sexta-feira, abril 06, 2018

Kylie Minogue - Golden



Um amigo fã da Kylie (como eu, em certa medida) tinha acabado de ouvir o novo CD dela e disse que não estava nada impressionado, antes pelo contrário e que pelo menos 4 músicas deveriam desaparecer, assim como o tom country do álbum. Tive de ir ouvir o CD também, até porque não tinha ficado muito impressionado com os dois primeiros singles, para poder expressar uma opinião que, pensava, viria a ser muito idêntica à dele.

Foi exactamente o contrário. De repente é o álbum que mais gosto da Kylie. Nunca consegui ouvir um álbum inteiro dela, gosto muito das canções, mas levar com pop pastilha elástica feliz durante uma hora é excessivo.

Pela primeira vez vejo a Kylie a ser pessoal e a ter algo de íntimo para dizer e não creio que isso fosse compatível com o estilo de disco pop que faz. Não é negligenciável que ela seja uma mulher que mesmo quando teve cancro, voltou com um álbum todo feliz sempre sobre dançar e namorados. Zero sobre sentimentos pessoais.

Não obstante, ela agora é uma mulher de 50 anos agora que teve um esgotamento depois de ter visto a sua última hipótese de se tornar uma mãe num relacionamento estável a ir pelos ares. Nitidamente este álbum é sobre uma mulher que se sente no "fim de tarde" da sua vida. Ela precisa de “ruminar” sobre o assunto e foi o que fez. O tom country do álbum, para mim, é natural (e eu odeio country) porque é pessoal, porque representa aqueles momentos musicais em torno de uma fogueira no meio do nada onde se compartilha a vida, memórias, vulnerabilidades, etc.

Os críticos dizem que está a tentar demasiado ser algo diferente, ter conteúdo, o contrário diria eu, pela primeira vez ela não está a tentar nada. Está apenas a mostrar outra camada (ou a camada) dos seus sentimentos. E por isso, faz também sentido que as faixas mais " tipicamente Kylie” sejam bónus na versão deluxe.

O álbum é incrivelmente coeso e fico feliz ao ver que ela também tem uma alma para partilhar. Eu adoro a Kylie pastilha elástica, nada de equívocos quanto a isso. Mas ela nunca nos deu introspecção ou sentimentos pessoais e ninguém passa pela vida sem se deixar tocar por nada, sempre feliz e romântica. Isso é que é falso (não o tema country do álbum). Este álbum torna-a completa aos meus olhos. Finalmente ela faz sentido, como um todo, como mulher. Ela não tem 19 anos, tem 50. E é sexy e está no controle da sua vida e está a reagrupar-se e está a revelar introspecção e maturidade e está a reencontrar o seu "eu" e, usando as palavras do primeiro single «when she goes out, she will go out dancing». Vou ouvir este álbum muitas vezes.

quinta-feira, abril 05, 2018

terça-feira, abril 03, 2018

O primeiro êxito a solo da Sia



Estávamos em 2000 e este single chegou a número 10 na tabela inglesa. Depois disto, o mais próximo que esteve de um êxito foi com a (estupenda) canção «Breathe Me» que ficou conhecida pela série Sete Palmos de Terra (ainda mais estupenda). Em 2011 graças a uma colaboração ad hoc com o DJ David Guetta (Titanium) ficou internacionalmente conhecida e o resto é história. 

Acho que vale a pena ver o que ela andou a fazer antes da fama. Tem canções mesmo muito boa, em especial a fase acústica-electrónica. 

Li algures

O mundo devia ter mais loucos... uns pelos outros.

segunda-feira, abril 02, 2018

Um dos melhores vídeos musicais que vi nos últimos tempos.



O título «tu embelezas-me a vida» diz tudo. O facto de ter actores/casais mais velhos acrescenta esta ideia de que o amor não é privilégio da juventude física, mas sim dos jovens de coração. E por falar em coração, esta canção aquece-me o meu. 

Ready Player One: Jogador 1

Não sei se estamos a assistir, de novo, a um Steven Spielberg na sua melhor forma, mas pelos menos o realizador volta a ser relevante, ao oferecer um filme tecnologicamente muito avançado e sem perder a noção de drama. O grande problema das grandes produções de estúdio é que são feitas segundo as mesmas receitas para um entretenimento fácil e de curta memória. Emoções fast food. É aqui que entra toda a sua experiência na direcção de histórias. Nada acontece sem um propósito e sem que esteja ancorado num contexto dramático, com um fio condutor credível (dentro do género). Há emoção, há acção, há humor e o filme não pesa. É leve para os arejados de espírito, mas também semeia ideias provocadoras para os mais densos de pensamento. Equilibrado, portanto.

16/20

Wonderstruck: O Museu das Maravilhas

Este filme deixou-me muito confuso quanto à minha opinião. a razão que me levou a ir vê-lo foi o realizador  Todd Haynes e a actriz Julianne Moore. Para mim seriam suficientes para uma receita vencedora. Não obstante, chego ao final do filme e posso dizer que gostei da história (de certa forma enternece o coração), mas não gostei de como o filme foi filmado. A opção para contar a história foi é um exemplo de como a criatividade pode também ser a mais. Percebo os jogos de época e as filmagens que se confundem com a própria história do cinema em  termos imagéticos e sonoros, mas distrai da história. Muito mesmo. Sendo assim, fico sem saber muito bem o que dizer. 

12/20

sexta-feira, março 23, 2018

Não é por nada, mas tenho pouco jeito para a poesia.


Amo-te nesta ideia lucífuga de abandono,
Perdido nas tuas diagonais velozes e esquivas. 
Não há avenidas sem destino no teu corpo.
Nada é anterior aos meus dedos cosidos à tua pele,
O mapa de todos os caminhos do mundo.
Provocas-me. Obrigas-me a restituição de sorrisos 
No memorial subterrâneo das nossas vidas.
Amo-te nesta ideia lucífuga de abandono,
Com a força dos homens não iniciados.

quinta-feira, março 22, 2018

Verdades

You will know your path by the fun of it.
by Abraham Hicks

quarta-feira, março 21, 2018

E a parva voltou a fazer das dela...

