Apesar de achar que ia ser uma comédia cheia de clichês, estava ansioso por vê-la. Um treinador famoso de basquetebol (pouco humano) é obrigado a ir treinar uma equipa de basquetebol constituída por pessoas com deficiência e, logicamente, será humanizado no processo. Não há grandes novidades, para lá dos actores serem efectivamente portadores de deficiência e por isso campeões no seu próprio direito. Não é fácil ser actor (e credível) e pior um pouco quando se tem menos armas intelectuais para o fazer, mas aqui vemos que há pessoas que fazem omeletes excelentes com poucos ovos. Se calhar o principal para um actor é sentir, ter emoções e neste filme há em sobra.
O argumento faz o previsível, mas bem feito, ora de modo muito engraçado, ora de modo muito emocional. É um filme para nos fazer sentir bem. Eu senti-me óptimo.
Nestas alturas tento inspirar-me no meu pai que nunca olhava para trás, sempre para a frente e a vida era um exercício constante de construção estivessemos onde estivessemos e com os materiais que se apresentavam. Zero apego ao passado. E ele deu-se bem.
Não sei se não terá sido o pior filme da Marvel que vi. Talvez porque o argumento foi escrito a pensar no público 10-16 anos, ou porque no campeonato dos clichés este filme vai bem destacado. Não faço ideia. Mas é mau.
Tinha muita expectativa acerca deste filme. O ponto de partida era brilhante e o Danny Boyle já me habituou a algumas obras igualmente brilhantes. O resultado foi fraco, previsível e pouco emocionante. Personagens baças, argumento falível, desempenhos e direcção desinspirados.
Miley Cyrus nunca esteve dentro do radar das artistas que considero, não obstante ter gostado bastante dos singles Can't Stop e Wrecking Ball. Nessa altura achei que a imagem dela era absolutamente gratuita e tudo o que fazia em espetáculos e/ou videos, tinha apenas um valor choque de rebeldia sem causa. Ficava desagradado apenas por vê-la. Incomodava-me. Entretanto, após a sua epifania pessoal e o aparecimento de um álbum country e algumas sessões de free Jam, apercebi-me de que até havia muita música e qualidade dentro dela. Estabilizou acho, organizou-se como pessoa (não sei o casamento teve influência) e volta com um novo registo pop electrónico bem forte. utilizando a sexualidade feminina ao máximo, mas com um propósito. A glorificação da mulher como o seu próprio objecto e experimento. E simplesmente adoro este vídeo onde se reclama a sexualidade para todos os tipos de mulher. Lógico que nas formas artísticas as imagens não são para ser levadas de uma forma literal como sei que irá acontecer. Por exemplo, a letra «I'm nasty, I'm evil» não quer dizer que a mulher é má e maligna, simplesmente é uma ironia ao que os homens pensam de uma mulher abertamente sexual, mas nos seu próprios termos (mais ainda se nos colocarmos culturalmente nos EUA, que tem uma forma de puritanismo diferente da Europa, mais acutilante).Claro que vai ser acusada de estar a fazer isto para vender, etc etc. Como todos os artistas que expressam uma visão política através da sua plataforma, neste caso a música. A própria Taylor Swift está a enfrentar uma rejeição pública por fazer uma vídeo que expressa da sua visão política sobre os direitos dos homossexuais, apelando à assinatura de um documento de igualdade de direitos. Digam o que disseram, gosto de ver pessoas (neste caso mulheres) a lutar abertamente pelos direitos da sua auto-determinação. A Madonna foi percursora, muitas outras se seguirão e muitos outros o têm feito também a respeito de causas terceiras e outros tipos de direitos fundamentais. Palmas.
Demorei a ver o filme porque achei que ia ser outro veículo de promoção do Will Smith que caiu em desgraça nos últimos anos, vá-se lá saber porquê. Não obstante o filme, musical, até tem uma certa cadência interessante e a história não foi mal desenvolvida. O argumento oferece soluções para os momentos mais inverosímeis, não deixando o espectador de ter uma experiência agradável. É um "feel good movie", com um twist fofinho que (em momentos) lhe dá alguma originalidade.
Esta mulher trava muitas batalhas desde 1982. A memória do povo é curta e ninguém se lembra de como era o mundo no início dos anos 80, a América puritana de Reagan ditava o passo a que o mundo se movia. Saída do midwest americano, de uma terra pequena de mentes pequenas, Madonna quis ser alguém porque sentia que não era ninguém. Com fabulosa determinação, observação estética e artística e ética de trabalho (sem dúvida os seus maiores talentos) acabou por ser alguém que parmanece na ribalta há 37 anos. Tinha algo para dizer e disse. Defendeu a auto-objectificação sexual da mulher (por si mesma e não pelos homens), a mulher como dona da sua sexualidade. Deu visibilidade aos gays como elementos válidos da sociedade. Deu visibilidade aos seropositivos como pessoas normais que precisam ainda mais do seu semelhante. Deu visibilidade à cultura negra e latina como expressão de vida e alegria - lutando ao máximo contra a xenofobia.
Com um calculismo frio, sobube sempre que botões pressionar para fazer passar a sua mensagem. Às vezes colocando-se em posições muito vulneráveis. A polémica andou sempre lado a lado com ela e, infelizmente, tornou-se mais importante para o expectador do que a sua mensagem e a sua música. Poucos foram os que lutaram (no mundo musical) tão afincadamente pelos direitos fundamentais e liberdades individuais (John Lennon, por exemplo). Poucos foram também os que disseram que não se arrependem um milímetro das suas escolhas.
A sua última batalha e a mais cruel é a de ter o direito a não envelhecer graciosamente, de continuar a ser uma força criativa e de fazer aquilo que gosta, de ser original, de ser ela própria - fiel ao que de si imagina. O mundo não perdoa as mulheres, pior um pouco as mulheres que são independentes, poderosas e bem sucedidas, e muito pior as mulheres que são independentes, poderosas e bem sucedidas e ainda têm a ousadia de usar esse poder publicamente e esfregar na "cara" da sociedade, a sua realidade de super empreendedor.
