quinta-feira, fevereiro 17, 2022

Cristina Ferreira convida José Sócrates para BB Famosos?

 Quando pensamos que não se pode ir mais baixo.


quarta-feira, fevereiro 16, 2022

Cristina Ferreira por Fernanda Câncio (excelente análise)

Não sendo um grande simpatizante de Fernanda Câncio por causa do caso Sócrates - ela é boa jornalista e isenta quando não lhe toca em casa - tenho de concordar que ela faz uma análise muito ajuizada do comportamento hediondo de Cristina Ferreira na gala do Big Brother da semana passada. 

Vale mesmo a pena ler, porque é preciso aumentar a discussão sobre o que é violência doméstica e sobre a forma como muitas mulheres a legitimam, no caso Cristina Ferreira (a menos quando em favor próprio). 

Cópia Integral abaixo do texto publicado no DN.

Fazer Gala da Violência 

Para esplendor da audimetria, a TVI decidiu fazer render uma acusação de violência doméstica sobre uma mulher confrontando, ao vivo e a cores, acusado e vítima. E, claro, teve nessa degradação o que queria - o programa mais visto do dia. Isto na era do "politicamente correto", do metoo e da "cancel culture". Olha se fosse na das cavernas.

"Alguma vez tiveste medo?"

A pergunta é de Cristina Ferreira, a diretora de programas da TVI e apresentadora da "gala" deste domingo do programa Big Brother, a uma concorrente. Em causa a sua relação com outro concorrente que fora nesse mesmo dia alvo de uma queixa pelo crime de violência doméstica contra ela - um crime público, o que significa que qualquer um que não apenas a vítima o pode denunciar às autoridades.

No caso, a denúncia foi apresentada pelo organismo público encarregado de promover a igualdade de género - a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género - , num duplo simbolismo: o de frisar o dever de reporte de um crime com esta tipificação, responsável por grande parte dos homicídios cometidos em Portugal, e de este ter sido publicamente e publicitadamente cometido, já que foi através das imagens da interação dos dois concorrentes, divulgadas pela TVI, que dele se tomou conhecimento.

Cristina Ferreira, que várias vezes invocou, no passado recente, o feminismo a propósito de críticas e ataques de que tem sido alvo, frisando que muitos deles ocorrem por ser mulher - o que é verdade -, e que no programa garantiu até acaloradamente "lutar contra a violência doméstica", entendeu encenar, na dita gala, um tribunal, confrontando agressor e vítima com as imagens das suas interações, para a seguir lhes perguntar o que achavam do que viam. A inquirição foi precedida por um discurso inicial da apresentadora/diretora no qual anunciou que considera ter face aos concorrentes "um dever de imparcialidade e de não julgamento de qualquer tipo de comportamento". Esse dever, explicou, deriva da situação de exposição em que aquelas pessoas vivem, ao admitirem ser filmadas 24 sobre 24 horas.

Caberia perguntar se esse "dever de não julgamento" se aplicaria também a crimes, se em causa não estivesse precisamente a acusação de um crime - o que nos leva a concluir que sim, ela quer que concluamos que se aplica. Sucede que é difícil acreditar que Cristina Ferreira, que ali está na quádrupla condição de apresentadora, diretora, administradora e acionista do canal, se afirmasse imparcial e se eximisse de julgamentos caso um concorrente degolasse outro. Pelo que se calhar temos de admitir que ou não leva assim tão a sério o crime de violência doméstica ou acha que no caso não há crime nenhum. O que significa que, longe de ser imparcial e de não julgar, já julgou e decidiu, juíza na causa própria que é o seu programa no seu canal.

Só ter assim decidido explica que considerasse aceitável submeter às perguntas a que submeteu, e perante tão vasta audiência, uma mulher que pessoas muito mais habilitadas que ela (Cristina Ferreira) a reconhecer o crime em causa consideram estar a ser vítima de violência doméstica. Isto se se quiser partir do princípio - é aquele de que quero partir - de que Cristina Ferreira não está tão e apenas somente ralada com as audiências que mesmo admitindo ter ali uma vítima a quereria submeter, sob o álibi da "liberdade total" no contexto de um programa em que está 24 horas fechada com ele, à degradação de a colocar ainda mais sob o domínio do seu agressor ao afirmar publicamente que as suas manobras de controlo, a sua manipulação e agressividade física são manifestações de amor - submetendo-nos assim a todos à banalização e à desculpabilização do crime e à entronização do criminoso.

Não; acredito que simplesmente Cristina Ferreira não saiba o que é a violência doméstica, e, que como tantas outras pessoas, incluindo até, como é conhecido, juízes, ache que se não houver ossos partidos, hematomas e hemorragias, e se a vítima disser que está tudo bem, está tudo bem e não há crime algum. Que não saiba, como tão bem explicou o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em alguns acórdãos recentes, que a violência doméstica é tortura porque visa a humilhação, o rebaixamento e o controlo absoluto da vítima, transformando-a em objeto à sua disposição.

Aliás, a apresentadora/diretora fez questão de afirmar, para justificar o facto de o acusado de violência doméstica não ter sido, como era exigido pela CIG e por tantos outros, retirado do programa, que todos os concorrentes estão a ser "avaliados diariamente" por uma equipa de médicos. Com esta afirmação, que repetiu por duas vezes, Cristina Ferreira quis certificar que não houve crime, que nenhum mal estava ali a ser causado à concorrente em causa, e que é tudo macaquinhos no sótão e "ódio" - usou esta palavra - de quem denunciou.

Para além de levantar assim uma questão deontológica interessantíssima à Ordem dos Médicos - quem raio são estes clínicos aos quais a produtora Endemol e o canal TVI imputam a decisão sobre a manutenção ou não de um acusado de violência doméstica num programa - Cristina Ferreira tornou assim claras, clarividentes, várias coisas.

Uma é que tudo o que disse sobre não se arrogar "julgar" é mesmo uma grande treta. Tão grande a treta que quem como eu seguiu ontem - por uma vez na vida, por razões profissionais, e para nunca mais, tal o nó nas tripas - toda a emissão da "gala" até ao fim teve oportunidade de ouvir a voz que faz de "grande irmão", ou seja, de ente que tudo vê e ouve, assegurar aos concorrentes que restaram após a expulsão ritual do acusado "por vontade do público" (claro, era preciso "entregar a decisão aos portugueses" para fazer render o suspense) que a concorrente alegadamente vítima estaria "com certeza" disponível para testemunhar a favor do expulso no eventual inquérito criminal.

O que nos leva a outra das evidências: ao questionar a concorrente sobre se se considera vítima, Cristina Ferreira sabia o que ela ia responder - jamais correriam, ela e o canal, o risco de serem acusados em direto de propiciarem, com a sua inação, um crime continuado.