Acho que já aqui referi o quanto embirro com a Taylor Swift e quando gosto de uma música dela embirro mais ainda porque isto não devia acontecer. Pois bem, o novo atentado à minha coerência chama-se Delicate e é o que se segue.





segunda-feira, março 19, 2018

Dia do Pai e da mãe que também é pai.

Quando o meu pai morreu, a minha mãe disse «agora também serei vosso pai, vão continuar a ter amor pelos dois». O meu pai foi um pai fantástico, já falei disso várias vezes, mas hoje, ao lembrar-me desta conversa, não posso deixar de celebrar o pai que tive, mas também o pai que nunca deixei de ter através da minha mãe. A minha mãe é pequenina, mas tem muito espaço para afectos. Thumbs up!

sexta-feira, março 16, 2018

Um bom plágio de «O jardim»




Adorei em a emoção no final :)

Chamem-me preconceituoso...

Mas se duas colegas minhas ficam 6 minutos à espera do elevador para descer do 1º piso para o R/C, não podem ser boas funcionárias. Não sei se me faço entender...

quinta-feira, março 15, 2018

Festival da Canção: Uma esperança

Ainda tenho a esperança de um dia ver algo entradas como a canção abaixo a serem apresentadas no Festival da Canção em Portugal. Este é um single do Loic Nottet, que para mim levou uma das músicas mais interessantes dos últimos 20 anos à Eurovisão. Além de ser um excelente cantor, tem um universo musical bem interessante.


Para quem o perdeu na Eurovisão fica o vídeo abaixo, para ver pela primeira vez (ou para os que viram recordarem).


Citações fofinhas do Stephen Hawking

On the universe

    "It would not be much of a universe if it wasn't home to the people you love."

    On scientific discoveries

    "I wouldn't compare it to sex, but it lasts longer."

    On curiosity

    "So remember, look at the stars and not at your feet."

    On women 

    "My [physician assistant] reminds me that although I have a PhD in physics, women should remain a mystery." 
    On mankind
    “We are just an advanced breed of monkeys on a minor planet of a very average star. But we can understand the Universe. That makes us something very special.”

    quarta-feira, março 14, 2018

    segunda-feira, março 12, 2018

    Perspectivas


    Melhores tempos virão

    Como já referi aqui, a minha instituição profissional está a passar momentos conturbados. Hoje numa conversa tentei terminar com uma nota positiva e disse «neste contexto, melhores tempos virão». Ao que uma colega respondeu, «sim, sábados e domingos». E realmente ela tem razão, neste contexto só mesmo sábados e domingos.

    Eu, Tonya

    Este filme é antes de mais um veículo para  as brilhantes interpretações de Margot Robbie e Allison Janney. Está muito bem feito como objecto que pretende levantar hipóteses sobre o que realmente aconteceu durante a vida de Tonya Harding e o seu suposto (ou não) envolvimento com o ataque a Nancy Kerrigan. Existe uma elevada ironia que brinca com as diferentes versões da história que, de uma maneira ou outra, estão presentes ao mesmo tempo no filme. Há também uma espécie de levantamento sociológico sobre uma América pobre e feia que a restante América classe média tenta evitar. O filme de proporções dramáticas resulta bastante cómico, exactamente para manter a qualidade de neutralidade, que mesmo assim confere alguma absolvição a Tonya Harding, de quem a a América continua a querer distância, por não querer ver nela um retrato de si mesma.

    16/20

    sexta-feira, março 09, 2018

    Estarei a ser muito mesquinho?

    Não gosto de ver as pessoas a pentearem-se no metro e a cortar as unhas das mãos no autocarro. No ginásio também não gosto de ver a cortar as unhas dos pés, e elas a saltar. Mas se há pessoas que fazem a barba e rapam a cabeça no balneário do ginásio porque não cortar também as unhas dos pés. Mas acho um bocado nojento pronto (em especial aquela parte em que com a ponta da tesoura, tiram material acumulado debaixo da unha). 

    2 meses antes dos 44 anos

    Aprendi finalmente como se escova os dentes. O meu odontologista com um molde e uma escova sentou-me a mim e ao namorado e explicou como se faz.  É difícil, já percebi porque é que a maioria da gente escova os dentes mal. 

    Tristes verdades...


    Lady Bird

    A ler a sinopse pensei que o filme era bastante diferente, mas a realidade é que foi bastante bom. Gostei muito da personagem da mãe da jovem protagonista (uma adolescente sensível e emocionalmente intensa) que nos faz dar mais valor às nossas mães chatas e exigentes. Há sempre um outro lado de cada história.  O que mais gostei neste filme sobre um «coming of age» (parece que está na moda o tema) é a realismo dos personagens. Um classe média baixa americana, de pessoas com formação, mas com fracos recursos económicos e o desejo que conseguir mais e o esmagamento da vida de todos os dias. E no final de contas aquilo que pensamos querer pode não ser bem aquilo que mais valorizamos.

    16/20

    quinta-feira, março 08, 2018

    Situações insólitas

    A vir do ginásio, tendo aberto o sinal verde para peões, avancei pela passadeira. Um carro que já tinha passado com o sinal vermelho ficou de repente imobilizado no meio da passadeira. Olhei com um olhar de reprovação para o condutor (entre 25-30 anos) que fez contacto visual comigo, e sem desviar os olhos dos meus... tirou dois macacos do nariz. Comecei a rir-me. Se o que ele fez foi um quebra-gelo, resultou. 

    quarta-feira, março 07, 2018

    Socorro...

    Como é possível alguém sentir-se tão esgotado apenas depois de três dias  após as ferias. Quero o fim de semana.

    As pessoas conseguem ser tão pequenas

    Neste preciso momento, a minha instituição está a passar por uma situação de tensão laboral complicada, por culpa de um decreto-lei que permite que 23 pessoas da instituição possam ser integradas com um vencimento superior (entre 60 a 80%) aos colegas que desempenham as mesmas funções. Em vez de atacarem a direcção e o Gabinete do Ministro (que é uma besta e não admite os seus erros) atacam os que agarraram a oportunidade de poder ganhar mais por  um período de 3 a 6 anos. É injusto? É. Mas baseado no que tenho ouvido das bocas de colegas acho que conseguia meter umas 100 pessoas pessoas no bolso de pequenas que estão a revelar-se.  