Ninguém bate numa Mariah Carey, numa Jennifer Lopez, porque aos 50 anos de idade, elas alinham no papel social reservado às mulheres. Não afrontam, não questionam, não discutem. Podem ser sexy e bonitase fazer tratamentos estéticos que não são escrutinadas e avaliadas como a Madonna, que questiona o patriarcado. O poder dos homens sobre as mulheres.
A Madonna tem sido nos últimos 10 anos o saco de pancada favorito de uma sociedade com vergonha de si mesma, dos homens poderosos que querem manter o seu status quo e, pasme-se, das mulheres, o grupo por quem ela mais luta.
Madonna tem um novo álbum, tem um novo vídeo e com este vídeo mostra porque é que ainda é relevante, porque é que ainda é importante como voz artística. Um dia o mundo vai dar-lhe o reconhecimento devido. Ela nunca quis ser uma virtuosa da voz, quis ser uma voz. E esta voz continua viva por muito que a queiram parar. Como ela mesmo disse em 2016 «as pessoas dizem que sou muito controversa, mas a coisa mais controversa que fiz foi continuar por aqui (...) ainda estou de pé».
Ela ainda está de pé. E vibra de força e determinação.
Não há nada como ter respeito aos nossos superiores hierárquicos, reconhecer-lhes capacidade de gestão e de liderança. No meu caso não acontece nenhum dos dois. Depois de anos de trabalho conjunto, as expectativas iniciais (elevadas) foram sendo substituídas por uma profunda desilusão. A ver o que o futuro revela. Não sou nada bom em futurologia, mas será entre a mudança ou entre o acomodar a esta situação.
E ainda bem, talvez assim tenha tempo de colocar em dia as leituras. Todos os anos compro montes de livros que não consigo ler até chegar à edição do ano seguinte. Fiquei a sentir um certo alívio, porque não ter de comprar livros. Parece que tenho sempre de o fazer só porque estão ali à mão de semear com 50% de desconto.
...ligo menos ao que as pessoas pensam. Voltei de férias e dizem-me «não estás muito moreno». Parece que quem vai para a praia tem de ficar muito moreno, como se isso valide a nossa experiência. A experiência foi minha, o sol que apanhei, os banhos que tomei. E terminam com um «não estava bom tempo». É que nem tenho de justificar que não gosto de ficar muito escuro. E só respondo com hum-hum... Pronto. As pessoas ficam felizes nas suas representações da realidade e eu não tenho trabalho nenhum.
Aproveitando-me do título, tenho a dizer que tudo era possível com este filme. O potencial para um manifesto sobre a subvalorização da terceira idade era enorme. O resultado esteve bem longe disso. É um filme que nos traz simpatia pelo tema, mas muito mal desenvolvido e ficar-se num exercício superficial onde se pretende trazer alguma comédia e pouco mais. Tive pena.
Como já devem ter percebido, sendo os X-MEN os meus heróis favoritos, tive sempre muita dificuldade em lidar com a qualidade dos filmes produzidos sobre eles. A história da Fénix negra é uma das minhas favritas, senão a minha favorita. Ocorre que embora a história do filme não tenha nada a ver com o original, desta vez, pelo menos, vi captada a intensidade drámatica e o conflito associados à mesma. Talvez por isso não tenha vontade de bater neste filme dos X-MEN. Até me senti relativamente em casa.
Segue a mesma linha do primeiro filme enquanto comédia dramática de enganos e desenganos, mas a minha experiência enquanto expectador foi distinta. Não fiquei triste como da outra vez. Aqui já não se trata de se viver aquilo em que se quer acreditar, mas como saber viver com aquilo que é verdadeiramente a nossa realidade. E também tentar perceber o que é essa realidade numa ação continua de tentativa e erro. No segundo filme, a sensação que fica é que no fim vai ficar tudo bem. Que não importa o quê, acabamos por nos encontrar e saber onde pertencemos.
Gostei bastante deste filme que, bem ao estilo de Elton john, é mais uma fantasia biográfica do que um biopic tradicional. os factos são um pouco adulterados a nível das datas de ocorrência para criar uma narrativa mais coesa ao nível da densidade dramática. O Elton John é uma espécie de Pink, ou seja, um cantor que já vendeu e ganhou mais prémios que os seus contemporâneos, mas que na nossa mente são sempre medianos em termos de mediatismo e popularidade. Vale a pena ver e perceber a dimesnsão que ele teve nos anos 70 e 80.
A nível das actuações seria impossível não falar do brilhantismo de Taron Egerton que canta, dança, e recria o feeling do Elton John na perfeição. A intenção de vida e emocional do Elton está toda lá. ganhei um novo respeito pelo actor.
Mais um daqueles filmes que vou ver por causa do namorado. Não há muito a dizer, nem sei se achei os efeitos especiais muito bons. tenho a dizer simplesmente que mesmo com bons actores se consegue fazer um filme muito vazio e mediano. O argumento é inexistente.
Eu sou aquele tipo de pessoa que sempre que algo lhe chama a atenção fica a olhar fixamente para o objecto de curiosidade. Hoje na rua ia uma rapariga com calções muito curtos (hot pants) e como era muito branca chamou-me a atenção para uma quantidades de pontos nas pernas, mas como não percebia bem o que era fiquei a olhar muito fixamente. No fim de contas era apenas os pelos (muitos) a crescer, mas ela deu por mim a olhar para ela e pensou que eu a estava a "galar" e olhou-me de volta com um certo olhar vitorioso e a mim só me apetecia dizer-lhe «estava só a ver o que coisas era essa que tinhas nas pernas, não estou com interesse, a sério». Mas segui em frente e acho que lhe fiz o dia.
Fui a uma entrevista de trabalho e deveria estar muito contente, mas a minha mete oscila entre aquilo que posso ganhar e aquilo que posso perder. Estou completamente indeciso. A ver o que o Universo tem reservado para mim. Espero que o meu bom senso saia vitorioso e consiga fazer uma análise realista dos factos em cima da mesa.
As pessoas são cada vez mais literais. Não há sentido de humor ou ironia que resista a mentes secas. O que foi feito da imaginação? Quando eu era miúdo, talvez por haver pouca informação e meios de informação, grande parte das nossas vidas tinha uma componente de elaboração imaginativa. Hoje há tanta informação, tanto detalhe e as pessoas são brutalmente literais. Uma nuvem é uma nuvem, não necessa´riamente um peixe com um chapéu de chuva ou um cão com asas. Estamos pobres.