E, por fim, que, alinhando com o discurso habitual dos agressores - que se queixam sempre de serem uns inocentes incompreendidos alvo de vinganças ou conspirações - Cristina Ferreira quis transformar a denúncia de que o concorrente e portanto o programa foram alvo numa questão de "ódio". Só faltou dizer a quem. Mas basta dar uma volta pelas redes sociais e ver as respostas dadas a quem denunciou para perceber: claro que é "ódio aos homens", "falta de peso", "frustração de mal amadas" - os insultos de sempre às feministas. "De puta para baixo", diria a Cristina Ferreira que vende livros à que faz gala da violência doméstica. Alguma vez terão falado?

terça-feira, fevereiro 15, 2022

Utilitarismo

Recebi um whatsapp de um ex-colega muito bem colocado (presidente) numa estrutura do Estado. "Então como estás, tudo bem contigo? Olha, estás a trabalhar no sítio X, não é? Tenho um empresa com uma necessidade de um favor vosso". Eu respondi que já lá não estava e ele nem disse "ah, ok". Simplesmente não disse mais nada. A facilidade com que perdemos o interesse para quem quer apenas utilizar-nos. 

E quando te fazem o jantar?

Risotto de abóbora butternut com salmão em 3 pimentas. Um chá cherryblossom para acompanhar e uns morangos com natas e merengue para sobremesa. Foi muito"yumm" tudo. 

segunda-feira, fevereiro 14, 2022

Cristina Ferreira, a desesperada

Quem será a próxima atração do Big brother com quem teremos de ser imparciais? Que tal João Rendeiro (o guru dos pijamas de hotel) ou Ricardo Salgado (o tal que tem Alzheimer intermitente)?

O caso Bruno Carvalho e Liliana Almeida

Sempre liguei pouco ao Bruno Carvalho porque o futebol e a idiotice clubística não são muito apelativos para mim.  O Big Brother sempre achei um experiência interessante, desde que bem feita, mas as última edições não cheguei a ver por achar que eram apenas "carne para canhão" ou seja, para audiências. As escolhas da TVI têm, no mínimo lamentáveis, e neste Big brother famosos fui sabendo notícias pela minha mãe. Quando soube o que se passava com o par Bruno e Liliana, comecei a acompanhar online apenas o casal por achar que era uma situação estranha, mas de estranho passou a perigoso. Perigoso porque passou de uma relação intensa para uma relação abusiva (com laivos de manipulação e violência psicológica gritante) que todos os dias estava na TV a normalizar este tipo de comportamentos, dos quais temos de nos afastar.

É chocante que existam mulheres a achar que o que se passa ali é normal. Não é por ser o Bruno de Carvalho ou Liliana Almeida que aquila situação é grave - este tipo de comportamento é grave em qualquer relação - mas é muito grave que duas figuras públicas legitimem este tipo de comportamento abusivo, como normal. 

A pressão psicológica, a manipulação, não são admissíveis e a violência doméstica (que não significa apenas homens a bater em senhoras) é - felizmente - um crime público, que permite que uma vítima assustada ou manipulada possa ser defendida por terceiros que percepcionam a relação como abusiva.. No caso, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género apresentou queixa ao Ministérios Público. Em boa hora! É preciso sinalizar que o que se passa ali é errado, a evolução civilizacional é todo o contrário do que se passa neste casal. É que as mulheres e homens que vivem situações idênticas à Liliana Almeida percebam que estão a ser vítimas de violência na relação.

PS. O desespero por bons resultados nas audiências não justificam tudo (talvez para a TVI e para  Cristina Ferreira e  afins de outras estações).

quinta-feira, fevereiro 10, 2022

Safer and Kinder Social Media


 

You

You is KindYou is SmartYou is Important"

 You deserve to be loved. 

Desenterrar os anos 90 - 8


Rush Rush - Paula Abdul

quarta-feira, fevereiro 09, 2022

terça-feira, fevereiro 08, 2022

Responsabilidade de viver bem

Eu fui uma espécie de vitima da auto-comiseração até 2006. O ano seguinte foi um ano de grande mudança e aprendizagem. A descoberta da Espiritualidade ajudou-me muito a ter outra perspectiva da vida e a culpa deixou de ser dos outros, das coisas e das situações. Deixou de haver culpa. Passou a haver responsabilidade e a responsabilidade era somente minha. Ter responsabilidade deu-me poder, se algo aconteceu por minha responsabilidade eu tenho a possibilidade de fazer diferente. 

Em 2016 deixei de estar atento. Deixei de ter a responsabilidade. Passei-a de mão porque não me senti bem com certas coisas que me obrigariam a sair do contexto onde estava se a responsabilidade continuasse minha. Fui fraco ou complacente, não sei. Quis o universo que 2021 trouxesse de novo a responsabilidade às minhas mãos. 

Nem havia dado conta da profunda transformação que 2021 estava a trazer e que 2022 está solidificar. Proatividade é a palavra de ordem, seguida de auto-preservação. Não somos vítimas de nada a não ser do poder que damos a terceiros (pessoas e situações) para nos magoar. Portanto somos vítimas de nós próprios. 

Na porta imaginária do meu cérebro coloquei um letreiro (também imaginário) que diz "No victims allowed". Segregação pura, mas temos pena. A responsabilidade é minha e só minha.


ps. Pelos últimos posts parece que ando a fumar coisas estranhas. Na verdade não fumo de todo, 

Contextos

Ser um dos amigos é sempre uma coisa boa. Mas em certos contextos, ser um dos amigos é doloroso, tipo "ok, espeta a faca e roda".

segunda-feira, fevereiro 07, 2022

Not a quiter

Não sou um desistente mesmo que doa o ato de não desistir. Enquanto há fé há força. Há coisas a que a racionalidade não responde, que são do domínio do transcendente. Desde que eu veja Yetis até ao infinito, há fé. Há quem acredite em unicórnios, eu acredito em Yetis desde que vi um como nunca tinha visto. 

A parte boa de ter um blogue pessoal é que podemos falar do que queremos, como queremos e manter isto como mais uma entrada do nosso diário privado. A parte má, é que quem lê não faz a mínima ideia do que está a ler e pensa que o autor a passar por uma privação de sanidade. 

Heart vs Brain

 


Já dizia a Madonna

Why's it so hard to love one another.
Why's it so hard to love...

Sing your love. Share your love.

sexta-feira, fevereiro 04, 2022

Ter dúvidas

Há aquela célebre frase que diz que "uma dúvida pode abalar um império", mas penso que nada desmorona quando sabemos onde estamos e o que queremos e, também, quem somos. Eu andava esquecido de quem era, não percebo muito bem como aconteceu, mas o que é certo é que o espírito quebrou. Neste momento é todo o reverso e tenho um sistema de alarmes montado, não vá algo ou alguém (sub-repticiamente) empurrar-me - de novo - para um lugar onde não quero voltar a meter os pés. Não vou meter lá os pés. Estou aberto a duvidar, mas apenas das intenções e das situações terceiras. Nesse sentido, ter dúvidas é bom, ajuda a avaliar a qualidade do piso. 

