quarta-feira, junho 09, 2010

E se de repente...

Comprar um bilhete de comboio para a mãe fosse um processo kafkiano? Grrrrrrrrrrrrrr...

Queria ficar em casa hoje...

Aviso à navegação

Estou tão em coma de sono e cansaço que daqui a pouco metem-me uma algália e tudo...

Arghhh...

Ainda tenho os olhos trocados da quantidade de ficheiros de pdf. que tive de estar a preparar. Gostava de ter sonhado, esta noite, com uma férias em qualquer lugar paradisíaco ou com história, tipo o Butão, a Guatemala... mas não. Sonhei uma quantidade de porcarias e estou feito num oito.

terça-feira, junho 08, 2010

Olha que porreiro...

Só agora é que vou sair do trabalho. De facto, ou não há nada para fazer ou é assim. Isto é que é ter um emprego bipolar...ufff.

Sou mesmo fã do vídeo (mais do que da música)

All the Lovers - Kylie Minogue

Notícia Insólita... «És muito atraente, estás despedida.»

Uma funcionária do Citibank de Manhattan foi despedida por ser demasiado sexy e sensual. Apesar de cumprir as regras de vestuário profissional, usava roupas muito justas que revelavam as suas curvas e o seu bom aspecto distraindo colegas e chefes. De facto a moça tem um certo "je ne sais quoi" de Mónica Belucci, mas o argumento não deixa de ser ridículo, no mínimo.
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Percebi agora que as funcionárias das repartições públicas portuguesas não são, de facto, os camafeus que eu pensava. Estão é a trabalhar sobre disfarce para não serem despedidas por serem sensuais. E disfarçam meeeeesmo bem.

Coisas que se cozinham I




Ora bem, para a próxima trabalho mais na apresentação. No caso, como era para consumo íntimo não foi preciso meter a comida em loiça marroquina que dava logo outro ar. O prato da noite de anteontem foi «Peito de frango em molho picante de maracujá e mangericão», acompanhado por «arroz branco com passas e amêndoas». Ando satisfeito a cozinhar de novo. Quando fizer mais alguma coisa engraçada de se comer, posto aqui as fotos.

segunda-feira, junho 07, 2010

Amor de Mãe

Na Savana

Na Índia
No Oceano No LIDL

Efeitos do sedentarismo...

1º Casamento Homossexual

Teresa e Helena são oficialmente casadas. É justo e quase poético que sejam as primeiras pessoas dentro da sua orientação sexual a contrair matrimónio. Foram estas duas mulheres as maiores responsáveis pela discussão que se gerou em torno da matéria desde Fevereiro de 2006 (quando tentaram casar pela primeira vez). Parabéns às duas e que sejam felizes. Mais informação aqui.
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A esta hora a Paula Bobone deve estar a perguntar-se porque é que não foi convidada para organizar o evento depois de ter escrito «Cara-metade: o casamento finalmente correcto» com sugestões para um casamento chique. :-p

Quebrou-se a maldição...

Este ano o começo da época balnear estava dificílimo para mim. É incrível como sempre que pensava em ir à praia (depois de uns dias fabulosos) ou ficava frio ou chovia. Mas 5ª feira quebrou-se o enguiço yeiiiii... A um dia bem passado na Comporta seguiram-se mais dois na costa. No sábado tive direito a um banho fenomenal. O vento ainda me tentou boicotar, mas Silvestre prevenido tem sempre um corta-vento à mão. O dourado voltou à pele e o sol ao espírito. Para o próximo fim-de-semana prolongado do próximo feriado, Cabanas de Tavira, onde o sol nunca corre mal (mas o corta-vento continua sempre à mão).

domingo, junho 06, 2010

Achas que sabes dançar? - Gala 2

Tiffanie e Diogo - Hip Hop. Não vi. Ooops... só ouvi os comentários do júri que criticou.
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Marco e Inês - Contemporâneo. Foi... engraçado. A ideia do tapete foi gira, mas a coreografia não ajudou grandemente e eles várias vezes (duas, assim de repente) não estavam a bater no momento certo. No entanto, eles estiveram bem em termos de movimento. É claro que o júri adorou (mas outras coisa seria de esperar?)
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Gleysson e Sofia - Samba. Não percebi o júri (mas quem percebe?). Sei que a miúda até caiu de mota e estava meio aleijada, mas as hesitações saltaram à vista. Houve desequilíbrio no lift. As aberturas não foram em tempo. Foi constrangedor porque a coreografia era boa. O Gleysson tem movimento, mas às vezes ultrapassa em expressão. A miúda falhou.
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Andreia e Márcio - Broadway. O Márcio é aquele miúdo que todos gostaríamos de ter como melhor amigo. É muito porreiro. Mas Brodway? Foi mais circo (estou mesmo a falar de estilo circense). O coreógrafo não tinha muito com que trabalhar. A Andreia esteve bem, mas também limitada à coreografia. Não percebi os comentários do júri.
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Kelly e Bruno - Rock/Jazz. A Kelly é mesmo muito boa. O Bruno é esforçado, percebe-se a falta de técnica e não domina o corpo, mas aprecio a concentração. A Kelly tem uma qualidade de movimento incrível. Acho que há química entre os dois. A coreografia foi boa, mas o tonto do presidente do júri diz que não há ligação entre os dois que ainda estão muito individuais. Mas ele vê ao contrário? Estes foram os que estiveram melhor até agora... (suspiro...)
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Inês e João - Hip Hop. Espreme-se a coreografia e não sai Hip-hop. Lembraram-me as festas da escola do 7º ano. Foi tão amador. Hip Hop on valium? Eu estou parvo a ouvir o jurí. Estou mesmo chocado. Criticaram o Jazz e aqui dizem que está bem? M-E-D-O...
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Rita e Colin - Tango. A Rita é excelente em expressão. Se há alguém com "power" é ela. O Colin é fraquinho, o oposto. A realização é tão má que a pouca dança técnica que houve não se conseguiu ver porque os planos não deixaram. Os lifts foram muito bons e a Rita esteve lá. O tango resultou pela Rita e pelo que ela meteu na actuação e pelos lifts. Se ela estivesse com o Marco...ui, seria o par a abater. E o Colin acabou de agradecer à Madeira o apoio incondicionável que lhe têm dado..LOLOL...
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Ricardo e Melissa - Contemporâneo. Eu sei que a coreografia não era brilhante, mas alguém diz à Melissa que ela precisa de trabalhar 15 vezes mais? Os planos também foram uma desgraça aqui (ou uma desgraça maior que o costume). Perceb-se que o Ricardo tem algo, mas anda desaparecido no meio de mediocridade. Os EUA faziam-lhe milagres. É o tipo de bailarino que o concurso vai estragar mais do que ajudar.
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Mariana e Tiago - Jazz. Bom, foram os melhores da noite. O Tiago não tem o carisma do Marco, mas para mim é o melhor bailarino da competição. A Mariana não e nada má também. No momento, é o melhor par. Sem dúvida. Fogo, estava a ver que não se via nada de bom neste programa. Não é excepcional, mas é bom.
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Até agora, das miúdas ninguém tem a qualidade de movimento da Kelly e o carisma da Rita. Dos rapazes já sabemos quem é o Mr. Marco Carisma e o Tiago o homem do movimento.
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O guarda roupa continua a ter algo de Big Show SIC e a qualidade da realização não tem descrição. E ver os pézinhos e o corpo a dançar? Nada?
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O amigo Manzarra (com quem eu até simpatizo bastante)... epá, podia calar-se 30% do que fala e enganar-se 20% a menos.
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Coreografia de grupo - Bela ode ao mundial e à nossa selecção. Não se conseguiu ver grande coisa da dança (graças à realização) e só houve um encontrão e uma queda entre os concorrentes.
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Convidadas Meninas do Fama Show - Nem tenho coragem para comentar esta tristeza.
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Depois disto e de saber que o Tiago e Rita estão nomeados tenho de desligar. Estou maldisposto. Apetece vomitar. Um programa mau para um público mau. Vamos ver quantas galas aguento...