Depois de um primeiro single um bocadinho meh... eis que finalmente vem uma canção onde consigo sentir fado e áfrica actual (sem deixar de piscar o olho ao R&B). Espero que o álbum seja mais «Crave» que «Medellín».
A Pink que uma espécie de "underdog" do mundo pop tem um álbum novo, Hurts 2B Human, que é um pouco diferente daquilo a que nos tem habituado em ritmo, mas com muito do que nos tem habituado em baladas reflexivas. A Pink tem quase 40 anos e as rádios também estão a começar a deixá-la de lado. As rádios que alimentam os Tops são destinadas ao público dos 15 aos 35. Esquecendo-se que uma pessoa com 50 pode fazer música para esse público. Como provavelmente ninguém vai dar muita atenção ao álbum deixo aqui algumas faixas à laia de "entradas".
Envolvi-me numa discussão sobre um artigo que pretende classificar as cozinhas dos países da União Europeia. Não se porque ainda me dou ao trabalho de tentar comentar uma coisa destas, quando temos uma quantidade de pessoas a dar opiniões sobre coisas que não conhecem.
Por exemplo, eu já viajei em 35 países (a maioria na Europa) e, por exemplo, visitei 16 vezes a Itália e 11 cidades Italianas.
Para se perceber o nível da discussão um senhor português comentava que era um ultraje dizer que a comida italiana é pior que a Portuguesa, porque ele esteve em Itália uma vez e a comida não presta, a Portuguesa é a melhor. Eu disse-lhe que viajei muito em Itália e que acho que juntamente com a Portuguesa são as melhores cozinhas da Europa. Ele responde:
"Esse é o seu gosto e somos todos diferentes, eu por exemplo, detesto viajar, só viajo obrigado pelo trabalho e odeio conhecer pessoas novas. Só comi comida italiana uma vez e não gostei"
O nível de conhecimento é altamente profundo. E são fundamentalmente estas as pessoas que fazem comentários online. Cada vez mais as pessoas com algo a dizer de relevante (e com juízo) se excusam de entrar em diálogos estúpidos com gente burra que não está disposta a aprender ou evoluir. Não vale mesmo a pena, sobre o risco de se ser enxovalhado. Eu tenho é de ganhar mais juízo.
Depois de até ter gostado do capítulo anterior, foi com muita excitação que recebi as primeiras imagens do novo e estava motivadíssimo para ver a estreia. Não sei o que se passou. Dei por mim antes do intervalo a desejar que este chegasse e que na segunda parte o filme fosse a algum lado.
Não percebo o porquê de um filme com 3h quando está cheio de enchimento que poderia ser reduzido, não percebo o assassinato dos pressupostos originais destes heroís quando ainda só existiam em livros de banda desenhada. Foi um desgosto de filme e um aborrecimento. Não percebo porque é que toda a gente está a dizer que é excelente, quando não é. Eu sei que o nível de exigência dos públicos é cada vez mais baixo, mas por favor.
Não posso dizer que está mal filmado, não posso dizer que os atores não estão a representar bem o que lhes foi dado, mas a história não é interessante e os tempos do filme estão muito aborrecidos. E parte-se do pressuposto errado, para mim o mais grave, que o ser humano não consegue ultrapassar a perda, quando toda a história demonstra o contrário.
Fui ver o filme porque não havia mais nada a começar a esta hora. Não estava à espera de grande coisa, mas é uma espécie de filme natal fora de época, em que em vez de termos um cãozinho temos um herói que é uma cirnaç, mas nem por isso.
O filme poderia ser melhor se não apostasse na graça fácil de ter um miúdo em corpo de adulto (como o filme Big de 1988 com oTom Hanks, a representar a dicotomia de modo brutalmente superior). As ideias estão engraçadas, os efeitos especiais estão bem e é tudo em modo fofinho.
Mais um filme que eu vou ver porque o meu pequeno quer e eu acompanho. Já tinha visto o segundo tomo do franchise e não achei mau. As ideias eram interessantes e era um pouco como ver uma sofisticação de um filme de série B. Este terceiro tomo não carecsenta grande coisa. Os efeitos especiais são melhores, o humor é o mesmo e a história é um bocadinho rebuscada, mão não agride. O filme é absolutamente inócuo. Não aquece nem arrefece (devia aquecer um bocadinho porque se revela a origem do herói, mas não).
Ontem recebi a linda notícia de que não vou escapar a mais uma operação à coluna. Nada contente, mas faz parte da vida. Há pessoas com doenças mortais, há pessoas sem casa. No meu caso uma má coluna. Toca a lidar com o assunto e arranjar soluções.
Apesar de ser um filme competente, para mim foi um suplício. Achei a história muito violenta emocionamente, mesmo sabendo que acaba tudo bem e que vai ser tudo açucar e rosas no final. A forma como os animais são tratados como coisas (ainda hoje) deixa-me chocado e claro que podemos antropomorfizar a história do Dumbo e da sua mãe para os dias de hoje e não vai estar longe de muito daquilo que acontece com refugiados, povos minoritários, etc.
Fora isto. O filme perdeu em alguma magia. Não é um típico Tim Burton, eu estava à espera de mais alternativa, talvez perosnagens menos mainstream (aqui tão justificáveis como um elefante que voa com recurso às orelhas).
Não achei mau, mas também não achei bom. É assim-assim e por isso mesmo frustrante. Ninguém vai ver uma fábula como o Dumbo para ser assim-assim.
Não sei muito bem como descrever este filme. Normalmente um filme tem de deixar-nos uma sensação de história completa e este filme é uma narrativa aberta, para a lém do facto de ser um filme sobre pessoas doentes, numa relação doente. Estas realidades também existem, mas quando um filme se foca numa realidade específica que tem pouco a ver connosco (e a qual não exoperienciamos de todo) é difícil a digestão do mesmo.