Gente desinteressada (not!)

Quando fui trabalhar para o Gabinete da Secretária de Estado (onde havia muito dinheiro para projetos de inovação e transformação) e alterei o LinkedIn foram imensas as pessoas que deram os parabéns pela mudança - alguns pessoas do meu passado profissional que já nem me lembrava. 

Esta semana mudei de novo o LinkedIn e...zero. Onde estou agora não há vantagens nem dinheiro para terceiros. Nenhuma alma se lembrou de me dar os parabéns. As pessoas têm as suas prioridades pessoais bem estabelecida. É tão bom estar rodeado de gente desinteressada. 

Coisas parvas

Ando desde terça-feira com 1 dia de atraso. Só hoje me dei conta de que é sexta-feira. Já meti o euromilhões. Consigo sempre à volta de 4.50 euros, pode ser que um dia seja mais.

quinta-feira, fevereiro 03, 2022

Teenager

Hoje a minha sobrinha faz 13 anos. É oficialmente uma teenager. Não podia estar mais orgulho das qualidades humanas que evidencia. É tão diferente da maioria dos jovens da idade dela para melhor, muito empática, sem deixar de ser uma miúda "espalha-brasas", divertida e enérgica. Tem-nos maravilhado à medida que vai crescendo porque nos ensina a cada momento o que significa ser um bom ser humano. O meu irmão e a mãe dela fizeram certamente um bom trabalho. Mas ajuda também a própria natureza da Leo que em muitas coisas me faz lembrar o meu pai. Muito do avô vive nela. É uma alegria dupla. Parabéns à minha sobrinha e que nunca mude. 

Let's get physical

A instituição onde agora trabalho encontra-se num prédio de 4 andares, eu trabalho no quarto andar (tenho uma varanda virada para o rio Tejo) e o elevador está estragado. Fazer exercício no trabalho vai ser uma realidade. Me likes!

Em casa

Para já a primeira impressão do novo trabalho foi muito boa. Senti-me em casa. Tenho o meu próprio espaço, as pessoas são simpáticas e têm vontade de fazer coisas novas. Não sei se vou conseguir implementar muita coisa, mas para já vou usufruir da paz que teimava em faltar há 2 anos. 

terça-feira, fevereiro 01, 2022

Desenterrar os anos 80 - 23


I want your love - Transvision Vamp

2/2/22

Uma nova era para mim. Quem sabe à terceira é de vez.

segunda-feira, janeiro 31, 2022

Desenterrar os anos 80 - 22


Don't call me baby - Voice of the Beehive

Eleições legislativas 2022

Foi tudo extraordinariamente previsível. Só não estava à espera de que o PS alcançasse a maioria absoluta - pensei que ai ficar ali pertinho. 

Quantos aos votos no Chega, estão dentro da percentagem de pessoas que misturam racismo, misoginia, homofobia, xenofobia, religiosidade extremista, etc., que existem numa população.

Quanto ao resto não há muito a dizer (por muito que se gostasse). O PAN deixou de ser voto de protesto, o Livre mantém o nicho (talvez agora cresça livre de uma Joacine), a CDU e o BE perderam o voto radical para o Chega e voto moderado para o PS, a IL ganhou o voto de direita pura que o PSD perdeu ao disparar em todas as direções, o CDS acorda da ilusão e o Chega tem um programa com 9 páginas (para não dizer que não tem) e com papas e bolos se enganam os tolos.


sábado, janeiro 29, 2022

Lhasa de Sela

Já passaram 12 anos desde a morte de Lhasa de Sela. Era tão maravilhosa. Estava a ouvir há pouco o primeiro CD e veio-me à memória o concerto na Aula Magna e como ela enchia tudo de paz e tranquilidade. Era um ser humano belíssimo. Sinto-me tão privilegiado por ter tido a oportunidade de partilhar o mesmo espaço com ela, de ouvi-la cantar, mas sobretudo de ouvir as coisas que ela tinha para dizer. Tanta luz.  

Pergunto-me

Pergunto-me se terá sido boa política ter apanhado COVID de propósito. Como quem me pegou estava com sintomas muito leves, achei que ia ser idêntico. É uma espécie de roleta russa, na verdade. Também não me posso queixar muito, estou é farto da tosse persistente. Pronto, em vez de ter tido doença ligeira tive doença moderada. Tenho de ficar mais um tempinho de molho em casa, mas como estou em teletrabalho, também não noto muito a diferença. 

Saudades mesmo? Da mãe e de ir ao ginásio ou corridas ao ar livre.

sexta-feira, janeiro 28, 2022

Aceitação

O meu chefe

O meu chefe (no atual instituto) é um homem bom e ético.  Disse-me que gostaria de me ter apanhado há uns bons anos atrás quando eu era somente força, criatividade e crença. Tem pena de me ver tocado por um certo amargo que me faz, muitas vezes, agir "olho por olho, dente por dente". Tem sido um apoiante das minhas ideias desde o meu início no serviço e não tem medo de quem quer trabalhar com autonomia. 

Como críticas aponta-me o facto de eu ser muito cru e rematar algumas das minhas intervenções públicas com a visão que tenho da administração pública e apresentar exemplos práticos que a descredibilizam. É um diplomata, um conciliador, crê que mostrar cruamente a verdade negativa antagoniza as pessoas e eu faço-o muitas vezes.  Lamento quando o desiludo nesse sentido. Acho-o um homem brilhante, mas demasiado cordial e isso pode ser uma fraqueza. Já diria a minha mãe que "quando nos baixamos demasiado mostramos as cuecas". Deviam existir mais pessoas como ele, mas quando a maioria não é como ele, ele deveria saber defender-se.  

Disse-me que admira o facto de eu, mesmo sabendo que sairei dentro de pouco tempo, não baixar a qualidade do meu trabalho e até tentar deixar o máximo de propostas para o futuro. Faço-o por ele. Porque ele é decente, porque merece o meu esforço. 

Hoje disse-me também que me acha muito inteligente e que admira o meu espírito independente, e tem pena de que eu esteja sempre pronto a esfregar verdades amargas na cara de quem se porta menos bem. Queria ter-me conhecido noutros tempos, antes de sofrer as agressões pelos vícios administração pública, para que eu fosse mais como ele, mais pacifico. 

Não sei quem tem razão, não sei se é a melhor política ser assim. Sei, contudo, que o admiro como pessoa. A bondade, a verticalidade, o estímulo. Já "rasguei" a direção para o defender, porque achei que alguém tinha de o fazer. Queimei-me eu, mas valeu a pena. Menos um sapo na minha garganta. 

quinta-feira, janeiro 27, 2022

sexta-feira, janeiro 21, 2022

Leveza

Tento levar as coisas com leveza, quando há um foco de tensão brinco com ele. É um bocadinho como o feitiço Ridikkulus para derrotar os Boggarts (nos filmes do Harry Potter). Se deixamos que pequena coisas tomem conta de nós, uma fagulha transforma-se num incêndio de grandes dimensões. Pode ser que nem toda a gente goste que o outro desvalorize algo que é pequeno. Às vezes no processo de desvalorização ateamos um fogo ainda maior. O equilíbrio das coisas é mais precário do que se imagina. Eu opto sempre pela leveza, mas não temos de concordar todos com o mesmo. Quando se discutem ideias, não se estão a discutir pessoas. 