    Estado de graça pós-férias

    Durou 2 dias. Já tenho vontade de matar.

    segunda-feira, março 05, 2018

    O Jardim ser plágio de To Build A Home... tenho algo sério a dizer!

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...


    Eu gosto da canção O Jardim, mas adoro To Build a Home que até já mereceu um post aqui no blogue. Pode ser um bom sinal para a participação portuguesa, uma vez que o Salvador Sobral também foi vilipendiado da pior maneira antes de ganhar. Contudo, a canção da Cláudia Pascoal e Isaura (apesar de ser do melhor deste ano) não é tão maravilhosa como Amar Pelos Dois.

    Já agora, se O Voo das Cegonhas tivesse sido cantada por uma voz forte como a da Sónia Tavares ou a da Manuela Azevedo seria a minha escolha para vencedora. Acho a Lili muito interessante, mas a voz totalmente errada para a música em que questão. Como música era a minha preferida, mas como canção já tive de ir para a opção O Jardim, uma vez que a canção Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada, se lhe tirarmos a Catarina Miranda, é morna e monótona. 

    O Jardim venceu bem, dadas as insuficiências globais, ou seja:

    O voo das cegonhas: grande música, intérprete errado
    Para sorrir eu não preciso de nada: grande intérprete, música monótona
    Só por ela: lindíssimo timbre do Peu Madureira, mas canção a sofrer de Sobral V2.0
    Anda estragar-me os planos: poema/música/intérprete bons, mas desadequada ao certame
    (sem título): linda letra e suavidade, mas a sofrer brutalmente de Sobral V2.0

    Do resto do festival tenho a dizer que a Anabela, a Dora Fidalgo e o Diogo Piçarra foram as pessoas mais afinadas e profissionais de todo o festival em termos de interpretação. Um grande aplauso para a sua prestação vocal. 

    Erros ortográficos

    Escrevo no blogue em momentos rápidos de pausa no trabalho e na maioria das vezes não leio duas vezes o que escrevi. Logo, às vezes, há umas grandes patadas no português (porque a minha mente quando estou a escrever rápido é comandada basicamente pela fonética) e fico roxo de vergonha quando mais tarde vejo o que escrevi e passaram semanas. Assim agradeço que quem detecte me diga logo :)

    sábado, março 03, 2018

    quarta-feira, fevereiro 28, 2018

    Eu acredito no Diogo Piçarra

    Em primeiro lugar devo começar por dizer que não sou um fã. Gosto de duas músicas dele e já está (e não gosto mesmo nada do cabelo azeiteiro). Posto isto, quero prestar-lhe total solidariedade. Para mim, junto com a Dora Fidalgo e a Anabela, foi o mais profissional e afinado das semi. Achei a música que ele defendeu batida, mas ele foi irrepreensível na sua defesa. Tive a sensação de que já tinha ouvido aquela melodia milhares de vezes em outras canções. Às vezes é assim que somos traídos. Ouvimos algo que nos inspira e ao fazer diferente vamos colar-nos a um original que previamente serviu de inspiração.  Já vi acontecer com músicos com quem trabalhei. Há exemplos como o "mmmmmm" da canção Frozen da Madonna e uma canção belga, ou uma canção da Tanita Tikaram que é igual em acordes a uma música do Pedro Abrunhosa (duvido que ela saiba quem ele é). Também tive de dizer a um amigo artista plástico que o trabalho que ele estava a desenvolver era quase igual à arte da  capa de um álbum de uma cantora francesa de que gosto muito. Não chegamos a saber quem é o autor, mas no caso achamos extraordinário como duas pessoas a milhares de kms de distância podem ter tido uma ideia idêntica.

    Agora factos. O Diogo Piçarra é um músico altamente popular a concorrer a um certame nacional que ficou debaixo do olho dos portugueses depois de uma vitória Internacional na eurovisão nunca antes obtida. Ninguém no auge da sua fama se arriscaria a perder a face e o momento com um plágio.

    O que tenho lido online de jornalistas e comentadores de sofá e demais moralistas que, a meu ver, representam o pior da pseudo intelectualidade portuguesa fez-me interromper as férias  para escrever este texto. A cobardia adora uma presa fácil e o Diogo Piçarra é a presa fácil do momento. Tenho sentido muita vergonha alheia e garanto que não é por ele. Acrescento que acho aviltante compará-lo ao Tony Carreira. É intelectualmente desonesto fazê-lo. Mas fácil.

    Para finalizar, espero que o Diogo siga com a sua vida, com a sua carreira e tenha estrutura para ultrapassar este incidente. Foi miúdo e ingénuo no tratamento do assunto, mas revelou muita classe ao retirar-se, da forma como o fez.  Volto a dizer que acredito que não plagiou e comigo nesta opinião estarão certamente pessoas com histórias de vida felizes,  jornalistas que não têm necessidade de protagonismo moralista, espectadores interessados sem instintos predadores e/ou justiceiros (e claro fãs "die hard" que acreditam só porque o adoram).

    O Diogo Piçarra nunca irá ler este texto (se sim... Diogo, esse cabelo tem de ir tá bem?), mas fi-lo por mim, para daqui a uns anos olhar para trás e poder lembrar-me que me expressei contra os "linchadores snifadores de sangue de presas fáceis".

    E agora de volta às ferias :)






    quarta-feira, fevereiro 21, 2018

    Linha Fantasma

    Este filme brincou comigo até quase ao final. É um filme lento e quase tortuoso de se ver. Tive uma antipatia natural pelo personagem principal. E nos 10 minutos finais eis que é revelado o jogo mental a que fomos sujeitos. A capacidade e a incapacidade de sentir amor e as diferentes formas e manifestações do amor são o tema deste filme. Admiro a capacidade do Daniel Day Lewis de vestir personagens tão distintos. No filme o seu personagem é quase um não personagem, na medida em que é um dentro do outro. Parece confuso ao ser lido. O melhor é ver o filme. Confesso que tive momentos de grande antipatia pelo que estava a ver, mas os minutos finais alteram a perspectiva. Quase não gostei do filme e depois percebi que estava errado. 


