quarta-feira, dezembro 03, 2008

Fim.

Esperei toda a noite
que a tua boca me mordesse o espírito
em elipses recorrentes.
Que a humidade da tua saliva
soprasse incenso
no memorial subterrâneo à vertigem
que foi a nossa vida.
O que foi do tempo antes de todas
as impossibilidades?
Nada existe
anterior aos meus dedos cosidos ao frio
e ao fim do teu corpo.
Descubro-te a contracapa...
Fim.
.
by Silvestre

1 comentário:

Anónimo disse...

Fiquei arrepiada... (no bom sentido!) até sorri :)

AR