Fecha-se uma porta e abre-se uma janela

Diz a sabedoria popular que quando se fecha uma porta abre-se uma janela. É bom que a janela não seja muita alta que eu vou para a idade e isto de andar a entrar e sair por janelas torna-se progressivamente mais complicado. 

#newwindow

quinta-feira, janeiro 20, 2022

Certezas

Para o melhor e para o pior. 

Na grande maioria das vezes melhor

quarta-feira, janeiro 19, 2022

Ser totó

Sou tão totó que não percebi que um velho amigo da blogosfera estava de volta. Como temos uma relação fora da blogosfera, nem me passou pela cabeça que podia ser ele, e ele partiu do princípio que eu tinha percebido. Mas nada escapa ao olho aguçado da Magg e ela disse "olha lá pá..."

Pretensões

Não sou comentador e/ou influenciador e não tenho pretensões a sê-lo. Escrevo sobre pensamentos, e sentimentos e coisas me disseram algo (ou piadas ou curiosidades ou que me chatearam). Apenas notas de navegação, apontamentos a que volto mais tarde para relembrar o passado ou utilizar conhecimento adquirido (no caso disso). Não é preciso mais ninguém com pretensões, porque de gente pretensiosa está o planeta cheio. Volta e meia o contacto com essa realidade torna-se inevitável, mas opto apenas por sinalizar e caminhar noutra direção. Há espíritos muito bonitos por aí, tanta beleza para conhecer e para ser inspirado por. 


segunda-feira, janeiro 17, 2022

Desenterrar os anos 70 - 21


I can't stand the rain - Ann Peebles

Experimentos

Every one of us is an experiment, and we don’t even know what the experiment is testing.

― Richard Powers

quinta-feira, janeiro 13, 2022

A dificuldade em compreender

Já falei noutro post que no ano de 2021 lidei com uma depressão. Falo de lidar com ela ativamente, uma vez que, sem perceber, eu estava num estado depressivo há uns 2 anos. Ainda não percebo bem as nuances de uma depressão e, no meu caso e de outros que são pessoas extrovertidas, pode ser bem difícil de perceber. Só quando ela se tornou "major" e começou a interferir com o meu funcionamento normal (em coisas tão simples como me levantar da cama, ou de imaginar um dia depois de amanhã) e a produzir uma alternância constante entre  inação e irritabilidade é que resolvi procurar ajuda. 

A medicação ajudou imenso e fez-me ter uma lucidez que há muito não tinha. Passei a olhar para a minha vida de uma forma diferente e reduzi, na medida do possível, os facilitadores do meu estado depressivo. Parece-me, contudo, que este estado não deixa de ser como uma espécie de "cancro latente" que volta e meia dá sinal de si. Tenho permanecido vigilante e, quem sabe, até policio demasiado as minhas emoções em busca de algo que possa não ser proporcional ao que estou a viver. 

No meu contexto geral está tudo bem com a exceção do trabalho. É a segunda vez que mudo em 2 anos e com maus resultados. Será este fator assim tão importante? A minha vida é muito mais do que isto e o que tenho fora do trabalho é tanto. Diria que só tenho razões para estar feliz, a nível pessoal, a nível familiar, mas então porquê este bicho que vem e que morde pela calada? 

Há 2 dias que estou deprimido. Só a presença de alguém de gosto muito permite abstrair-me. Fora desse espaço volta aquela espécie de peso que me empurra contra o chão e diz à cabeça para não pensar e ficar apenas parado, deixar o tempo que me dói passar, até que tenha de novo uma razão para estar bem. Fora do horário de trabalho. 

Fico irritado comigo mesmo porque sou o oposto disto e estou sem força.  Estou exausto. Depois vem a culpa. A culpa por deixar que isto tome conta de mim. Há tantas pessoas com "problemas reais" e eu, privilegiado, estou tolhido porque não consigo lidar com a frustração e com a infelicidade de trabalhar com pessoas em quem não acredito, numa instituição que não consigo respeitar, e a fazer coisas que não têm o menor significado para mim. 

Procuro todas as distrações possíveis e imaginárias. Mesmo agora, estou a escrever este post quando devia estar a trabalhar, mas fujo dessa infelicidade permanente, que me rouba tempo útil de vida que eu poderia estar a usar para fazer coisas que importassem. Pensei que 2022 começaria diferente, mas fui obrigado a continuar  onde não quero - quem sabe mais 9 meses. Tento dizer que está tudo bem, mas não está tudo bem. Estou farto de ser obrigado a fazer coisas que não quero. Já não consigo fingir mais, nem para mim. Pensei que tinha deixado esse problema em 2021. 

Porque é que uma pessoa forte deixa de o ser? Tenho bastante dificuldade em compreender. Porque é que o trabalho contamina tanto o resto da minha vida? Tenho de dar a volta, mas para isso é preciso acreditar em algo. Simplesmente acreditar. Não posso depender de quem me faz feliz para o meu bem-estar. E nas horas vagas?



quarta-feira, janeiro 12, 2022

4 meses

Daqui a menos de 4 meses estou a fazer 48 anos (soa tanto a 50). Apesar de passar por menos, a verdade é que eles estão vividos, sentidos, marcados e nunca deixamos de ter o tempo que temos. Já é muita vida e é uma enorme felicidade a adição de mais um ano, cada ano que passa. Por outro lado, há uma certa pena ao imaginar que não vou estar tanto tempo, como gostaria, ao lado de algumas pessoas bem mais jovens e tão importantes para mim. Fazer valer cada momento. Sempre.

Love

Love is patient, love is kind.

terça-feira, janeiro 11, 2022

E o Limão bebe água como se não houvesse amanhã

O Limão há duas semanas ganhou uma fonte de água - uma estratégia para ver se ele passa a beber mais água e a insuficiência renal deixa de progredir. Parece que foi uma aposta ganha (pelo menos na parte em que ele bebe muita água). Este mês já saberei dos resultados da nova comida, depois de ele fazer análises. Preocupa-me, apenas, o facto de o achar muito gordo apesar de lhe dar menos porção de comida. Não sei se o gato está inchado, se está a fazer retenção de líquidos, vamos ver o que a veterinária diz. 

