando necessário. 

Ao ver que várias coisas estavam a gerar entropia resolvi alterar o plano, recebi admoestações da casa mãe, mas não vacilei por acreditar que estava a fazer o correcto. 

Hoje no último processo de avaliação a equipa de auditores surpreendeu-me com um presente e com uma nota que dizia:

"We very much appreciate your professionalism, kindness, relentessness, openness and sharing your knowledge on how the different Portuguese systems works. We appreciate your excellent resistance during these exhaustive days of work. Thank you so much for your support".

Este tipo de reconhecimento é outro ordenado ao fim do mês.
  

sexta-feira, outubro 19, 2018

O trabalho dá comichão

Ando a fazer visitas externas pelo trabalho e tive um reencontro com bibliotecas. Já me tinha esquecido o que era entrar numa biblioteca com livros antigos... cheio de ácaros do papel. Eu sou muito alérgico aos acaros de papel e ao fim de 5 minutos estou cheio de urticária e a coçar-me todo e não é um espetáculo bonito. Quem se lembrou de fazer a sessão plenária dentro de uma biblioteca gostava de lhe dizer... obrigado. Fiquei numa salinha à parte a descansar e ainda a coçar-me um bocadinho, mas com o andar do dia foi passando. 

Assim nasce uma estrela

Dizem que é um projecto de vaidade do Bradley Cooper, mas eu acho que não. É um filme bonito esteticamente, com algumas falhas de ligação cénica devido, talvez, a alguma inexperiência do Bradley, mas as críticas negativas param aqui.

O mundo está rendido ao desempenho da Lady Gaga que está óptima na maioria do tempo, mas quando ela canta (após a primeira vez) eu esqueço que é a Ally e vejo a Lady Gaga com os seus trejeitos ao piano (e afins). Quem me surpreendeu pela positiva foi o Bradley Cooper, primeiro como actor, revelando uma cuidada composição de uma estrela de blues  decadente, eme segundo, como um realizador que nos oferece sensibilidade e empatia. Consegui relacionar-me com todos os personagens. Ele oferece retratos credíveis, é um filme sobretudo sobre sentimentos. Sobre relações interpessoais e ele utilizu a realização para passar essa qualidade do argumento. 

Falta apenas dizer que o Bradley Cooper e a Lady Gaga fazem um dos casais com mais química que já vi no grande ecrã. Bradley... muito bem!

17/20

Agora Estamos Sozinhos

Num futuro pós-apocalíptico, um homem que julgava ser o último sobrevivente da humanidade encontra (ou é encontrado) por uma rapariga. A realidade que ele julgava ser verdadeira pode ser muito diferente. O filme explora os demónios e as idiossincrasias de cada um e esse conquistar do espaço comum entre duas pessoas (que pode ser mesmo muito difícil). Há uma ou duas reviravoltas no filme, mas o passo é muito lento no início (o que se percebe dado o tema), mas é desnecessário no final onde necessitava de um "arranque" diferente. A perspectiva é bastante curiosa, mas acho que o filme ficou um pouco aquém ds expectativas que tinha para ele. Não obstante, os fãs do Peter Dinklage ficarão contentes com o desempenho convincente.

13/20

Venom

Dentro do universo marvel, embora eu ache o Tom Hardy muito apetecível, o filme é bem mediano. Até um pouco cabotino em certos momentos. Mas pronto, os efeitos especiais são muito giros e tem aquela história de amor mal sucedido que já se viu em 50 filmes e e isso. Não consigo dizer muito mais. Foi o quanto me impressionou.

12/20

domingo, setembro 23, 2018

Teatro em Sintra - Convergências

O grupo amador do Teatro União da Sociedade União Sintrense tem em cena até ao dia 13 de Outubro (sempre aos sábados) a peça Convergências, falando sobre a necessidade de procurarmos o minímo denominador comum na existência colectiva. A diferença e o preconceito devem dar lugar à convergência. E no fim de contas... all we need is love. 