sexta-feira, junho 04, 2010

Porque o tempo pode dar para muito...

Hoje comecei o dia de folga a beber o meu café e bolinho no sítio do costume. Seguiu-se um passeiozito pelo jardim da Gulbenkian (cortesia do Batata). Entrega de documentos para completar um processo administrativo, visita a casa da mãe com dois deditos de conversa e agora acabar de fazer as sandes para ir para a praia antes do treino de rugby no fim da tarde. No fim da noite umas caipirinhas no Bairro Alto e pela madrugada caminha porque no sábado de manhã há ginásio.

quinta-feira, junho 03, 2010

Praia, praia, praia...

Quem é que vai para a Comporta passar o dia? Quem é, quem é? Espero não vir de lá torrado, já que é o meu primeiro dia de praia.

quarta-feira, junho 02, 2010

Conversa. XLIV

Depiladora: Li no jornal que a Microsoft é um dos melhores sítios para se trabalhar em Portugal, deve gostar.
Silvestre: Eu não trabalho na Microsoft, mas já vi que atende pessoas que são de lá.
Depiladora: Veja lá que pensava que também era, mas olhe o pêlo deles é grosseiro e esquisito, não tem nada a ver com o seu.
Silvestre: Pois, o meu pêlo é de boas famílias...
Depiladora: (?)... Continua no ginásio não continua?

Dias internacionais.

Hoje comemora-se o Dia Internacional da Prostituta.

Medo

Pode parecer contraditório mas sendo verdade que adoro pessoas, aquilo que me mete mais medo são as pessoas (ou as suas mentes para ser mais preciso). A forma como emocionalente as pessoas se agarram a crenças e determinados valores pode fazê-las dizer/fazer as coisas mais terríveis.
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Tenho estado a acompanhar e estado envolvido em discussões sobre a triste acção de Israel (mais uma) sobre os barcos de ajuda humanitária a Gaza. Os argumentos dos pró-israelitas deixam-me perplexo. Triste. Fala-se com um total desprezo pelo vida humana e sem a menor noção de história da humanidade e de filosofia política. Acho que alguns amigos de amigos «pró-israelitas» seriam capazes de me bater apenas porque defendo que Israel é um país desonesto a realizar terrorismo encoberto por um Estado de direito.
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Não sou pró-árabe e os palestinianos não são árabes, assim como os iraquianos são são árabes e os iranianos não são árabes. São todos, na sua maioria, muçulmanos. Será isso que os une. Já vi muitas injustiças cometidas por e em países muçulmanos. Mas este caso é mais o resutado de uma manobra política somado a um acto de contrição do mundo ocidental por ter acontecido o holocausto.
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Devolveram-se os judeus à terra de onde eram originários. Onde viviam palestinianos. Ao ocidente convinha ter um aliado no médio oriente. E os palestinianos foram expulsos da terra onde viviam. Foi fundado um país com base no terror e no medo. Essencialmente por razões políticas. Esse terror germinou no que conhecemos hoje.
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Se terrível o holocausto? Sim, uma das páginas que mais me envergonha na história da Eurpa. Se acho justo a formação do Estado de Israel? Tão justo como se as Nações Unidas resolvessem devolver o sul de Portugal aos muçulmanos porque afinal a terra era deles antes de ser conquistada por cruzados. A lógica é a mesma. O Alentejo e Algarve não seriam nossos
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Mais uma vez digo, chega de falar do holocausto e dos crimes cometidos contra judeus quando esses mesmo crimes aconteceram e estão a acontecer no Darfur, na Birmânia, no Sri Lanka, Chechénia, Ossétia, etc.
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Os judeus foram vítimas. O Estado de Israel não é. E este Governo é criminoso aos meus olhos. E falamos de terrorismo islâmico, mas quando Yitzhak Rabin tentou procurar efectivamente uma solução de paz foi morto por um radical judeu, um judeu como ele.
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É a minha opinião. Existem pessoas que podem desprezar a minha opinião. Eu também desprezo as opiniões de algumas pessoas e mesmo algumas pessoas, mas isso não me dá o direito de atacar essas pessoas. Acredito na diálogo. E acredito na impossibilidade do mesmo, neste caso retiro-me. Não ataco ou instigo contra quem não tenho argumentos.