Desenterrar os anos 80 - 21


I've been loosing you - A-ha

segunda-feira, janeiro 10, 2022

O meu pai fazia anos hoje

Hoje, se fosse vivo, o meu pai faria 88 anos. Que homem extraordinário tive por pai. Sempre soube que eu era gay (vá-se lá saber como teve essa intuição quando eu tinha apenas 2 anos e disse-o à minha mãe que não acreditou até eu lhe contar aos 19 anos). Foi por isso sempre muito duro comigo, levou-me ao limite até um dia eu me revoltar a sério contra ele. Tinha atingido o objetivo dele, ver-me ser capaz de me defender sem medo, porque a vida fora de casa não ia ser fácil para uma pessoa como eu. Depois desse dia, tinha eu 14 anos, a nossa relação mudou completamente. Passamos a dar-nos muito bem. Ele tinha orgulho em mim e sabia que eu era capaz de lutar por mim. Pena que só tivemos 10 anos em harmonia porque ele morreu quando eu tinha 24 anos. Mas esses 10 anos serviram para perceber o pai que tinha, a dimensão do seu amor por todos nós em casa e tudo o que ele fez na vida para nos dar o melhor. 

Para um homem que tirou a 4a classe aos 20 anos e que trabalhava desde os 7 anos, ele foi verdadeiramente prodigioso. De engraxar sapatos na rua  (e passar fome) a ter 150 pessoas a trabalhar para ele foi muito esforço, muito trabalho, muita fé. Para isso também muito ajudou a minha mãe que foi uma copiloto de eleição. Um soldador e uma costureira acreditaram que um dia teriam uma família a quem poderiam dar tudo o que não tiveram, mas o meu pai era, sem dúvida, a força motriz. Foram pais dos primeiros licenciados na família e eu e o meu irmão tivemos acesso a tudo o que poderíamos almejar. 

Tudo o que sou agradeço ao meu pai. Antes de morrer ele disse-me que eu ainda ia ouvir muito as palavras dele na minha cabeça. É verdade, oiço quase todos os dias e espero nunca me esquecer das mesmas e de toda a sabedoria nelas contida. 

quinta-feira, janeiro 06, 2022

Problemas do isolamento

Gastar muito dinheiro na compra de t-shirts giras pela Internet. Todas humorísticas, cada uma mais tótó do que a outra. 

É sempre uma faca de dois gumes

O amor incondicional deve existir numa relação? Penso quem sem ser de pais para filhos (regra mais generalizável) o amor é sempre condicional. Numa relação é sempre condicional, não acredito que existam relações em que duas pessoas se amam incondicionalmente. O amor romântico é trabalho puro. A paixão é a ilusão de que se ama incondicionalmente, mas depois do seu desaparecimento é tudo condicional - nada romântico, muito objetivo até. Dá-se porque se recebe, porque somos acrescentados. Se não acresce ao que somos desistimos. É tudo brutalmente racional se formos à espinha dorsal da emoção. Às vezes sou demasiado romântico, sofro do romantismo subjetivo. Tem-me faltado ao longo da vida algum pragmatismo em continuidade.

terça-feira, janeiro 04, 2022

Desenterrar os anos 70 - 20


The first time ever I saw your face - Roberta Flack

Desenterrar os anos 70 - 19


The air that I breathe - The Hollies

segunda-feira, janeiro 03, 2022

Olá 2022

O ano começou da melhor maneira, ou seja, junto daqueles que mais significam para mim. Não tenho grandes expectativas profissionais, e como prioridade estão a minha saúde e as relações pessoais. Que seja um ano com mais cinema e mais hobbies e com o mínimo de chatices possível. Se existir paz é tudo o que se quer.

terça-feira, dezembro 28, 2021

Não Olhem Para Cima

O filme baseia-se na premissa de que a sociedade está de tal forma hedonista e desinformada que, na eminência de um evento de extinção em massa, as prioridades desajustadas conduziriam à morte da humanidade. A ideia é perturbadora e válida. Eles jogam com todos os elementos das sociedades modernas e da nossa desumanização. O problema do filme é que foi feito para ser uma comédia "à americana" (no pior sentido da expressão). A caricatura é tão grande que a ideia base do filme vai passar despercebida. É uma pena. Como filme é um bocado boçal, mas valeu o esforço de chamada de atenção.

13/20

segunda-feira, dezembro 27, 2021

Arte Brasileira (Arjan Martins)

 





Depois de muito hesitar...

 ... finalmente rendi-me ao Spotify. 

Natal 2021

Apesar dos acontecimentos de 23, o Natal deste ano foi muito feliz. Fiz azevias de grão pela primeira vez. e aquilo resultou mesmo bem. Por outro lado, é curioso constatar que gosto cada vez mais de oferecer prendas e de ver a felicidade que elas causam por oposição a recebê-las. Chama-se a isto estar crescido, acho.

Maldade Pura

Há pessoas que são más apenas porque podem, porque têm poder. O poder na mão de pessoas erradas, sem capacidade ética para o exercer é uma coisa bem lixada. No dia 23 tive uma prova viva disso. O Vice-Presidente da instituição a que pertenço (à qual eu voltaria em Janeiro antes do tempo de término da minha mobilidade em outro organismo) fez-me a proposta de ser transferido para um departamento onde ele tem um grande problema de escassez de recursos, mas cujo trabalho eu não gosto, onde o meu perfil não se aplica e cujo diretor é o Hitler reencarnado. Eu recusei. Ele não gostou da recusa e vetou a minha volta ao meu antigo serviço até ao final da minha mobilidade, obrigando-me a mais 9 meses fora. Ou seja, se não volto para onde ele quer, não volto de todo. Continua sem recursos, mas sempre se pode vingar de mim. E assim se gere a administração pública. 

quarta-feira, dezembro 15, 2021

The sexiest thing

The sexiest thing in the entire world is being really smart. And being thoughtful and being generous. Everything else is crap. I promise you. It's just crap that people try to sell to you to make you feel like less. So don't buy it. Be smart. Be thoughtful and be generous.

Ashton Kutcher

ps. assino por baixo.

O que é desistir?

Tomei a decisão de tornar-me mais próximo daquilo que é a imagem pública dos funcionários públicos em Portugal. Pensei em concorrer a um cargo de direção intermédia, para poder ter mais poder dentro da atual instituição onde estou, mas percebi que tendo a mesma presidência não adianta. A grande maioria das nossas Presidências e Direções Superiores são atribuídas por confiança e proximidade e não por mérito ou competência, logo ser Diretor de Departamento continua a ser frustrante.

Como tenho 47 anos de idade (e muitos anos a virar frangos na AP) percebi que a forma de não estar frustrado por ver pessoas a trabalhar pior que eu e a impedir o regular desenvolvimento do meu trabalho, é simplesmente fazer o que me mandam e estar num instituição que conheço bem e onde tenho amigos. Tenho a certeza de que terei umas 3h livres por dia, o que me vai permitir ter tempo para estudar e fazer coisas de índole pessoal que me ajudem a não estagnar e até crescer intelectualmente.

