terça-feira, janeiro 19, 2010

A Estrada


Estava à espera de um filme mais chocante. Pelo que li o romance é totalmente claustrofóbico. Não senti essa claustrofobia no filme. Não me perdi totalmente nas personagens, fiquei a pensar como seria se fosse a Dakota Fanning a fazer o papel do miúdo. No meio do filme existiu também um erro de cenografia que me distraiu. Para além do mais foi tudo filmado de um modo muito "americano" A história é belíssima contudo, podendo ser enquadrada no mesmo lote do «Ensaio sobre a cegueira». Falamos da humanidade quando se perde a humanidade e da sobrevivência. No final somos apenas animais, ou talvez não. O amor neste filme aparece como o exemplo redentor e força primordial para qualquer ser humano. O amor de um pai pelo filho. Gostaria de ler o livro, não ser distraído pelos pormenores de realização.


15/20

4 comentários:

provocação disse...

No fundo somos todos animais.

silvestre disse...

é que somos mesmo.

marta disse...

boa nota hein? qual foi o erro de cenografia? Faz-me muito sentido o paralelismo com o "Ensaio sobre a cegueira". Eu gostei mesmo muito do livro. Li muitos meses antes de ver o filme. Recomendo mesmo, embora depois de visto o filme, a vivência do livro não será tão pura. Posso emprestrar se quiseres querido. Beijo

silvestre disse...

Depois falamos do erro «in loco», para não influenciar quem lê o blog. Dei 15 mais pelo que penso que é a história do que propriamente pelo filme. Estava á espera de ser arrebatado, assim de um 17. O Ensaio dei 17. Fez-me mesmo acelerar o coração ter fluxos de adrenalina, de má disposição. Este não. Foi mais brando.
Beijo em ti. :-)