Este filme fala sobre sadomasoquismo. E não foi ressonante comigo
Nove anos depois da rendição quase absoluta dos terrestres a uma invasão alienígena, uma antiga célula rebelde tenta uma nova oprtunidade para atear a guerra e o desejo de liberdade. O filme é interessante mas, na minha opinião, peca pela lentidão. Não tinha de ser um filme cheio de acção, mas creio que necessitava de um pouco mais de brilho nesse sentido. Tudo caminha para uma grande revelação e a história desenvolve-se nesse sentido, mas creio que é pouco para o que temos de esperar durante o filme. Acho que pede um segundo episódio para esclarecimentos adicionais. A minha nota tem sobretudo a ver com a falta de velocidade narrativa.
O novo filme de Jordan Peele serve essencialmente para provar que estamos perante um peso pesado da originalidade, ou seja, o seu primeiro filme «Foge» não foi um acaso. Contudo, apesar da brutal originalidade deste filme que é quase de terror (digo quase porque tem sangue e violência), não obstante lidar com questões da própria exist~encia humana.
A história é muito interessante e consegue manter-nos bastante tensos, apesar de existirem às vczes existem uns apontamentos de humor para aligeirar. O problema com o filme, é que a história é de tal forma original que, em partes, soa demasiado rebuscada. Uma reviravolta no filme justifica algumas delas, mas mesmo assim há ali uns aspectos frágeis que poderiam ser constestados.
Independentemente de tudo isto. Acho que é um filme muito interessante e a Lupita Nyong'o é, sem sombra de dúvida uma atriz a considerar no panorama atual.
Em conversa com uma colega de trabalho (estavamos a falar sobre viver a vida) reforcei uma ideia na minha cabeça. De facto, não estou interessado em que a minha vida se resuma ao facto de existir e subsistir. O pó também existe e subsiste. Não quero chegar ao fim dos meus dias e pensar que fui apenas uma parte do mundo, quero ter sido uma parte activa no mundo - uma peça na engrenagem que movimenta o presente rumo ao futuro, não apenas o pó ou o espaço na engrenagem.
Tenho andado a fazer pequenas tarefas que estavam por fazer. Quando se quer actualizar a vida tem de se começar por algum lado. O caos vai parecendo menor, grão a grão...
Este tipo de histórias é que me deixam feliz. Quero lá saber quem é que ganha o campeonato da Primeira Liga ou se o António Costa foi ao programa da Cristina ou se a Rita Pereira tem ou não gosrdura na barriga. Gosto de pessoas que não desistem de quem à partida não tem grandes oportunidades de sobrevivência. Ser humano é isto.
Como já disse aqui algumas vezes sou sociólogo de formação e trabalhei como investigador há bastantes anos. No meu trabalho tenho de lidar com análise de conteúdo e dadas as barbaridades que vejo escritas online contra o Conan Osíris fiquei curioso sobre o tipo de autor que as produz. Atenção que não falo das críticas informadas, legítimadas e construtivas, falo sim das críticas fruto de ignorância, vontade de exposição, pura maledicência ou simples estupidez.
Temos os velhos do Restelo (que não criticam apenas o Conan Osíris, mas tudo), temos os defensores da tradição e dos bons costumes (cujo pico é uma senhora que mais que Portuguesa é algarvia do Algarve, que é um país a sul de Portugal... ah e a Maria Vieira também), crianças e adolescentes que cresceram na era Kardashian e pensam que alguém quer saber da sua opinião (que tanto pode ser «o Conan é uma merda», «odeio bróculos» ou «a casa dos segredos é o melhor programa da televisão Portuguesa») e por fim um grande grupo que pode ser exemplificado pelo senhor do vídeo abaixo que diz «I’m Portuguese and if any of you understood the lyrics you would understand that it’s a piece of shit track with no meaning what so ever and that dancer is just to strange». Muito grosso modo ficam identificadas as categorias mais expressivas da crítica destrutiva.
Não sei se estou a cometer uma infracção ou a ser pouco ético, mas o perfil é público e até apela (num dos vídeos) a que os visitantes subscrevam o canal e metam muitos likes nos vídeos. De certa forma até estou a ajudar à popularidade do canal (pelo menos entre as 10 ou 11 pessoas que me lêem :-p)
Quem sabe se esta tipologia traçada muito genericamente até não é verdadeira para as muitas caixas de comentários espalhadas pelo mundo virtual a que a "Portugalidade" tem acesso. Isto também é Portugal (e agora até podia acabar com um fado bem disposto, mas não tenho tempo.)
When you do nothing you feel overwhelmed and powerless. But when you get involved you feel the sense of hope and accomplishment that comes from knowing you are working to make things better."
É com cada vez maior choque que vejo a quantidade de ódio que se destila online nas caixas de comentário. E as pessoas estão mais afoitas. Já existe uma quantidade muito razoável de gente que não se esconde atrás do anonimato. O que quer dizer que estão a perder cobardia (não a sua ignorância, torpeza ou fel). Todos nós temos direito a uma opinião, mas existe um equívoco profundo entre ter opinião e ser infame, entre ser frontal e agredir, entre ser assertivo e ser mal educado. De repente a ação verbal é tão mais comum quanto injustificada. O espaço público não é a sala da nossa casa ou a conversa de surdina com os entes próximos ou grupos de referência. Espalhar ódio não é justificável em momento algum. Ofender gratuitamente pessoas não é justificável em momento algum. Não somos os donos de isto tudo e acho trágico que pessoas sem nada de construtivo para dizer espalhem apenas sujidade no mundo virtual. Não temos de expressar uma opinião sobre tudo. Há também um grande equívoco entre ter uma opinião e pensar coisas. Diz-se o que se pensa, o que vem à boca (ou ao dedo) apenas porque existe um espaço onde o que pensamos pode estar visível. Isto merecia uma análise causal elaborada, que necessitaria de mais tempo do que aquele que estou disposto a dispender. A questão assenta no perceber quando somos importantes ou de importância. Há muita gente a pensar que é muito mais do que aquilo que é ou representa no quadro global das coisas.
É mais um filme de super-heróis. A fórmula é idêntica à dos restantes, mas vale a pena falar do que é diferente. Por um lado o revivalismo da estética dos filmes dos anos 70 e 80 (com a devida actualização claro) e por outro, talvez em virtude do tempo em que vivemos e de movimentos como o #metoo, fazer de uma mulher o herói mais poderoso do universo. Nos livros de quadradinhos originais, ela não era de todo a heroína mais poderosa e, inclusive, viu os seus poderes serem roubados pela Vampira dos X-Men. Mas lá está, estamos em 2019 e que seja algum presságio de poder devolvido às mulheres. Entretém e tem alguns momentos interessantes.