    15/20

    Mais Pedro Paixão

    O cigarro é a mais perfeita metáfora da vida, uma breve combustão consumida em cinzas.

    Pedro paixão, «A Rapariga Errada»

    terça-feira, fevereiro 20, 2018

    Assino por baixo

    by Wasted Rita

    Nunca me tinham definido assim

    «O Silvestre é um electrão livre». Assim me define o meu colega de física (tenho de ir ler uns livros para compreender a metáfora).

    segunda-feira, fevereiro 19, 2018

    A Hora mais Negra

    Este filme biográfico pode quase ser reduzido, no interesse, à magistral interpretação de Gary Oldman que se transfigura graças a uma brilhante equipa de caracterização, mas fundamentalmente a um cuidadoso trabalho de pesquisa sobre postura e maneirismos. No que respeita a filmes políticos, já vi outros que me conseguiram fazer sentir a tensão de uma melhor forma, como se não soubesse o final da história. Não obstante, é um filme competente e uma boa ilustração da quente Primavera de 1940 quando o Reino Unido era ainda a única oposição credível a Hitler na Europa.

    14/20

    Once he was hot, now he is not...

    Lembrei-me do Pedro Paixão que foi um triunfo literário nos anos 90. Nunca deixou de escrever, mas por alguma razão saiu do radar das pessoas, não porque ele tivesse mudado, mas porque talvez as pessoas sim (ou os críticos ou as editoras). Nunca tendo sido o meu escritor fetiche (como o Afonso Cruz), ele tinha frases verdadeiramente brilhantes. 

    "Já não se pode fumar em nenhum lado. O desamor é bem mais devastador, e no entanto não é proibido."

    Pedro Paixão

    Paloma Faith

    Paloma is back! Não exactamente por ter editado o álbum The Architect em Novembro de 2017, mas porque existe uma coerência sonora arquitectada em torno de estilos diferentes que constituem um produto homogéneo que é quase gráfico (o que pode ser comprovado nos vídeos dos dois primeiros singles do CD). Eu andava preguiçoso para ouvir o álbum, mas recebi um "empurrãozinho" do Adolescente Gay que me chamou a atenção para o terceiro single. Em baixo podem ouvir as três canções lançadas na rádio e que sabe desenvolver curiosidade para ouvir o álbum.  







    O festival da canção 2018 foi..

    Meh...


    ps. chateou-me ser tudo pseudo brasileiro-jazz-delicado. a ver se a segunda meia final traz diversidade. Não queiramos ser o Sobral v2.0.

    sexta-feira, fevereiro 16, 2018

    Black Panther

    Tinha muitas expectativas sobre este filme. Também fui um grande fã das histórias do Pantera Negra e depois do desastre dos X-MEN, e das restantes adaptações da Marvel que não respeitam minimamente as histórias originais, a minha reacção poderia ser muito má. Foi todo o contrário. A história foi modernizada sem prejuízo do conteúdo dramático dos personagens, o humor não é cabotino, a intensidade dramática está presente, os efeitos especiais opulentos e totalmente justificados e, esteticamente, o filme é muito bonito, para além de dar relevo a dois grupos normalmente muito maltratados na nossa sociedade: os negros e as mulheres. 

    O empowerment feminino é uma das bandeiras do filme, assim como as pontes entre povos e a ideia de que somos todos uma "imensa tribo". Os actores têm uma grande qualidade e o argumento está muito bem encadeado e totalmente credível (sem aquele tipo de cenas que aparecem apenas para justificar uma luta ou um efeito especial), resultando num filme muito bom onde apenas um ou outro "lugar comum" quase cortam a experiência de uma ou outra cena. Gostei mesmo muito. Uma surpresa estupenda. Melhor do que esperava e ainda com alguns segundos (após os créditos do filme) para dar uma "facadinha" ao Presidente Trump.


    17/20

    quinta-feira, fevereiro 15, 2018

    Falta de respeito

    Há mais de duas semanas escrevi à chefe de divisão dos recursos humanos para me esclarecer sobre o descanso compensatório do trabalho aos fins de semana e feriados. Não existe uma política clara e eles não se pronunciam. Numa formação sobre Trabalho em Funções Públicas o tema foi aflorado e claro está somos prejudicados. Enviei-lhe a informação referida na formação e pedi que a confirmasse ou então que me dissesse qual é a política da casa acompanhado da respectiva lei que a fundamenta. Até hoje não obtive resposta por email e não me atende o telefone. Podia ser apenas um, «vou averiguar» ou «de momento não tenho tempo». Para mim é uma falta de respeito e se até amanhã não obtenho uma resposta vou plantar-me à porta dela e claro, sempre com o telemóvel a gravar a conversa como é meu hábito quando falo com chefias para não darem o dito pelo não dito. Já meti uma no sítio quando lhe disse que "alguém" tinha gravado o que tinha dito e que a gravação estava disponível.   

    quarta-feira, fevereiro 14, 2018

    Um verdadeiro romântico...


    A brincar, a brincar...

    Já vivo há três anos com a cara metade. Parecem quinze. #intense

    segunda-feira, fevereiro 12, 2018

    Jaymes Young


    Tied down - Jaymes Young

    Gosto mesmo muito do James Young. É um daqueles cantores sobre quem não percebo o facto de não ter sucesso global. O álbum que saiu em 2017 «Feel Something» passou despercebido, diria, mas a minha devoção à sonoridade electro-nu-soul continua. Deixo a música de entrada do álbum, na esperança de que alguém queira descobrir mais um pouco. Eu acho que vale a pena, mas os gostos  de cada um a si pertencem. 

    Obcecado com a arte de Rex Ray




    sexta-feira, fevereiro 09, 2018

    Aquele momento embaraçoso...

    ...Em que se abre a porta do elevador (que esperamos há 5 minutos) e está uma única pessoa lá dentro e um forte cheiro a... gases. 

    Out of this storm...