Portanto desisti de ajudar a melhorar o serviço público e Portugal, mas prefiro investir na minha saúde mental e estabilidade. A vida não é apenas o trabalho. Já dei para este peditório. Não farei nada que não me peçam (e farei da melhor forma e com o maior profissionalismo) e sei que não vão pedir muito no sítio para onde vou. Não desisti de mim, nem daqueles que precisam de mim fora da esfera profissional.

domingo, dezembro 12, 2021

Casa Gucci

Queria ver este filmes desde a estreia porque (antes) ter ouvido que a Lady Gaga estava estupenda como Patrizia Reggiani. Também li más críticas ao filme. As duas coisas confirmaram-se. O filme é "mauzito", ou seja, há muitas inconsistências na história, factos que fogem à verdade histórica, personagens americanizadas e caricaturadas (quando na vida real não o eram de todo). Estava à espera de mais do Ridley Scott. Talvez ele não tenha compreendido a essência de ser italiano (seja de classe alta ou outra). Quem queria ficar a saber algo de relevante sobre os Gucci, não é com este filme. Mas se alguém sabe o que é ser um italiano de classe média em mobilidade ascendente é a sem dúvida a protagonista principal: Lady Gaga. Talvez seja mesmo um grande talento de representação, talvez tenha sido ajudada pelo facto de ter uma família italiana. O certo é que construiu uma personagem credível com diferentes texturas (o um arco de personalidade da personagem muda ao longo dos anos). Brava!

12/20

Alerta Vermelho

Foi com expetativa mediana que resolvi ver este filme. Cumpriu enquanto comédia de ação levezinha. Cada um dos atores principais fez aquilo pelo qual os conhecemos (deve ser por isso que foram selecionados). Tem alguma ação (nem sempre plausível), tem bons cenários,  uma linha de argumento plausível e algumas reviravoltas e surpresas. No final cumpre o que se pede. Entretenimento leve. E, já agora, acho a Gal Gadot mesmo bonita. 

13/20



quinta-feira, dezembro 09, 2021

Idadismo

Aos 63 anos Madonna fez uma série erótica de fotos onde aparece semivestida - sobre uma cama ou debaixo dela. Não é nada de novo. Eu cresci com a Madonna a fazer isto mesmo nos últimos (quase) 40 anos. Que se possa questionar o gosto é uma coisa, mas ler por todo o lado que ela não tem idade para fazer o que está a fazer deixa-me bastante irritado. Tem a idade de uma avó e?! 

O que me mais me chateia é a crítica por parte de pares, mas sobretudo, por parte de mulheres mais jovens que um, dia também terão 63 anos e que desconhecem o que poderão ser ou fazer nessa altura. Tenho a certeza de que a Madonna se está a borrifar para o que os outros pensam, mas o que isto representa em termos sociais é grave e um fenómeno cada vez mais intenso. 

O idadismo está tornar-se cada vez mais forte. Hoje em dia seria impensável ter a música Believe da Cher em primeiro lugar nos EUA porque as rádios principais deixaram de tocar artistas femininos com mais de 45. Podia dizer-se que é assim, apenas, no mundo do entretenimento e que em outras profissões tal não é verdade, mas a verdade é que mesmo na função pública portuguesa vi colegas nos seus 60 (e com enorme capacidade e experiência) serem relegados para tarefas secundárias.

Para mim a idade não é um posto, mas também não deveria ser um problema. Quem pode que tenha a oportunidade de fazer o que quiser. Quem tem capacidade intelectual que a exercite e quem queira mostrar o corpo que tem que o mostre se assim entender (se tiver bom aspeto felizes todos, se não tiver não se olha). 

As fotos abaixo não são (para mim) das mais bonitas. Não achei fantástico por uma questão de gosto estético, mas por mim as mulheres (e homens) de 63, 65, 70, 80 anos podem continuar a fazer o que lhes dá na real gana. #itsafreeworld

Desenterrar os anos 70 - 18



Family Affair - Sly & The Family Stone

terça-feira, dezembro 07, 2021

Desenterrar os anos 90 - 20


Stay - Shakespear's Sister

segunda-feira, dezembro 06, 2021

A árvore de natal (post lamechas)

Depois de 20 anos a usar a mesma árvore e os mesmos enfeites decidi que era o último Natal com eles. Quando acabei de fazer a árvore fiquei super triste, com a lagriminha no canto do olho. Realmente os touros têm um problema com o desapego. Se eu mantivesse na vida todos os objetos que me trouxeram boas recordações, precisava do palácio de Versailles para os guardar. 

E chegou aquela altura do ano

Em que tenho de comprar prendas para os entes queridos e para mim nunca é fácil, porque gosto de dar coisas que têm mesmo a ver com a pessoa. Então já ando há 1 mês armado em Sherlock Holmes e agora tenho mesmo de ativar porque o tempo urge. 

segunda-feira, novembro 29, 2021

Desenterrar os anos 70 - 17


Na Na Hey Hey (Kiss Him Goodbye) - Steam

Personalidades grandes

Tenho um amigo com o mesmo nome que eu e a forma que um terceiro amigo utilizou para nos distinguir foi dar o cognome de "intenso" a um e "suave" a outro. E sim, eu sou o "intenso". Tenho uma "personalidade grande" o que não é necessariamente mau, mas na presença de pessoas com personalidades mais "contidas" tendo a ocupar muito espaço, deixando menos área disponível para essas personalidades brilharem (se é que posso usar esta expressão). Ao longo dos anos tenho desenvolvido técnicas para tentar diagnosticar o mais rapidamente o espaço que devo deixar em aberto, mas com os problemas que tive ao longo de 2021 comecei a perder a noção desse mesmo espaço. Inicialmente por força de uma depressão, recolhi-me eu, mas quando comecei a sair da mesma gerou-se um efeito "tsunami" e eu fiquei "all over". Felizmente, este mês comecei a dar conta de que as minhas técnicas de reconhecimento tinham sido danificadas e que tinha de voltar a reconstruí-las. Nisso estou e já a sentir bons resultados. Porque à minha volta vejo personalidades a sobressair cada vez mais e a brilharmos todos em conjunto. 

quinta-feira, novembro 25, 2021

Desenterrar os anos 80 - 19


Perfect - Fairgound Attraction

terça-feira, novembro 23, 2021

Conversa

Rapaz 1: Desde que soube que sou isto.

Rapaz 2: Desde que tu sabes que tens isso. Tu não és isso.

Rapaz 1: Tens razão. Isto faz-me ser outra coisa que não eu. 

 

All is full of love

A Björk sem querer escreveu um mantra.