Contactos para reservas e informações
Telefone - 91 960 48 74
Mail - teatrouniao@outlook.com
Facebook - Teatro União
Site: www.teatrouniao.wordpress.com 

Um Pequeno Favor

Gostei imenso deste thriller que de certa forma também é um filme noir e um herdeiro da tradição "hollywoodesca" do género. A Blake Lively consegue invocar aquele lado animal/glamoroso  que a Ava Gardner trazia ao ecrã e tudo com uma linguagem actual. O argumento esta muito interessante (palmas à autora do livro) e mostra mais uma vez que ninguém é linear (somos um vasto conjuntode camadas e recursos) e ninguém é vítima. Até que enfim o humor é usado na dose certa em descaracterizar o filme. Capaz de agradar às massas pelo tema e pela tensão sexual implícita, mas sem ser banal como é quase tudo o que vem (ultimamente) do circuito comercial americano.

17/20

O Mistério da Casa do Relógio

Tinha muita curiosidade sobre este filme de fantasia, estando à espera de algo um pouco mais adulto do que na realidade é. Não obstante a história do pequeno orfão aprendiz de magia está filmada de forma competete e a Cate Blanchett continua irreprensível. Entretém.

14/20
 

quinta-feira, setembro 20, 2018

Pesquisa Obsessiva

Gostei bastante do filme. É definitivamente um objecto para a geração Millenial, todo o filme é passado online ou seja, toda a acção é vista através de monitores de PC ou de câmaras de viglância ou televisores. Levanta muitas questões pertinentes sobre o uso das tecnologias de informação e consequências da exposição (no sentido positivo e negativo) e é um bom filme policial que vai tendo constantes twists, nunca perdendo o interesse. Se os actores fossem mais conhecidos talvez o filme tivesse tido outra projecção, mas é deveras interessante. Aconselho a ver, é um bom filme e é muito educativo também.

17/20
 

The Nun: A freira maldita

O que dizer? Não sou muito dado a filmes de terror, em especial o que aterroriza com base nas nossas crenças e supertições mais do que pelo conteúdo efectivo que estamos a ver. A história não é nada de especial, tem algumas incongruências e foi esquisito ter o Valak caracterizado da mesma maneira que o Marilyn Manson dos anos 90. Não me conseguia abstrair. Fora isso, tenho de concordar que há momentos tenso porque pensamos "o que será que vai acontecer?". Mas não é bom quando a parteque devia ser mais assustadora, onde se vê o demónio tenha sido a que vi melhor.


12/20

Alpha

Este filme levou-me a pensar num filme antigo »O Clã do Urso das Cavernas». É uma fábula sobre a introdução do lobo nas comunidades humanas de há milhares de anos e a origem da relação de sinergia entre o cão e o homem. É também um filme sobre superação, descoberta e crescimento. Podia ser um pouco menos polido esteticamente. Suponho que o homem daquela altura não deveria ter sobrancelhas certinhas e caras tão ordenadas, mas penso que muita gente não iria ver um filme onde não só existe uma língua reconhecível, como também todos são feios porcos e maus. está interessante.

14/20

O espião que me tramou

Gostei de ver. É uma comédia de espionagem, um pouco nonsense que vale a pena quase em exclusivo pela personagem da amiga da protagonista. A Kate Mckinnon faz um personagem inacreditável de cómico. O filme desenrola bem e não sendo nenhuma maravilha, entretem e diverte.

15/20

MEG: Tubarão Gigante

É tipo aquele guilty pleasure. Um filme mau que nós sabemos ser mau, mas que mesmo assim vamos ver para dizer que foi mau. O tubarão assusta um pouco mais que o Galo de Barcelos. A personagem da criança está bem feita e dá uma nota positiva ao filme e acho que é tudo.

10/20

segunda-feira, agosto 20, 2018

Regresso em grande forma



É o que se chama um regresso em grande forma. E de facto, estas mulheres que agora andam a rondar os 50/60 tinham toda uma outra sensualidade e star quality que já não se vê. Oiço esta música e só me apetece ir a Nova Iorque dançar e ser feliz e celebrar a música e o sentido de comunidada. Estou a cruar os dedinhos para que a Madonna volte com a mesma pompa e circunstância. 