    Cloud Riders - Tori Amos


    Darling, what’s the blanket for?
    Riding out this storm, we’ll be riding out this storm...

    As Estrelas não Morrem em Liverpool

    Este filme conta a história dos últimos dias de uma actriz da velha Hollywood, Gloria Grahame que nos anos 40/50 teve bastante sucesso e chegou a ganhar um Óscar. O argumento baseia-se na biografia escrita pelo seu último "amante" (28 anos mais jovem) que relata os últimos três anos da sua vida em comum. 

    Já li uma crítica do público que apelida o filme de rotineiro porque uma figura ímpar como a Gloria Grahame merecia outro tratamento. Estaremos a falar da mesma Gloria Grahame que sobreviveu a fazer teatro em pequenas produções e filmes de segunda categoria, completamente esquecida por Hollywood e pela maioria do grande público?

    O que eu vi ontem foi um filme simples, intimista, com uma magistral interpretação da Annette Bening e uma excelente interpretação do Jamie Bell (que depois do Billy Elliot não me tinha voltado a impressionar). Há ali uma mulher a viver o crepúsculo vespertino da sua beleza e dos seus dias e um jovem homem que ama essa mulher. 

    O filme vai crescendo. Parece inócuo no inicio e vai crescendo em intensidade com a metamorfose da personagem principal e a revelação da intensidade contida do amor do seu parceiro.

    Quem gosta de filmes americanos não vai encontrar aqui as luzes, o brilho, o espectáculo. É um filme sobre identidades e relacões. E eu achei maravilhoso porque senti tudo isso,  o amor demonstrado e sentido. Foi cinema a que assisti. Uma realidade em que acreditei e da qual gostei mesmo muito.


    18/20

    quinta-feira, fevereiro 08, 2018

    Frases profundas

    "We’re all just walking each other home."

    by Ram Dass


    Gostei muito desta frase. É caso para dizer... Daaaaaass! :-P

    Para o Anfitrião



    Umas sugestões para ver se consegues olhar para a moça sem preconceito. Tudo sem vídeo porque se não lhe estou a olhar para a cara também é mais fácil abstrair-me da Kesha de sempre. A sugestão imagética é sempre muito forte.

    Em baixo duas músicas mais, uma com os meus queridos The Dap-kings (que agora já não têm a maravilhosa e prematuramente desaparecida Sharon Jones) e, por último, a "Dylanesca" Bastards. Já me dirás se te mudei um bocadinho a impressão ou não.


    Chems

    Ainda por aí uma grande celeuma sobre usar chems para sexo e os perigos dos mesmos. Como eu sou uma pessoa antiga fico na dúvida se estamos a falar de coisas como cocaína e poppers ou se já é toda uma outra "travessa de comida". Alguém me quer ilucidar?

    terça-feira, fevereiro 06, 2018

    Mutuamente exclusivas ou nem por isso?

    Wild hearts can't be broken - Pink

    Even hearts made out of steel can break down - Madonna


    Para a Magg

    Este fim de semana houve um jantar de bloggers e não tendo conseguido estar no dito a tempo inteiro ainda acabei por ir beber café (levando o respectivo). Tinha curiosidade em conhecer pessoas que ainda não sabia como eram fisicamente, sendo que conheço apenas o que escrevem e/ou a forma como se expressam. Logicamente o discurso escrito induz-me imagens que produzem uma figura imaginária. Não sei porquê imaginava o Mark com o cabelo  castanho claro e mais comprido. Mas tu Magg (uso o «Tu» directamente para justificar o título :-p) és exactamente o que eu imaginava, apenas mais baixa, mas o cabelo, o semblante, os óculos, era o que tinha em mente. Só falhou o facto de achar que terias entre 1,75-1,80. Agora já sei :) 

    E continuando com o tema decorativo

    Precisava de um quadro a bater com os novos tons do escritório, e como não me importo nada de meter as mãos na massa, fui buscar a inspiração a um pintor que adoro - Charles Green Shaw - e fiz uma versão de um quadro dele (é o terceiro quadro dele do qual eu faço uma versão). Ficou no mesmo canto do candeeiro por cima de um daqueles móveis metálicos do IKEA de duas portas que antes era vermelho e agora é beringela. 

    Mais uma peça de mobília renovada (candeeiro)




    A avó do meu namorado tinha numa prateleira (esquecido e cheio de pó) um candeeiro que me chamou à atenção. Achei que poderia ficar engraçado em cima de um móvel que também renovei. Gosto muito da ideia de poder dar uma nova vida a uma peça. A reciclagem agrada-me sobremaneira porque além de voltar a dar dignidade a um material obsoleto também sinto que estou a fazer a minha parte na poupança de recursos do planeta. Esta coisa do consumismo cego deixa-me doido. Voltando ao candeeiro, o resultado final agradou-me muito, mas toda a gente sabe que gostos não se discutem. 

    segunda-feira, fevereiro 05, 2018

    Os meus álbuns de 2017

    Não sei se foram os melhores, mas foram indubitavelmente os que eu ouvi mais. Este ano de 2018 a ver se a "musiquinha" de dança volta à minha vida. Silvestre is in the house... :-p

    Melodrama - Lorde                      
    Rainbow - Kesha                         
    Lust for love - Lana del Rey        
    Beautiful Trauma - Pink
    Native Invader - Tori Amos
    Semper Femina - Laura Marling
    Ed Sheeran - Divide
    Fake Sugar - Beth Ditto
    CTRL - SZA
    Listening Without Prejudice 2017 - George Michael
    Freudian - Daniel Caesar


    Parece que oiço muito mais música de meninas do que meninos. Os meus Grammy não iriam todos para o Bruno Mars. Quem sabe este ano os meninos ganham terreno às meninas. #batalhadossexos



    A Forma da Água

    Estava à espera que fosse extraordinário, mas é apenas muito bom. Uma fábula para adultos com boas interpretações e uma cenografia estupenda. Gostei de ver a Sally Hawkins ter o reconhecimento que merece. É, a meu ver, uma actriz subvalorizada que não tem tido papéis de protagonista à altura do que pode fazer e da sua personalidade "alternativa". Ainda me lembro do delicioso «Happy Go Lucky» onde faz de uma optimista que desespera toda a gente com o seu optimismo. 