Frases

«Não desprezem a masturbação, é fazer sexo com uma pessoa que amamos» by Woody Allen

Azaréu...

O Príncipe da Pérsia


Não foi nenhuma surpresa, mas foi muito agradável. O filme tem tudo para agradar à geração playstation, mas também àqueles que gostam de um filme de aventuras à moda antiga, na boa tradição da Hollywood clássica. Os desempenhos estão adequados para o género e não nos desapontamos se o propósito forem duas horas bem passadas.


13/20

terça-feira, junho 01, 2010

Situações surreais...

Hoje dei por mim na clínica do Dr. Tallon (aquele senhor que tratava as pessoas obesas e que aparece nas revistas que não interessam a ninguém). Fui acompanhar uma amiga e submeter-me a um diagnóstico, e de repente estava na clínica do Sr. Tallon. Deu-me um ataque de riso porque achei a situação surreal.
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Até tive direito a estar na sala de espera com uma senhora muito dondoca que reclamava do atraso «Isto é sempre assim? Isto é bom é para as outras pessoas para mim que sou extremamente ocupada, não. Eu só posso vir aqui entre reuniões importantíssimas que tenho marcadas. Uma meia hora a correr». A minha amiga tentou ser apaziguadora e disse «agora eles até estão melhores, só houve um vez em que tive de esperar quase duas horas». A senhora cheia de classe respondeu «pois, certamente está desocupada, eu sou muito ocupada com uma agenda cheia de reuniões». Mas ela conhece as pessoas com quem está a falar para fazer juízos de valor a respeito delas?
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Eu pensei cá para mim, como bom filho da margem sul quando se irrita «devias era cair e bater com os dentes na parede. E o tratamento não te vai fazer nada, hás-de ter a gordura a cair do cu como se fossem hemorroidas»

À minha mãe e à memória do meu extraordinário pai...

You push me to go the extra mile
You push me when it's difficult to smile
You push me, a better version of myself
You push me, only you and no one else
You push me, see the other point of view
You push me when there's nothing else to do
You push me when I think I know it all
You push me when I stumble and I fall

Keep on pushing like nobody

Every race I win, every mood I'm in
Everything I do, I owe it all to you
Every move I make, every step I take
Everything I know, it's all because you push me

You push me when I don't appreciate
You push me not to lie and not to hate
You push me when I want it all to end
You push me when I really need a friend
You push me, all I wanna do is cry
You push me when it's hard for me to try
You push me, learn to do it for myself
You push me, only you and no one else

Keep on pushin' like nobody
You push me
by: MC

segunda-feira, maio 31, 2010

Achas que sabes dançar - Gala 1


Tinha de dar uma oportunidade ao programa e dei. Para quem e fã incondicional da versão americana é difícil pensar pequeno. É sempre o que me dizem «Portugal é pequeno, tens de ver as coisas noutra perspectiva». Acho que é isso, em termos gerais, que prende os Portugueses a uma certa mediocridade, esse pensar me pequeno.
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Fiquei agradavelmente surpreendido com alguns dos participantes. Diria que uns 8 até me convenceram bastante. O problema não reside nos miúdos (que teriam uma belíssima oportunidade de crescimento, trabalhando com coreógrafos de renome e sendo apoiados por um júri com experiência profissional e capacidade crítica construtiva), o problema reside na produção "pobrezinha" do programa.
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Não volto a falar da fraca capacidade de expressão do júri. As danças latinas meteram dó, assim como a valsa e eles disseram «muito bem». As contemporâneas e o paso doble que foram as mais bem dançadas tiveram críticas de que faltava magia. Enfim....
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Falta magia às coreografias. Totalmente. Não dignifica o esforço dos bailarinos. O coreógrafo de contemporânea é bom. Conseguiu produzir momentos muito interessantes. As restantes coreografias não primam pela espetacularidade, mas também pouco fazem pela capacidade de dança. .
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O guarda roupa não é espetacular. Assisti a um desfile de polyester que poderia ser tirado de qualquer loja do chinês, a realização é péssima. Talvez o pior do programa. Os planos de tão desadequados fazem perder a perspectiva dos concorrentes e foram várias as vezes que a câmara se perdeu e só havia as luzes do rebordo do palco em vez de quem está a dançar. Na coreografia de grupo a câmara andou tanto de um lado para o outro que não se percebeu nada do que era a dança. Ou o realizador atina, ou os miúdos estão tramados.
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E quando os solos, feitos pelos concorrentes, têm muito mais qualidade que as coreografias feitas por especialistas é porque algo está mal.
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Não percebo o porquê de coreógrafos portugueses de renome não estarem associados ao programa. Será porque pedem muito dinheiro? Ou será que é por culpa de um certo snobismo elitista que caracteriza a nossa classe cultural em Portugal? Ou outra coisa qualquer. Não faço ideia. .
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A melhor coisa do programa é efectivamente o prémio. Espero que o melhor bailarino consiga escapar à enormidade do júri e à ignorância do público em termos de dança (sim porque ver as duas coreografias de contemporânea que resultaram melhor é mesmo de gente ignorante).
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Espero também não ser apedrejado pelos defensores de um «Achas Que Sabes Dançar» à dimensão portuguesa que gostam de coisas pequeninas e amadoras. E não estou a ser velho do Restelo, estou a dizer o que digo porque há ali miúdos que mereciam mais. Miúdos que têm características para evoluir e ter uma carreira. Este programa permite isso, quando em bom.

domingo, maio 30, 2010

Insane in the brain.