Homem-Formiga e a Vespa

Nada de novo. Não é nem de longe nem de perto um «Pantera Negra», mas é divertido. É a franchise do riso, talvez o herói mais bem disposto e totó o que também é preciso. A história nem vale a pena contar, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, mas tem bons efeitos especiais e tem ação e cumpre.

14/20

sexta-feira, agosto 10, 2018

A melhor história que li nos últimos tempos

Com tanta desgraceira e gente negativa a ter demasiado tempo de antena nos média (e por aí fora), esta história conquistou-me. Um gato e um cão melhores amigos, a viver uma vida interessante com os donos que os resgataram de instituições para animais abandonados. 





Notícia a ser lida aqui
Conta do Instagram aqui


Os desastres de Sofia

Fui ver a reposição do filme baseado no livro homónimo da Condessa de Segur e gostei. Fiquei na dúvida sobre se estava a assistir a um drama ou a uma comédia, as traquinices da Sofia são por vezes muito cómicas, mas a vida pós a morte dos pais é, de facto, m filme de horror. Achei a realização muito interessante e o recurso à animação para a representação de animais foi também inovador. 


15/20

Jake Shears - Big Bushy Mustache



Adoro. Parece um regresso aos primeiros álbuns de Scissor Sisters. Espero que o senhor tenha finalmente largado as depressões pós fama e volte a estar em grande. YAAASSSS! 

quarta-feira, agosto 01, 2018

Hotel Transylvania 3: Umas Férias Monstruosas

O filme é engraçado. Gostei. Gostaria, talvez, que fosse um bocadinho menos infantil. Fui forçado a ver a versão em português (o que detesto profundamente, porque quero ouvir as piadas originais e os actores originais), mas tenho de concordar que o trabalho está muito bem feito em termos de voz (as piadas já são outros 500) e não tem a Rita Pereira a fazer de Mavis, o que por si só e uma evolução brutal.  Aconselho a quem gosta de filmes de animação.


13/20

Silly Season - Parte 1

Depois de um casamento que foi tudo menos pacífico, a Amber Heard pediu divórcio ao actor Johnny Depp com fortes acusações de violência doméstica. Do lado do actor existiu sempre o discurso de que ela tinha montado um esquema na tentativa de extorquir-lhe o máximo de dinheiro no âmbito do processo de divórcio.

A realidade é que ela conseguiu receber 7 milhões de dólares no acordo de divórcio... que doou a obras sociais logo de seguida. Soa-me a um tau tau no rabinho do Johnny Depp. 

quinta-feira, julho 26, 2018

O normal não existe

"Normal is an illusion. What is normal to the spider is chaos to the fly." 

Morticia Addams 

quarta-feira, julho 25, 2018

Obrigado aos que ajudaram com dicas

Já está decido e bilhetes comprados e vou para Paris. No final de contas a tão pouco tempo acabou por ser a opção que oferecia mais por menos.

segunda-feira, julho 23, 2018

Procurar férias Arghhhhhh

Como sempre estou atrasado na compra das férias e desta vez a coisa está mais agreste, porque este ano a mãe também vai e isso invalida destinos de praia, mais de 5h de avião, cruzeiros, etc. Acresce que o namorado não se sente confortável em países muçulmanos (com medo de ser alvo como turista) e eu conheço já uma quantidade razoável de países e de cidades. Logo gosto sempre de utilizar as férias para fazer uma coisa nova. Estou então em busca e como plano B tenho Londres, Amesterdão, Paris ou Budapeste. 

Se alguém me quiser dar uma ajudinha com sugestões de cidades com muito para ver na Europa e onde posso arranjar um Airbnb em conta, sintam-se à vontade.