    Perante um ser que não é humano, são exploradas várias facetas do nosso comportamento enquanto espécie (por intermédio dos diferentes personagens) e levantada a questão: o que é que nos torna humanos? O que é que nos humaniza. É sem dúvida um filme bonito que a todo o momento me remetia para a Amélie Poulin, talvez pelo estilo narrativo. 

    16/20

    sexta-feira, fevereiro 02, 2018

    O vídeo até está fofinho...



    Mas alguém lhe devia dizer que aquele cabelo a faz parecer tão atarracada como a Teresa Guilherme, para não dizer cabeçuda. :-p

    ps. pronto, já foi o meu momentinho superficial do dia.

    The Post

    Ou eu ando muito insensível ou faltou algo de pungente a este filme. Estou um pouco cansado do Tom Hanks a ser o Tom Hanks e, de certa forma, tenho de dar um aplauso à Meryl Streep por uma actuação bastante "contida". O filme em si sobre uma intriga política bastante interessante nunca acendeu. Acho que necessitava de ter sentido mais a tensão que a situação causou na época e pela qual os personagens passaram. Se aquilo que é representado no filme é a tensão real, então este episódio da história dos EUA (com impactos tão contundentes na relação entre classe governante e governados) foi ligeiramente aborrecido para mim.

    13/20


    quarta-feira, janeiro 31, 2018

    Os meus filmes de 2017

    Em 2017 vi quarenta e quatro filmes no cinema. Reparei que existiram cinco que gostei mesmo muito (pontuação de 18 em 20 pontos possíveis). Acho, ainda, que agora (à distância) ainda teria subido mais a pontuação a 2 deles. Posto isto existiram mais cinco filmes dos quais gostei, também bastante. O top 10 será então o que se segue:

    01- Moonlight
    02- Manchester-by-the-Sea 
    03- Aquarius
    04- Amigos, Amigos, Telemóveis à Parte
    05- Blade Runner 2049
    06- Sete Irmãs
    07- Castelo de Vidro
    08- Foge
    09- Cantar 
    10- A Grande Muralha

    Maze runner : Cura mortal

    Acho que gostei mais do segundo filme se considerar toda a série. O filme é altamente "formulaico" dentro da categoria a que pertence: filmes pós-apocalípticos para adolescentes. É agradável de se ver em partes, altamente previsível em outras. Mas pronto, é o que é. Não se vê mal e já sabemos ao que vamos. 


    13/20 

    E mais outra musiquinha do Justin (a melhor das novas, até agora)


    Não conhecia o Chris Stapleton e fiquei a gostar de muito de algumas das suas músicas. Nunca fui muito fã de música country, mas quando ele a derivar pelos blues e pelo soft rock/americana as conções são mesmo muito boas. Quanto ao Justin, acho bonito que esteja a fazer a música de que gosta e que vibre com isso. Podia ter apresentado a música da moda e ter um êxito brutal. Está a seguir outro caminho. Props!  

    I so love Pink



    Uma das cantoras mais subvalorizadas, na Liga dos Grandes. Para mim ela é uma espécie de Paulo Sousa do mundo das canções. Tem um palmarés invejável, mas nunca foi tão mediático como outros contemporâneos. O que mais me entristece é que ela tem 38 anos e dentro de pouco estará também fora das estações de rádio que contribuem directamente para as tabelas de êxitos. Sem exposição não há consumo e pouco a pouco apenas os fãs continuarão a admirar e seguir. Todo o público variável deixa de ser exposto. No caso da Pink não só gosto de a ouvir cantar como gosto de tudo o que tem para dizer. É uma pessoa real. Já andou por quase todo o abecedário da vida e atingiu um equilíbrio de pois de muitos altos e baixos. É uma pessoa real. Ah como eu gosto de pessoas reais...

    quinta-feira, janeiro 25, 2018

    Roda Gigante

    Definitivamente eu e os críticos do Público não estamos nunca em sintonia (ou raramente estamos). O último filme do Woody Allen não me agradou. Podia ser apenas por a história ser feia (no sentido ético do termo) e pelas personagens serem feias e para lá da redenção. Mas ver a Kate Winslet dirigida daquela forma, foi triste. Normalmente existe um personagem por filme que é o Woody Allen. Desta vez são dois. A Kate Winslet e o Justin Timberlake. Não gostei mesmo da direcção artística. Quanto à história, é muito triste. Pessoas mal amadas e quebradas podem provocar danos intensos a quem com elas interage. Há aqui a procura de um caminho que misture o clássico, as grandes tragédias gregas e a tradição de melodrama hollywoodesco, mas falha no produto final. Pareceu-me um grande desperdício de recursos. Gostava mais de ter lido esta história em livro. Até a banda sonora (por vezes) era desadequada à textura emocional da cena. O valor do filme é a história e o que poderia ser, mas a meu ver é pouco.

    12/20

    Há 11 anos atrás

    Nascia o meu afilhado e eu ofereci à mãe um bacalhau embrulhado como se fosse um bouquet de flores. As flores são já muito vistas e o bacalhau é bom para a qualidade do leite. Ocorre que o pai do meu afilhado se esqueceu do bacalhau no quarto da maternidade. E ela passou a noite com um pivete ao lado da cama. Mas nunca mais se esqueceu. É tão bom gerar recordações inesquecíveis :-p

    Citação

    “Yes, I deserve a spring – I owe nobody nothing.” 

    by Virginia Woolf

    terça-feira, janeiro 23, 2018

    Hoje alguém disse...

    Que a Kylie e a Madonna têm de repensar a sua estratégia de marketing para voltar aos tops das vendas de singles. Nada mais falso. Quem compra singles são os jovens e aos olhos da nossa sociedade a Kylie e a Madonna são... velhas. Por muito espectacular que seja a sua música não vão ser tocadas na rádio, não vão ser tocadas na televisão (em espaços/horários massificados) e não vão ser objecto de divulgação extra à que conseguirem engendrar pelos meios que lhes são disponíveis. O mundo pop é brutal para com as mulheres, a sociedade é brutal para com as mulheres. Claro que vão continuar a vender álbuns porque as pessoas da minha geração (quarentões e até trintões) compram álbuns e vão continuar a vender bilhetes para concertos em Arenas por oposição aos estádios e that's life.  