Vi ontem o espectáculo Insane in the Brain pela Bounce Street Dance Company (Beto, obrigado mais uma vez). Tive sentimentos mistos durante a peça, mas passo a explicar.
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Gostei imenso da encenação, a estrutura, o argumento (que recria a história do filme Voando sobre um Ninho de Cucos) e a banda sonora. O que me deixou surpreso é que o espectáculo é apresentado como sendo de Hip Hop e Street Dance e foi aí mesmo que o achei mais fraco, no Hip Hop. As coreografias que remetiam para dança contemporânea foram extraordinárias, as de Hip Hop foram fraquitas. Os bailarinos que só dançavam Hip Hop não tinham "power" suficiente. Curiosamente foram os bailarinos com treino clássico (porque se nota quem o tem) que deram mais força ao Hip Hip.
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Fora a questão do Hip Hop, a cenografia é tão interessante, a forma como a história é contada é tão teatralizada, o espectáculo entretem sem dúvida. E saí-se com uma sensação de que se viram coisas muito boas, dá para esquecer algumas cenas de coreografia street menos conseguida. A cena das camas fica na memória e não há mais nada.

sábado, maio 29, 2010

O que se pode fazer com um corpo? Dançar magistralmente...

Make you feel my love - Complexions Contemporary Ballet

sexta-feira, maio 28, 2010

Usos e abusos do Photoshop

Toda a gente sabe que o Photoshop é o melhor tratamento de beleza que se pode pagar. Não dói, não custa e é só pagar ao artista.
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Mas já agora às vezes os artistas abusam e esquecem-se de alguns pormenores, como o de não apagar o umbigo das modelos. Se alguém encontrar o umbigo da Pamela Anderson num PC perto de si é favor de devolver.

Vídeos loucos da GaGa inspiram gente mais louca (good fun...)

Deserto, Deserto


Ontem foi dia de teatro e lá fui ao Teatro Experimental de Cascais (TEC) ver a peça «Deserto, Deserto» do Jean Pierre Renault. Gostei imenso. O mérito será essencialmente dos actores que foram brilhantes.
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A peça usando-se de um certo surrealismo e sentido do absurdo, coloca em cena no deserto Buster Keaton, Harpo Marx, Jacques Tati, Karl Valentin, Liesl Karlstadt e Totò. Seis grandes actores cómicos do princípio do século XX. Esse deserto, para mim, é o limbo em que se encontra o teatro e, de certa forma, o cinema na sua glória e tragédia (tal como a vida dos actores retratados). Questiona-se a morte depois da morte, o esquecimento. É também uma experiência de meta-teatro.
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Não é uma peça fácil de entender (só hoje é que me bateu o recriar dos 7 dias da criação), mas é desempenhada de uma forma tão honesta e pura pelos actores que acabamos por ser levados nessa viagem com eles. Todos os actores estão de parabéns, mas a Anna Paula e o Santos Manuel cativaram-me especialmente.
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Só não gostei de um elemento cénico no final. Um apontamento que era desnecessário quando os actores nos tinham completamente na mão. Foi uma opção do encenador e achei demasiado "anos 80", não era necessário com tão brilhantes actores.
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Quem quiser ver a peça tem até 30 de Maio no TEC.

Poder podia...

Se eu podia viver sem lentes de contacto? Poder podia, mas via mal como o caraças...

quinta-feira, maio 27, 2010

Fotografias

A boa fotografia é aquela que tem uma vida para lá da imagem, que é densa e e texturada. Estava à pouco a olhar para uma foto que me tiraram este mês no Alentejo e só consigo pensar que é quase uma experiência fora do corpo. Sou eu a olhar para mim, tal como eu olho para os outros. E não há sorriso, não há "cara de foto". Reconheço-me de tal forma que quase me pergunto se a fotografia me reconhece de volta.
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Aviso à navegação: Esta tendência que tenho para escrever coisas que não interessam a ninguém está a crescer (suspiro)

Em preparação...

... para ir correr à beira-mar para o paredão de Oeiras. E mais logo uma ida ao teatro.

Eu e as tecnologias...

Hoje quando cheguei ao trabalho não tinha Internet. Telefonei para colegas de outras salas e todos tinham Internet. Pensei «que porcaria de PC». Fiz o restart ao PC e continuei sem Internet. Levantei-me para ir ter com o gestor informático e reclamar, quando vi que o cabo da Internet tinha sido desligado pela senhora da limpeza. Há coisas tão simples de resolver e eu sou tão bronco...

Gaita!

Uma das melhores vizinhas do prédio vai colocar a casa à venda. Terei um novo vizinho do lado. Isto de novos vizinhos deixa-me sempre ansioso.

Contradições

Às vezes é tão importante receber aquele convite que se quer recusar. Que tolice.

Estômago





Um filme cujo cartaz diz «uma fábula nada infantil sobre, poder, sexo e gastronomia diz quase tudo. O filme, bem divertido, relata-nos a evangelização culinária e urbana de um caipira vindo do Ceará. Por mais inocentes que sejamos o mundo arranja sempre uma forma de nos corromper, nem que seja pela via do amor. A culinária respira-se, sente-se, é uma arte e por ela se vive e se morre. Ou simplesmente pela comida.




15/20

quarta-feira, maio 26, 2010

Sim, ando a gostar da música dele...

Whataya want from me - Adam Lambert

Bolas...

Eu sou um tipo que acumula muita electricidade estática ao ponto de levar choques enormes quando fecho a porta do carro, ao ponto de ficar azul. Soube hoje que é perigoso estar perto de gasolina quando se acumula demasiada electricidade. A boa notícia é que basta apenas tocar com a mão no chão para descarregar... ufff.

Duras verdades...