You'll be given love
You'll be taken care of
You'll be given love
You have to trust it
Maybe not from the sources
You have poured yours
Maybe not from the directions
You are staring at
Twist your head around
It's all around you
All is full of love
All around you

segunda-feira, novembro 22, 2021

Bela canção


Liability - Lorde

Baby really hurt me, crying in the taxi
He don't wanna know me
Says he made the big mistake of dancing in my storm
Says it was poison
So I guess I'll go home
Into the arms of the girl that I love
The only love I haven't screwed up
She's so hard to please, but she's a forest fire
I do my best to meet her demands, play at romance, we slow dance
In the living room, but all that a stranger would see
Is one girl swaying alone, stroking her cheek
They say, "You're a little much for me
You're a liability
You're a little much for me"
So they pull back, make other plans
I understand, I'm a liability
Get you wild, make you leave
I'm a little much for e-a-na-na-na, everyone
The truth is I am a toy that people enjoy
'Til all of the tricks don't work anymore
And then they are bored of me
I know that it's exciting running through the night, but
Every perfect summer's eating me alive until you're gone
Better on my own
They say, "You're a little much for me
You're a liability
You're a little much for me"
So they pull back, make other plans
I understand, I'm a liability
Get you wild, make you leave
I'm a little much for e-a-na-na-na, everyone
They're gonna watch me disappear into the sun
You're all gonna watch me disappear into the sun

Eclipse

Está e deixa de estar.

quinta-feira, novembro 18, 2021

Ou vai ou racha (parte 2)

Estive a ver os critérios de avaliação do concurso e é por isto que os dirigentes intermédios da função pública são o que são. Não sei se vale a pena dar-me ao trabalho.

Ou vai ou racha

Estou a detestar o meu novo (e bafiento) local de trabalho, mas a adorar o meu diretor. Em vez de me ir embora em definitivo, vou tentar uma coisa diferente. Concorrer a uma cargo de direção e fazer dupla com ele, para deixar obra feita. Se não conseguir então aí vou mesmo embora, porque não me apetece estar à mercê de direções nomeadas por ministros que deviam de estar a estrelar ovos e não dirigir um país.  

quarta-feira, novembro 17, 2021

E quando temos medo que o Diabo oiça

Dizia a minha mãe que quando queremos que algo vá bem, não devemos dizer a ninguém, nem falar alto, porque as invejas têm muita força. Acho que uma visão muito católica da coisa, o medo que o Diabo se esconda à espreita para nos fazer falhar. Não obstante, o seguro morreu de velho. :p

terça-feira, novembro 16, 2021

Eternos (Eternals)

Quando se quer ver um filme com bons efeitos especiais, nada com ir ver um filme da Marvel. A questão é que, mais uma vez, o argumento é bastante fraco. No caso, até acho que poderiam fazer um bom argumento, uma vez que a história se presta a isso, mas enveredaram antes por seguir o caminho da "humanização" da raça humana e da filosofia existencial de revista. Nada de especial.


13/20

Desenterrar os anos 80 - 18


Lean on me - Club Nouveau

Desenterrar os anos 80 - 17


Don't worry, be happy - Bobby McFerrin

segunda-feira, novembro 15, 2021

Amizade

A amizade é muitas vezes subestimada. Nestes últimos tempos tem sido um foco inesgotável de ânimo para mim. O jantar de sábado foi uma maravilha. Acho que nunca ri tanto durante horas, também se partilhou muita coisa séria e foi disso que se tratou - partilha. À parte disto comeu-se divinalmente.  

sexta-feira, novembro 12, 2021

Dinner Party

Depois de 20 meses sem receber ninguém me casa, começo logo com uma janta para 9 pessoas. Sweet. Porque é que eu não tenho juízo?

quinta-feira, novembro 11, 2021

Ciclos viciosos

É tão fácil entrar num ciclo vicioso. Acho que é assim que "estragamos" as nossas vidas. Temos de estar constantemente alerta se estamos num processo desses. Quando não vislumbramos o incógnito no futuro, é porque estamos presos. É porque a nossa vida está presa ao que é. É bom conseguirmos ver sempre um depois.

quarta-feira, novembro 10, 2021

Desenterrar os anos 90 - 19


Being Boring - Pet Shop Boys

Lembro-me de achar este vídeo lindo e de gostar muito da letra. Lembro-me da adolescência tardia com a minha melhor amiga, de nos vestirmos para as festas, dos mergulhos noturnos na praia, das conversas sobre os amores da juventude, da irreverência e da temeridade. Fomos tão felizes, não achas A.?

'Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: "Make amends"
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

A vida é um fluxo constante

Acho que no tempo dos meus pais as coisas eram diferentes no que respeita a vida de alguém, ou as fases da vida. Não existiam muitas opções e ser jovem, adulto e velho tinham significados muito precisos e imagens muito definidas. Hoje em dia é tudo mais complexo, uma pessoa pode ter 50 anos e estar a lidar com assuntos adolescentes, ou pode ser jovem e ser "atacada" por determinantes próprias da terceira idade físicas ou emocionais.  

No meu caso, estou cheio de decisões para tomar, algumas delas tão "off the age level", mas é isso. As coisas são o que são (já não ter de lidar com um Alzheimer precoce é muito bom e que continue a ser). 

Decisões

Hoje vou ter uma leitura astrológica personalizada para 2022. É bom para quem acredita e eu acredito (embora não acredite em astrologia de revistas). Pode ser que me mostre os caminhos que preciso desbravar de vez.

quinta-feira, novembro 04, 2021

Uma coisa para resolver

Tenho neste preciso momento uma coisa importante para resolver: sair do atual trabalho onde estou. A parte boa é ser uma mobilidade e poder ter uma vida depois das 18h. A parte má é que estou aqui apenas há 1 mês e não consigo arranjar nada de positivo, o que para me motivar a ser um profissional com brio é complicado. Parece que vou acabar por voltar onde estava há 2 anos. Agora com uma perspetiva diferente. A ver se consigo. Seria uma nova forma de encarar um contexto que não foi o melhor, mas que agora consigo ver quais os aspetos positivos e como criar mecanismos de controlo relativamente aos aspetos mais negativos. Não é preciso andar a dar murros em pontas de facas. Fazemos apostas na nossa vida, umas correm bem e outras não. Tem apenas de se seguir o caminho e mobilizar o conhecimento adquirido.

O plano B

Não há plano B. Bolas.

terça-feira, novembro 02, 2021

A roupa faz o homem


“Clothes make the man. Naked people have little or no influence in society.”

by Mark Twain

Fontes de água para gatos

Comprei uma fonte para o Limão, daquelas XPTO aconselhadas por veterinários, etc., etc. O gato tem medo da fonte, e aquilo molha-me a cozinha toda. Um grande NÃO para a fonte. A ver se arranjo uma qua funcione. 

quinta-feira, outubro 28, 2021

Duna (parte 1)

Esteticamente é um filme muito bonito e muito distante da versão de 1984 (que, apesar de tudo, não me foi desagradável embora estivesse mais próxima de um filme série B). Não há dúvida que a representação está muito bem calibrada, mas daria o meu destaque à Rebecca Fergusson que está excelente no seu papel (o Oscar Isaac também). Para quem gosta de ação pura e dura talvez não seja o filme mais indicado, uma vez que tem uma parte reflexiva muito forte. A obra que lhe deu origem ao filme é metafórica e muito política, pelo menos na primeira parte o realizador tentou desvanecer esse detalhe mais político que é sempre tão atual, mas de qualquer forma aconselho.