    Outro exemplo da ditadura da idade/imagem. A Kelly Clarkson voltou com uma grande canção, mas está muito obesa e não fez sucesso também. Ela já não é cool. As pessoas gordas não são cool para a nossa sociedade, ninguém que ser nova Kelly feliz mas muito gorda.  O público que a tornou famosa não é público da Adele (que tem um appeal brutal para pessoas +40 e por isso está sempre garantida).

    Já o Mick Jagger até pode estar cheio de artrite e a a cair aos bocados, mas vai ser sempre cool. Uma forte evidência das diferenças entre o masculino e o feminino, e uma prova da discriminação contra as mulheres. 

    segunda-feira, janeiro 22, 2018

    As grandes decisões

    O ser humano tem dificuldade em tomar grandes decisões (pelo menos este ser humano) e procura sempre uma data/efeméride para marcar o "tour de force". No meio de um certo caos em que se tornou a minha vida nos últimos meses resolvi começar por uma ponta e não esperei pela segunda-feira ou pelo dia primeiro do mês. Os estados de caos resolvem-se pelo solucionar das pequenas crises que o compõem. 

    A primeira decisão foi deixar de comer pão, bolos e farináceos em geral. Sinto-me mais saudável, o que é bom. A segunda decisão foi acabar a renovação do escritório que durava desde Agosto. A terceira, e acho que a mais importante, é reencontrar o meu "dancing shoes state of mind" (lá estou eu com as metáforas). É tão fácil uma pessoa perder-se nas idiossincrasias da vida quotidiana. Há quem lhe chame remoinho, mas para mim parece mais um pântano na medida em que a consequência é a inércia e a acomodação. 

    As pequenas coisas não devem deixar de acontecer. É o saudável funcionamento das pequenas coisas que faz com que o todo seja uma experiência de vida plena. É tão fácil descurar as pequenas coisas e deixarmo-nos estagnar nesse mar de pequenas invisibilidades.

    Olhar não é sinónimo de ver e todos os dias olhamos para esse caudal de estagnação e não vemos. Há momentos de consciência e, nesses momentos, devemos agarrar-nos à imagem como uma corda de salvação. Mantê-la viva. Começar a dar aos braços, agitar a água, resolver o que tem de ser resolvido e drenar o que está a mais e nos impede o movimento.

    Às vezes tudo começa por uma coisa tão simples como deixar de comer farináceos. 

    sexta-feira, janeiro 19, 2018

    Madonna... África como influência?

    Depois de se saber que a Kylie está de volta com um single  novo (que podia ter mais "wow factor"), sabe-se que a Madonna está a trabalhar em nova música com a Starrah e com as Ibeyi. Cheira-me a uma forte presença de África no novo álbum, com algum trip-hop pelo meio. Just saying...

    Parte 4




    Take me to the river
    Help me find the sun
    I will follow you child
    I used to know the way
    I forgot it all
    I used to be you, child

    quinta-feira, janeiro 18, 2018

    Parte 3



    Who can say where the road goes
    Where the day flows, only time
    And who can say if your love grows
    As your heart chose, only time...

    Parte 2



    Ouch, I have lost myself again
    Lost myself and I am nowhere to be found
    Yeah, I think that I might break
    Lost myself again and I feel unsafe

    Parte 1




    Baby I've been here before
    I've seen this room and I've walked this floor (you know)
    I used to live alone before I knew you
    And I've seen your flag on the marble arch
    And love is not a victory march
    It's a cold and it's a broken Hallelujah

    quarta-feira, janeiro 17, 2018

    Sabedoria

    “When you once see something as false which you have accepted as true, as natural, as human, then you can never go back to it.” 

    Jiddu Krishnamurti

    Dua Lipa knows best...


    Dua Lipa - IDGAF

    segunda-feira, janeiro 15, 2018

    Três cartazes à beira da estrada

    Foi o meu segundo filme do ano e penso que será caso para dizer que vai ser um dos meus filmes do ano. O drama de uma mãe que não olha a meios para "obrigar" a polícia da sua pequena localidade a resolver o mistério da morte da sua filha que foi violada e assassinada é o ponto de partida para um filme estupendo. O argumento é óptimo e as actuações são também de uma veracidade incrível. A representação de uma pequena vila no Mississipi com a sua delicada teia de forças, influências e tabus vai ficar nas memórias dos espectadores por muito tempo. Um retrato social intenso, mas também um retrato humano (no seu melhor e no seu pior). O mais brilhante ainda é o próprio argumento e a capacidade de fazer-nos ver um drama que acaba por ser todo passado em tom de comédia negra. Por exemplo, o diálogo da personagem principal com o Padre da vila é imperdível. 

    Penso que iremos ver uma nova nomeação de Frances McDormand para Óscar de melhor actriz e também uma nomeação de Sam Rockwell para Óscar de melhor actor secundário.

    18/20

    Chama-me pelo teu nome

    O filme tem uma beleza cinematográfica própria do cinema italiano, mas é demasiado fotográfico (por vezes) procurando intencionalmente uma certa estética sensual e natural que me parece forçada a servir o propósito do "coming of age" do personagem principal.  Um adolescente de 17 anos que, num belo verão, começa a explorar sexualmente a intimidade com uma jovem rapariga e um homem nos seus 30 é o ponto de partida para este filme. Há momentos muito bonitos, há momentos desconfortáveis e há uma conversa com o pai no fim do filme que achei maravilhosa. Tiro o chapéu aos dois actores principais que não sendo gays na vida real se entregaram aos papéis com uma veracidade imensa. 

    15/20 

    PS. O Timothée Chalamet vai ser um actor com uma carreira brilhante. Sem dúvida.

    Sentiram o sismo?