Mother - Uma força única

Este filme lembra-me, formalmente, o «Old Boy» de Park Chan-Wook. Os cineastas sul coreanos têm uma liguagem extraordinária na criação de suspense. As narrativas vão-se construindo e descobrindo. Nada é feito ao acaso e em nenhum momento o filme está "a descoberto".
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Em Mother, uma mãe investiga por sua conta o assassinato de uma rapariga pelo qual o filho (com atraso mental) foi condenado. A actriz principal é extraordinária e transporta-nos com ela nesta viagem vertiginosa pela inocência do filho. Tudo é credível, tudo é reconhecível. Queremos tanto como ela que encontre o verdadeiro assassino. Não olhando a meios, acaba por fazê-lo. Uma mãe coragem, um mãe sem limites. E depois?
17/20

terça-feira, maio 25, 2010

Lembranças

Já não me lembro da última vez que comi uma laranja.

Fogo cruzado...

Era uma vez três amigos. Um faz bastante mal ao segundo e o terceiro fica dividido entre a amizade que tem pelos dois. Como posicionar-se? Para mim as coisas são, às vezes, demasiado radicais. Não consigo ser amigo de pessoas que fazem mal a outras, sem manifestar qualquer remorso ou respeito. Não teria problema neste caso, se as coisas fossem claras. Fez muito mal e é claro o modo como o fez? Ficamos conhecidos. Amigos não. Nem toda a gente pensa desta forma e até acho bem que assim seja. A cada um o que é próprio de si. Também me é próprio uma certa tendência parva para me desvincular de quem continua a amigo de pessoas que nem sempre se "portam bem".

Identifico-me muito com isto...

O dia está cinzento...

O dia está cinzento e eu acordei doente. Ontem à noite apanhei frio e algum chuvisco. É oficial, sou mesmo um pêro podre. Ainda há dias saí de uma e já estou a entrar noutra maleita. Bahhhh...

segunda-feira, maio 24, 2010

Versatilidade de uso...

Mortes nas praias.

Tenho estado a ter argumentações diversas com pessoas que me dizem que as mortes nas praias acontecem porque o Governo ou os concessionários dos bares de praia não pagam vigilância fora da época balnear. Na minha ideia, quando não há vigilância na praia a responsabilidade é nossa. E as pessoas não são responsáveis o suficiente. Mesmo quando está bandeira vermelha eu vejo as pessoas a ir ao banho e nadar.
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Se o mar está mau, uma pessoa molha-se, não vai nadar pelo mar adentro. Eu não passo da água pela cintura se a bandeira estiver amarela e nado bem. Que responsabilidade tem o Governo e os bares se as pessoas não têm respeito pela sua própria vida? Porque é que tem sempre de haver alguém a olhar por nós? Porque é que temos de ser sempre desresponsabilizados de tudo? Ir ao mar não é uma questão pública, é uma decisão privada tomada por quem tem calor. O uso do mar é que é mal feito. Será assim tão complicado perceber que o mar está a puxar? É preciso uma bandeira para o dizer? Quantas são as vezes em que vejo bandeira verde quando devia estar amarela e amarela quando devia estar vermelha. Se uma praia está vigiada, ok, temos ajuda. Se uma praia não está vigiada estamos por nossa conta e risco a desafiar a natureza. O mar é poderoso. Os meus pais ensinaram-me a ter respeito por ele e acho que não é por eu ser um "nativo" da Costa. O respeito por coisas mais fortes que nós pode salvar-nos.
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Certa vez fui provocado no trânsito por 5 gajos dentro de um carro. A minha vontade era dar uma murraça num, mas eles eram 5. Olhei para o lado, não vou insistir contra aquilo que é mais forte que eu. Estaria a ser um idiota. Se fosse só um tinha respondido. Preservação. Estava por minha conta a e risco. Acho que com o mar deve ter-se o mesmo respeito.
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Não estou livre de acidentes. Sou humano e falho como qualquer outro. Mas posso tomar um mínimo de cuidado para diminuir as probabilidades de acidente, isso acho que posso.

domingo, maio 23, 2010

Conversa. XLIII

D.: Ai porra que já me aleijei na vesícula...
Silvestre: As pessoas magoam-se na vesícula?

Conversa. XLII

Batata: O que é isto?!
D.: É o meu salame, eu sei que parece um cagalhão mas é muito bom.

sábado, maio 22, 2010

Mudanças

Não ia ao Trumps desde o ano passado. Será possível um lugar mudar tanto em 6 meses mais coisa menos coisa). A média de idades deve rondar agora os 22 anos. Tinha tanta coisa para dizer áquela juventude toda: desodorizante, perfume, champô, água de colónia, sabonete, sabão. O fosso geracional começa a sentir-se. Tem piada, no meu tempo de "vintinho" quando eu saia à noite ia sempre muito limpinho e chegava a casa sem cheirar a latrina. Sinais dos tempos... ou do local. Risco em cima nos próximos tempos.

sexta-feira, maio 21, 2010

Volto a insistir no mesmo

Algumas colegas olham-me de lado por eu ir lavar as mãos ao WC das senhoras que fica mesmo ao lado do meu gabinte. Eu acho bem pior haver uma(s) senhora(s) que utiliza(m) o WC dos homens que utilizo e não puxa(m) o autoclismo convenientemente estando naquela altura do mês. A experiência é bem pior. Assim de repente arriscava a dizer que sou mais agradável à vista que o restante. Grrrrrrrrr...

Profissões de merda...

O que acontece quando pedimos uma informação numa repartição pública...

YEAH!!!!







O primeiro CD a conseguir impressionar-me este ano. É épico, é nu-soul, é r&b, é jazz, é pop, é motown, é cinematográfico, é momentaneamente rock, é texturado, é funk, é ambient, é The ArchAndroid da Janelle Monáe.

quinta-feira, maio 20, 2010

Ervas daninhas


Alain Resnais é um mestre. Leio isso em todo o lado. Sou franco nunca tinha visto nenhum filme dele, apesar de conhecer alguns títulos de novo. Há pormenores deliciosos que me fizeram divertir bastante durante o filme. Outros, em especial o final, resvalaram para um intelectualismo francês, que os nossos "intelectuais" também adoram. Eu não. Deve ser porque sou um rapaz simples do campo. Detestei o final. Houve um filme que conseguiu irritar-me da mesma forma com o final (ainda um pouco mais) que foi «Um Segunda Juventude» do Francis Ford Coppola, contudo, ao contrário deste, o filme do Resnais tocou-me diversas vezes, brincou de alguma forma com a condição humana antes de me fazer perder o pé. Por isso não posso dizer que saí da sala insastifeito, apesar do final. Para quem quer ter uma experiência "intelectual", está no King.