O novo filme de Barry Jenkins está, para mim, longe da qualidade do primeiro (Moonlight) onde tudo bateu certo. O forte do filme é a história de racismo e preconceito em que se baseia o argumento. O poder do mesmo é saber que esta história é um espelho de milhares de histórias que aconteceram nos Estados Unidas da América durante décadas e que, com menor intensidade, continuam a acontecer. É também de certa forma um ensaio sobre a crueldade do homem branco. Posto isto, o filme fala de um homem negro condenado injustamente à prisão e dos esforços da namorada (prestes a ser mãe do filho dele) para o libertar. Não sei se precisava de dois actores principais mais fortes, mas o filme consegue o seu objectivo (creio) deixar um enorme amargo de boca pelos crimes cometidos contra a comunidade negra nos EUA.
Esta comédia dramática passada na corte da Rainha Ana de Inglaterra é mais um objeto raro do grego Yorgos Lanthimos que conseguiu "invadir" o circuito mainstream com resultados excelentes. Os textos são deliciosos e a direcção de atores também. A história em si é sobre um exercício de sobrevivência por parte de vários dos personagens, cada um com os seus motivos (mais ou menos obscuros). Os desempenhos das actrizes principais é estupendo e teve como resultado o merecido óscar ganho pela Olivia Colman. Não sendo um filme fácil, vale imenso a pena. Saí da sala com uma profunda sensação de tristeza provocada pela história. Não nos deixa indiferentes.
Este filme de Robert Rodriguez (produzido por James Cameron) é mais um exercício pós-apocalíptico futurista com pretensão a franchise. E tem todos os ingrediente para ser bem sucedido, bons actores, toneladas de ação e excelentes efeitos especiais. É uma boa experiência visual e a história, apesar de simples e unidimensional, segue-se com agradabilidade. Venha o próximo tomo.
O último tomo desta fábula é uma forma magnífica de terminar a narrativa sobre a improvável amizade entre um rapaz por quem ninguém dá nada e um dragão. Não falta nada neste filme, há drama, comédia, fantasia, sabedoria e crescimento. Gostei muito.
Não sei quando é que este filme vai estrear em Portugal, mas é sem dúvida um filme importante sobre a realidade aterradora das casas evangélicas de conversão de jovens homossexuais (em heterossexuais) nos Estados Unidos. Não é uma história do passado, é uma realidade contemporânea que deveria ser erradicada.
O filme resulta da história autobiográfica de um filho de um pastor evangélico que foi colocado numa destas casas quando revelou aos pais ser homossexual. A solução para não perder a família foi aceitar participar num destes programas de terapia de conversão. É chocante e tocante. Depois de ter saído (ou ter sido salvo pela mãe), Garrard Conley tem dedicado a sua vida para criar visibilidade para este atentado aos direitos dos jovens homossexuais (que por vezes recorrem ao suicídio) que são obrigados a frequentar estes programas.
Não sei sequer se este filme vai estrear em Portugal, mas é certo que a Melissa McCarthy mereceu totalmente a sua nomeação para óscar pela personificação da escritora Lee Israel que sobreviveu à decadência da sua carreira através de um esquema de falsificações de cartas de atores e atrizes famosas. O filme em si é um biopic fiel à autobiografia da escritora. Não é um filme vistoso porque é uma história feia sobre factos feios, mas está muito bem filmado e representado. A ver.
É mais uma versão da história da Cinderella, ou seja, menina pobre conhece e apaixona-se por menino rico sem saber e a família do menino rico não aceita a menina pobre. Onde o filme ganha ponto é no facto de a história se basear no universo/estereótipos dos chineses milionários em Singapura. Merece, em algumas situações, gargalhadas sentidas e ainda tem o mérito de piscar o olho à alta costura e ao mundo do luxo. É uma história com nada de novo no seu âmago, mas contada de forma original graças ao universo de referência.
Diria que a montanha pariu um rato. É tão assustador como um açucareiro...vá, um açucareiro cheio de formigas. Talvez seja bom para apreciadores do género, mas nunca na realidade arrancou como deve de ser. E o argumento tem tantos buracos como um queijo suíço.
Um mimo de filme. Às vezes penso que estes "feel good movies" não terão muito a acrescentar para lá de entretenimento familiar, não obstante, este filme teve alguns contornos bastante profundos e filosóficos sobre os instintos de sobrevivência e os efeitos das "não verdades" que não têm de necessariamente ser uma mentira e que por essa mesma razão são"branqueadas". Há aspectos muito enternecedores e outros bastante realistas e extrapoláveis para a nossa vida de todos os dias. Por isso mesmo foi uma alegria ver este filme. Acrescentou-me mais do que um simples entretenimento numa viagem de avião (já mencionei que detesto andar de avião?).
Com tanto "hype" à volta deste filme, aproveitei uma viagem de avião para o ver. Para ser sincero não fiquei deslumbrado. Não que os atores até não estejam bem, mas a história (que ainda por cima é verídica) não me cativou. Talvez o problema seja meu, uma vez que tenho alguns anticorpos a histórias de dependência passadas ao cinema. Depois de um Trainspotting, tudo parece meio meh... Para quem gosta de este tipo de drama familiar valerá a pena.
Não obstante temos de dar um "high five" ao Steve Carell que esteve muito confortável num papel dramático, o que à partida não seria a sua praia.
Pelo trailer achei que iria ver um filme dramático com um forte pendor de acção e não um filme de acção que é um drama na execução. A história tem tudo para dar certo, mas depois um conjunto de personagens muito secundárias sem nexo, cenas de acção que nunca chegam a "rebentar", algumas justificações de argumento só porque sim, tornam o filme um bocadinho insosso. Nem doce nem salgado, nem quente nem frio, etc. É tudo um pouco em lume brando e sem grande sabor.
Há algumas tentativas de humor negro (ao estilo de Tarantino) que também nunca concretizam muito bem, mas a cena final sim. 1 minuto antes do filme acabar. Riso.