    Isto de trabalhar num sétimo andar e sentir o prédio a tremer não é a sensação mais segura do mundo. Claro que estou armado em mariquinhas porque 4.9 de intensidade não é nada. Mas pronto... falta de hábito (que não pretendo adquirir).

    sexta-feira, janeiro 12, 2018

    Quando estiverem a ter um mau dia, relativizem.


    E o departamento parou

    Uma colega que foi mãe há 2 meses veio cá mostrar o bebé. E toda a gente foi cirandar à volta dela e eu lá fui também para não parecer mal. Disse «então esse é que é o feijãzinho?» Outra colega respondeu «feijãozinho não que ele é um menino muito grande, ouviu?». Eu que estava a tentar ser fofinho no início terminei com um «sabe eu não percebo nada dos tamanhos das criaturas» e vim embora. A mãe riu-se (ela percebeu que eu estava a mandar a outra para...lá.)

    quinta-feira, janeiro 11, 2018

    E hoje soube que a Kylie também vem aí...

    Não, não não... não é a Kylie Jenner (que por mim podia ir para onde nunca mais fosse vista e fazer mantas de retalhos ou outra coisa qualquer que a mantenha em casa), é a kylie Minogue e o disco kid  que habita dentro de mim já começou aos saltos. Só falta aparecer a Madonna com um álbum de funaná, mornas e fado (diz que é o que ela anda a ouvir).





    Entretanto deixo um vídeo onde as Selenas, as Taylor, as Arianas, as Katy, as Camilas e até as Minaj da vida podem aprender uma coisita ou duas sobre ser sexy. 

    quarta-feira, janeiro 10, 2018

    Efemérides

    10 de Janeiro de 1934 foi um grande ano para a minha família. Há 84 anos nascia o meu pai, tipo estrela cadente em sentido inverso. Daquelas luzes que ascendem e iluminam. Parabéns pai. O privilégio foi nosso.

    Justin is back!!



    Filthy - Justin Timberlake


    Esta canção fez-me voltar ao velho groovy Silvestre. Se calhar vem marcar um novo estado de espírito para 2018. Fez-me lembrar que tenho andado a ouvir demasiado Bon Iver e amigos nos últimos anos... 

    Dirty babe, you see these shackles, baby... I'm your slave.
    I'll let you whip me if I misbehave... It's just that no one makes me feel this way.. :-p



    Histórias de Assédio

    Hoje ao almoço ouvi a história de um assédio que tomou lugar no meu local de trabalho há uns bons anos. O respeitável chefe dos juristas esteve em formação com uma colega que hoje tem 58 anos. Ao sair da formação ofereceu-lhe boleia para o comboio, o que ela aceitou alegremente, mas o destino não foi a estação parou num motel num sítio ermo. E ela pediu-lhe, a medo, que a deixasse na estação e que ninguém tinha de saber disto. Ela não contaria nada. Ele deixou-a na estação, mas levou o caminho a ser ofensivo por causa da recusa dela, não reagiu bem. 

    Não contou, de facto, a ninguém porque estava envergonhada e não lhe tinha acontecido nada. O senhor já morreu entretanto e ela, em conversa com outras das colegas antigas, por causa das histórias dos assédios no trabalho, ficou a saber que ele fez o mesmo a pelo menos mais três pessoas. De respeitável não tinha muito e tentava obter proveito do poder que detinha com a sua posição.
     

    terça-feira, janeiro 09, 2018

    Um desastre de artista

    O filme em si está muito bem feito. A interpretação do James Franco está "5 estrelas". Mas não seria muito difícil na medida em que é uma espécie de biopic a a personagem principal é, em si, um boneco. Esta é a história da realização do pior filme da história. Ficamos incrédulos quando pensamos que aquilo pode ser verdade (e foi mesmo). Cheguei a casa e fui procurar o filme original em streaming e... OMG. Não há nada que eu possa dizer que faça justiça à realidade (é surreal), por isso tem mesmo de ser visto.

    15/20

    segunda-feira, janeiro 08, 2018

    Agências de Seguros ou Agências de Filhos da Puta

    Mais uma vez constato que as agências de seguros não servem rigorosamente para nada, a não ser fazer dinheiro. Tudo o resto é um jogo de articulação para se escaparem a qualquer coisa que signifique terem de pagar. Fiz uma apólice de seguro habitação com uma agência que comprou antiga em que estava segurado e tendo tido um problema descubro agora que a cobertura de danos causado ruptura/estrago de canalizações de água não está coberta porque o prédio tem mais de 50 anos. Só se verifica para prédios mais novos, para isso tinha de fazer um seguro extra de responsabilidade civil. Perfeito. É sempre tudo cor-de-rosa até ao momento em que há uma ocorrência. 

    quinta-feira, janeiro 04, 2018

    SOS Animal: gatas para adopção




    Três gatinhas com 3 meses recolhidas da rua por uma benfeitora (amiga de uma amiga) que não as pode manter. As ditas gatinhas já foram desparasitadas. Necessita-se de adopção urgente. 

    Resoluções de Ano Novo: evolução


    quarta-feira, janeiro 03, 2018

    Móveis para lixo

    Olá a todos, se conhecerem lixeiras/locais onde as pessoas atiram fora móveis (ou peças de decoração) velhos para o lixo, digam-me onde ficam para que eu possa vasculhar e ver se arranjo material para fazer renovações de mobília. 

    Os vídeos evoluíram muito em Portugal...



    Reparem na Anita (muito lol).

    Piada Seca - LXVI

    Porque é que a pizza chorava sempre nos funerais?
    Porque era familiar.

    Piada Seca - LXV

    Era um homem tão pequeno, tão pequeno que em vez de andar de metro andava de centímetro.

    Primeiro post do ano

    Quem diria que o primeiro post deste ano ia ser sobre o Presidente mais imbecil e irresponsável que os Estados Unidos já tiveram. Não compreendo como é que uma nação como os EUA mantém um acéfalo incontinente verbal como Presidente. Ninguém o impugna? Já estivemos mais longe de uma guerra nuclear porque causa deste senhor não perceber nada de política internacional. A Coreia do Norte é um país com um líder instável e isso já é perigoso, mas se juntamos ao cocktail um Trump sem mordaça, o cocktail é explosivo. Espero que ninguém o agite.