14/20

Aquário


Um filme sobre o "white trash" suburbano inglês. Os criadores do Little Britain conseguiram brincar com este sítio onde nascem as Vicky Pollards, mas quando a abordagem é realista, o resultado final é bem mais cru e claustrofóbico. Como escapar a uma realidade que quase nos persegue nos genes? Mães adolescentes desistentes da escola, dão à luz filhas com o mesmo percurso, que se perdem pelos mesmos sonhos. Há espaço para sensibilidade? Para gostar? Ou só para a agressividade reservada á sobrevivência. É possível sair do aquário? O argumento é simples, mas construído com mestria. A interpretação da actriz principal, Katie Jarvis, é muito forte e não sabemos se simpatizamos com ela se a detestamos, como detestaríamos alguém com aquele comportamento. Mas há momentos de pausa, momentos de respiração onde vemos as pessoas por baixo da sujidade que o meio transmitiu. É um peixe num aquário.


16/20

Ideias para contornar a crise


Dias...

Há dias em que morremos de saudades de... nós mesmos. Saudades de quem fomos num particular momento/período das nossas vidas. Tenho saudades de várias "encarnações" minhas e sei da impossibilidade de repeti-las, essencialmente porque a vida é um processo cumulativo e a experiência e o conhecimento adquirido em cada dia que passa impede-nos de ser iguais ao que já fomos. Talvez saiba um pouco mais do que sabia na altura, mas tenho saudade desse certo "não saber" que inspirava as acções do momento.

The beautiful Lizz Wright

Hit the Ground - Lizz Wright

quarta-feira, maio 19, 2010

Produtos dietéticos no Minipreço

Os sacos de batatas para cozer são dietéticos. À velocidade a que apodrecem, compramos 2 kg e conseguimos comer pouco mais de 1kg. Quem não quer engordar à custa de batatas é comprá-las no Minipreço.

Silvestre na cozinha...


A caminho de um pudim de pão e de uma salada de frutas com bolacha de aveia.

Lá que faz sentido faz...

Saudade de música cool para dançar...

Alright - Jamiroquai

E de repente faz-se luz...

No outro dia disseram-me que a Lady GaGa era uma espécie de Marylin Manson versão pop. Na altura achei descabido. Mas não é. De facto existem semelhanças. O próprio reconhece. O meia curioso é que de repente artistas dos mais diferentes quadrantes reclamam ser inspiração da Lady GaGa: Madonna, Kiss, Grace Jones, etc... É sinal de que se é relevante. Ainda não vi a Madonna vir dizer que já foi como a Ana Malhoa no passado.

Prendas de aniversário.















As prendas de aniversário que mais gostei este ano:
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Uma caixinha de música com o «The sound of Music». Para quem não sabe sou completamente fã de caixinhas de música. Posso ficar uma hora a ouvir a musiquinha nonstop. E um CD com as duas primeiras séries da Ovelha Choné (com direito a caixa personalizada). De acordo com várias pessoas, mais choné que eu só a ovelha, daí a ideia do presente.

terça-feira, maio 18, 2010

CV Europeu

Quem obriga a concorrer a um emprego usando o modelo Europeu deve querer que haja logo uma um elevado número de desistências. Irra! Que coisa mais pesada e indigesta. Mas já está...

Comida para a boca e para o espírito.

Casa de jantar arrumada, sobras no frigorífico e loiça na máquina. Depois de uma salada crocante de cogumelos frescos com mel e vinagre balsâmico, de lombos de pescada com molho de castanha e cebolinho acompanhados de arroz de frutos secos, de pudim merengado com doce de framboesa, de taças de frutos silvestre em natas e iogurte grego, de uma bela noite de conversa com amigos, é hora de ir dormir. E vou feliz.

segunda-feira, maio 17, 2010

Medidas extremas...

Fim de semana alentejano

De facto o Alentejo é um sítio onde o tempo passa devagar. Ainda bem. É passar 4 dias sem stress de nenhum tipo. Adorei estar no monte. É uma casa de família, não é uma pousada ou um hotel e tem os traços/marcas das gerações que por lá passaram. Foi como ir visitar a casada tia-avó que vive em Mértola. Há planície e mais planície para palmihar em torno do monte e está-se muito perto da Mina de São Domingos onde foi maravilhoso voltar. Na memória trago as imendas paisagens douradas, as árvores esparsas e o incrível silêncio fora o som dos pássaros e dos insectos. Outra experiência... o céu. Não sabia que existem tantas estrelas no céu. Estar no meio de um campo aberto sem luz nenhuma é meio caminho para a descoberta. O resto, é só olhar para cima.
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As fotos seguem-se nos próximos dias.

quinta-feira, maio 13, 2010

Monte Alentejano para dois...