Este filme é uma dramatização da relação acidental entre o músico Don Shirley e Tony "Lip" Vallelonga, um guarda-costas de ascendência italiana que trabalhava no Copacabana Club. Estamos na época alta do segregação nos EUA e o primeiro contrata o segundo para ser seu motorista e guarda-costas na digressão que vai fazer pelos estados do sul. É uma biopic feito com cuidado e legítimo - de acordo com biógrafos oficiais.
A história é isso mesmo, passada e documentada, mas para nós expectadores creio que é uma lição de vida sobre humanização, sobre estabelecer pontes, sobre fazer do impossível possível quando ousamos pisar em território desconhecido. É uma bonita história de amizade, um triste (mas necessário) testemunho do racismo e uma visão positiva e bem disposta do que um homem pode ser quando se ultrapassa. Gostei muito.
Tenho uma colega que é, no mínimo, inconveniente. É daquelas pessoas que aparece sempre para se meter na conversa alheia porque está a ouvir tudo ou então a fazer reparos tontos sobre um aspectro físico. Hoje a sair da casa de banho ainda a apertar as braguilha, fui brindado com a pergunta «Então? O que é que se passa aí?» Desnecessário, no mínimo.
Estive a ouvir de manhã as músicas que estão a concurso e achei tudo um bocadinho mais do mesmo. Há uma falta de espetacularidade por parte dos portugueses que me deixa incomodado. Uma enorme falta e esforço para atingir um objectivo. O festival é o cliente, então a pergunta devia ser "que ritmos fariam uma música de qualidade que tem oportunidade de ganhar o festival com as suas condicionantes?".
No ano do Salvador tivemos muita sorte. A Luísa a fazer o que faz sempre produziu uma coisa bonita, um acto de pop intemporal (português suave adaptado ao século XXI). Este ano há umas quantas música que se destacam na minha opinião e o resto podiam ser encaixotado na categoria "música portuguesa do costume", as vozes do costume e as melodias do costume da música ligeira contemporânea em Portugal.
Aquelas que me encheram o ouvido foram: A dois (dos Calema), Telemóveis (Conan Osíris), Igual a Ti (NBC) e Pugna (Surma).
A música dos Calema e do NBC são orelhudas, comerciais, pop regular contemporâneo, do que se vê nas tabelas de vendas. é pelo menos actual e cosmopolita (estrangeiros conseguem relacionar-se com as melodias porque estão habituados a elas). Já o Conan Osíris e a Surma oferecem dois objectos diferentes e intrigantes. São sem dúvida os meus favoritos porque são originais. Contudo, o primeiro faz-me sentir a Portugalidade tal como ela é (não aquela coisa fadista ou de alma que fica bem para nos vender lá fora como tranquilos e/ou deprimidos), mas sim a diversidade, o "melting pot" de culturas que desenbocarm neste canto ocidental da Europa desde os descobrimentos. O Conan Osíris, faz-me sentir Portugal na sua canção e uma nova geração muito metafórica nas palavras, que usa o curriqueiro (telemóveis) para expressar um sentimento não corriqueiro. O Andy Warhol fez também isto no passado, mas com a arte visual.
Conan Osíris é estranho, mas pelo menos é fresco e original. Ah, e é português. Português contemporâneo e real. Ele é tão 2020.
Este filme é amargo, é claustrofóbico e não há nada a fazer quanto a um final infeliz. É o problema dos dramas históricos (também já sabíamos que o Titanic ia ao fundo no final). Creio que hoje tendemos a esquecer que em séculos passados a vida das mulheres era ainda mais complicada do que hoje. E em países com monarquias instáveis (por via das legitimidades de parentesco) como era o caso da Inglaterra e da Escócia, o poder era mantido com base na força, na intriga e na conspiração. Maria, foi uma vítima de circusntâncias infelizes e de uma corte dominada por homens, sem nenhuma que fosse seu protetor. Se a isto juntarmos movimentos religiosos da época entre prostestantes e católicos, temos a permanência de uma espada sobre a cabeça desta infeliz Rainha que finalmente acabou por cair. Enquanto Elizabeth foi tida como a Rainha Virgem, Maria foi tida como a Rainha Meretriz, um título que foi injusto. Entre a manipulação e as más decisões, Maria perdeu-se para sempre.
À parte da história e aqui com recurso a alguns artifícios narrativos, o filme procura trazer à tona o que significava ser mulher, e os eventuais sentimentos de fraternidade que poderiam existir entre mulheres na época. Apenas uma rainha solitário pderia compreender outra rainha na mesma situação. Se fosse protestante. Talvez o destino da Rainha dos escoceses pudesse ter sido diferente.
O último filme da trilogia de M. Night Shyamalan começada com o protegido não é um mau final e deixa em aberto a possibilidade de poder haver uma sequela. De certa forma sinto que o realizador se tornou numa espécie de "Paulo Coelho do cinema", com histórias sobre superação pessoa, sobre o potencial humano e da vontade humana: A crítica não tem sido estupenda, mas não acho que esteja mal. Vê-se bem e levanta algumas questões engraçadas do ponto de vista existencial.
«Ou nadas ou afundas» é uma comédia dramática que tem um título bastante feliz em português. É quase como uma metáfora para a vida. Um grupo de homens de meia idade com problemas diversos encontram o seu momento "divã de psicanálise" num grupo de natação sincronizada masculina. O filme é bastante previsível, mas não deixa por isso de ser um "feelgood movie" e há momentos que surpreendem na apresentação das diferentes camadas dos personagens. Às vezes uma pessoa só precisa de se sentir importante para alguém que importa.
Prefiro ter um Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, do que 100 Presidentes Aníbal Cavaco Silva. O mal dos portugueses é serem (em geral) pessoas pequeninas e cinzentas. Um "certo colorido" não é sinónimo de falta de competência. Politicamente e juridicamnete temos o Presidente mais bem preparado da nossa história.
O primeiro filme do ano foi um enorme BLHAC. Detesto filmes em que não fazem absolutamente sentido nenhum (no mau sentido). Alguém quis escrever um filme "neo noir" e falhou redondamente. Dizme que é uma comédia de suspense. O supense ok, aceito que esteja lá. A comédia, nem por sombras. Lembrar-me que vi este filme é daquelas alturas em que o arrependimento atinge.