16/20

Há muita gente fodida dos cornos

Basicamente era apenas isto que tinha para dizer. Às vezes é difícil manter a sanidade, a cordura, a paciência, a alegria, a estabilidade. Salve-se quem puder.

sexta-feira, outubro 22, 2021

O gato já come a comida renal

Pronto, digamos que se conseguiu uma pequena vitória. O gato já come normalmente a comida que ajuda a controlar a doença dele.

quinta-feira, outubro 21, 2021

Trabalhos do trabalho

O sítio onde atualmente trabalho dá-me alergia. Não tem as menores condições e fico com os olhos e o nariz em fogo. Posto isto, trabalhar em teletrabalho também não tem graça nenhuma quando é por sistema. Acho que não me aguento mais do que 6 meses aqui e volto ao meu poiso inicial. Não ganho mais, tenho mais gastos, demoro o triplo do tempo a chegar e o trabalho em si não é assim tão fascinante. Vai daí que, aparentemente, foi uma bonita movimentação nómada durante 2 anos que andei a fazer. 

quarta-feira, outubro 20, 2021

Kyle Andrews (o que eu gosto de um nerd cool)


You are my person - Kyle Andrews

A desejar-te o melhor

Embora não tenha nada a ver com isso, espero que não te percas, que continues a ter juízo com as tuas contas, que faças uma boa gestão da tua vida, que não te metas em sarilhos com ninguém e que sejas bem sucedido. 

terça-feira, outubro 19, 2021

Hugo van der Ding

E veio uma senhora à minha mesa «olhe desculpe incomodá-lo, mas pode dizer ao meu marido que não é o Hugo van der Ding?»

É a terceira vez que tenho de dizer que não sou o Hugo van der Ding. Uma vez no ginásio, o senhor que me interpelou continuava a teimar que eu era, até a funcionária confirmar que eu não era. 

Acho que ando a ficar consumista

Comprei mais 3 perfumes. Os outros que tinha acabaram e 3 deles foram descontinuados. Agora fico com 4 e estou muito contente com os aromas.

domingo, outubro 17, 2021

Ser administrador de condomínio sucks!

Sou administrador do meu prédio a cada 4 anos, porque é que tenho de levar sempre e com os problemas de grande porte? Que grande gaita para o sentido de oportunidade. Já roubaram os candeeiro da entrada do prédio, já partiram a porta, já rebentou a fossa e agora há um risco de insustentabilidade das palas de sombra da fachada que se caírem pedaços podem matar uma pessoa. Tudo isto em menos de 3 meses e só passo a porra da administração em Janeiro. Arghhhhhhhhhhhhhh...

O Limão anda zangado comigo

Como agora tem de comer uma comida especial para doentes renais e acabaram os biscoitos pela manhã, assim como as comidas palatáveis com gordurinha, o Limão anda um bocado zangado comigo. Não me vai esperar à porta quando chego a casa, não vai ter comigo ao quarto pela manhã e passa as noites no andar de cima da casa. Volta e meia lá me vou meter com ele, mas acabaram as lambidelas nas mãos. Está mesmo chateado comigo. Pode ser que isto passe e que para a semana ele já esteja mais bem disposto. É uma chatice ele não poder perceber que isto tudo é para ele ter uma vida longa, tem apenas 7 anos e eu gostava que ele estivesse por cá pelo menos mais 10. Eu amo o meu gato, mas às vezes o amor é lixado. 

quarta-feira, outubro 13, 2021

Desapego

«Cansei de me alimentar de amor! Garçom, me vê duas doses de desapego, e sem gelo, por favor!»

Carolina Bensino

Começar de novo

O ano de 2021 não tem sido fácil para mim. Demasiadas revoluções para uma pessoa que (apesar de ativa) aprecia a estabilidade e as coisas seguras. Tudo mudou na minha vida este ano e o segundo semestre tem sido avassalador, mudança de trabalho (que provavelmente não será a última este ano), terminar uma relação, ter o gato diagnosticado com uma doença crónica, eu próprio ter passado por um processo de depressão que se arrastava há algum tempo sem que eu desse conta.

Não posso deixar, contudo, de sentir que toda esta destruição era necessária. Onde deixa de haver uma casa, temos de construir uma casa nova e utilizar todas as aprendizagens do passado no processo. Algumas pessoas retornaram à minha vida, fiz amigos improváveis, conheci gente muito boa de quem espero ficar amigo e o ciclo da vida é assim mesmo, renova-se.

Sinto-me de certa forma esgotado, mas por outro lado sinto-me cheio de esperança no futuro. Uma esperança que não sentia há muito tempo. É o bom de não termos nada. Em alguns aspetos da minha vida estou de mãos vazias e as mãos vazias são sempre boas porque têm espaço para conteúdo e espaço para agarrar. É assim que me sinto, a querer agarrar o futuro, a querer cuidar de mim (da minha saúde mental, da minha saúde física). 

O trabalho de depuração é por vezes um exercício difícil, porque nos pode deixar demasiado vazios, pode ter de ser também um trabalho de coragem porque temos de afastar do nosso quotidiano coisas/pessoas de quem gostamos, mas cujos moldes em que nos relacionávamos com elas não eram os mais adequados para o nosso equilíbrio. 

Estou a começar de novo, a tentar construir uma base de verdade em tudo o que existe à minha volta. Um verdadeiro sentido de realidade. Este sentido de realidade é muito importante para sabermos quem somos, nos dias que correm é fácil perdermos o contacto com a  nossa essência, e a páginas tantas vivemos representações de nós próprios (umas que nos vendem e outras criadas por nós mesmos em dados momentos para lidar com o mundo em que interagimos). 

Sou um homem de 47 anos à descoberta. O mundo muda todos os dias. E estou a tentar conectar-me ao estado de "tábua rasa". Tenho muitos anos de vida às costas, muitas impressões energéticas desses anos, mas procuro o centro nevrálgico, o estado de disponibilidade, um caderno em branco para ser escrito. Sei muito pouco, tudo à volta é demasiado extenso para ter alguma pretensão nesse tipo, sei menos do que sabia aos 30, aos 20, porque tenho uma noção muito mais concreta das minhas limitações. 

Hoje é dia 13 de Outubro de 2021 e trago comigo apenas um coração aberto e uma esperança de que o futuro possa ser melhor e eu consiga estar mais próximo do homem que sonhei ser. 

segunda-feira, outubro 04, 2021

Novo perfume

Finalmente encontrei e comprei um perfume que é diferente e absolutamente delicioso. Não cheirava nada assim desde o Luna Rossa Sport de Prada.
 

Novo trabalho

Eu fui atrás do projeto, mas chegando lá... não vi o projeto. Estou para perceber e por enquanto, ainda, tranquilo.