Mamma Mia - Here We Go Again

À semelhança do primeiro "tomo", o que me faz gostar deste filme é perceber que os actores se divertiram muito a fazê-lo. Não é uma sequela mal feita, antes pelo contrário, e podemos dizer com segurança que musicalmente está melhor, que cenograficamente é mais rico, etc, etc. Há contudo uma coisa que falta a este filme, a Meryl Streep e toda a carga positiva que traz agarrada a si. O filme tem quase duas horas e passa como se fosse em 30 minutos, o que quer dizer que entretém imenso. Mas o star power da Meryl seria bem vindo.

14/20

Na Praia de Chesil

Um filme sobre amor e sobre inexperiência. O)amor jovem, de repente, pode ser escrito como ´último acto trágico de uma tragédia. Aqui é um pouco isso. O preconceito e os constrangimentos sexuais e morais da época (início dos anos 60) condenam ao fracasso dois jovens muito inexperientes. A parte triste é que podiam ter sido maravilhosamente felizes. O filme oscila entre a angústia e desconforto dessas últimos horas e os flashbacks  que contextualizam o porquê daquele amor. 

Eu saí do filme arrasado. Duas horas de imaturidade podem destruir vidas. 


14/20

quarta-feira, julho 18, 2018

Com o que como de cenouras todos os dias...

...não sei como ainda não fiquei cor de laranja. Marcham uns 3kg de cenouras por semana.

terça-feira, julho 17, 2018

Pessoas que admiro

No café ao lado do meu trabalho há uma empregada que já não é nova, terá uns 60/62. Quando atentamos a forma como veste ou mesmo como trata os clientes, há algo que a distingue do usual nestes lugares. 

Fiquei a saber que ela foi durante mais de 25 anos contabilista numa empresa que fechou as portas e deixou uma quantidade de pessoas no desemprego. Encontrar trabalho na idade dela provou-se dificílimo, mas como tinha contas para pagar arregaçou as mangas e trabalha um dia inteiro atrás de um balcão a servir. 

Disse-me que não é fácil estar tanto tempo de pé (ao fim de anos a servir ainda lhe custa bastante) e tem muitas saudades do trabalho de papelada. Chega a casa morta, mas com um ordenado. 

Do meu lado só posso ter a maior admiração pelas pessoas que não desistem. E que não sentem que lhes caem os parentes na lama por fazer um trabalho menos qualificado e mais sofrido.

segunda-feira, julho 16, 2018

Cinderela... uma (re)interpretação feminista.


Grandes sustos

No Instagram olhei para a foto de um amigo que dizia "Parabéns miúdo!" e abraçado a ele o Cláudio Ramos. O coração disparou de susto, mas depois olhei melhor e vi que era o namorado dele. Uffaaaa... E peço desculpa ao namorado dele pela ilusão óptica.

Artemis - Hotel de Bandidos

É uma espécie de film noir passado num futuro distópico (o que parece estar muito na moda). De raiz este filme apresenta-se como um thriller de acção com a premissa de confronto entre assassinos da pior espécie que, por acaso (ou talvez não), estão todos no mesmo local e à mesma hora.

Não obstante, o filme surpreendeu-me. O elenco é muito bom, nem sabia quem estava para além da Jodie Foster e é sobretudo um filme sobre amor e redenção. Este filme teve em mim o efeito oposto do filme que falei no post anterior e saí da sala cheio. No meio do "chiqueiro" podemos encontrar os sentimentos mais nobres e aquilo que nos torna realmente humanos. Nada é linear.

PS. o Sterling K. Brown está estupendo.

17/20

A Livraria

É um filme bem diferente do que eu pensava. É uma história sobre vencer a adversidade, realização de sonhos, mas  nada disto correspondendo ao cliché do costume. É também uma história sobre a maldade humana, sobre poder e sobre encanto e desencanto.

O filme em si é lento (talvez uma característica dos filmes da Isabel Coixet), mas suponho que teria de ser assim retratando a vida numa aldeia inglesa. É muito inglês no formato. 

Saí de lá com o coração partido. Nem sempre as histórias são o que queremos que seja.