Apesar de ser benfiquista nunca simpatizei com o Luís Filipe Vieira. Graças à curiosidade de ver o primeiro programa da Cristina Ferreira (culpem o hype à volta do assunto), acabei por ver uma grande entrevista (por parte dela) e ainda ter uma imagem bem diferente do Presidente do Benfica. Não há dúvida de que as pessoas são como cebolas e apenas temos a percepção social de algumas. Gostei de o conhecer e se isto continua a assim, todos os dias quando chegar a casa volto para trás com a Box para ver quem foi o grande entrevistado.
Gosto da Cristina Ferreira (tenho vindo a gostar porque aprecio gente trabalhadora e que fala sem tabus) e gosto bem mais do Luís Filipe Vieira. E é isto. Que me façam gostar de muita gente. :)
Fui ver este filme simplesmente porque estava com a minha sobrinha e era o único filme de banada desenhada que começava à hora que eu necessitava. Nem sabia quem era o Ralph e de que se tratava o filme, mas ela tinha visto o primeiro e então lá fomos. Escusado será dizer que adorei e até me esqueci do facto do filme ser em português (o quer é muito difícil).
É no mínimo uma forma muito inteligente de antropomorfizar aquilo que se passa dentro da Internet, chegando inclusive à "Deep Internet", e ainda contar uma história de amizade bem cosida e sem alinhavos. Aconselho a ver. A versão portuguesa não é nada má, supostamente a inglesa deverá ser melhor ainda.
Tinha muitas expectativas no regresso da Júlia Roberts. O filme em si é denso e tenso, mas estava à espera que fosse mais intenso. O tema do filme é a droga, mas o filme joga muito mais com a tensão do problema sobre a família. Tudo isso está a correr muito bem até à parte do climax onde algo deveria ocorrer e não ocorre exactamente. Se calhar na vida real é mesmo assim, têm-se as emoções cansadas e por isso tudo se trata de uma passagem de tempo pastosa. Mas como filme, senti a falta de algo mais.
Antes de mais tenho a dizer que a Emily Blunt está divida e, na minha modesta opinião, confirma-se como uma das melhores actrizes da actualidade. De resto o filme é um musical muito competente com um argumento que radica na capacidade que temos de sonhar e de acreditar no que é mágico.
Gostei muito do filme e no final, apesar de ser um "feel good movie", não deixei de sentir uma certa tristeza, mas essa tristeza deveu-se ao facto de achar que um filme destes nunca terá muitop sucesso na sociedade de hoje. Podia dizer-se que há aqui algum anacronismo, simplesmente pelo facto de que as pessoas perderam a magia, o mundo hoje é um local muito seco, muito tecnológico e pouco mágico. Não sei se vai tocar muita gente e devia.
É um daqueles dias em que umas calças novas (bem justinhas) e uma camisa com classe fazem os colegas todos reparar em ti e as meninas dizerem coisas abonatórias sobre as tuas pernas e rabo. Hoje estou em alta. Hahaha...
ps. agora saia à rua e dava um trambolhaão daqueles e rasgava a roupa toda (como já me acontecem há uns anos atrás).
Antes que a haja algum comentário nesse sentido estou a borrifar-me para clubes de futebol. É apenas um gorro verde e branco porque gosto das cores. Foi feito para oferecer a uma amiga alemã e já está no correio.
Um senhor saiu do banho e ficou de costas (nu) para as restantes pessoas do ginásio. Foi quando começou a limpar os pés de rabo espetado revelando o seu peludo ânus aos presentes que olharam para o lado (eu fui um deles). Não tenho nada contra ânus peludos, mas acho que não devem estar expostos publicamente. Se calhar sou mais preconceituoso do que o que pensava.
Nos livros de quadradinhos o Aquaman tinha algo de régio aqui é um bocado bardajão, não obstante é um filme que se vê com algum agrado. O factor água dá-lhe uma dinâmica diferente que ainda não tinha sido vista em filmes de super heroís. Nada de estupendo, mas engraçado. O actor Jason Momoa diz que se inspirou em cantores de heavy metal para compor o personagem. Está tudo dito.
É uma história que gosto bastante e vi todos desde a versão de 1938 com o Errol Flynn até à actual versão que é assim a atirar para o inominável. Que brutal desperdicio de recursos. Não vale a pena ver. Má direcção, história pobrezinha e cenários incongruentes.
Nunca pensei ver um filme "steampunk" só conhecia o movimento em roupas, mas resulta muito bem cinematograficamente. A história passada numa era pós apocalíptica, depois do homem antigo (nós) ter destruído a civilização tal como a conhecemos é um ensaio sobre a voracidade humana e a sua capacidade de se voltar contra o seu semelhante em nome do poder com a desculpa da sobrevivência. A história não é estupenda, mas está engraçada e o conceito do filme também.
Li um no Facebook de
um amigo uma partilha de um post de um jornalista gay que falava sobre a
tirania do corpo no mundo gay, e que isso era ainda mais terrível nas apps de
encontros. O argumento era de que era terrível para um gay que já é
discriminado na sociedade ainda ser discriminado por causa do corpo. E invocava
exemplos como o de lhe dizerem que até era bonito, mas era muito gordo e por
isso não era atraente o suficiente.
Na
realidade, por muito duro que seja, acho que toda a gente tem direito à sua
opinião. E se pessoas musculosas só querem pessoas idênticas a si, estão no seu
direito. Se pessoas magras só querem pessoas magras e pessoas gordas só querem
pessoas gordas, estão no seu direito.
Por
outro lado, acho que quem se submete a este tipo de exposição (em apps) tem de
estar preparado para o facto de ser avaliado e da avaliação (sempre subjetiva)
não ser positiva e ir de encontro às suas expectativas.
Todas
as pessoas têm a sua zona de gosto. Acho que é um facto que deve de ser aceite
sem drama. Eu gosto de carros com cor, agora mesmo comprei um no mínimo
"vistoso", com uma cor que a maioria das pessoas detesta. Isso não me
demove minimamente. Não é porque falamos de pessoas que temos de fingir que os
gostos existem. Quando se fala de sexo a avaliação é puramente imagética. Logo,
é natural que a pessoa seja julgada com base nisso. Não há que fazer drama
sobre o assunto.