Lá pela hora do almoço, eu e o Batata já devemos estar pelo Monte Alentejano. Vai ser bom sair da cidade até domingo.

quarta-feira, maio 12, 2010

As pessoas são incoerentes (haja humor)

Hoje sinto-me um bocado aborrecido/entristecido. Acho que tem a ver com esta euforia do Papa e com a falta de raciocínio crítico das pessoas em geral. Vale o facto de ter sentido de humor e talvez seja por isso que passo a maior parte do tempo na palhaçada. Quando é para falar a sério é sempre complicado porque as pessoas não se permitem "voar" ir um pouco mais longe.
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Hoje anda para aí uma corrente a falar sobre a solidariedade com o genocídio aos judeus. No Facebook existe um grupo que quer chegar aos 6 milhões de simpatizantes para igualar o número de pessoas mortas. Acho bem a solidariedade, mas a lembrança do genocídio serve para evitar novos erros e o que eu reparo é que a maior parte das pessoas nem quer saber do genocídio que se vive no Darfur. Isto deixa-me aflito, já existem cerca de 450000 vítimas entre mortos e estropiados (sim corta-se as mãos aos homens para que não possam pegar em armas), já para não falar das mulheres violadas (que começa a ser difícil encontrar alguma que tenha sido violada apenas uma vez). O genocídio dos judeus serviu para quê? Para hoje termos peninha? Ou para se aprender e não deixar que o facto se repita de novo?
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Acontece que está a repetir-se. Em áfrica, sobre populações desvaforecidas. Limpeza étnica total. A ONU sabe e não faz nada e as pessoas continuam a falar dos judeus e a derramar a sua piedade e solidariedade para com eles. Os outros são só "os pretos em áfrica". Tenho mesmo pena que assim seja. E falar seriamente disto nem sempre é fácil. A "piedadezinha" é um conceito fácil de entender, «sociedade civil», «movimentos civis», «humanismo» são mais complicados. Quando não se consegue falar disto e de conceitos semelhantes, a palhaçada resulta sempre.

terça-feira, maio 11, 2010

Mais uma sugestão de cartaz...


Sugestão de cartaz para a visita do Papa...

via: O Feminismo Está a Passar Por Aqui...

Jantar de aniversário

Depois de ter sido "intimado" pela mãe a festejar o aniversário com um jantar em família. Lá resolvi ir ao famoso restaurante buffet chinês/japonês/português/e o que eles se lembram no dia. Problema: o restaurante fica mesmo em frente à Nunciatura Apostólica. Estacionamento era mentira e várias ruas estavam cortadas. Grrrrrrrrrr... O Papa não se podia ter alojado no Pestana Palace na Ajuda? Se é bom para a Madonna e para o Figo também podia ser para ele, e não chateava nada o trânsito em Lisboa.
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Mesmo assim consegui chegar às 19.35 e foi um jantar muito bem passado. A minha sobrinha estava linda e às 21.20 já estavamos na rua porque a senhora D.Leonor tem de estar na cama até às 22h e ainda tinha de ir de pópó até à margem sul. Já atende o telemóvel (finge) e diz «tá lá» depois lambe-o e mete-o na boca, mas esta parte não interessa nada.

segunda-feira, maio 10, 2010

Prenda de anos anticipada

A minha mãe enviou-me um email. Ontem abri-lhe uma conta no gmail, expliquei-lhe como se usa e deixei escrito no papel. Ela ficou um bocadinho confusa com a informação, mas disse que depois olharia de novo para aquilo. Para entusiasma-la a ir consultar o e-mail enviei-lhe um. Ao telefone disse-lhe que tinha um e-mail na caixa, ela foi ver e leu. Pedi-lhe para me responder de volta, mas ela não sabia onde estavam os botões. Tudo bem, disse-lhe que depois lhe ensinava quando lá fosse a casa. Duas horas depois, recebi um e-mail dela. Lá percebeu sozinha como se fazia. Se pensar que ela tem quase 70 anos, a 4ªclasse e que foi doméstica a vida toda o feito é extraordinário. O que fiquei a sentir dever ser o que os pais sentem quando os filhos aprendem a ler sozinhos. Estou contente e orgulhoso. Bela prenda.

A bolsa subiu 9% de manhã...

Há quem diga que é resultado da aprovação do mega fundo de apoio à Grécia. Eu acho que tem qualquer coisa a ver com o facto do Benfica ter sido campeão. Até o Papa fala dos ensinamentos de Jesus. O Benfica é mesmo universal... :-p

Completados.


Obrigado mãe. Obrigado pai.

domingo, maio 09, 2010

Perspectivas

O Batata tem esta ideia de que toda a gente é necessária. Mesmo as pessoas más fazem parte de um processo de aprendizagem para outras, todo o mal que produzem e inflingem serve para fazer avançar a consciência individual ou colectiva . Eu gostava de ser assim tão evoluído. Há pessoas acerca das quais penso que não fazem falta nenhuma. Acho que o sofrimento deve ser eliminado e quem é especialista em produzi-lo podia/devia desaparecer. Há pessoas que bem podiam deixar de existir, faziam um favor aos que ficam.

4 anos e tal depois...

Voltei ao Lux e em boa companhia (que é o melhor de tudo). O colectivo Horse Meat Disco deixou-me a pensar que queria ouvi-los de perto. Em cheio. A música estava óptima e havia muito espaço para dançar.

Eu amo-te Phillip Morris


Tinha uma grande expectativa com este filme, achava que ia ver o Jim Carey num registo próximo do Despertar da Mente ou do Truman Show. Enganei-me redondamente. Do filme gostei imenso da interpretação do Ewan McGregor. Não creio que o resto tenha sido feito da forma mais competente. Embora esta comédia romântica pretendesse ser alternativa o resuultado acabo por ser muito "mainstream". Vale a pena ver o filme apenas para conhecer a história do maior burlão que o Texas já conheceu, que por acaso até era gay e que por acaso até se apaixonou pelo Phillip Morris. Como ele ludibriou o Estado é verdadeiramente assombroso. O resto é medíocre. Não me divertiu por aí além, por vezes até me distraí do filme.


12/20

sexta-feira, maio 07, 2010

A todos...


Um fim de semana no mínimo original. Have fun...

Quase quarentão.