15/20

quinta-feira, julho 12, 2018

quarta-feira, julho 11, 2018

Mais uma relação para as couves





But what is true when something dies
He's not in love with her anymore...





Um amigo meu viu o namorado dele acabar o relacionamento de 7 anos com um «já não estou apaixonado, preciso de distância de ti para ver se sinto a tua falta». Estas coisas de dar um tempo são extremamente cruéis para o que fica à espera e, regra geral, sem resultados. Então ele resolveu não ficar à espera e depois de uma semana de ausência do outro a dormir em casa de uns amigos comuns disse «ou voltas para casa e resolvemos isto como um casal a discutir o que está mal e para onde temos de ir, ou podes vir buscar as tuas coisas». O outro foi buscar as coisas dele.

Não posso dizer que isto não está a ter um grande impacto sobre mim, porque está estudado que as relações acabam/enfrentam grandes provações aos 4 e 7 anos. As minhas acabaram sempre nessas datas (para dar mais razão às estatísticas) e eu estou a caminhar para os 4 anos e nem sempre da maneira mais suave. Irei eu voltar a ser um cliché? 

Eles os dois eram o casal perfeito aos olhos alheios, sempre sorridentes, sempre com fotos giras nas redes sociais e...PUM. No meu caso, pelo menos, dizemos que somos imperfeitos e que a paixão vai e vem conforme estamos mais ou menos chateados. O amor esse está lá. Pelo menos a certeza de que temos afecto um pelo outro é constante. Bom, trabalhar dia a dia e esperar pelo melhor. 

Tudo é eterno enquanto dura.



Esta canção não me saiu da cabeça hoje...



Don't cry my precious one, 'cause
I ain't got no sympathy for you...

A partilha tem limites

No Instagram dois dos meus seguidores têm feito longas partilhas de uma unha que foi apodrecendo e de um pé com fungos. É muito informativo e se calhar até é bastante artístico, mas eu dispensava ver o processo, mesmo sendo casualmente que apanho uma das fotos. Pelo menos a unha nova já está a crescer a um deles, o outro ainda a viver com um micose. Este post tem o interesse jornalístico de uma noticia do Correio da Manhã.

segunda-feira, julho 09, 2018

Ernst Kirchner (estou fã)




Finalmente praia

A água estava tão boa ontem à tarde na praia da Belavista. Abençoado banho.

The Incredibles 2

Apesar de não me ter causado o mesmo impacto do primeiro filme, por já conhecer as personagens, este segundo capítulo está muito bem feito e é sem dúvida um filme para adultos. Há aquela concepção errada de que os filmes animados são para crianças. estavam muitas crianças na sala, mas não creio que tenham compreendido metade. A ideia de que os heróis são pessoas como as outras (com as mesmas ansiedades, inseguranças e dificuldades) é bastante refrescante.  Gostei bastante. Há alguns momentos bem divertidos, mas a maior parte do filme é uma piscadela de olho à família e ao papel das mulheres na família + trabalho (heroínas, portanto).

16/20

ps. Alguém me diz porque é que não existem já sessões em versão original antes das 21.30h? Eu já sou contra as dobragens de filmes de cinema, mas cada vez me sinto mais zangado por quase não conseguir arranjar filmes em versão original. 

sexta-feira, julho 06, 2018

Sim... destesto o Neymar (e todos os fiteiros)



E já agora (que me perdoem os meus amigos brasileiros) mas quero que o Brasil perca com a Bélgica, um desejo super forte. Pode ser que tenha mais sorte do que com o Uruguai que também tombou aos pés da França (outra selecção que queria ver fora). 

quinta-feira, julho 05, 2018

Colega tiazorra porreiraça XIV

Ai...morri. O seu namorado é tão giro, adorei vê-lo ao vivo. É bom que o colega continue a fazer muito ginásio para não perder aquilo. A minha vontade era despir-me toda (sim porque o corpinho ainda não caiu), mas como sei que não ia adiantar fiquei vestida. 

Parti-me a rir com isto (conversas alternativas)