Lembro-me
de um caso de há anos trás (cerca de 2003) em que uma miúda muito gira se
apaixonou por um rapaz que achava muito feio. A questão é que ela o conheceu, e
adorou tudo no que ele era como pessoa. Muitos anos de casados e dois filhos
depois. Ela continua a ter a mesma opinião. Fisicamente acha-o feio. Mas tudo o
resto é o melhor que já conheceu. E ele aceita perfeitamente que a mulher o
ache feio. Ele não se esgota na aparência física.
Fechando
o círculo, tudo me leva a crer que quem arranja um drama enorme porque alguém o
acha feio ou pouco desejável fisicamente, ainda não percebeu que não se esgota
no físico e provavelmente tem pouca autoestima. No final, ninguém é responsável
pela autoestima dos outros, é uma dimensão pessoal que tem de ser alicerçada no
próprio. Se ela é construída pela validação externa é falsa e frágil. A
autoconfiança também não pode ser construída na validação externa.
Não existem vítimas.
Se decidirmos que não somos vítimas. E se aceitarmos quem somos com um sorriso
rasgado e a “cagar” para a opinião dos demais, somos eminentemente felizes. Eu
determino-me a mim próprio. Não deixo que uma opinião externa me determine, para
mim é apenas uma opinião. Para mim resulta.
Comprar um carro novo seria sempre um motivo de alegria se não fosse pela causa. O meu antigo carro foi abalrroado por uma gaja (não tenho utro nome) que passou um vermeho e acertou na porta do condutor. Era o meu namorado que ia a conduzir e felizmente não lhe aconteceu nada, mas o carro (que tinha 10 anos) foi declarado perda total porque o arranjo é bem superior ao valor comercial. Agora ando há 1 mês em pressão à agência de seguros da gaja (que depois de ter assinado a declaração amigável, não entregou nada e não atene telefone).
Resultado final. A gaja recebe um aumento de 90 euros na apólice durante 6 anos. Ou seja, paga 540 euros. A agência de seguros está a tentar pagar menos de 2000 euros. E eu gastei 15000 num carro. E tudo isto com cobertuda da lei que protege as seguradoras. É um encanto.
Para mim um carro tem de durar 15 anos. Com um bocadinho de sorte, que sabe é este. E se o último já tinha uma cor forte, a deste então é mesmo para ver se não lhe batem em vermelhos. Long Live ao carrito!
Meu querido blogue, quero deixar-te o meu pedido de desculpas por andares tão abandonado, mas o excesso de trabalho e as últimas férias do ano impossibilitaram-me dar-te a atenção que mereces. Mas vou compensar-te de futuro. A partir de Dezembro volto a estabilizar e voltamos a ser os amigos de sempre.
Ora cá está uma das grandes desilusões da temporada. Nunca pensei dizer semelhante coisa sobre um flme do umiverso do Harry Potter, mas sim. É lógico que os efeitos especiais estão estupendos, que o grafismo é de primeira qualidade, mas o argumento é fraquíssimo. Claramente é um filme de passagem, cheio de enchimento, para deixar apenas duas ou três coisas importantes que serão resolvidas num próximo filme, esse sim (supostamente) contendo algum tipo de confronto épico. É dificil seguir um filme com pouco ritmo com cenas forçadas e que não concretiza. Tive mesmo muita pena do resultado final.
Este filme, apesar de muito interessante, tem a tarefa ingrata de seguir a vida de Neil Armstrong que era em si uma pessoa meio sisuda e metida consigo. O processo de conseguir viajar no espaço foi em si também algo de moroso e difícil. Apesar de muito bem reproduzidas cada uma das fases da aventura, do protótipos, das boas interpretações, o filme é chato e difícil de ver. Em certos pontos, em que somos forçados a sentir o que os pilotos passavam em certos treinos conseguimos também sentir tonturas e náuseas. Bom documento histórico, mas só isso.
Era uma vez um rapaz que, apesar de estar a chover, resolveu não vestir o impermeável para andar de mota. Quando chegou ao trabalho estava feito um pinto e teve de se despir todo e vestir a roupa do ginásio (ainda bem que não tinha reuniões). Dois dias depois a constipação teima em tornar-se mais forte e o paracetamol e o ibuprofeno não estão a ajudar como deviam.
Era um filme que faltava. Os Queen foram uma banda única, que lançou um estilo próprio de rock, mas o carismático vocalista Freddy Mercury ainda mais. O filme explora a ascenção da banda, mas ancorado sempre na evolução do vocalista desde os anos em que vivia com a família (de origem persa, mais precisamente Parsi) até ao estrelato. Como quase todas as pessoas brilhantes e sensíveis, que se sentem desalinhadas, Freddy Mercury era uma pessoa sozinha no seu âmago, apesar de ser amado pelas pessoas que realmente importavam. Acabou por se perder e reencontrar-se no momento em que soube que tinha contraído HIV. Saímos com um sentimento bom do filme, porque apesar do fim tragico sabemos que ele teve oportunidade de redenção e de viver feliz os últimos 6 anos da sua vida.
O actor Rami Malek entregou-se de corpo e alma à composição do cantor, mas não consegui deixar de sentir que em partes era um bocadinho "encenado demais".
Assim que vi o trailer fiquei a achar que este filme tinha algo que ver com o «Hotel Artemis», o mesmo ambiente "noir" que tanto me cativou no outro. Sem dúvida que este filme está ao mesmo nível, apesar de ser mais misterioso no conteúdo. É um filme muito psicológico, em que as diferentes camadas de cada pessoa são exploradas. A própria metáfora do Hotel estar assente em dois estados com uma linha que o divide ao centro é uma chamada de atenção para a dualidade que todos encerramos. Tem uma cadência muito interessante e tem a surpresa de ver o Chris Hemsworth a fazer um papel diferente daquilo a que estamos acostumados e a ser credível. A minha personagem favorita foi a representada por Chyntia Erivo, uma actriz que eu nunca tinha visto e que me deixou com vontade de ver tudo onde ela entrou. Recomendo.