Tenho esta teoria de que se 3,6 se arredonda para 4, então 36 pode arredondar-se para 40. Nesta ordem de ideias estou quase quarentão. Na segunda-feira torno-me quarentão. E para não variar é mais um ano em que planeio uma festa de arromba para depois chegar a um mês antes e nao me apetecer fazer nada. Este ano nem o jantar com a família apetece. No ano passado fui surpreendido com várias "iniciativas externas" e até gostei disso. Mas no que respeita a organizar alguma coisa eu tenho preguiça. Portanto, vem aí um quarentão preguiçoso. Fora de brincadeiras, acho que perdi mais a vontade de festejar o aniversário desde que me tornei uma pessoa em paz com a vida. Há tantos motivos para celebrar todos os dias, encontros para ter, que celebrar um número acaba por perder o significado. Depois dos 85 já não vou pensar assim, ah pois não :-p

Nunca pensei defender este tipo...

A realidade é que, no que respeita os escândalos de pedofilia na igreja católica, toda a gente cai em cima do Papa Bento XVI, mas o maior responsável pela omissão de factos e perdões incompreensíveis a padres criminosos foi o Papa João Paulo II. Fico a pensar se isto não tem a ver pura e simplesmente com o valor da imagem.
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O Papa João Paulo II era carismático e tinha ar de avô gordinho e rosado (o tipo de avô que gostamos de ver na publicidade). O Papa Bento XVI tem o ar maléfico do Imperador do Star Wars e tem o carisma de um tupperware da loja do chinês. O Papa João Paulo II sai branqueado da história porque corresponde à imagética positivamente valorizada na nossa sociedade.
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Antes sê-lo que parecê-lo ou antes parecê-lo do que sê-lo? Eis a questão. Não obstante com a excepção do Papa João XXIII (que foi revolucionário na remodelação da igreja e uma mente jovem e progressita) os Papa deixaram sempre muito a desejar.

quinta-feira, maio 06, 2010

Boa música

Ambling Alp - Yeasayer

Quando estiverem sob stress psicológico...

Não se esqueçam de roubar qualquer coisa como o Ricardo Rodrigues do PS, mas se estiverem a ser filmados o melhor é roubarem a câmara, é mais eficaz.

quarta-feira, maio 05, 2010

Ah pronto, se é só isso...

Como saber se é amor verdadeiro...

Premonições?

Ontem não me apeteceu ir ao treino de rugby. Só me vinha à cabeça que me podia aleijar. Fui antes fazer um aula de hip hop. Hoje fiquei a saber que, ontem, dois colegas da equipa partiram o nariz.

terça-feira, maio 04, 2010

1989 e dançava-se assim...

Pensa-se pouco...

As pessoas confundem não concordar com não gostar. E o domínio da opinião não é necessariamente o domínio da acção. Se eu não concordo, isso dá-me o direito de impedir, a terceiros, algo que não acho bem para mim? E quando não há um argumento lógico por trás? Não se deve fazer porque alguém não acha bem, mas quando pedimos sustentabilidade do raciocínio ouvimos apenas «Não sei explicar porquê, mas não acho bem. Pronto.»
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Ouvi um argumento contra os gays adoptarem que consistia na seguinte perplexidade «já imaginaste uma criança com um pai bicha?» Já imaginei sim, deve ser tão difícil como para uma criança que tem um pai corcunda ou uma mãe obesa ou um pai demasiado magro ou pais que se vestem mal. São características. Um pai magro e um pai obeso podem dar amor a uma criança e um pai bicha também.
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Chateia-me um bocado tentarem ganhar a minha simpatia distinguindo-me das "bichas". Acho que é uma manobra pouco honesta. No fundo o que nos faz gays a todos é comum, gostamos de homens. Ponto. Não me sinto superior a nenhum gay que é "bicha" (sinto-me superior perante a pobreza de espírito e a estupidez humana). Quanto a comportamentos sei apenas o que não quero para mim, mas a meu ver ser-se efeminado não influi nas capacidades parentais de quem o é. E voltamos sempre ao mesmo, o que é importante não é dar uma estrutura estável à criança no agregado? Pessoas analfabetas não criaram sempre filhos analfabetos e por aí fora.

segunda-feira, maio 03, 2010

Este fim de semana

Tive mais uma vez a prova dos matizes que a nossa vida adquire e que a vida em geral tem. Os reajustes têm de ser constantes porque os contextos de acção podem mudar a qualquer instante quanto menos se espera. Há momentos fáceis, momentos difíceis, para nós ou para os que nos rodeiam. Pelo meio tem de existir um jogo de cintura para manter a tranquilidade, para apoiar os que de nós necessitam, para cumprir as nossas próprias necessidades, para dar amor aos que amamos e para expressar o nosso amor-próprio. Tudo se faz, se aceitarmos que esta é provavelmente a característica mais intrínseca à vida - a sua imprevisibilidade. Não obstante a vida é maravilhosamente coerente na sua imprevisibilidade.

Pessoas que fazem falta

Não consigo passar uma semana sem a senhora da limpeza.

Insólitos...

Em Faro mulher nua perseguiu jovem que se recusou a ter sexo com ela depois de o tentar seduzir. O rapaz já lhe tinha dito que eram «só amigos». Este «só amigos» deixa-me a pensar em três coisas: ou rapaz é um romântico incurável apaixonado por outra ou ela é mulher é feia de cair ou o rapaz é gay.
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a notícia toda aqui

Humpday

Um filme destes não poderia ter sido feito por um grande estúdio sem perder as qualidades que o tornam especial uma certa aspereza, a filmagem pouco polida, os cenários do mais normal que se pode imaginar. É tudo isto aliado a um argumento extraordinário sobre as emoções/relações humanas dá um filme brilhante.
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O que acontece quando dois amigos completamente heterossexuais acham que o projecto de fazer um filme gay em que têm sexo um com o outro é a solução para desbloquear problemas na sua forma de encarar e viver a vida? Um filme absolutamente hilariante e inteligente, a explorar a essência da masculinidade e da amizade masculina no seu âmago.
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18/20
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ps. finalmente quebrei o enguiço do Indie Lisboa

Lavagem

Diz que chorar lava a alma. Rir também e eu sou fã da limpeza a seco.